Traduções Crédulas: O Livro da Vida do Cordeiro: Quem Está Dentro, Quem Está Fora? – Parte III de IV

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O Livro da Vida do Cordeiro: Quem Está Dentro, Quem Está Fora? – Parte III de IV

Por que o duplifalar? Como mencionado em diversas ocasiões ao longo do livro, no calvinismo existe um problema que eu chamo de duplifalar. Pelo uso deste termo, eu não estou implicando imoral ou clandestina trucagem. Nem estou sugerindo engano conspiratório. Eu devo admitir que após refletir sobre meu tempo de calvinista, eu fiz a mesma coisa. Eu não o fiz por maus motivos, intenção de enganar, ou por causa de uma falta de desejo de ser fiel à Escritura – nem eu impugno assim meus irmãos e irmãs calvinistas.

Como matéria de fato, após refletir, eu o fazia porque eu cria no calvinismo e na Escritura. Isto trazia conflitos que requeriam respostas inconscientes ou pelo menos impensadas aos conflitos, o que eu agora vejo como duplifalar. Este duplifalar obscurece as duras realidades do calvinismo e as inconsistências entre a Escritura e o calvinismo; o que eu estou a descrever agora como as realidades desconfortantes do calvinismo. Ou existia uma inconsciência da séria deficiência entre o calvinismo e a leitura simples da Escritura, ou eu simplesmente estava indisposto a encarar estas disparidades diretamente. Às vezes, uma falta de reflexão pode ter sido mais fácil que embarcar na bastante desconcertante e incerta jornada que eu eu estava pelos últimos treze anos. Também, eu não tinha o conhecimento e nem a habilidade de vê-las tão claramente ali o tanto quanto eu tenho agora. Por duplifalar, eu me refiro às inconsistências entre os dogmas irredutíveis e a lógica do calvinismo, e às falas, escritos, orações etc. de alguns calvinistas. Isto é particularmente pronunciável em áreas como missões, orações, pregação, e comentários escritos e falados que parecem aliviar ou suavizar as duras realidades do calvinismo. Na realidade, é este duplifalar, o qual eu mesmo me achava tolerante, que eu lia e ouvia calvinistas recitando, todos os quais eu estimo como homens e mulheres piedosas, que estimularam meu desencanto.

O duplifalar é ou uma tentativa inconsciente de evitar pessoalmente as duras realidades do calvinismo ou uma indisposição de inadvertidamente expressas os realmente irredutíveis dogmas, lógicas, corolários, e as austeras verdades do calvinismo para aqueles que são menos encantadoras com os poderes explanatórios do calvinismo. Pode ser também que seja apenas falta de entendimento dos verdadeiros ensinos do calvinismo, da Escritura, ou de ambos. Em minha opinião, enquanto calvinistas continuam a declarar infrequentemente ou evitar afirmar estas inflexíveis e biblicamente impalatáveis verdades, eles continuarão a dar as mesmas respostas vazias aos dilemas criados pelo calvinismo, como por exemplo “isto é um mistério” ou algum duplifalar. Existem alguns calvinistas que procuram sem embaraço celebrar estas duras realidades do calvinismo, e eu os aplaudo por sua abordagem direta, ainda que não pela sua corretude.

Por muitos anos eu via a simples gerência de passagens sem invocar as duras realidades do calvinismo, proclamações sobre missões ou a perda que parece estar de acordo com o espírito e letra da Escritura, orações ausentes dos corolários lógicos do calvinismo, e paixão dirgida a perseguir e persuadir os perdidos a se arrepender, como um tipo mais suave e gentil de calvinismo. Agora eu vejo esras expressões como calvinismo inconsistente – duplifalar. Eu não mais admiro tais sentimentos, mas desejo a exposição de tais incongruências como o que elas são, duplifalar. Minha oração é que alguns vejam este nebuloso duplifalar também e sejam atraídos pela simples e direta mensagem da Escritura e portanto se tornem calvinistas desencantados. No que se segue estão alguns exemplos de duplifalar, os quais, se lidos sem o entendimento das crenças calvinistas dantes mencionadas, não veria tais inconsistências entre a Escritura e o calvinismo.

Por um lado, Piper afirma que o livro contendo os nomes dos que estão “seguros no amor soberano eletivo de Deus”[i]. Isto é seguido pela sua afirmação que “o livro da vida é sinônimo da lista daqueles que são eleitos e predestinados para a vida eterna”[ii]. Esta eleição incondicional para salvação é trazida à tona com graça monergística eficaz. De acordo com Piper e com calvinistas, os eleitos serão irresistivelmente trazidos para Deus, irresistivelmente regenerados, e igualmente irresistivelmente, apesar de livremente, exercer fé a partir de suas novas natureza e desejos.

Piper fala da graça irresistível, “Quando uma pessoa ouve uma chamada do pregador para o arrependimento, ela pode resistir a este chamado. Mas se Deus lhe concede arrependimento ela não pode resistir porque o dom é a remoção da resistência. Não estar disposto a se arrepender é o mesmo que resistir ao Santo Espírito. Então Deus dar arrependimento é o mesmo que remover a resistência. É por isso que chamamos a esta obra ‘graça irresistível'”[iii]. Conversamente, ele diz dos não-eleitos, “Exceto pela contínua exerção de graça salvífica, nós sempre usaremos nossa liberdade para resistir a Deus”[iv]. Novamente ele estabelece, “A natural dureza de nossos corações nos faz indispostos e incapazes de voltar do pecado e confiar no Salvador. Portanto a conversão envolve o milagre do novo nascimento. Este novo nascimento precede e habilita fé e arrependimento”[v]. Portanto, de acordo com Piper, os não-eleitos não podem crer, não podem ser salvos, não podem exercer fé, e não podem receber a oferta da salvação porque Deus não os escolhera para regeneração. Se Ele os tivesse escolhido, eles teriam e haveriam sido salvos.

Então, em outro artigo em seu website ele diz “Eu creio que Cristo morreu como substituto para pecadores para prover uma oferta bona fide de salvação a todas as pessoas, e que ele tem um projeto invencível em sua morte para obter sua noiva escolhida, a saber, a assembleia de todos os crentes, cujos nomes foram eternamente escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto (Jo 3:16, Ef 5:25, Rv 13:8 )”[vi]. Então a morte de Cristo obteve uma “oferta bona fide de salvação para todas as pessoas”, o que inclui todos os não-eleitos, que não apenas não crerão para salvação, mas que não podem crer para salvação. Isto levanta a questão, de que forma qualquer um pode considerar a oferta como sendo bona fide se existe uma decisão predeterminada, inalterável, e invencível pelo soberano Deus do tempo e da eternidade que eles não poderiam receber tal oferta? Isto é duplifalar e uma inquietante realidade.


