Traduções Crédulas: Atos 13:48 – Um Verso Calvinista? (Parte IV de IV)

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Enfim, o fim desta série. Na verdade é só um rápido apanhado dos posts anteriores e também uma resposta a objeções tanto calvinistas como arminianas a esta interpretação (que aliás, como eu disse, achei por demais molinista).

Enfim, leia e reflita!

Atos 13:48 – Um Verso Calvinista? (Parte IV de IV – Respondendo Objeções)

por Christopher Chapman
Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Concluo o último post sugerindo que devemos entender Atos 13:48 da seguinte forma:

“…e creram, tantos quantos foram [de acordo com a presciência divina] destinados para a vida eterna”

Quando Lucas notou que aqueles que creram já haviam sido apontados para a vida eterna, o calvinista imagina que este apontamento foi feito sem a consideração de como os homens responderiam ao Evangelho. Ignorando que a salvação é condicionada à resposta pessoal ao Evangelho eles continuam consistentes com sua crença em determinismo divino, mas eles se extraviam do claro ensino da Escritura (Mc 16:15, Jo 3:18).

Parece razoável concluir que Deus é aquele realizando o apontamento neste verso, ainda que alguns não-calvinistas argumentariam que a gramática grega neste verso poderia implicar que os indivíduos estão apontando a si mesmos no sentido de “inclinarem” ou “disporem” a si mesmos para vida eterna. Mas no segundo post desta série eu mostrei minhas razões para rejeitar tal argumento. Em resumo, tentei mostrar que as outras quatro vezes que Lucas usou a palavra grega tasso ele nunca usou dessa forma.

Não apenas creio que Deus é aquele que aponta estas pessoas para a vida eterna, eu creio que eles foram apontados desde a fundação do mundo. O plano eterno de Deus é adotar crentes como seus filhos (Ef 1:4-5, Rm 8:28-29). A palavra “crentes” desta última sentença não pode ser subestimada. Deus não predestinou alguns descrentes para se tornarem crentes, mas ele predestina os crentes para tornar-se seus filhos (Jo 1:12). Mas o que aqueles do campo reformado geralmente querem apontar é que no verso que estamos considerando, o apontamento para a vida eterna claramente veio antes das pessoas crerem. Isto não é estranho à luz do ensino bíblico da presciência exaustiva de todas as ações e decisões humanas.

Muitos irmãos não-calvinistas evitam dizer que este verso fala de “predestinação” por diversas razões. Eles estão corretos em afirmar que a palavra grega tasso usada esta sentença não é usada em outros lugares na Bíblia para referir-se à doutrina da eleição (acerca da salvação). Mas desde que aqui ela é conectada com a frase “para a vida eterna”, é difícil imaginar que Lucas tivesse outra coisa em mente. E eles também estão corretos quando apontam que tasso não está corretamente traduzido pré-determinados ou pré-apontados, mas simplesmente determinados ou ordenados. Mas o contexto parece implicar que a eterna predestinação está na mente de Lucas.

Aonde a Bíblia discute os gentios vindo ao reino, as doutrinas da eleição e predestinação não estão longe (i.e. Rm 9 e Ef 1-3). Os judeus do primeiro século AD assumiam que somente judeus ou convertidos ao judaísmo poderiam ser membros do povo de Deus. O evangelho revogou esta pressuposição proclamando que o eterno propósito de Deus foi criar um povo santo de crentes judeus e gentios (Ef 2:11-3:6). Quando os gentios entraram o reino era necessário para os escritores bíblicos deixar claro que eles não estavam de penetras ou entrando o reino como um plano B divino. A aceitação de judeus crentes e gentios crentes no povo escolhido de Deus foi predestinada; observando os dois versos antes de Atos 13:48 vemos que esta controvérsia judeu/gentios certamente estava na mente de Lucas. Por esta razão creio que podemos seguramente concluir que o apontamento de Atos 13:48 tomou lugar desde a fundação do mundo (Ef 1:4, Rm 8:29).

