Traduções Crédulas: Cinco Questões sobre Predestinação – Questão No. 1: Quando?

Padrão

Cinco Questões sobre Predestinação

Questão No. 1: Quando?

[(Excerto de “Os Erros do Calvinismo)]

por Christopher Chapman

Tradução: Credulo from this WordPress Blog

O Desafio Calvinista:

Predestinação é inegável! A Bíblia claramente a ensina, e qualquer um que a negue tem que negar o ensino da Bíblia. Deus predestinou aqueles que escolheu salvar e trazer à fé em Jesus Cristo. Antes do mundo ser criado, e antes de qualquer pessoa ter feito algo bom ou mau, Deus decidiu que indivíduos ele salvaria. Ele não os salvou devido à fé que eles teriam nele, ou por qualquer bondade que estivesse neles, mas somente porque ele se agradou em salvá-los. Esta verdade é ensinada tão a fundo ao longo da escritura que ela não precisa de defesa. Só precisa de corações humildes que lancem fora o orgulho mundano do humanismo que tenta negar o direito de Deus de decidir quem será salvo.

A Resposta Bíblica:

Calvinistas interpretam erroneamente o ensino da Bíblia acerca da predestinação. O desafio acima é um exemplo perfeito de meia-verdade. As primeiras duas sentenças são completamente verdadeiras. Predestinação é uma doutrina bíblica que todo cristão bíblico deve aceitar. Calvinistas estão certos ao dizer que predestinação é bíblico. Mas o que não é bíblico é seu entendimento de tal doutrina.

Mórmons creem que Jesus é o Filho de Deus, o que é claramente ensinado na Bíblia. Mas eles também creem que Jesus é o espírito-irmão de Lúcifer. Em suas mentes ele nem sempre existiu e apenas se tornou um deus completo após finalizar sua obra na terra. Eles usam palavras bíblicas para descrever uma crença não-bíblica. Apesar de a doutrina da predestinação não ser tão crucial quanto a deidade de Jesus Cristo, calvinistas têm feito o mesmo com a predestinação que os mórmons têm feito com o ensino sobre Cristo. Eles tomaram uma doutrina bíblica e deram a ela um significado não-bíblico.

A fim de clarificar o ensino bíblico sobre predestinação iremos quebrar o tópico respondendo cinco questões.

Questão No. 1 “Quando?”

Pergunta: Quando Deus predestina?

Resposta: Algum momento antes de ele efetuar seu plano

Esta é claramente a mais fácil das cinco perguntas que responderemos. A resposta para esta questão, “Quando Deus predestina?” é encontrada na própria palavra. O prefixo “pre” significa “antes”. “Destinar” significa determinar algo. Então a palavra simplesmente significa que Deus determinou realizar algo antes do tempo sucedido para ele fazer.

Em Atos 2:23 Pedro diz a seus ouvintes que Jesus foi levado pelos líderes religiosos e políticos de seus dias para ser morto de acordo com o conselho e presciência de Deus. Deus teve um plano específico para entregar seu Filho como sacrifício pelo mundo. Ele teve seu plano desde antes de o mundo ser formado. Por esta razão Revelação 13:8 poderia falar sobre Jesus que ele foi o cordeiro morto desde a fundação do mundo (King James Version). Em sua infinita sabedoria ele anteviu que os líderes religiosos dos dias de Jesus teriam corações rebeldes e invejosos. De acordo com sua presciência ele decidiu colocar Jesus em suas mãos, tal que eles fizessem o que ele determinou de antemão que deveria ocorrer. E eles fizeram exatamente o que ele sabia que eles fariam; eles crucificariam Jesus pelo governo romano. Então Deus determinou o que ele faria, a saber, entregar Cristo como um sacrifício pelo mundo. E por este bom senso ele planejou exatamente como ele faria tudo ocorrer.

Em Atos 4 enquanto os crentes estavam orando sobre a perseguição que eles estavam sofrendo, eles mais uma vez trouxeram à lembrança o plano predeterminado de Deus em sacrificar Jesus pelas mãos dos homens rebeldes vivendo em Jerusalém. Mas desta vez eles usaram a mesma palavra que estamos tentando entender.

[27] Porque verdadeiramente se ajuntaram, nesta cidade, contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, não só Herodes, mas também Pôncio Pilatos com os gentios e os povos de Israel;

[28] para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho predeterminaram que se fizesse.{Atos 4:27-28 Almeida Recebida}

Lendo estas passagens paralelas lado a lado obtemos um significado melhor da palavra `predestinar’. Estas passagens ensinam que Deus tinha um plano definitivo sobre como ele estava por trazer Cristo à cruz. Mas o aspecto que queremos focar aqui é este plano não foi feito justamente durante a última semana da vida de Jesus, durante seus três anos de ministério, ou mesmo no momento de seu nascimento. Este plano foi determinado desde a fundação do mundo de acordo com a presciência de Deus. A palavra `predestinar’ simplesmente significa planejar algo à frente no tempo ou determinar algo de antemão.