[i] http://www.desiringgod.org/resource-library/taste-see-articles/late-night-meditations-on-the-book-of-life accessado 9/4/11

[ii] http://www.desiringgod.org/resource-library/taste-see-articles/late-night-meditations-on-the-book-of-life accessed 9/4/11

[iii] John Piper, “Irresistible Grace” in What We Believe About the Five Points of Calvinism, (copyright Desiring God.org, revised March 1998, http://www.desiringgod.org/resource-library/articles/what-we-believe-about-the-five-points-of-calvinism/print).

[iv] Piper, “Irresistible Grace” in What We Believe.

[v] Piper, Desiring God, 62.

[vi] http://www.desiringgod.org/blog/posts/saying-what-you-believe-is-clearer-than-saying-calvinist?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter&utm_campaign=Feed:+DGBlog+(DG+Blog)#accessed 9-4-11


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Autor: Ronnie Rogers, Site: http://sbctoday.com/2012/07/20/the-lamb%E2%80%99s-book-of-life-who%E2%80%99s-in-and-who%E2%80%99s-out-by-ronnie-rogers-%E2%80%93-part-2-of-4-2/

Título Original: The Lamb’s Book of Life: Who’s In and Who’s Out?- Part 3 of 4

Fonte: http://sbctoday.com/2012/07/20/the-lamb%E2%80%99s-book-of-life-who%E2%80%99s-in-and-who%E2%80%99s-out-by-ronnie-rogers-%E2%80%93-part-2-of-4-2/

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Traduções Crédulas: O Livro da Vida do Cordeiro: Quem Está Dentro, Quem Está Fora? – Parte II de IV

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O Livro da Vida do Cordeiro: Quem Está Dentro, Quem Está Fora? – Parte II de IV

O que o texto não diz? Nem 13:8 nem qualquer outra referência ao livro estabelece o fator decisivo sobre como os nomes vêm a estar no livro. Calvinistas tratam a passagem como se ela estabelecesse o fator determinante, que é a determinação de Deus em eleger alguns para salvação, e portanto registrar seus nomes; porém, ela não o faz.

Ela nos diz que os nomes foram gravados antes da fundação do mundo, e nenhum destes nomes será removido (Rv 3:5). Isto não nos diz por que alguns nomes foram postos no livro e outros não. Portanto, do texto somente, nós só podemos derivar certeza mas não causalidade, e segurança mas não processo seletivo. Para confirmar, a passagem nada nos fala acerca de como o nome de uma pessoa está nele apesar da certeza de os calvinistas de que isto é devido aos propósitos eletivos monergísticos de Deus. Deve-se deixar a passagem dizer o que ela diz, e mais nada, e então olhar em outros lugares para estabelecer o determinante para os nomes serem inseridos ou excluídos do livro.

Adicionalmente, estes tipos de versos que mencionam o passado eterno, eleição, predestinação etc. levam a ser reflexivamente imbuídas com o calvinismo de tal forma que o texto parece realmente reforçar esta crença e aqui parece não haver outra resposta bíblica plausível. Como em todas as passagens deste gênero, a simples afirmação deste verso bem como a de outros versos relevantes precisa ser levada em conta. Duas passagens, uma do início da empreitada missionária da igreja e uma que fala diretamente da época da besta, encapsulam a grande verdade do que determina se um nome está ou não no livro da vida.

Paulo diz “9 a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira,
10 e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos” (2Ts 2:9-10). O iníquo, i.e. a besta ou anticristo, opera falsos sinais e incontáveis enganos durante a tribulação, e aqueles que ele engana perecem – vão para o inferno. Note que o verso 10 afirma que a razão para eles sucumbirem ao engano e portanto perecerem é porque não receberam o amor da verdade para que fossem salvos. Agora, de uma leitura simples do verso, sua culpa não é por não terem sido inscritos no livro, mas em vez disso eles não foram inscritos no livro porque se recusaram a crer na verdade do evangelho para salvação.

Uma leitura imparcial desta passagem indica claramente que eles poderiam ter aceitado o amor da verdade e serem salvos, e portanto sua rejeição é o único determinante de seu nome ter sido excluído da salvação e não ter sido gravado no livro da vida. Portanto, nomes estão no livro da vida do Cordeiro porque Deus sabia que eles receberiam o amor da verdade pela fé habilitada pela graça.

Deus sabia que eles receberiam o amor da verdade pela fé habilitada pela graça. Obviamente, eu estou rejeitando o ubíquo coro do calvinismo; claro, eles não receberam o amor da verdade porque não foram eleitos, e esta é a única coisa que os não-eleitos podem fazer. Este entendimento é derivado do calvinismo, e não do texto.

A segunda passagem é a de Atos 13, que descreve a primeira jornada missionária onde Barnabás e Paulo foram enviados da igreja em Antioquia (versos 1-3) e então foram a Perge, e chegaram em Antioquia da Pisídia. Ali eles entraram a sinagoga no Sabbath e pregaram acerca de Cristo desde as promessas feitas aos seus pais até o cumprimento feito em Cristo (versos 14-41). A mensagem concluída com as seguintes palavras,

38 Ficai sabendo, irmãos, que por seu intermédio é que vos é anunciada a remissão dos pecados. A justificação completa que não pudestes obter pela Lei de Moisés,

39 obtê-la-á por meio dele todo aquele que crê.

40 Tende, pois, cautela, para que vos não aconteça o que se diz nos profetas:

41 Olhai, vós, os desdenhosos,

admirai-vos e desaparecei!

Porque Eu vou fazer uma obra em vossos dias,

obra em que não acreditaríeis,

se alguém vo-la contasse.»

{Atos 13:38-41} – itálico acrescido

Ler ou ouvir tal proclamação sem o filtro do calvinismo, claramente vemos que Cristo coloca uma real escolha diante dos ouvintes. Primeiro, o vós a quem ele fala é o mesmo vós a quem o perdão dos pecados é proclamado e ofertado, o que implica que todos podem crer. Isto é visto justamente nas palavras simples e também no alerta “Tende, pois, cautela”. Baseado na oferta de perdão para vós, cada um de vós precisa agir tal que o julgamento não venha sobre vós. O julgamento predito é evitado ou incorrido baseado em se eles atentarão ou não a mensagem para receber o perdão dos pecados. Não é que eles não possam crer devido ao julgamento, mas em vez disso eles são julgados se não ouvirem o alerta e receber salvação de Cristo.

Portanto, em ambas as instâncias, bem como ao longo da Escritura, seu julgamento foi devido à rejeição de um perdão genuinamente ofertado em vez de alguma anotação secreta eletiva de seus nomes em um livro; além disso, seus nomes estão seguramente no livro garantindo sua salvação em vez de causando-a. Lembre-se, Deus sempre soube aqueles que certamente exerceriam fé habilitada pela graça e portanto anotou seus nomes no “livro da vida” na eternidade passada. A oferta de salvação por parte de Deus é incondicional, mas Ele soberanamente fez a fé hamilitada pela graça a condição para receber a salvação e portanto ter seu nome inscrito no livro da vida (Jo 1:12). Infelizmente, calvinistas confundem certeza e causalidade.