Como apontei no meu último post, muitos dos meus irmãos calvinistas poderiam corretamente acusar-me de ler o conceito bíblico de presciência divina em cima do texto. Mas se ler qualquer conceito teológico em cima deste verso desqualifica minha interpretação, então a interpretação reformada é duplamente condenada. Lendo a presciência divina das escolhas livres em cima do verso, eu sou capaz de evitar invalidar as claras assertivas de responsabilidade humana genuína em outros locais do contexto imediato, a saber o verso 26, enquanto ainda mantendo a soberania de Deus sobre a salvação em seu devido lugar. Mas lendo determinismo unilateral na passagem, eles invalidam o pleno sentido de responsabilidade humana dado no verso 26.

Mas eleição incondicional não é o único conceito que a teologia reformada insere no texto. Graça irresistível e regeneração monergística são impressas em cima do texto também. Apesar de nós não lermos nenhuma destas doutrinas no verso, o devoto calvinista as lê, elas todas. Então se eu sou culpado de má interpretação porque eu informo minha leitura deste verso com o conceito bíblico da presciência divina das escolhas livres humanas, o que dizer dos irmãos reformados que informam sua leitura deste verso com os conceitos de eleição incondicional, graça irresistível e regeneração monergística?! Devemos reconhecer que todos leem algo em cima deste verso. Mas quanto menos bagagem trouxermos ao texto, melhor.

Minha interpretação de Atos 13:48 será unanimemente rejeitada por meus irmãos e irmãs reformadas, por razões óbvias. Mas até onde sei, este blog não é escrito primariamente para uma audiência calvinista. E eles não serão os únicos a discordar de minhas conclusões. teístas abertos (do qual eu fui um por muitos anos) também tomarão partido contra minha interpretação. Muitos arminianos tradicionais também discordarão de algumas das minhas conclusões. Por esta razão anteciparei e abordarei algumas de suas objeções no restante deste post.

Objeção 1 – Presciência Divina.

Teístas abertos, juntamente com calvinistas, negam que Deus tenha conhecimento exaustivo de todas as decisões humanas livres. O calvinista discorda com a parte do “decisões humanas genuínas” da sentença, enquanto mantendo uma crença em presciência divina exaustiva. Muitos podem argumentar que eles de fato creem em liberdade humana, mas somente após redefinir o sentido cotidiano de liberdade humana. O teísta aberto nega a parte “presciência exaustiva” da assertiva acima, enquanto defendendo fielmente a liberdade humana de escolha, e portanto a responsabilidade humana.

Respeito tanto a visão calvinista quanto a calvinista sobre a presciência. Ambos argumentam que não existe explicação racional para como Deus pode conhecer eventos futuros que ele não planejou causar. Para o calvinista isto significa Deus é a primeira causa de todas as ações humanas e que ele conhece todo evento da história humana porque ele unilateralmente determinou-o ocorrer. Seres humanos intencionalmente fazem o que Deus planejou, mas novamente, eles não poderiam possivelmente escolher nada além do que Deus determinou que ocorreria; sua vontade também foi predestinada. Isto é considerado determinismo suave ou compatibilismo. O teísta aberto vai pela outra direção. Em vez de limitar a liberdade humana, eles concluem que Deus criou o mundo de tal forma a intencionalmente colocar limitações em seu conhecimento do futuro. Eles creem que Deus conhece tudo que possa ser possivelmente conhecido; mas eles mantêm que decisões humanas que são tanto livres quanto futuras não podem ser conhecidas de antemão com absoluta certeza, nem mesmo por Deus.

O propósito deste post não é mostrar em detalhes por que ambas estas visões estão erradas, mas simplesmente apontar que elas estão. O argumento de que não existe explicação racional de como Deus pode pré-conhecer as escolhas livres futuras das criaturas livres é falso. A explicação racional é: Ele é Deus! Não precisamos entender completamente como Deus pôde criar o universo do nada; nem precisamos compreender como Deus pode conhecer o futuro que ainda não existe. Simplesmente cremos que muitas coisas estão acima de nossa capacidade de na realidade das capacidades de Deus. Aceitamos a palavra de Deus pela fé.

