Traduções Crédulas: Suarez sobre Sentido Composto e Sentido Dividido

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Suarez sobre Sentido Composto e Sentido Dividido

Porém, a ação em si mesma não deve ser contada entre as coisas que são necessárias para agir. Isto é evidente per se, desde que do contrário não se estaria afirmando nada de especial sobre as causas sob discussão; em vez disso, se estaria fazendo uma afirmação que todas as coisas — não apenas para todos os agentes mas para todas as entidades também — a saber, que se elas têm uma forma que pela qual são constituídas com tal e tal esse ou debaixo de uma tal noção, então o consequente que eles são de tal tipo segue necessariamente. Pois assim como se alguém tem brancura, então ele é necessariamente branco, então também se alguém exerce uma ação, ele necessariamente efetua algo – onde isto é meramente a necessidade da consequência (como eles dizem): isto é, uma necessidade condicionada, e não a necessidade do consequente – isto é, uma necessidade absoluta. O tipo anterior de necessidade é irrelevante no presente contexto, desde que causas não podem ser distinguidas com respeito a ele[1]. Portanto, a fim da discussão ser lidada com verdadeira e própria necessidade, a ação em si não deve ser incluída quando uma causa é dita atuar necessariamente uma vez que todas as coisas requeridas estão presentes.

A partir disto segue, a fortiori, que o que quer que seja posterior à ação ou consequente a ela não deve ser incluída. Isto é óbvio per se. De fato, falando apropriadamente, nada deste tipo pode ser dito como necessário para a ação; em vez disso, é dito que é necessário dada a ação. (Francisco Suarez. On Efficeint Causality. p 271. Traduzido por Freddoso.)


1 – É trivial e universalmente verdadeiro que necessariamente, se um dado agente age, então ele age. No contexto presente, por contraste, nós estamos interessados nas condições sob as quais é verdadeiro que um dado agente age necessariamente, onde a necessidade está ligada à ação em si absolutamente.

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Traduções Crédulas: Questão 124 do ReasonableFaith

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Faz um tempo que estou por organizar este blog. Estive ausente por diversos motivos irrelevantes, mas em especial pretendo transformar alguns posts/séries ou mesmo o blog todo em um imenso livro, hehe! Mas não para ser publicado, senão para manter um backup do mesmo.

Já terminei algumas séries e outras se arrastam macabramente – assim sendo posso postar algumas coisas com mais rapidez. De toda forma, retomei este projeto engavetado: algumas Q&A do William Lane Craig. Esta fala em especial do molinismo.

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Traduções Crédulas: Uma Crítica Infeliz ao Molinismo

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Esses dias vi o artigo original – uma crítica completamente malfeita e cheia daquela retórica nojenta: `ui, você é eréji! renega a soberania de Deus com esse tal de moli-sei-lá-o-que!’ e essa pentelhação bastante sui generis…

Mas o mais divertido foi ver uma refutação muito polida e bem-escrita. Prefiro então repassar a pequena gema, e no futuro fazer algo mais decente em prol do molinismo.

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