Atos 13:48 por Christopher Chapman – INDEX

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Traduções Crédulas: Atos 13:48 – Um Verso Calvinista?

Por Christopher Chapman

INDEX

Parte I

Parte II

Parte III

Parte IV

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Traduções Crédulas: João 6 por Chris Chapman (Parte I de VI)

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Trazidos pelo Pai – Parte I: A Grande Figura

[37] Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.

[44] Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.

[65] E continuou: Por isso vos disse que ninguém pode vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido.

{João 6:37,44,65}

Desafio Calvinista:

Estes versos são alguns dos mais claros versos ensinando a doutrina do Graça Irresistível. Em João 6:44 Jesus deixa claro que nenhum homem em toda a história pode vir a Jesus exceto se o Pai pessoalmente o trouxer. E no verso 37 Jesus diz claramente que aqueles que têm pertencido a Deus desde toda a eternidade mais que certamente virão. A conclusão é inescapável; somente aqueles escolhidos por Deus mais certamente virão. Isto é graça irresistível pura e simples!

Resposta Bíblica:

Deve ser admitido que sem considerar o contexto histórico do Evangelho de João e a situação da antiga igreja, estas passagens parecem dizer exatamente aquilo que a teologia reformada diz deles. Mas como discípulos de Cristo nós devemos sempre considerar o contexto da escritura antes de traçar quaisquer conclusões. A fim de clarificar o contexto desses versos geralmente mal-compreendidos, nós iremos responder três questôes: Qual, Quem e Como.

Qual É o Contexto Histórico e Propósito do Evangelho de João?

Antes de considerar Jo 6:37,44 e seu contexto imediato, é importante para nós olhar primeiro a grane figura. Olhando o contexto histórico do Evangelho de João como um todo nós chegaremos a entender o propósito para o qual ele foi escrito. Isto nos ajudará enquanto voltamos nossa atenção nos eventos e no diálogo de João capítulo seis.

“No princípio”, desde a história da criação até o capítuo 12 de Gênesis, Deus lidou com a humanidade de todas as nações. Então no capítulo 12 Deus começa a focar suas atenções em Abra`ao e seus descendentes. Deus escolheu Abraão de tal forma que mediante ele Deus pudesse construir uma nação que abençoaria “todas as nações” pela vinda de Cristo (Gn 12:1-3). Ele manteve o foco estreito até o momento para a bênção mundial chegar. O Evangelho de João proclama, “No princípio era o Verbo”, e o eterno Verbo veio agora como “a verdadeira luz que ilumina a todo homem que vem ao mundo” (João 1:1-9).

Deus enviou um mensageiro para ser testemunha da vinda do Messias, João o Batista. João foi enviado a fim de que “todos cressem por meio dele” (Jo 1:7). Mas a maioria dos judeus rejeitoo desejo de Deus para eles. Assim João escreveu, “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (Jo 1:11). Mas isto não aniquilou o plano de Deus, porque Jesus não veio somente paa Israel. Assim, apesar de a maior parte de Israel o ter rejeitado, “… a todos quantos o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; o quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus” Jo 1:12-13). Deus estava mais uma vez focando em todas as nações. Ele não estava focado com a ancestralidade natural de alguém, mas com como eles responderiam ao seu Filho. Jesus veio para salvar todo aquele que colocasse sua confiança nele não importando de que nação viesse.

Este foi o contexto do Evangelho de João; esta era a controvérsia de seus dias. Bênção messiânica não era para Israel somente, mas mediante Cristo todos poderiam ser salvos. Pelo tempo que João escreveu seu Evangelho existiam mais crentes no Messian dentre os não-judeus do que entre os judeus. Os líderes religiosos judeus dos dias de João perseguiam os judeus crentes no Messias e desprezavam os gentios seguidores de Cristo. Cristãos, mesmo os judeus, não eram permitidos entrar nas sinagogas. Em Revelação 2:9 Jesus refere à atitude dos judeus para os cristãos durante o tempo que estamos considerando, “Conheço a tua tribulação e a tua pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que dizem ser judeus, e não o são, porém são sinagoga de Satanás”. E novamente ele diz “Eis que farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não o são, mas mentem, eis que farei que venham, e adorem prostrados aos teus pés, e saibam que eu te amo” (Rv 3:9).