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Autor: Ronnie Rogers, Site: http://sbctoday.com/2012/07/19/the-lamb%E2%80%99s-book-of-life-who%E2%80%99s-in-and-who%E2%80%99s-out-by-ronnie-rogers-%E2%80%93-part-2-of-4/

Título Original: The Lamb’s Book of Life: Who’s In and Who’s Out?- Part 2 of 4

Fonte: http://sbctoday.com/2012/07/20/the-lamb%E2%80%99s-book-of-life-who%E2%80%99s-in-and-who%E2%80%99s-out-by-ronnie-rogers-%E2%80%93-part-2-of-4-2/

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Traduções Crédulas: O Livro da Vida do Cordeiro – Quem Está Dentro? Quem Está Fora?

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O Livro da Vida do Cordeiro: Quem Está Dentro, Quem Está Fora? – Parte I de IV

Este título é do capítulo 16 do livro do Pastor Ronnie Rogers, “Reflections of a Disenchanted Calvinist”. Obviamente, o assunto é eleição. O autor permitiu a SBCToday postar o capítulo todo. Com umas 4.000 palavras, o capítulo aparecerá em quatro fascículos. Este é o primeiro.

Eu afirmo que o Livro da Vida do Cordeiro contém todos os nomes daqueles que já foram ou ainda serão salvos. Eu afirmo também que os nomes foram escritos no livro desde a eternidade passada (Rv 13:8). Eu ainda afirmo que aqueles no livro ali estão devido a exercerem a fé habilitada pela graçapara salvação e poderia ter feito de outra forma, e aqueles fora do livro poderiam estar ali exercendo fé habilitada pela graça.

Os meios desta habilitação da graça incluem mas não estão limitados a: convicção do Santo Espírito (Jo 16:7-11), obra do Santo Espírito (Hb 6:1-6), bom solo (Mt 13:1-23), e o poder do Evangelho (Rm 1:16). Além disso, eu afirmo que o homem, devido a estas graciosas provisões e obras de Deus, pdoe escolher buscar Deus, assim como os bereanos, dos quais se diz que devido eles terem estudado a Escritura, muitos deles creram (At 17:12). Adicionalmente, ninguém pode vir a Deus sem Deus trazer (Jo 6:44), e que Deus está trazendo todos os homens (Jo 12:32). A mesma palavra grega para trazer, helkuw, é usada em ambos os versos. “Aproximadamente 115 passagens condicionam salvação ao crer somente, e por volta de 35 à fé simplesmente”[i]. Outras habilitações da graça podem incluir obras providenciais em outras pessoas, situações, e tempo ou circunstâncias que são parte de uma graça para prover o momento ótimo para um indivíduo escolher seguir Cristo.

Eu desafirmo que o livro contenha os nomes daqueles que Deus elegeu salvar mediante regeneração monergística e que aqueles que não estão no livro são os que Ele elegeu para voluntariamente abandonar. Eu desafirmo que “o livro da vida é sinônimo da lista daqueles que são eleitos e predestinados para vida eterna”[ii]. Eu também desafirmo que exercer fé habilitada pela graça é de alguma forma meritório. Eu adicionalmente desafirmo que fé é obra e que não é requerida antes da regeneração e justificação (Rm 3:27-28, :5). Paulo diz “Portanto, é pela fé, para que seja pela graça; a fim de que a promessa seja firme a toda a descendência, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé de Abraão, o qual é pai de todos nós” (Rm 4:16. Veja também Rm 10:3-5). Portanto, a declaração de Paulo que fé é de acordo com a graça está em franco contraste com os pronunciamentos de muitos calvinistas que fé é obra. Portanto, sendo de acordo com a graça, ela não é de forma alguma obra meritória.

Todos concordam que o “livro da vida” contém os nomes dos redimidos; a discórdia concerne o que determina se o nome é gravado no livro. O que se segue é para clarificar o que calvinistas querem dizer quando se referem ao livro, e o que eu, junto com outros não-calvinistas, quero dizer. Eu irei interagir com dois calvinistas olhando Rv 13:8 sob as seguintes áreas: O que o texto diz? O que os calvinistas dizem? O que o texto não diz? Por que o duplipensar? E quanto aos espantalhos?

O que o texto diz? Falando sobre o período da tribulação e daqueles que adorarão a besta (anticristo) João diz “E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo”. Este livro é especificamente referenciado seis vezes em Revelação. Ele é chamado “o livro da vida” (3:5, 17:8, 20:12,15), “o livro da vida do cordeiro” (21:27) e na passagem passada é chamado “o livro da vida do cordeiro que foi morto”[iii]. Nenhuma das ocorrências explicita o que determina se alguém é excluso ou incluso no livro.

O que calvinistas dizem? Calvinistas veem o livro como um registro dos nomes daqueles que Deus incondicionalmente selecionou para salvar mediante regeneração monergística. John MacArthur afirma “o livro da vida pertencente ao Cordeiro, o Senhor Jesus, é o registro no qual Deus inscreveu os nomes daqueles escolhidos para salvação antes da fundação do mundo”[iv] (itálico adicionado). Agora é importante notar que os eleitos não são aqueles que recebem de Deus o dom da salvação mediante fé, mas aqueles “escolhidos para salvação”.

John Piper reporta “o ‘livro da vida’ é uma lista de todos os eleitos que Deus escolheu antes da fundação do mundo. Ser escrito nele é estar seguro no amor eletivo soberano de Deus … Eu argumentei de Rv 17:8 que os nomes são escritos no livro da vida ‘antes da fundação do mundo’ e que isto representa a eleição livre e incondicional antes de termos nascido ou de termos feito qualquer coisa para merecer a bênção de Deus”[v]. No mesmo artigo ele diz “No Novo Testamento o livro da vida é sinônimo da lista daqueles que são eleitos e predestinados para a vida eterna”[vi].

Ambos têm concluído que o livro contém os nomes daqueles que Deus “incondicionalmente” elegeu para salvação à parte da fé. Apesar de o calvinismo ensinar que fé é requerida para completar o processo de salvação, ela enfaticamente não é condição para receber salvação ou ser escrito no livro da vida. Na realidade, calvinistas creem que Deus escreveu os nomes dos eleitos no livro, e então Jesus morreu pelos seus pecados. O evangelho eficazmente os chama à salvação, um chamado que eles não podem responder exceto se Deus monergisticamente os regenerar; somente então eles são feitos tal que possam livremente exercer fé em Cristo, o que eles farão porque não podem descrer. Para atestar, o livro anota os eleitos de Deus, ainda que à parte de crer, escolher etc.