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8 comentários sobre “Traduções Crédulas: Cinco Questões sobre Predestinação – Questão No. 1: Quando?

  1. Pingback: Traduções Crédulas: Predestinação por Christopher Chapman (INDEX) | credulo

  2. Meu caro, o que não é bíblico é sua visão de Deus e sua relação com a criação. Por suas palavras aqui, vejo não um Deus que determina sua criação, mas um deus que se determina. Nada faz ele em relação à sua criação, simplesmente aproveita brechas e deixas da criatura, para encaixar seus planos. Leio Isaías 40, Gênesis 1, Romanos 9, Mateus 11, João 1,3,5,6. Sua argumentação é tão sem sentido na tentativa de inocentar Deus de nossa história, que você não percebe que está defendendo não só um sinergismo para a salvação, mas para os planos eternos de Deus também. Penso que o irmão deveria pensar mais sobre a relação Criador e criatura, para que veja o absurdo que são suas palavras. Um ser que cria, segundo você, é um ser que age segundo a criatura, contudo, a Escritura mostra um Deus agindo na história, usando sua criação com quer – é claro, lhe pertence; ele é único proprietário.
    Pense sobre os direitos do Criador sobre sua criação, e perceba o que significa justiça numa relação como essa. Vocês pensam justiça em termos humanos e não percebem que todo tipo de conceito: conhecimento, poder, justiça, amor, bondade, tudo; quando falamos em Deus é diferente do que falamos em nós mesmos. Armínio não entendeu o que Calvino, e até mesmo Lutero, entenderam. Raciocinou Deus em termos equivocais e nos colocou em parelelo com aquele que é Não Criado.
    Recomendo a leitura de Cornelius Van Til (Survey for Christian Episthemology) e Vern Poythress (Symphonic Theology). Lhe ajudariam a ver que o que está aqui nesse texto não significam qualquer dificuldade para um calvinista. Pelo contrário, nos deixam embaraçados com tamanha ingenuidade sobre o ser de Deus e sua relação com sua criação.
    Espero não ter sido ofensivo, pois não foi minha intenção.
    Grande abraço.

    • Mais um brisado…

      Meu caro, o que não é bíblico é sua visão de Deus e sua relação com a criação.

      O que não deve ser muito bíblico é retratar a Deidade Judaico-Cristã como um ser ávido por sangue e destruição – isto cabe mais a Káli, A Negra, ou a Jashin…

      Por suas palavras aqui, vejo não um Deus que determina sua criação, mas um deus que se determina. Nada faz ele em relação à sua criação, simplesmente aproveita brechas e deixas da criatura, para encaixar seus planos.

      Compre um par de óculos bem potentes – afinal, você mistura detalhes da dinâmica da providência divina com um assunto de foro bem específico, a preparação dos crentes.
      E mais que isso, você vomita a sua filosofia sem provar se ela é ou não verdadeira.

      1 – Eu creio que Deus determina Sua criação, mas não que a criação é determinista. De fato muitos calvinistas, e de fato até mesmo a CFW concordariam (em termos) comigo aqui.
      2 – Sua fala é autocontraditória: Deus não faz nada, mas faz algo na brecha. Só isso bastaria para eu jogar seu comentário fora.
      3 – Que planos? Deus tem milhares de planos, e muitos deles são claramente condicionais. Salvação é um deles – ou Deus por algum acaso se propôs salvar pessoas que blasfemam o Santo Espírito?
      Seja mais específico quando falar de suias ideias – de ambiguidade já me basta ler a péssima apologética calvinista.

      Leio Isaías 40, Gênesis 1, Romanos 9, Mateus 11, João 1,3,5,6.

      Muito bem. Só recomendo trocar os óculos!

      Sua argumentação é tão sem sentido na tentativa de inocentar Deus de nossa história, que você não percebe que está defendendo não só um sinergismo para a salvação, mas para os planos eternos de Deus também.

      Mais febeapá.
      Como é que minha argumentação não tem sentido? Primeiro, que ela não é minha, é apenas uma tradução. Se não consegue debater em cima do que foi escrito, pare de vomitar sua ‘sabedoria monergística’ como se isso adiantasse.
      Segundo, ‘sinergismo salvífico’ sempre existiu. Ou por acaso Deus salva cachorros e papagaios de seus pecados? Deus cobra fé de árvores, de pedras e tesouras? Que eu saiba, tais coisas são cobradas dos SERES HUMANOS.
      Além do mais, somente a teologia pelagiana é verdadeiramente monergista.