A Bíblia em muitos lugares implica que os homens são livres para escolher. Bem como os antigos Pais da Igreja em geral afirmaram, se o homem não é livre para escolher o bem e rejeitar o mal então ele não pode ser mantido responsável por escolher o mal ou elogiado por escolher o bem. A Bíblia também assume a presciência divina das escolhas humanas.  Não apenas o que eles podem fazer, mas também o que eles de fato farão. Novamente, os Pais da Igreja regularmente usaram a presciência exaustiva divina exaustiva em seus comentários contra o gnosticismo (uma heresia cristã antiga) e o paganismo. Este fato torna ambas as visões (calvinista e teísta aberta) acerca da relação entre presciência divina e liberdade humana heterodoxas.

Espero que meus leitores aceitarão minhas desculpas em tocar tão rapidamente neste assunto complicado, e afirmar minha posição mais que prová-la. O fato que os mais antigos Pais Ante-Nicenos (e possivelmente todos eles) unanimemente ensinaram que Deus conhece exaustivamente tanto as possíveis quanto as reais escolhas dos seres humanos genuinamente livre e anjos, fecha o assunto para mim. Claro que aqueles que defendem a minha posição de presciência divina e liberdade humana (que é a mesma da antiga Igreja) ou as posições do calvinismo e teísmo aberto podem encontrar passagens na Escritura que aparentemente suportam seu caso. Mas desde que o tempo, espeço e minha capacidade são limitados, eu simplesmente apelarei para a ortodoxia.

Objeção 2 – Eleição Corporativa

Aqueles que aderem exclusivamente à eleição corporativa, sejam eles arminianos conservadores ou teístas abertos, também se incomodarão com minha interpretação. O Novo Testamento ensina a doutrina da eleição divina à luz do modelo do Antigo Testamento da eleição corporativa de Israel. Por esta razão encontramos passagens no Novo Testamento que da eleição por Deus da Igreja de Jesus Cristo como o povo santo e predestinado de Deus. Efésios capítulo um é o melhor exemplo disso. A natureza corporativa da passagem fala sobre o plano de Deus de criar um povo santo feito de judeus e gentios crentes, especialmente quando lido no contexto dos capítulos dois e três. Aqueles que creem em eleição corporativa não negam que indivíduos são os beneficiários desta eleição corporativa. Mas cremos que indivíduos só se beneficiam da eleição da Igreja mediante sua conexão com ela, e que tal conexão vem mediante uma fé pessoal e persistente em Cristo.

Mas alguns dos que adotam a eleição corporativa vão tão longe a ponto de dizer que cada verso correlato à eleição deve ter somente o aspecto corporativo em mente. Este erro é mais notado entre teístas abertos cujo comprometimento teológico com a presciência divina limitada impele-os a tal interpretação de várias passagens. Quando chegam em Atos 13:48, a frase “tantos quantos” é sua primeira pedra de tropeço. A passagem claramente fala sobre o apontamento de certos indivíduos no meio da multidão naquele dia.

Mas também entre arminianos conservadores, que creem em presciência divina exaustiva, muitos recusam-se a aceitar que existam versos enfatizando a eleição individual baseada na presciência da resposta humana ao Evangelho. Não conheço todas as razões para isso. Uma delas certamente é o fato de que eles creem que esta é a interpretação própria da Bíblia. Mas eu creio que isto causa dificuldades desnecessárias em certas passagens da Escritura, Atos 13:48 sendo um belo exemplo.

