Traduções Crédulas: Steven Costley sobre 2Pedro 3:9

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Este foi mais um de meus pequenos achados sobre expiação ilimitada e 2Pedro 3:9. Aqui o autor interage diretamente com a interpretação calvinista de que ‘todos’ se refere aos eleitos somente. Ele mostra alguns problemas e outras suposições tácitas que não se encaixam bem, e defende a leitura natural do texto.

Leiam e reflitam!

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Salvação e Soberania de Deus: A Grande Comissão como a Expressão da Vontade Divina (I)

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I. INTRODUÇÃO [1]

“…mas aquele que não crê será condenado” – Mc 16:16

Embutida na abordagem de Marcos sobre a Grande Comissão está a expectativa implícita de que nem todos para os quais o Evangelho foi ofertado o aceitarão, uma expectativa que a história dá respaldo. A questão em mãos é por que se dá isto. A vontade salvífica de Deus não é realizada ou Deus não quer que todos sejam salvos?

Parece haver quatro opções. Primeira, universalismo – apesar das presentes aparências eventualmente todos serão salvos, seja nesta vida ou na próxima. Segundo, dupla predestinação – Deus não deseja nem jamais desejou a salvação dos reprovados. Terceiro, Deus tem duas vontades – a vontade revelada e a vontade oculta. As Escrituras, em passagens como os textos da Grande Comissão, revelam a vontade salvífica universal de Deus. Mas Deus também tem uma vontade salvífica na qual, por razões conhecidas somente por ele, ele decretou passar ao largo por muitos. E quarto, Deus de fato tem duas vontades – uma antecedente e outra consequente. Deus antecedentemente deseja que todos sejam salvos, mas ele consequentemente deseja que fé seja condição para salvação.

As primeiras duas opções compreendem Deus como tendo apenas uma vontade enquanto as outras duas percebem duas vontades em Deus. A quarta posição, a visão das vontades antecedente/consequente tem sido a posição majoritária ao longo da história da igreja. Porém, teólogos da perspectiva reformada geralmente tem rejeitado as vontades antecedente/consequente porque ela parece dar a decisão final sobre salvação ao homem em vez de Deus. Isto, eles contendem, denigre a soberania de Deus e ameaça a graciosa natureza da salvação enquanto magnifica a escolha humana. Este capítulo examinará as quatro opções acerca da vontade salvífica de Deus e concluirá que a posição das vontades antecedente/consequente tem menos dificuldades teológicas e está mais em sintonia com manter os comandos e instruções da Grande Comissão. O Evangelho é para ser ofertado a todos; aqueles que creem serão salvos.


Traduções Crédulas: David Silversides sobre Mateus 23:37

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Depois de muito pesquisar, encontrei algo que pode ser profundamente controverso: um calvinista! Mais que isso: um calvinista que concorda comigo! E mais: ainda sou arminiano molinista!

Explicando: estou estudando este trecho muito polêmico: Mateus 23:37. Certamente é um texto que pode ser usado por um arminiano sem muitos problemas, e as explicações calvinistas não são satisfatórias. A mais comum é a ideia de `duas vontades’, já discutida aqui por William Birch.

Mas, mais recentemente, uma exegese nonsense ten tomado conta. E ela é tão nonsense, que há até mesmo refutações de penas calvinistas a ela!

Neste sentido, este será meu primeiro artigo de origem calvinista neste site – nosso primeiro estrangeiro útil. Enfim, leiam e avaliem!

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Traduções Crédulas: 1Coríntios 15 e as Alegações do Calvinismo

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Algo bastante comum é a alegação gomarista contra a expiação ilimitada. Em especial, quando confrontados com a pergunta “eu posso afirmar para um incrédulo que Jesus morreu por ele?”, a resposta é um pronto “Não”. Afinal, se Jesus morreu somente pelos eleitos, e não sabemos se uma pessoa é eleita, não podemos afirmar ‘Jesus morreu por você’. No máximo algumas coisas vagas como ‘Jesus morreu pelos seus, para salvar Seu povo’, ou ‘Se você crer, então Jesus morreu por você’ (esta última tem até em um sermão de Spurgeon).

Pois bem: qual seria a resposta de São Paulo para esta pergunta? “São Paulo, eu posso afirmar para uma pessoa descrente que Jesus morreu por ela?” Eis aqui a resposta…

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