[i] Chafer, Systematic Theology, vol. VII, 273-274.

[ii] http://www.desiringgod.org/resource-library/taste-see-articles/late-night-meditations-on-the-book-of-life Acessado 9/4/11

[iii] Algo semelhante é referenciado no Antigo Testamento (Ex 32:32ff; Sl 69:28) e no Novo Testamento (Lc 10:20).

[iv]John MacArthur, Revelation 12-22, 50 (Chicago, Ill.: Moody Press, 2000).

[v] http://www.desiringgod.org/resource-library/taste-see-articles/late-night-meditations-on-the-book-of-life Acessado 9/4/11

[vi] Ibid.

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Autor: Ronnie Rogers, Site: http://sbctoday.com/2012/07/18/8942/

Título Original: The Lamb’s Book of Life: Who’s In and Who’s Out?- Part 1 of 4

Fonte: http://sbctoday.com/2012/07/18/8942/

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Traduções Crédulas: João 6 por Chris Chapman (Parte I de VI)

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Trazidos pelo Pai – Parte I: A Grande Figura

[37] Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.

[44] Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.

[65] E continuou: Por isso vos disse que ninguém pode vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido.

{João 6:37,44,65}

Desafio Calvinista:

Estes versos são alguns dos mais claros versos ensinando a doutrina do Graça Irresistível. Em João 6:44 Jesus deixa claro que nenhum homem em toda a história pode vir a Jesus exceto se o Pai pessoalmente o trouxer. E no verso 37 Jesus diz claramente que aqueles que têm pertencido a Deus desde toda a eternidade mais que certamente virão. A conclusão é inescapável; somente aqueles escolhidos por Deus mais certamente virão. Isto é graça irresistível pura e simples!

Resposta Bíblica:

Deve ser admitido que sem considerar o contexto histórico do Evangelho de João e a situação da antiga igreja, estas passagens parecem dizer exatamente aquilo que a teologia reformada diz deles. Mas como discípulos de Cristo nós devemos sempre considerar o contexto da escritura antes de traçar quaisquer conclusões. A fim de clarificar o contexto desses versos geralmente mal-compreendidos, nós iremos responder três questôes: Qual, Quem e Como.

Qual É o Contexto Histórico e Propósito do Evangelho de João?

Antes de considerar Jo 6:37,44 e seu contexto imediato, é importante para nós olhar primeiro a grane figura. Olhando o contexto histórico do Evangelho de João como um todo nós chegaremos a entender o propósito para o qual ele foi escrito. Isto nos ajudará enquanto voltamos nossa atenção nos eventos e no diálogo de João capítulo seis.

“No princípio”, desde a história da criação até o capítuo 12 de Gênesis, Deus lidou com a humanidade de todas as nações. Então no capítulo 12 Deus começa a focar suas atenções em Abra`ao e seus descendentes. Deus escolheu Abraão de tal forma que mediante ele Deus pudesse construir uma nação que abençoaria “todas as nações” pela vinda de Cristo (Gn 12:1-3). Ele manteve o foco estreito até o momento para a bênção mundial chegar. O Evangelho de João proclama, “No princípio era o Verbo”, e o eterno Verbo veio agora como “a verdadeira luz que ilumina a todo homem que vem ao mundo” (João 1:1-9).

Deus enviou um mensageiro para ser testemunha da vinda do Messias, João o Batista. João foi enviado a fim de que “todos cressem por meio dele” (Jo 1:7). Mas a maioria dos judeus rejeitoo desejo de Deus para eles. Assim João escreveu, “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (Jo 1:11). Mas isto não aniquilou o plano de Deus, porque Jesus não veio somente paa Israel. Assim, apesar de a maior parte de Israel o ter rejeitado, “… a todos quantos o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; o quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus” Jo 1:12-13). Deus estava mais uma vez focando em todas as nações. Ele não estava focado com a ancestralidade natural de alguém, mas com como eles responderiam ao seu Filho. Jesus veio para salvar todo aquele que colocasse sua confiança nele não importando de que nação viesse.

Este foi o contexto do Evangelho de João; esta era a controvérsia de seus dias. Bênção messiânica não era para Israel somente, mas mediante Cristo todos poderiam ser salvos. Pelo tempo que João escreveu seu Evangelho existiam mais crentes no Messian dentre os não-judeus do que entre os judeus. Os líderes religiosos judeus dos dias de João perseguiam os judeus crentes no Messias e desprezavam os gentios seguidores de Cristo. Cristãos, mesmo os judeus, não eram permitidos entrar nas sinagogas. Em Revelação 2:9 Jesus refere à atitude dos judeus para os cristãos durante o tempo que estamos considerando, “Conheço a tua tribulação e a tua pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que dizem ser judeus, e não o são, porém são sinagoga de Satanás”. E novamente ele diz “Eis que farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não o são, mas mentem, eis que farei que venham, e adorem prostrados aos teus pés, e saibam que eu te amo” (Rv 3:9).

O Evangelho de João foi escrito para encorajar os crentes em Cristo que eles eram povo de Deus, e para encorajar descrentes de todas as nações para que eles pudessem tornar-se parte do santo povo de Deus confiando em Cristo. A maneira de João para encorajar aqueles perseguidos pelas autoridades judaicas era mostrar a hostilidade que Cristo enfrentou das autoridades judaicas de seus dias. E para que eles vissem que aqueles entre a nação judaica que rejeitaram Cristo nunca foram parte do verdadeiro povo de Deus. O Evangelho de João ensinou-lhes o que Paulo em outro momento ensinou pela mesma razão, “… Porque nem todos os que são de Israel são israelitas” (Rm 9:6).

Uma Olhadela Rápida

Enquanto caminhamos pelo Evangelho de João nós vemos que quase todo capítulo de alguma forma referencia o contexto histórico. João escreveu seu Evangelho para encorajar cristãos, tanto judeus quanto gentios, que eles eram o verdadeiro povo de Deus; que não é ancestralidade, mas a fé, que agrada Deus. No capítulo 1 verso 29 nós lemos o testemunho de João Batista que Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Para nós isto é uma simples afirmação de fato, mas para os líderes judeus dos dias de João Batista ela desafiou sua suposição que o Messias era somente para os judeus. Em Jo 1:47 nós vemos Jesus fazendo do caráter e condição espiritual os meios para determinar quem são os verdadeiros judeus quando ele declara de Natanael, “…Eis um verdadeiro israelita, em quem não há dolo!”.

No capítulo 2 Jesus profetizou, com suas ações, sobre a iminente destruição do templo judaico. Ele mostrou seu desprazer com as práticas corruptas da nação judaica virando as mesasdos cambistas e expulsando aqueles vendedores de animais para sacrifício com um chicote (versos 13-17). Ele vai ainda mais longe declarando que de agora em diante seu corpo seria templo de Deus, fazendo a si mesmo o centro de todos aqueles devotados a adorar Deus (versos 18-22).