O Evangelho de João foi escrito para encorajar os crentes em Cristo que eles eram povo de Deus, e para encorajar descrentes de todas as nações para que eles pudessem tornar-se parte do santo povo de Deus confiando em Cristo. A maneira de João para encorajar aqueles perseguidos pelas autoridades judaicas era mostrar a hostilidade que Cristo enfrentou das autoridades judaicas de seus dias. E para que eles vissem que aqueles entre a nação judaica que rejeitaram Cristo nunca foram parte do verdadeiro povo de Deus. O Evangelho de João ensinou-lhes o que Paulo em outro momento ensinou pela mesma razão, “… Porque nem todos os que são de Israel são israelitas” (Rm 9:6).

Uma Olhadela Rápida

Enquanto caminhamos pelo Evangelho de João nós vemos que quase todo capítulo de alguma forma referencia o contexto histórico. João escreveu seu Evangelho para encorajar cristãos, tanto judeus quanto gentios, que eles eram o verdadeiro povo de Deus; que não é ancestralidade, mas a fé, que agrada Deus. No capítulo 1 verso 29 nós lemos o testemunho de João Batista que Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Para nós isto é uma simples afirmação de fato, mas para os líderes judeus dos dias de João Batista ela desafiou sua suposição que o Messias era somente para os judeus. Em Jo 1:47 nós vemos Jesus fazendo do caráter e condição espiritual os meios para determinar quem são os verdadeiros judeus quando ele declara de Natanael, “…Eis um verdadeiro israelita, em quem não há dolo!”.

No capítulo 2 Jesus profetizou, com suas ações, sobre a iminente destruição do templo judaico. Ele mostrou seu desprazer com as práticas corruptas da nação judaica virando as mesasdos cambistas e expulsando aqueles vendedores de animais para sacrifício com um chicote (versos 13-17). Ele vai ainda mais longe declarando que de agora em diante seu corpo seria templo de Deus, fazendo a si mesmo o centro de todos aqueles devotados a adorar Deus (versos 18-22).

Em João 3:16 nós lemos a afirmação controversa definitiva. Jesus proclama que Israel não era o único foco do amor salvífico de Deus, mas que Deus amou o mundo. E ele novamente enfatiza que não é ser judeu que faz alguém aceitável a Deus, mas todo aquele que crê receberá vida eterna. No verso 18 Jesus declara que ser judeu não pode salvar ninguém quando ele declara “Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”. O que para nós é um sumário tão natural da fé cristã era horrivelmente ofensivo para os líderes judeus dos dias do Apóstolo João, e seria bem encorajador aos leitores cristãos de João.

No capítulo 4 lemos sobre um dia confuso na vida dos discípulos judaicos de Jesus. Não apenas ele ministrou para uma mulher samaritana, mas então ela foi ministrar a toda sua vila. Em seu ministério para ela ele deixou claro que a posição espiritual com Deus não mais seria dependente de quaisquer tradições nacionais ou raciais. Ele contou-lhe nos versos 21 e 23: “Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai… Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem”. Ele fez a si mesmo o centro de toda verdadeira religião quando ele lhe disse, “aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna” (verso 14). Ao fim de seu tempo com os samaritanos eles fizeram uma declaração explosiva sobre o Messias judeu, “…nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo” (verso 24).

No capítulo 5 versos 19-47 Jesus confronta os líderes religiosos e lhes diz que rejeitando-o, eles estavam rejeitando Deus. Ele ofende seu orgulho religioso acusando-os de não crer nos escritos de Moisés quando ele diz “Pois se crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim ele escreveu. Mas, se não credes nos escritos, como crereis nas minhas palavras?” (versos 46-47). Ele os desafia a parar de meramente ler as escrituras e crer nelas; pois vida não é encontrada na Bíblia, é encontrada nele (verso 39). Mas ele sabe que eles não querem vir a ele para vida porque eles jamais ouviram a voz de Deus e não tem a palavra de Deus dentro deles (versos 37-38). Por causa de sua rejeição dele ele concluiu que eles não tinham o amor de Deus neles (verso 42). Nós devemos entender que ele está declarando plenamente que estes religiosos judeus, zelosos da Lei, não pertenciam a Deus. Não espanta quererem matá-lo!

No capítulo 7 verso 17 ele acusa os líderes religiosos de não quererem fazer a vontade de Deus quando ele diz, “se alguém quiser fazer a vontade de Deus”, ele crerá em mim. Eles mostraram que não queriam fazer a vontade do Pai rejeitando-o. No capítulo 8 ele lhes diz que são escravos do pecado (verso 34) e não são verdadeiros filhos de Abraão (versos 39-40). Ele prossegue afirmando-lhes que eles não são filhos de Deus como eles alegam, mas na realidade são filhos do diabo, que procuram os desejos de seu pai (versos 41-44). Ele conclui lnhes dizendo “Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso vós não as ouvis, porque não sois de Deus” (verso 47). Esta é uma coisa bem impressionante de se dizer para os líderes da nação escolhida por Deus! Fazendo assim ele deixou claro mais uma vez que ancestralidade não tem nenhum benefício no reino de Deus.