Todo arminiano conservador crê na presciência exaustiva das escolhas humanas livres. Isto significa que todo arminiano conservador crê que Deus conhece exatamente como cada pessoa em toda a história da humana responderá ao evangelho de Cristo. Por esta razão não deve ser surpresa para nenhuma pessoa que crê em presciência divina (no sentido arminiano) imaginar que os escritores bíblicos algumas vezes escreveram com este conceito em mente. Não devemos tropeçar quando vemos este conceito aplicado a versos como Atos 13:48 e Romanos 8:28-30. Não há razão para vir com interpretações habilmente pensadas apelando para regras obscuras da gremática grega. Atos 13:48 tem eleição divina individual em mente. Não somente o uso de Lucas da palavra tasso e a expressão “tantos quantos” tornam isso claro, mas comparando-a com a passagem paralela de Atos 18:5-11 (em especial o verso 10), e necessário uma grande ginástica mental para negar isto. E para aqueles de nós que se intitulam arminianos, não há necessidade disso. Arminianismo clássico crê em eleição individual.

Objeção 3 – Implicações Práticas

Calvinistas aprovarão minha interpretação em alguns aspectos por causa do que eles pensam que ela logicamente implica, a saber, que se estes indivíduos foram “determinados para a vida eterna” pelo próprio Deus então não há maneira de eles caírem. E meus irmãos não-calvinistas frustradamente dirão “Grande! Olha agora o que você fez!”. Se alguém diz que Deus preparou estes indivíduos de Atos 13:48 para a vida eterna por um determinismo unilateral divino ou de acordo com a presciência divina de sua resposta ao Evangelho, de qualquer forma parece que devemos concluir que eles todos acabaram no paraíso. Eu poderia argumentar convincentemente que tornar “vida eterna” um sinônimo de “ir ao Céu” é um mau entendimento da salvação bíblica, mas aceitarei esta leitura simplista para o bem do argumento. O ponto é, se Deus apontou estes indivíduos em particular pra a eternidade passada, por quaisquer meios que seja, parece ser uma conclusão inescapável que todos eles de fato experimentariam a vida eterna (Paraíso). Se ele apontou por determinismo então ele não falhará. Se ele os apontou de acordo com sua presciência então ele não poderia possivelmente estar errado acerca de sua perseverança em fé até o fim.

Outra implicação prática de minha interpretação deve ser igualmente embaraçosa para a interpretação calvinista. E até onde posso ver eles não tem como escapar deste embaraço lendo o verso como eles leem. Se “tantos quantos foram apontados para a vida eterna” no meio daquela multidão naquele dia, creram naquele dia , então devemos assumir que mais ninguém mais daquela multidão estava apontado para a vida eterna. Isto deve significar que ninguém daquela multidão naquele dia, uma multidão que era composta de quase toda a cidade, veio depois à fé em Cristo (Atos 13:44). Não é difícil imaginar que Lucas falava em hipérbole sobre o tamanho da multidão, mas de qualquer modo, parece estranho que aqueles que creram não tinham razão para esperar que seus amigos e parentes descrentes viessem eventualmente à fé. Porém, se olhar para isso, algo não parece estar correto acerca do todo.

Até o momento, temos olhado no que Lucas disse em Atos 13:48, mas precisamos mudar o foco e nos perguntar como ele está usando a assertiva que fez. Estaria ele ensinando sobre a doutrina da eleição ou estaria ele se referindo à doutrina da eleição para o propósito da narrativa? Apenas se soubermos a resposta a isto saberemos como devemos permitir este verso informar nossa teologia como um todo.

Uma maneira de encontrar a sutil resposta que estamos procurando é perguntando como Lucas sabia que aqueles indivíduos foram determinados para a vida eterna. A maioria das pessoas quando lê o verso supõem que de alguma forma Lucas sabia que os indivíduos em especial que creram naquele dia foram predestinados para a vida. Mas devemos nos perguntar como ele sabia que não existiam falsos convertidos entre eles. Devemos nos perguntar como ele sabia do plano eterno de Deus para estes indivíduos em particular, especialmente à luz do fato que ele provavelmente jamais encontrou todas as pessoas que estavam ali naquele dia. Lembre-se, Lucas ainda não estava viajando com Paulo, então esta é um relato de segunda mão dos eventos daquele maravilhoso dia. Como Lucas poderia ter tal informação teologicamente carregada acerca daqueles que creram?