      Penso que o irmão deveria pensar mais sobre a relação Criador e criatura,

      Penso que você deveria pensar um pouco mais. E quem sabe?, ler Brian Davies, Santo Tomás de Aquino, Santo Agostinho, um pouquinho de Patrística (se possível sem os comentários de Gill em cima)…

      para que veja o absurdo que são suas palavras.

      Não devem ser mais absurdas que ler Mt 23:37 como se referindo a judeus impedindo judeus de serem reunidos para brincar de adoletar…

      Um ser que cria, segundo você, é um ser que age segundo a criatura,

      Para de falar merda, cara! Aonde é que isto foi escrito por mim?

      contudo, a Escritura mostra um Deus agindo na história,

      Não, a Escritura mostra Deus agindo nos marcianos! Isso já encheu a paciência…

      usando sua criação com quer – é claro, lhe pertence; ele é único proprietário.

      Não, Deus usa a criação como o Papai Noel quer… E daí? Por algum acaso em algum ponto deste blog você vai encontrar eu ou algum autor dizendo que Deus não pode usar a criação como Ele bem entender? Ah é, para você só os calvinistas são soberanistas…

      Pense sobre os direitos do Criador sobre sua criação,

      Não, eu não penso. Porque ‘direitos e deveres’ não cabem ao Ser Maximalmente Concebível (se é que você sabe algo sobre argumentos ontológicos).

      e perceba o que significa justiça numa relação como essa.

      Eu poderia levar dias falando sobre o que é justiça, mas vou deixar que sua corda te enforque…

      Vocês pensam justiça em termos humanos

      Vocês quem, cara-pálida? Você por acaso me conhece, ou andou lendo minha mente? Como pode ter tanta certeza sobre o que eu penso ou digo? Ah claro, deve ser lendo MacArthur, Van Til, Gill e mais algum lixo apologético…

      e não percebem que todo tipo de conceito: conhecimento, poder, justiça, amor, bondade, tudo; quando falamos em Deus é diferente do que falamos em nós mesmos.

      Conhecimento, poder, justiça, amor, bondade – tais conceitos são objetivos, eles não dependem do olho do observador. Por isso mesmo sua objeção é irrelevante, e mostra seu amadorismo travestido de apologética. Daqui a pouco, você vai me convencer que a Terra é quadrada…

      Armínio não entendeu o que Calvino, e até mesmo Lutero, entenderam.

      O que eles entenderam? Ambos falharam miseravelmente em muita coisa, e mais que isso, Lutero e Calvino discordavam em muito. Como então eles entenderam alguma coisa?
      Mais que isso, Arminius recomendou a leitura de Calvino, justamente numa época em que os calvinistas se esqueciam da Escritura em detrimento de suas filosofias…
      Mais que isso, Arminius citou Calvino para defender muito de suas próprias teorias.
      Mais que isso, Arminius lia os Pais, Agostinho e bem provavelmente Aquino e a Escolástica Católica. Isto fica bem aparente nas suas defesas de dogmas-chave, como a divindade de Cristo e a extensão da depravação humana.

      Vejo que você só conhece Arminius a partir de xingamentos de teus ídolos… Péssimo. E bem desonesto!

      Raciocinou Deus em termos equivocais e nos colocou em parelelo com aquele que é Não Criado.

      Eu adoraria ver você se estender nesta besteira de ‘termos equivocais’, dado que tais conceitos são essencialmente escolástica tomista – algo um tanto estranho a apologistas pressuposicionais como Van Til… Aliás, diga-se, filosofia nunca foi o forte de protestantes :/

      Lhe ajudariam a ver que o que está aqui nesse texto não significam qualquer dificuldade para um calvinista. Pelo contrário, nos deixam embaraçados com tamanha ingenuidade sobre o ser de Deus e sua relação com sua criação.

      Aonde neste texto encontramos algum ataque ao calvinismo? Só na sua mente já lavada pela apologética calvinista, não?

      Espero não ter sido ofensivo, pois não foi minha intenção.

      Tomar-me por ingênuo, antibíblico, embaraçoso, desconhecedor da justiça, irracional, cego míope, herege, iletrado, insensato, burro – e não quis ser ofensivo? Me desculpa, eu fiz mal papel de sua figura (e da sua deidade, por tabela)…

      Tudo bem, quando você espalhar safadezas e mentiras sobre mim, me matar em praça pública numa guilhotina, arrancar meus bens, me prender e me julgar sem direto a advogado ou a ampla defesa, distorcendo e tirando do contexto minhas palavras, e maltratar todos aqueles que ouvirem meus conselhos e vierem tirar dúvidas comigo, eu sei que você não fará isso coma intenção de me ofender…

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