No capítulo 9 ele fala aos “iluminados” líderes religiosos que eles eram espiritualmente cegos (versos 39-41). Em João 10:7 ele chama os líderes de Israel de ladrões e salteadores. Em João 12:41 nos é informado que alguns dos judeus creram nele, “mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga”. E no verso 32 quando os apóstolos trouxeram alguns gregos para falar com ele, ele declara que após sua morte ele traria todos a ele mesmo, não apenas judeus mas também gentios.

João escreveu seu Evangelho para desafiar as alegações dos judeus de seus dias. Eles alegavam que somente aqueles descendentes de Abraão pertenciam a Deus. Quaisquer gentios dissessem que seguiam o Messias judeu estavam completamente enganados. E aqueles judeus que seguiam Jesus não mais eram considerados parte do povo santo de Deus. João usou episódios no ministério e ensino de Jesus para mostrar que suas alegações eram completamente infundadas. Não era mais a ancestralidade ou as tradições que determinariam se se pertence ou não a Deus, mas seria sua fé no Messias judeu que os faria verdadeiros membros do povo de Deus. O ponto do Apóstolo João é melhor sumarizado pelas palavras de João o Batista em Mt 3:8-9, “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; e não penseis em dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão“. João está nos falando que isto é exatamente o que Deus tem feito!

Além de João

João encara de frente esta atitude da nação judaica para o movimento messiânico recém-formado em seu Evangelho. Mas ele não é o único que enfrenta e aborda isso. Em Mateus 21:33-46 nós vemos que isto também estava na mente de Mateus. Ele relata uma parábola de Jesus sobre os líderes religiosos judeus (verso 45). No verso 42 ele explica que era a pedra angular de Israel e que rejeitando-o os líderes de Israel estavam trazendo julgamento sobre si mesmos. Por esta razão o reino de Deus estava sendo tomado deles e dado para um povo que produzisse fruto (verso 43). Em sua rebelião contra Deus eles rejeitaram o Messias que lhes foi enviado. Eles logo estavam para cair em Jesus e crucificá-lo, mas ele seria vindicado por Deus e voltaria para esmagá-los (verso 44). A coisa importante a se notar no que Mateus relata é que ele estava deixando claro que Israel seria redefinida. Ele estava contando a seus leitores que Israel não era mais identificada pela sua relação de sangue por Abraão, mas por sua relação espiritual com o Messias.

Pedro faz um ponto semelhante em 1Pedro 2:1-10. Ele também aponta que Jesus é a pedra angular na qual o verdadeiro Israel de Deus é construído. Aqueles que o rejeitam estão debaixo do julgamento de Deus aqueles que creem não feitos parte da raça escolhida, sacerdócio real e santa nação de Deus (verso 9). Pedro lhes fala que eles uma vez foram pessoas de nenhuma importância, mas que em Cristo eles foram feitos povo de Deus (verso 10). Israel é definido pela sua responsabilidade com Jesus Cristo, ele é a pedra angular! Se você confia nele você está nele, se você o rejeita está fora!

Ninguém fala mais deste assunto que Paulo o Apóstolo. Só precisamos ler Gálatas 3:15-29 para ver este princípio claramente apresentado. Paulo quis que os gentios gálatas, e quaisquer judeus que estivessem lendo, soubessem que não somos filhos de Abraão pela ancestralidade, mas pela fé em Cristo Jesus. Jesus foi a semente de Abraão ela qual a bênção para o mundo foi prometida (verso 16). E aqueles que recebem-no serão feitos verdadeira semente de Abraão (verso 29).

Em Romanos 9:6-7 Paulo escreve “Porque nem todos os que são de Israel (i.e Jacó) são israelitas (i.e. povo de Deus); nem por serem descendência [física] de Abraão são todos filhos”. Começando na segunda metade do verso 7 e continuando até o verso 13 ele compartilha o princípio de como Deus escolhe seu povo. Deus prometeu que os filhos de Abraão seriam abençoados, mas então ele estreita esta promessa aos descendente de Isaque somente. Isto significa que os descendentes de Abraão mediante Ismael foram excluídos da promessa de Abraão. Mas ele não parou aí; ele estreitou a promessa ainda mais dizendo que nem todos os descendentes de Isaque receberiam a bênção, mas apenas aqueles nascidos de Jacó. Os filhos de Esaú eram descendentes de Isaque e poderiam ter partilhado da promessa da aliança com Isaque, mas Deus em sua soberania limitou a promessa à linha de Jacó.