Em João 3:16 nós lemos a afirmação controversa definitiva. Jesus proclama que Israel não era o único foco do amor salvífico de Deus, mas que Deus amou o mundo. E ele novamente enfatiza que não é ser judeu que faz alguém aceitável a Deus, mas todo aquele que crê receberá vida eterna. No verso 18 Jesus declara que ser judeu não pode salvar ninguém quando ele declara “Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”. O que para nós é um sumário tão natural da fé cristã era horrivelmente ofensivo para os líderes judeus dos dias do Apóstolo João, e seria bem encorajador aos leitores cristãos de João.

No capítulo 4 lemos sobre um dia confuso na vida dos discípulos judaicos de Jesus. Não apenas ele ministrou para uma mulher samaritana, mas então ela foi ministrar a toda sua vila. Em seu ministério para ela ele deixou claro que a posição espiritual com Deus não mais seria dependente de quaisquer tradições nacionais ou raciais. Ele contou-lhe nos versos 21 e 23: “Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai… Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem”. Ele fez a si mesmo o centro de toda verdadeira religião quando ele lhe disse, “aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna” (verso 14). Ao fim de seu tempo com os samaritanos eles fizeram uma declaração explosiva sobre o Messias judeu, “…nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo” (verso 24).

No capítulo 5 versos 19-47 Jesus confronta os líderes religiosos e lhes diz que rejeitando-o, eles estavam rejeitando Deus. Ele ofende seu orgulho religioso acusando-os de não crer nos escritos de Moisés quando ele diz “Pois se crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim ele escreveu. Mas, se não credes nos escritos, como crereis nas minhas palavras?” (versos 46-47). Ele os desafia a parar de meramente ler as escrituras e crer nelas; pois vida não é encontrada na Bíblia, é encontrada nele (verso 39). Mas ele sabe que eles não querem vir a ele para vida porque eles jamais ouviram a voz de Deus e não tem a palavra de Deus dentro deles (versos 37-38). Por causa de sua rejeição dele ele concluiu que eles não tinham o amor de Deus neles (verso 42). Nós devemos entender que ele está declarando plenamente que estes religiosos judeus, zelosos da Lei, não pertenciam a Deus. Não espanta quererem matá-lo!

No capítulo 7 verso 17 ele acusa os líderes religiosos de não quererem fazer a vontade de Deus quando ele diz, “se alguém quiser fazer a vontade de Deus”, ele crerá em mim. Eles mostraram que não queriam fazer a vontade do Pai rejeitando-o. No capítulo 8 ele lhes diz que são escravos do pecado (verso 34) e não são verdadeiros filhos de Abraão (versos 39-40). Ele prossegue afirmando-lhes que eles não são filhos de Deus como eles alegam, mas na realidade são filhos do diabo, que procuram os desejos de seu pai (versos 41-44). Ele conclui lnhes dizendo “Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso vós não as ouvis, porque não sois de Deus” (verso 47). Esta é uma coisa bem impressionante de se dizer para os líderes da nação escolhida por Deus! Fazendo assim ele deixou claro mais uma vez que ancestralidade não tem nenhum benefício no reino de Deus.

No capítulo 9 ele fala aos “iluminados” líderes religiosos que eles eram espiritualmente cegos (versos 39-41). Em João 10:7 ele chama os líderes de Israel de ladrões e salteadores. Em João 12:41 nos é informado que alguns dos judeus creram nele, “mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga”. E no verso 32 quando os apóstolos trouxeram alguns gregos para falar com ele, ele declara que após sua morte ele traria todos a ele mesmo, não apenas judeus mas também gentios.

João escreveu seu Evangelho para desafiar as alegações dos judeus de seus dias. Eles alegavam que somente aqueles descendentes de Abraão pertenciam a Deus. Quaisquer gentios dissessem que seguiam o Messias judeu estavam completamente enganados. E aqueles judeus que seguiam Jesus não mais eram considerados parte do povo santo de Deus. João usou episódios no ministério e ensino de Jesus para mostrar que suas alegações eram completamente infundadas. Não era mais a ancestralidade ou as tradições que determinariam se se pertence ou não a Deus, mas seria sua fé no Messias judeu que os faria verdadeiros membros do povo de Deus. O ponto do Apóstolo João é melhor sumarizado pelas palavras de João o Batista em Mt 3:8-9, “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; e não penseis em dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão“. João está nos falando que isto é exatamente o que Deus tem feito!

Além de João

João encara de frente esta atitude da nação judaica para o movimento messiânico recém-formado em seu Evangelho. Mas ele não é o único que enfrenta e aborda isso. Em Mateus 21:33-46 nós vemos que isto também estava na mente de Mateus. Ele relata uma parábola de Jesus sobre os líderes religiosos judeus (verso 45). No verso 42 ele explica que era a pedra angular de Israel e que rejeitando-o os líderes de Israel estavam trazendo julgamento sobre si mesmos. Por esta razão o reino de Deus estava sendo tomado deles e dado para um povo que produzisse fruto (verso 43). Em sua rebelião contra Deus eles rejeitaram o Messias que lhes foi enviado. Eles logo estavam para cair em Jesus e crucificá-lo, mas ele seria vindicado por Deus e voltaria para esmagá-los (verso 44). A coisa importante a se notar no que Mateus relata é que ele estava deixando claro que Israel seria redefinida. Ele estava contando a seus leitores que Israel não era mais identificada pela sua relação de sangue por Abraão, mas por sua relação espiritual com o Messias.

Pedro faz um ponto semelhante em 1Pedro 2:1-10. Ele também aponta que Jesus é a pedra angular na qual o verdadeiro Israel de Deus é construído. Aqueles que o rejeitam estão debaixo do julgamento de Deus aqueles que creem não feitos parte da raça escolhida, sacerdócio real e santa nação de Deus (verso 9). Pedro lhes fala que eles uma vez foram pessoas de nenhuma importância, mas que em Cristo eles foram feitos povo de Deus (verso 10). Israel é definido pela sua responsabilidade com Jesus Cristo, ele é a pedra angular! Se você confia nele você está nele, se você o rejeita está fora!

Ninguém fala mais deste assunto que Paulo o Apóstolo. Só precisamos ler Gálatas 3:15-29 para ver este princípio claramente apresentado. Paulo quis que os gentios gálatas, e quaisquer judeus que estivessem lendo, soubessem que não somos filhos de Abraão pela ancestralidade, mas pela fé em Cristo Jesus. Jesus foi a semente de Abraão ela qual a bênção para o mundo foi prometida (verso 16). E aqueles que recebem-no serão feitos verdadeira semente de Abraão (verso 29).