Se assumirmos que ele sabia que aqueles indivíduos foram apontados para a vida eterna por revelação divina direta, então devemos assumir que Atos 13:48b é uma assertiva de absoluta certeza. Lendo desta forma, que eu assumo ser o sentido que é lido pela maior parte dos calvinistas, então aqueles indivíduos certamente foram para o céu, e nenhum outro da multidão daquele dia jamais veio à fé.Devemos também concluir que era impossível que existissem quaisquer falsos convertidos entre aqueles que creriam nesse dia. Aqueles que creram, todos e cada um, eram sinceros crentes que foram justificados naquele dia e certamente continuaram em fé perseverante até o fim de suas vidas. Se ele foi informado disso por revelação divina então devemos aceitar Atos 13:48b no sentido mais absoluto e concreto possível.

Mas se observarmos a passagem como uma narrativa prática e afirmar que ele sabia que eles foram apontados por ter observado sua resposta ao evangelho, então At 13:48 é uma assertiva de ilustração. Usamos este tipo de conhecimento quando dizemos “Sei que meu amigo é salvo”. Ele sabia que muitos creram, mas não sabia com divina certeza que eles todos tinham verdadeiramente fé salvífica, ou que cada deles perseverou em fé. Ele permitiu que sua teologia informasse sua observação. De acordo com sua teologia crentes foram determinados para a vida eterna da fundação do mundo (Ef 1:4-5). A razão pela qual ele notou que estes indivíduos foram preparados para a vida eterna não foi introduzir a doutrina da eleição, ou dizer com absoluta certeza que estes indivíduos particulares iriam para o paraíso, mas para ilustrar para seus leitores a importância histórica da narrativa que ele estava fazendo. Ele não estava falando de algum conhecimento esotérico que estes indivíduos em especial foram especificamente apontados por Deus para salvação na eternidade passada. Ele interpretou a cena que estava relatando de uma perspectiva teológica. Ele fez isto a fim de enfatizar que a entrada dos gentios no reino fora predestinada por Deus. Lucas estava referenciando uma perspectiva teológica (Paulo já havia estabelecido de antemão a eleição dos crentes gentios em Efésios e Romanos) a fim de colocar a narrativa em seu devido contexto histórico.

Observando o verso desta forma vemos que apesar de a teologia em Atos 13:48 está precisa, é ir muito longe do ponto de Lucas imaginar que ele pensou que somente aqueles indivíduos na multidão foram apontados para a vida e ninguém mais presente naquele dia pudesse sequer vir à fé. Nem é razoável assumir que ele estava certo que aqueles indivíduos certamente permaneceriam até o fim e seriam salvos. Ele simplesmente não estava pensando em tais termos absolutos. Mas é razoável assumir que ele via estes eventos como o início do cumprimento da promessa do Antigo Testamento que a salvação se estenderia aos confins da terra (At 13:47).

Muitos rejeitam minha interpretação porque eles leem a assertiva de Lucas de uma forma que ele nunca pretendeu que ela fosse lida. Ele não estava escrevendo para nos falar de divina presciência acerca de indivíduos particulares que nem ele nem nós jamais encontramos. Sim, ele crê que aqueles que vieram à fé salvífica e perseveraram nela foram apontados para vida eterna desde a fundação do mundo. Mas sua razão para incluir esta asserção teológica na narrativa do pentecoste gentílico é apontar a significância dos eventos daquele dia. Ele quer que todos os seus leitores saibam que este momento na história não foi acidental. Deus sempre planejou salvar gentios crentes mediante o evangelho. Inserindo uma referência à doutrina da eleição eterna na cena ele clarifica para seus leitores que este é um ponto de inflexão importante no desenrolar do plano de Deus. Imaginar que Lucas está tentando ensinar a doutrina da eleição é chamá-lo de mau professor desde que seu ponto carece de clareza ou contexto. Mas dizer que ele está usando uma teologia bem conhecida para contar uma história é chamá-lo de um excelente contista e historiador teológico.

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Um comentário sobre “Traduções Crédulas: Atos 13:48 – Um Verso Calvinista? (Parte IV de IV)

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