Paulo mostra este padrão na maneira de eleição de Deus para nos ensinar que agora Deus estava limitando sua promessa a um dos descendentes de Abraão. Pedro chamou este descendente de pedra angular. Em Gálatas Paulo usa a palavra “semente” para descrevê-lo. Mas em Romanos 9:32-33 ele o chama de “pedra de tropeço e uma rocha de escândalo”. Ele então nos conta que aqueles que nele creem não serão envergonhados. Desta forma Paulo está falando justamente o que João está tentando transmitir em seu Evangelho, a saber que a promessa de aceitação por Deus como um de seu povo é determinado pela conexão com Cristo. Os judeus que se gloriavam em serem filhos de Abraão não tinham chão para se manter se eles rejeitassem Cristo porque era mediante Cristo que os filhos de Abraão foram nomeados.

Se nós ignorarmos o contexto histórico e propósito geral do Evangelho de João quando nós chegamos aos versos que estamos considerando nesta série de posts nós iremos desinterpretá-los como a teologia reformada tem feito. Mas se nós mantivermos o contexto da perseguição da antiga igreja pelos judeus descrentes em mente nós começaremos a ver Jo 6:37,44,65 em uma luz totalmente nova, uma luz bíblica.

Neste post nós começamos a olhar o contexto geral de João 6. No próximo olharemos no coneúde de João capítulos 5, 7, 8, focando em como eles afetam o entendimento de João capítulo seis.

META

Autor: Christopher Chapman

Site: http://christopherchapman.wordpress.com

Título Original: Drawn by the Father – John 6 (Part 1 – The Big Picture)

Fonte: http://christopherchapmanblog.wordpress.com/2012/11/21/drawn-by-the-father-john-6-part-1-the-big-picture/

Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Traduções Crédulas: João 6 por Christopher Chapman (INDEX)

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Mais índices, mais índices, mais índices!

Já faz um bruta tempo que estou com esta e muitas outras séries engavetadas. De fato, penso que há pouco que eu possa traduzir de relevante nessa área. Os principais versos-prova já foram cobertos, e os argumentos mais usados pelos apologistas de décima há muito não têm o mesmo efeito (exceto em mentes viciadas).

De qualquer modo, esta série vale a leitura. É uma perspectiva mais ampla, analisando o livro como um todo. Vale o investimento!

Como sempre, puxe a aba!

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Traduções Crédulas: Cinco Questões sobre Predestinação – Questão No. 5: Por Que?

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Cinco Questões sobre Predestinação
Questão No. 5: Por Que?

por Christopher Chapman

Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Questão: Por que a doutrina bíblica da predestinação era controversa nos tempos do Novo Testamento?

Resposta: Porque o plano de salvação de Deus incluiu todas as pessoas, não somente judeus.

O conceito calvinista de predestinação é um tópico controverso em nossos dias. Sua controvérsia reside no fato que Deus limitou a possibilidade de salvação a um limitado montante de indivíduos. Isto certamente significa que aqueles que não foram predestinados para vida eterna não tem chance de serem salvos. Esta limitação da oferta da graça de Deus a um número relativamente baixo de indivíduos eleitos, enquanto ao mesmo condenando bilhões de almas à danação, causa as pessoas a refletir pobremente no caráter de Deus. Por esta razão, predestinação calvinista está no centro de muitos debates acalorados na Igreja, tanto agora quanto na história.

Uma das mais famosas passagens usada para defender predestinação calvinística é Romanos capítulo nove. Neste capítulo o Apóstolo Paulo está obviamente num debate acalorado sobre o direito de Deus em escolher quem será salvo e como. Calvinistas imaginam que Paulo está argumentando com pessoas que simplesmente não podem aceitar a ideia que Deus limitaria a salvação a certos indivíduos. para eles, ele está defendendo o direito soberano de Deus incondicionalmente escolher algumas almas para vida eterna, e deixar as demais perecer em seus pecados. Eles teriam dito “Deus tem o direito de tornar salvação exclusiva e limitá-la àqueles que ele escolhe por sua escolha divina e incondicional”.

Mas a questão em mãos não é “Por que a predestinação calvinística é controversa?”, mas “Por que a predestinação bíblica era controversa?”. As respostas a estas duas questões estão em polos opostos. Predestinação calvinística é geralmente debatida porque ela limita a possibilidade de salvação a uma pequena porcentagem de pessoas, quer dizer, ela é bastante exclusiva. Mas a doutrina bíblica da predestinação era um tópico quente nos seus dias porque ela tornava salvação possível a todas as pessoas, isto é, ela era inclusiva.