Em Romanos 9:6-7 Paulo escreve “Porque nem todos os que são de Israel (i.e Jacó) são israelitas (i.e. povo de Deus); nem por serem descendência [física] de Abraão são todos filhos”. Começando na segunda metade do verso 7 e continuando até o verso 13 ele compartilha o princípio de como Deus escolhe seu povo. Deus prometeu que os filhos de Abraão seriam abençoados, mas então ele estreita esta promessa aos descendente de Isaque somente. Isto significa que os descendentes de Abraão mediante Ismael foram excluídos da promessa de Abraão. Mas ele não parou aí; ele estreitou a promessa ainda mais dizendo que nem todos os descendentes de Isaque receberiam a bênção, mas apenas aqueles nascidos de Jacó. Os filhos de Esaú eram descendentes de Isaque e poderiam ter partilhado da promessa da aliança com Isaque, mas Deus em sua soberania limitou a promessa à linha de Jacó.

Paulo mostra este padrão na maneira de eleição de Deus para nos ensinar que agora Deus estava limitando sua promessa a um dos descendentes de Abraão. Pedro chamou este descendente de pedra angular. Em Gálatas Paulo usa a palavra “semente” para descrevê-lo. Mas em Romanos 9:32-33 ele o chama de “pedra de tropeço e uma rocha de escândalo”. Ele então nos conta que aqueles que nele creem não serão envergonhados. Desta forma Paulo está falando justamente o que João está tentando transmitir em seu Evangelho, a saber que a promessa de aceitação por Deus como um de seu povo é determinado pela conexão com Cristo. Os judeus que se gloriavam em serem filhos de Abraão não tinham chão para se manter se eles rejeitassem Cristo porque era mediante Cristo que os filhos de Abraão foram nomeados.

Se nós ignorarmos o contexto histórico e propósito geral do Evangelho de João quando nós chegamos aos versos que estamos considerando nesta série de posts nós iremos desinterpretá-los como a teologia reformada tem feito. Mas se nós mantivermos o contexto da perseguição da antiga igreja pelos judeus descrentes em mente nós começaremos a ver Jo 6:37,44,65 em uma luz totalmente nova, uma luz bíblica.

Neste post nós começamos a olhar o contexto geral de João 6. No próximo olharemos no coneúde de João capítulos 5, 7, 8, focando em como eles afetam o entendimento de João capítulo seis.

META

Autor: Christopher Chapman

Site: http://christopherchapman.wordpress.com

Título Original: Drawn by the Father – John 6 (Part 1 – The Big Picture)

Fonte: http://christopherchapmanblog.wordpress.com/2012/11/21/drawn-by-the-father-john-6-part-1-the-big-picture/

Tradução: Credulo from this WordPress Blog

OS FACTS da Salvação : Um Sumário da Teologia Arminiana – ou As Doutrinas Bíblicas da Graça: Libertos para Crer pela Graça de Deus

Padrão

Libertos para Crer pela Graça de Deus

(Freed by Grace to Believe – Artigos 3 e 4 dos Cinco Artigos da Remonstrância)

Como temos notado, como os humanos são caídos e pecaminosos, eles não são capazes de pensar, desejar, nem fazer nada bom em e de si mesmos, incluindo crer no evangelho de Cristo (veja a descrição de Depravação Total acima). Portanto, desejando a salvação de todos e providenciando expiação para todas as pessoas (veja “Expiação para Todos” acima), Deus continua a tomar a iniciativa para o propósito de trazer todas as pessoas para salvação chamando todas as pessoas em todo lugar para se arrependerem e crerem no Evangelho (At 17:30; cf. Mt 28:18-20), e habilitando aqueles que ouvem o Evangelho a respondê-lo positivamente em fé. Sem o auxílio da graça, o homem não pode nem mesmo escolher agradar Deus ou crer na promessa da salvação mantida no evangelho. Como Jesus disse em Jo 6:44, “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer”. Mas graças a Deus, Jesus também prometeu “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim”(Jo 12:32). Portanto, o Pai e o Filho trazem as pessoas a Jesus, habilitando-as a vir a Jesus em fé. Mesmo que as pessoas pecaminosas estejam cegas para a verdade do evangelho (2Co 4:4), Jesus veio ao mundo da humanidade pecaminosa como “a verdadeira luz que ilumina todo homem” (Jo 1:9; cf 12:36), a luz da qual João o Batista veio a dar testemunho, “para que todos cressem por meio dele” (Jo 1:7). Então nós encontramos Jesus falando ao povo que estava indisposto a crer nele para que pudessem ser salvos (Jo 5:34, 40) e alertando descrentes, “Ainda por um pouco a luz está convosco. Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos apanhem; pois quem anda nas trevas não sabe para onde vai. Enquanto tendes a luz, crede na luz, para que vos torneis filhos da luz” (Jo 12:35-36). De fato Deus iluminou os corações de seus apóstolos “para a dar iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo” (2Co 4:6), e o Apóstolo Paulo recebeu graça “anunciar aos gentios as riquezas inescrutáveis de Cristo, e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério que, desde o princípio do mundo, esteve oculto em Deus, que criou todas as coisas” (Ef 3:8-9). Isto refere-se ao evangelho da graça de Deus, que “é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Rm 1:16), e na realidade torna isto possível, para aqueles que ouvem, crer, porque

[8] Mas que diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé, que pregamos. {Note que Paulo está aplicando Dt 30:12, que indica capacidade de obedecer a palavra de Deus, a mensagem do Evangelho, indicando que aqueles que ouvem o evangelho recebem habilidade de crer nele!]

[9] Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo;

[10] pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.

[11] Porque a Escritura diz: Quem nele crer não será envergonhado.

[12] Porquanto não há distinção entre judeu e grego; porque o mesmo Senhor o é de todos, rico para com todos os que o invocam.

[13] Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.

{Romanos 10:8-13 Almeida Recebida}

Além disso, “a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo” (Rm 10:17), apesar de que isto não causa necessariamente a fé, desde que “nem todos deram ouvidos ao evangelho” (Rm 10:16) mesmo que eles tenham ouvido (Rm 10:18). Deus oferece sua maravilhosa graça salvífica em Seu Filho para pecadores, mas permite-lhes escolher se eles aceitarão ou rejeitarão. Portanto, no caso de Israel, o Deus que ama todos e trabalha pela salvação de todos diz “Todo o dia estendi as minhas mãos a um povo rebelde e contradizente” (Rm 10:21).