Em Romanos 9 Paulo estava num tenso debate acerca do direito de Deus em escolher quem poderia ser salvo e como. Mas ele não estava argumentando com pessoas que criam que Deus devesse oferecer salvação ao mundo todo. Ele estava argumentando com o povo judeu de seus dias que cria que salvação era o direito exclusivo de Israel. Eles criam que somente aqueles que eram parte da nação judaica, ou que se tornavam parte dela mediante circuncisão e obediência à Lei de Moisés, podiam ser salvos. Paulo disse que eles estavam profundamente enganados. Ele explica que salvação é aberta a todas as pessoas, e não é baseada em ascendência humana ou obediência à Lei, mas em fé em Jesus Cristo. Após fazer seus argumentos Paulo sumariza, “[30]Que diremos pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça, mas a justiça que vem da fé. [31] Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não atingiu a lei da justiça. [32] Por que? Porque não a buscavam pela fé, mas como que pelas obras da lei. Pois tropeçaram na pedra de tropeço;”{Rm 9:30-32 AR}

Paulo argumenta que Deus não está limitado a limitar a salvação a Israel. Ele tem o direito de oferecer sua salvação a todas as nações. Fazendo da fé o meio para receber sua salvação em vez da lei do Antigo Testamento, ele fez vida eterna acessível a todos. A maior parte dos judeus dos dias de Paulo não podia aceitar isto. Eles se recusavam a crer que Deus aceitaria gentios como seu santo povo mediante fé em Jesus Cristo. Esta negação os levou a recusar o Evangelho, e vida eterna foi oferecida mediante tal.

Para eles Paulo diz,  “[20]Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? [21] Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para uso honroso e outro para uso desonroso?”. Com isto ele defende o direito de Deus em tornar a salvação aberta a todos aqueles que creem. Com esta reprimenda, ele também defende o justo direito de Deus em julgar a nação judaica por sua recusa do Evangelho.

Paulo está defendendo o direito de Deus em decidir quem e como alguém será salvo. Mas ele não está argumentando para aqueles que dizem que Deus limita a salvação a um certo número de indivíduos. E ele não está defendendo a doutrina que estabelece que Deus escolhe pessoas incondicionalmente. Em vez disso, Paulo está argumentando contra aqueles que pensam que salvação era o direito exclusivo de um número limitado de pessoas. Ele está defendendo o direito de Deus em oferecer salvação a todas as pessoas na base da fé, em vez de ascendência ou obediência à Lei de Moisés.

Mas Paulo não foi o primeiro a apresentar esta visão controversa da salvação para a nação judaica. Jesus iniciou a controvérsia quando ele declarou “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”{Jo 3:16 AR}. Não podemos imaginar qualquer pessoa pensando que esta afirmação é objetável. Mas para os judeus dos dias de Jesus, era impensável que Deus amasse o mundo inteiro, incluindo os gentios. E mesmo em nossos dias ainda existem aqueles tentam limitar o amor de Deus e sua oferta universal de salvação. Eles argumentam que Deus não ama o mundo todo, nem deseja sinceramente oferecer salvação a todos; mas seu amor salvífico e sua oferta, acompanhadas da graça habilitadora necessária para aceitá-la, são limitados somente a alguns indivíduos. Nos dias de Paulo predestinação bíblica era controversa entre os judeus que pensavam que a salvação era direito exclusivo de um pequeno grupo de indivíduos. E nos nossos dias predestinação bíblica é ainda controversa entre calvinistas que pensam que Deus tem limitado seu amor e sua oferta de salvação a uma pequena percentagem da humanidade.

Traduções Crédulas: Cinco Questões sobre Predestinação – Questão No. 4: O Que?

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Cinco Questões sobre Predestinação

Questão No. 4: O Que?

por Christopher Chapman

Tradução: Credulo from this WordPress Blog

 

Questão: O que Deus predestinou para seu povo escolhido?

Resposta: Adotar cristãos como seus filhos

 

Nós discutimos que mediante Cristo Deus predestinou um grupo específico de pessoas para pertencer a ele. Ele também predestinou a maneira pela qual alguém se torna membro deste povo especial (i.e. mediante fé). Agora devemos nos perguntar se a Bíblia ensina o que Deus predestinou para o Corpo de Cristo. Sabemos que Deus determinou de antemão conceder a Terra Prometida como herança especial de Israel; ele também teve uma herança em mente para a Igreja de Jesus Cristo? Se sim, qual era ela?

A Bíblia usa a palavra `predestinou’ seis vezes (At 4:38, 1Co 2:7, Rm 8:29-30, Ef 1:5,11). Atos 4:38 afirma que Deus predestinou como ele provocaria a crucifixão de Cristo; e 1Coríntios 2:7 diz que Deus predestinou a sabedoria para a Igreja. Mas as passagens de Romanos e Efésios nos afirmam exatamente o que Deus predestinou que ele faria para o Corpo de Cristo.

[5] e nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, … [11] nele, digo, no qual também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade,{Efésios 1:5,11 Almeida Recebida}

O que foi predestinado, de acordo com estes versos, não foi quem creria em Jesus, mas que bênçãos aqueles que creem herdarão. Verso quatro ensina que o propósito da vontade de Deus que ele predestinou foi adotar como filhos aqueles que receberiam salvalão mediante Jesus Cristo. Podemos sentir a surpresa de João quando lemos 1Jo 3:1, “ Vede que grande amor nos concedeu o Pai: de sermos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não conheceu a ele.”.

Em Romanos capítulo oito Paulo reconfirma o que Deus predestinou para o povo de Cristo.

Porque os que previamente conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. {Romanos 8:29 Almeida Recebida}

Estes versos nos dizem o que Deus predeterminou para seu povo que foi escolhido em Cristo. Desde toda eternidade ele predestinou que aqueles que se juntam ao povo de Cristo pela graça mediante fé seriam conformados à imagem de Seu Filho. Deus tinha algo ainda maior em mente para aqueles que creem em Jesus que somente serem perdoados por seus pecados. Não apenas os membros do Corpo de Cristo receberiam perdão, eles seriam adotados como filhos do próprio Deus. Que maravilhosa herança! Este foi o eterno plano de Deus para aqueles que creriam em seu Filho, Jesus Cristo. Esta é uma herança infinitamente maior que possuir uma terra, mesmo uma que mana leite e mel!

A Bíblia não ensina que certos descrentes foram predestinados a crer em Jesus Cristo; ela ensina sim que todos os crentes foram predestinados a serem adotados como filhos de Deus.

Traduções Crédulas: Cinco Questões sobre Predestinação – Questão No. 3: Como?

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Cinco Questões sobre Predestinação

Questão No. 3: Como?

 

por Christopher Chapman

Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Questão: Como alguém se torna membro do povo predestinado de Cristo?

 

Resposta: Crendo no Evangelho de Jesus Cristo

Quando nós falamos sobre indivíduos sendo parte do povo escolhido de Deus no Antigo Testamento, Israel, por causa de seu relacionamento com Abraão, não é difícil para nós entender a natureza de tal relacionamento. Eles foram relacionados a ele porque eles tinham este sangue correndo nas veias. Mas quando discutimos a natureza do relacionamento entre Cristo e sua Igreja não estamos falando de ascendência física. O povo de Deus no Novo Testamento não é determinado pela sua raça, mas pela sua fé.

[13] no qual também vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa,

[14] o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para o louvor da sua glória.

{Efésios 1:13-14 Almeida Recebida}

 

porque nos temos tornado participantes de Cristo, se é que guardamos firme até o fim a nossa confiança inicial;

{Hebreus 3:14 Almeida Recebida}

 

[12] Mas, a todos quantos o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus;

[13] os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.

{João 1:12-13 Almeida Recebida}

Nos tempos do Antigo Testamento, para ser considerado um membro de planos direitos de Israel, e compartilhar das bênçãos prometidas ao povo de Abraão, você precisaria ter pelo menos um parente judeu. Naqueles dias uma pessoa nascia membro do povo escolhido de Deus. Mas na era do Novo Testamento nos tornamos membros do povo escolhido de Deus mediante fé. Nós somos “incluídos em Cristo” quando ouvimos e cremos no Evangelho. Somos conectados a Cristo, e compartilhamos sua situação de eleito, mediante fé. Podemos estar confiantes que somos parte do povo escolhido de Deus porque cremos em Jesus. Fomos escolhidos mediante Cristo; e estamos nele mediante fé!

Pedro, citando o Antigo Testamento, diz “Eis que ponho em Sião uma principal pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será envergonhado”{1Pe 2:6 AR}. E Paulo confirma isto em Gálatas 3:8 quando ele diz “Ora, a Escritura, prevendo que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou previamente a boa nova a Abraão, dizendo: Em ti serão abençoadas todas as nações”.

Bem antes de Cristo vir à terra Deus revelou seu plano de escolher um povo relacionado entre si pela sua fé. Ainda que Deus não predestine quais indivíduos seriam membros do Corpo de Cristo, ele determinou de antemão como alguém poderia se tornar membro deste povo santo.