Continuando a missão de Jesus de salvar o mundo, o Santo Espírito veio para convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16:8). Ainda que descrentes estejam “entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração” (Ef 4:18), o Senhor abre os corações das pessoas para responder positivamente à mensagem do evangelho (At 16:14) e sua bondade leva àqueles com coração duro e impenitente em direção ao arrependimento (Rm 2:4-5). Em sua soberania, ele até mesmo posicionou os povos com o próprio propósito de “que buscassem a Deus, se porventura, tateando, o pudessem achar, o qual, todavia, não está longe de cada um de nós” (At 17:2&). Em suma, Deus chama todas as pessoas a se arrepender e crer no Evangelho, habilitando aqueles que ouvem a respondê-lo positivamente em fé enquanto ele traz todas as pessoas para a fé em Jesus, rompe a escuridão de seus corações e mentes com o esplendor de sua luz, ilumina suas mentes, comunica seu impressionante poder com o evangelho que incita fé, persuade-os com sua bondade, convence-os pelo seu Espírito, abre seus corações para atentar ao seu evangelho, e posiciona-os para buscá-lo já que ele está perto de cada um.

Tudo isso é conhecido no jargão teológico como a graça preveniente de Deus. O termo “preveniente” simplesmente significa “precedente”. Portanto, “graça preveniente” se refere à graça de Deus que precede salvação, incluindo aquela parte da salvação conhecida como regeneração, que é o começo da vida espiritual eterna concedida a todos os que confiam em Cristo (Jo 1:12-12). Graça preveniente é também às vezes chamada de graça capacitante ou graça pré-regenerativa. Este é o favor imerecido de Deus para pessoas totalmente depravadas, que são indignas da bênção de Deus e incapazes de buscar Deus oi de confiar nele de e por si mesmos. De acordo, Atos 18:27 indica que nós cremos mediante graça, colocando a graça prevenientemente (i.e. logicamente anterior) à fé como o meio pelo qual cremos. É a graça que, entre outras coisas, liberta nossas vontades para crer em Cristo e seu Evangelho. Como Tito 2:11 diz, “Porque a graça de Deus, que traz a salvação, se manifestou a todos os homens”.

Nós falamos da vontade do homem sendo liberta pela graça para enfatizar que as pessoas não têm uma liberdade natural quando vêm a crer em Jeussm mas Deus deve graciosamente tomar a ação de libertar nossas vontades a fim de sermos capazes de crer em seu Filho que ele enviou para a salvação de todos. Quando nossas vontades são libertas, podemos ou aceitar a graça salvífica de Deus em fé ou rejeitá-la para nossa própria ruína. Em outras palavras, a graça salvífica de Deus é resistível, o que quer dizer que ele dispensa seu chamado, guia, e graça convincente (que traria salvação se respondida em fé) de tal forma que podemos rejeitá-lo. Nós nos tornamos livre para crer em Jesus e livres para rejeitá-lo. A resistibilidade da graça salvífica de Deus é claramente mostrada na Escritura, como algumas das passagens já mencionadas testificam. De fato, a Bíblia é tristemente preenchida com exemplos de pessoas desprezando a graça de Deus oferecida a elas. Em Isaías 5:1-7 Deus realmente indica que ele não podia ter feito mada mais para Israel produzir bons frutos. Mas se a graça irresistível é algo que Deus dispensa, então ele poderia ter facilmente provido esta e infalivelmente trazido Israel a produzir bom fruto. Muitas passagens do Antigo Testamento falam sobre como Deus estendeu sua graça para Israel várias e várias vezes mas eles repetidamente resistiram e rejeitaram-no (e.g., 2Rs 17:7-23; Jr 25:3-11; 26:1-9; 35:1-19). 2Cr 36:15-16 menciona que o convite insistente de suas mãos para o seu povo, convite o qual foi rejeitado, foi motivado por compaixão por eles. Mas isto só pode ser se a graça que ele estendeu os habilitou a se arrepender e evitar seu julgamento e ainda assim foi resistível desde que eles de fato resistiram-na e sofreram o julgamento de Deus. Neemias 9 apresenta um exemplo impressionante do testemunho do Antigo Testamento que Deus continuamente estendeu as mãos a Israel com sua graça que encontrou resistência e rejeição. Nós não temos espaço para rever a passagem inteira (mas o leitor é encorajado a assim fazer), mas citaremos alguns elementos chave e prestar atenção a alguns pontos importantes. Ne 9:20a diz “Também lhes deste o teu bom espírito para os ensinar”, e é seguido por um extenso catálogo de ações divinas graciosas em favor de Israel nos versos 9b-25. Então em 9:26-31 diz:

[26] Não obstante foram desobedientes, e se rebelaram contra ti; lançaram a tua lei para trás das costas, e mataram os teus profetas que protestavam contra eles para que voltassem a ti; assim cometeram grandes provocações.

[27] Pelo que os entregaste nas mãos dos seus adversários, que os afligiram; mas no templo da sua angústia, quando eles clamaram a ti, tu os ouviste do céu; e segundo a multidão das tuas misericórdias lhes deste libertadores que os libertaram das mãos de seus adversários.

[28] Mas, tendo alcançado repouso, tornavam a fazer o mal diante de ti,; portanto tu os deixavas nas mãos dos seus inimigos, de modo que estes dominassem sobre eles; todavia quando eles voltavam e clamavam a ti, tu os ouvias do céu, e segundo a tua misericórdia os livraste muitas vezes;

[29] e testemunhaste contra eles, para os fazerdes voltar para a tua lei; contudo eles se houveram soberbamente, e não deram ouvidos aos teus mandamentos, mas pecaram contra os teus juízos, pelos quais viverá o homem que os cumprir; viraram o ombro, endureceram a cerviz e não quiseram ouvir.

[30] Não obstante, por muitos anos os aturaste, e testemunhaste contra eles pelo teu Espírito, por intermédio dos teus profetas; todavia eles não quiseram dar ouvidos; pelo que os entregaste nas mãos dos povos de outras terras.

[31] Contudo pela tua grande misericórdia não os destruíste de todo, nem os abandonaste, porque és um Deus clemente e misericordioso.

{Neemias 9:26-31 Almeida Recebida}

O texto afirma que Deus deu seu Espírito para instruir Israel (9:20) e que Deus enviou seus profetas e alertou Israel para o propósito de que eles retornassem a ele. Deus propôs estas ações para que tornar Israel de volta a ele / à sua Lei, e ainda assim eles se rebelaram. Isto mostra Deus permitindo seu propósito não vindo a ocorrer por permitir a seres humanos uma escolha de render-se à sua graça ou não. Intrigantemente, a palavra traduzida como “aturar” em Neemias 9:30 usa um vocábulo hebraico que geralmente significa algo como “trazer, tragar, puxar” e foi traduzida na tradução grega do AT usada pela antiga igreja com a mesma palavra usada em Jo 6:44a (“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer”). Uma tradução melhor de Ne 9:30 seria “Muitos anos tu os trouxeste e os alertaste pelo seu Espírito mediante os profetas. Ainda assim eles não deram ouvidos”. O texto fala de um trazer divino resistível que busca colocar as pessoas para o Senhor em arrependimento. Estêvão também forneceu um bom exemplo de graça resistível quando ele disse a seus compatriotas judeus,

[51] Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; como o fizeram os vossos pais, assim também vós.

[52] A qual dos profetas não perseguiram vossos pais? Até mataram os que dantes anunciaram a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e homicidas,

[53] vós, que recebestes a lei por ordenação dos anjos, e não a guardastes.

{Atos 7:51-53}

Lucas 7:30 nos diz que os fariseus e doutores da lei rejeitaram o propósito de Deus para si mesmos. E Jesus, que falou ao povo com o propósito de salvá-los (Jo 5:34), ainda assim notou que eles recusaram a vir até ele para terem vida (Jo 5:40), e que veio para desviar todo judeu de seu pecado (At 3:26; veja o tratamento deste texto em “Expiação para Todos”), mesmo assim claramente nem todo judeu creu nele, lamentou sobre a indisposição do povo para receber sua graça, dizendo “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que a ti são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta a sua ninhada debaixo das asas, e não quiseste!” (Lc 13:34; veja também Ez 24:13; Mt 23:37; Rm 2:4-5; Zc 7:11-14; Hb 10:29; 12:15; Jd 1:4; 2Co 6:1-2; Sl 78:40-42).

Arminianos divergem entre si mesmos sobre alguns dos detalhes de como a graça preveniente de Deus funciona, provavelmente porque a própria Escritura não dá uma descrição detalhada. Alguns arminianos creem que Deus continuamente habilita todas as pessoas a crer em todo tempo como benefício da expiação. Outros creem que Deus somente concede a capacidade de em Cristo para pessoas em tempos selecionados de acordo com sua boa vontade e sabedoria. Ainda outros creem que graça preveniente geralmente acompanha quaisquer dos movimentos específicos de Deus em direção às pessoas, tornando-as capazes de responder positivamente a tais movimentos conforme Deus assim os efetuaria. Mas todos os arminianos concordam que as pessoas são incapazes de crer em Jesus à parte da intervenção da graça de Deus e que Deus de fato concede sua graça que traz para a salvação todas as pessoas moralmente responsabilizáveis. Com respeito ao Evangelho, o bispo arminiano do século XVII, Laurence Womack, bem dissera, “em todos aqueles que a palavra da fé é pregada, o Santo Espírito concede, ou está pronto para conceder, tanta graça quanto é suficiente, no grau adequado, para trazer-lhes à conversão”.

O conceito de “vontade liberta” levanta uma questão mais geral de se seres humanos tenham livre arbítrio geralmente, à parte do domínio de agradar Deus e realizar o bem espiritual (novamente, as pessoas não são livres neste quesito a não ser que Deus as habilite). A resposta arminiana é sim. Pessoas têm livre arbítrio em toda espécie de coisas. Por isto nós queremos dizer que quando as pessoas são livres com respeito a uma ação, então elas podem pelo menos ou realizar a ação ou abster-se de fazê-la. Pessoas geralmente têm escolhas genuínas e são correspondentemente capazes de realizar escolhas. Quando livre, a escolha específica que alguém faz não foi eficientemente predeterminada ou necessitada por qualquer um ou qualquer coisa além da pessoa em si. De fato, se as ações da pessoa foram tornadas necessárias por outrem, e a pessoa não pode evitar realizar a ação, então ele não tem nenhuma escolha e ele não é livre neste quesito. E se ele não tem uma escolha, então nem pode propriamente ser dito que ele escolhe. Mas a Escritura bem claramente indica que as pessoas têm escolhas e fazem escolhas sobre muitas coisas (e.g., Dt 23:16; 30:19; Js 24:15; 2Sm 24:12; 1Rs 18:23, 25; 1Cr 21:10; At 15:22, 25; Fp 1:22). Além disto, ela explicitamente fala de liberdade humana (Ex 35:29; 36:3; Lv 7:16; 22:18, 21, 23; 23:38; Nm 15:3; 29:39; Dt 12:6, 17; 16:10; 2Cr 31:14; 35:8; Ed 1:4, 6; 3:5; 7:16; 8:28; Sl 119:108; Ez 46:12; Am 4:5; 2Co 8:3; Fm 1:14; cf. 1Co 7:37) e atesta seres humanos violando a vontade de Deus, mostrando que ele não predetermina suas vontades e ações para o pecado. Além disto, o fato de Deus manter as pessoas responsáveis por suas escolhas e ações implica que tais escolhas e ações foram livres. Não obstante, é importante lembrar que arminianos não creem em liberdade ilimitada. Existem muitas coisas nas quais não somos livres. Nós não podemos escolher voar batendo os braços por exemplo. Nem negamos que nossas ações são influenciadas por todas as espécies de causas. Mas quando somos livres, estas causas são resistíveis e nós temos uma escolha genuína do que fazemos e não são causadas necessariamente a agir de uma certa maneira por Deus ou por qualquer outra coisa além de nós mesmos.

Finalmente, o conceito de vontade liberta também implica que Deus tem definitivo e absoluto livre arbítrio. Pois é Deus que sobrenaturalmente libera a vontade dos pecadores pela sua graça para crerem em Cristo, o que é um assunto da própria livre vontade e soberania divina. Deus é onipotente e soberano, tendo o poder e autoridade para fazer qualquer coisa que ele queira e não sendo restrito em suas próprias ações e vontade por nada fora de si mesmo e seu próprio julgamento (Gn 18:14; Ex 3:14; Jó 41:11; Sl 50:10-12; Is 40:13-14; Jr 32:17, 27; Mt 19:26; Lc 1:37; At 17:24-25; Rm 11:34-36; Ef 3:20; 2Co 6:18; Rv 1:8; 4:11). Nada pode ocorrer exceto se ele fizer ou permitir. Ele é o Todo-Poderoso Criador e Deus do universo a quem devemos todo o amor, adoração, glória, honra, agradecimento, louvor, e obediência. Portanto, é bom para nós lembrar que detrás da vontade humana liberta está Aquele que liberta a vontade, e este é um assunto de sua gloriosa, livre, e soberana graça, totalmente imerecida de nossa parte, e providenciada para nós pelo amor e misericórdia de Deus. Louvado seja seu santo nome!

Traduções Crédulas: Como Revelação 3:20 Cria um Dilema para Calvinistas

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Mais recentemente, notei uma exegese meio forçada de Revelação 3:20 – a famosa ‘eis que bato à porta’. Normalmente o calvinista não aceita a ideia que o homem seja capaz de abrir a porta, e que ela deve de fato ser arrombada. Tá bom, vai: Deus irresistivelmente causa que a pessoa abra a porta. Mas isso não muda nada em termos práticos.

A exegese que tenho encontrado é que esta passagem se refere somente à Laodiceia. Ainda que se conceda tal ponto, isto é trocar seis por meia dúzia. Acompanhe esta tradução…

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