Um dos mais lamentáveis erros do calvinismo é a doutrina da eleição incondicional. Esta doutrina ensina que antes do mundo ter início Deus predestinou que indivíduos ele concederia vida eterna, e quais ele abandonaria à morte em seus pecados. De acordo com esta perspectiva Deus não escolheu indivíduos por causa de sua conexão com Cristo mediante fé, mas meramente porque isto foi o que ele decidiu desde a fundação do mundo. Ele estabelece que Deus escolheu os homens sem qualquer condição discernível, mas apenas porque foi seu direito divino escolher quem vive e quem morre. Isto contradiz o testemunho do Novo Testamento que faz fé em Cristo a condição para conexão a Cristo, seu povo, e herança eterna preparada para seus filhos. A eleição por Deus de indivíduos não é baseada nas boas obras das pessoas, mas é baseada na aceitação de seu Filho pela fé. Eleição soberana é baseada em uma clara condição, não em um plano misterioso de Deus.

Traduções Crédulas: Cinco Questões sobre Predestinação – Questão No. 2: Quem?

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Cinco Questões sobre Predestinação
Questão No. 2: Quem?
[(Excerto de Erros Calvinistas)]

por Christopher Chapman
Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Quem?

Questão No. 2: Quem Deus predestina?

Resposta: A Igreja de Jesus Cristo

A questão de quando Deus predestina não está em disputa entre calvinistas e outros cristãos, mas a questão de quem Deus predestina sim. Devido à sua interpretação ruim de certas passagens da escritura, calvinistas concluíram que Deus, antes da criação do mundo, predestinou certos indivíduos a serem salvos. Mas esta é uma leitura ruim e uma distorção do eterno propósito de Deus.

As implicações deste erro são claras. Se Deus já decidiu que indivíduos ele salvará, e sua eterna vontade é imutável e irresistível, então o destino eterno de todos está selado antes mesmo de nascer. Isto são boas notícias para aqueles sortudos o bastante para serem escolhidos e notícias esmagadoras para aqueles que não foram. Mas graças a Deus isto está errado! Deus não determinou de antemão quais indivíduos seriam salvos e quais seriam danados. Em vez disso, “… para isto é que trabalhamos e lutamos, porque temos posto a nossa esperança no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, especialmente dos que creem” {1Tm 4:10 AR}. Jesus veio para experimentar a morte por todos (Hb 2:9). E ele comanda que seus discípulos contassem a todos as Boas Novas (Mc 16:15-16). A verdade é que Deus não quer que ninguém se perca, senão que todos cheguem ao arrependimento (2Pe 3:9).

Ainda que Deus não tenha predeterminado que indivíduos ele salvaria, a Bíblia ensina que Deus determinou de antemão que ele iria salvar pessoas. Salvação em Cristo não é uma ideia adicional ou um plano B. O erro do calvinismo não é que eles creem que Deus predestinou salvar pessoas, mas que eles creem que Deus predestinou salvar pessoas, mas que eles creem que Deus predestinou a salvação de indivíduos em particular. Quando a Bíblia ensina sobre Deus determinando de antemão quem será salvo, ela não está se referindo a pessoas em particular, mas a um povo em particular. Deus determinou salvar um povo para si mesmo. Pedro escreve sobre a Igreja de Jesus Cristo, “Mas vós sois uma geração eleita, um sacerdócio real, uma nação santa, um povo peculiar, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” {1Pe 2:9 AR}.

Para entender como Deus escolheu a Igreja no Novo Testamento precisamos observar como ele escolheu a nação de Israel no Antigo Testamento. Em Gênesis capítulo doze Deus escolheu Abraão para ser o pai de uma nação. Deus escolheu um homem e prometeu a ele que seus descendentes seriam o santo povo de Deus. Em Dt 7:6 Moisés fala a Israel que Deus os escolheu para serem seu povo. “Porque tu és povo santo ao Senhor teu Deus; o Senhor teu Deus te escolheu, a fim de lhe seres o seu próprio povo, acima de todos os povos que há sobre a terra”. Mas o povo de Israel não foi escolhido como possessão especial de Deus quando Deus enviou Moisés ao Egito. Eles foram escolhidos séculos depois (i.e. predestinados) em Gênesis capítulo doze. Deus escolheu-os porque eles eram do povo de Abraão. Deus os escolheu em Abraão (i.e. mediante Abraão, pelo seu bem, por causa de Abraão). Deuteronômio 7:8 deixa isto claro. Moisés explanou, “Senhor vos amou, e porque quis guardar o juramento que fizera a vossos pais”. Eles foram escolhidos não por eles mesmos mas por causa da promessa que Deus fez a Abraão e depois confirmou em Isaque e Jacó. Novamente, Paulo deixa claro em Romanos 11:28 que eles foram amados pelo bem de seus pais, não por si mesmos. A nação de Israel foi escolhida quando Deus prometeu a Abraão que ele criaria uma grande nação a partir dos descendentes de Abraão. Então vemos que Deus predestinou criar uma nação especial para si mesmo.

Deus escolheu um homem, Abraão. Mediante ele (i.e. para seu bem, por causa dele, nele) seu povo também foi escolhido. Eles não foram escolhidos individualmente, mas como um grupo. A escritura não nos ensina que Deus predestinou que indivíduos nasceriam judeus. Em vez disso ensina que aqueles que são nascidos judeus, aqueles que preenchem o requerimento racial, herdariam a terra da Palestina. Então a eleição de indivíduos (i.e. situação de escolhidos) foi fundamentada em sua conexão legítima com a nação eleita, a saber, Israel. E a eleição da nação foi fundamentada com seu relacionamento com o escolhido, a saber, Abraão.

No Novo Testamento Deus segue o mesmo padrão que ele seguiu no Antigo Testamento. Primeiro ele escolhe um homem. Cristo foi “na verdade, foi conhecido (i.e. amado, escolhido) ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós”
{1Pe 1:20 AR}. Cristo é “pedra viva, rejeitada, na verdade, pelos homens, mas, para com Deus eleita e preciosa” {1Pe 2:4 AR}. Cristo é O Escolhido. Mas diferente de Abraão, que foi escolhido somente depois do dilúvio de Noé, Cristo foi escolhido antes da criação do mundo.

E bem como ele fez com Abraão na primeira aliança, Deus escolheu Cristo para o propósito de fazer uma santa nação para ele. Quando Deus escolheu Seu filho antes do mundo começar, ele também escolheu aqueles que, em devido tempo, têm uma legítima conexão com ele. Ele não apenas escolheu Cristo, mas ele escolheu uma nação em Cristo. “Mas vós sois uma geração eleita, um sacerdócio real, uma nação santa, um povo peculiar, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”{1Pe 2:9 AR}. Deus escolheu a Igreja de Cristo para ser sua possessão especial, sua santa nação. Ele os escolheu pelo bem do Escolhido. Efésios 1:4 afirma, Deus nos escolheu (o Corpo de Cristo corporativo) nele (mediante ele, por causa dele) antes da fundação do mundo (ao mesmo tempo que ele escolheu Cristo).

Então, Deus escolheu um homem, Cristo Jesus. Mediante ele (i.e. pelo seu bem, nele, por causa dele) seu povo também foi escolhido. Eles não foram escolhidos individualmente, mas como um grupo. A escritura não nos ensina que Deus predestinou quais indivíduos seriam cristãos nascidos de novo. Em vez disso ela ensina que aqueles que são nascidos de novo, aqueles que preenchem o requisito espiritual, herdarão o reino de Deus. Antes do mundo ser feito, Deus determinou formar o corpo de Cristo. Então a eleição neo-testamentária do indivíduo (i.e. a situação de escolhido) é fundada em sua legítima conexão com o povo escolhido, a saber, a Igreja de Jesus Cristo. E a eleição da “nação santa” é fundada em seu relacionamento com o Escolhido, a saber, Cristo.

É verdade que antes do mundo começar Deus predestinou salvar pessoas. Mas esta eleição (i.e. escolha) de pessoas não foi individual, mas corporativa (i.e. como um grupo). Ele não selecionou manualmente pessoas para a vida eterna, mas ele determinou de antemão que ele escolheria um grupo particular de pessoas pertencentes a ele. Quando a Bíblia fala sobre predestinar pessoas para vida eterna, não fala de indivíduos em particular, mas de um grupo de pessoas em particular. Deus nos escolheu corporativamente, não individualmente. A coisa importante para cada um de nós, é assegurar que somos parte de um “nós” corporativo que é referenciado em Efésios 1:4. Exatamente quem desfruta dos privilégios do eterno propósito de Deus para a Igreja depende se se pertence ou não a Cristo.

Cristo foi escolhido antes do começo do mundo, bem como Abraão foi escolhido nos dias após o dilúvio. E Deus determinou de antemão escolher um povo em Cristo bem como ele predestinou escolher os descendentes de Abraão. Deus predestinou salvar um povo para sua própria possessão. Deus não predestinou indivíduos para se tornar membros do corpo predestinado de Cristo, mas ele predestinou a Igreja de Jesus Cristo para experimentar salvação eterna.