Copy-Paste: João 11:51-52 e 1 João 2:2 e o Argumento para Expiação Limitada , por David Ponter

Um copy-paste de valiosa importância, inda mais nesta época de copy-pasters feitos por gente sem muita ideia própria 😀

Aqui, o hermano Emerson Pinheiro, um calvinista moderado, faz uma tradução de um artigo de David Ponter. O artigo fala de um argumento que tenta demonstrar a expiação limitada em 1Jo 2:2 apelando a um suposto paralelo com Jo 11:51-52. A resposta é, em resumo, surpreendente: o paralelismo só existe nas traduções – no original grego ele desaparece!

Enfim, leiam e guardem!

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OS FACTS da Salvação : Um Sumário da Teologia Arminiana – ou As Doutrinas Bíblicas da Graça: Expiação Para Todos

Expiação Para Todos

(Atonement for All – O Segundo dos Cinco Artigos da Remonstrância)

Como observado anteriormente, devido à depravação total, ninguém pode ser salvo a não ser que Deus tome a iniciativa. As boas novas são que, desde que “Deus é Amor” (1Jo 4:8,16), “suas misericórdias estão sobre todas as suas obras” (Sl 145:14), ama até mesmo seus inimigos (Mt 5:38-43), ele “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2:4), “não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se” (2Pe 3:9), e não toma qualquer prazer na morte do ímpio, mas em vez disso deseja que ele se arrependa de seus pecados e viva (Ez 18:23,33), ele tomou a iniciativa enviando seu único Filho para morrer pelos pecados do mundo. Como João 3:16-18 tão belamente nos afirma:

16. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

17. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.

18. Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.

Deus providenciou o perdão de pecados e salvação de toda pessoa pela morte de Jesus Cristo em favor da humanidade pecaminosa. De fato, pela graça de Deus, Jesus experimentou a morte por todos (Hb 2:9). Como 1Jo 2:2 nos diz, “E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo”. Após a sentença de 1Tim 2:4 citada acima que Deus ” deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”, os versos que se seguem continuam:

5. Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem,

6. o qual se deu a si mesmo em resgate por todos, para servir de testemunho a seu tempo;

De fato, “o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 11:10), “Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores” (1Tim 1:15), “o Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo” (1Jo 4:14; cf. Jo 4:42), Deus é “Salvador de todos os homens” (1Tim 4:10), Jesus é “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29), que “morreu pelos ímpios” (Rm 5:6), e “morreu por todos” (2Co 5:14-15) quando “Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões” (2Co 5:19). Jesus até mesmo morreu por aqueles que o rejeitaram e a sua palavra, o negaram e pereceram (Lc 22:17-21; Jo 12:46-48; Rm 14:15; 1Co 8:11; 2Pe 2:1; Hb 10:29). A provisão foi feita por tantos quantos pecaram, que é todas as pessoas (Rm 3:22-25; 5:18).

Mas ainda que Jesus morreu por todos e tem provido expiação para todos, a intenção da expiação provida foi que sua real aplicação (que concede oo perdão dos pecados, situação de justiça com Deus, e salvação) seja condicional à fé em Jesus Cristo. Isto é estabelecido bem claramente em Jo 3:16-18 citado acima. Por amor, Deus sacrificou seu único Filho pelo mundo tal que aqueles do mundo que confiam em Jesus e em seu sacrifício expiatório se beneficiarão de tal sacrifício expiatório e serão salvos enquanto aqueles do mundo que rejeitam este sacrifício expiatório em descrença não se beneficiarão dele mas permanecerão condenados e perecerão (cf. várias outras passagens que deixam claro que fé é a condição debaixo da qual e os meios pelo qual perdão, vida eterna, e salvação são recebidas, por exemplo: Lc 8:12; Jo 1:12; 3:36; 5:24; 6:40,47; 20:31; At 16:31; Rm 1:16; 3-4; 10:9-10; 1Co 1:21; Gl 2:16; 3; Ef 2:8-9; 1Tm 1:16). Desde que a expiação foi providenciada para todos, tornando a salvação disponível a todos, a Escritura por vezes retrata a justificação como potencial para todas as pessoas (Rm 3:22-25; 5:18) ainda que nem todos sejam ultimamente salvos. Apesar de Deus desejar que todos creiam e sejam salvos mediante o sangue de Cristo, muitos perecerão, não por falta de disponibilidade de salvação, mas porque eles rejeitaram a provisão salvífica feita para eles na morte de Cristo e “porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (Jo 3:18). Semelhantemente, as referências escriturais a Deus ou Cristo como Salvador do mundo/de todos (Jo 4:4; 1Tm 4:10; 1Jo 4:14)não significam que todos serão de fato salvos, mas que o Pai e o Filho providenciaram salvação para todos, a qual é efetivada somente para aqueles que creem. Como a própria passagem de 1Tm 4:10 diz, “Pois para isto é que trabalhamos e lutamos, porque temos posto a nossa esperança no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, especialmente dos que creem”. E Tito 2:11 pode dar encorajamento a crentes para apresentar um bom testemunho para Cristo ao mundo descrente com esta razão: “Porque a graça de Deus, que traz a salvação, se manifestou a todos os homens”. De fato, é a expiação ilimitada de Cristo que serve como fundação necessária da genuína oferta de salvação mantida para todos no evangelho e está de acordo com o comando para pregar o evangelho a todos. Por exemplo, falando a uma audiência judaica geral, o Apóstolo Pedro baseou a chamada ao arrependimento na obra de Cristo e implicou que a obra foi para todos naquela audiência quando ele assegurou-lhes que Deus enviou Cristo para retirar cada um deles de seus pecados:

18. Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus profetas havia anunciado que o seu Cristo havia de padecer.

19. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, de sorte que venham os tempos de refrigério, da presença do Senhor,

20. e envie ele o Cristo, que já dantes vos foi indicado, Jesus,

21. ao qual convém que o céu receba até os tempos da restauração de todas as coisas, das quais Deus falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio. […]

26. Deus suscitou a seu Filho Jesus, e a vós primeiramente vo-lo enviou para que vos abençoasse, desviando-vos, a cada um, das vossas maldades. {Atos 3:18-21,26 Almeida Recebida}

Como Lucas 24:45-47 reporta,

45. Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras;

46. e disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e, ao terceiro dia, ressuscitasse dentre os mortos;

47. e que em seu nome se pregasse o arrependimento para remissão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém.
{Lc 24:45-47, cf. Mt 28:18-20, At 17:30).

Traduções Católicas: De que forma Jesus se tornou uma “maldição” por nós? por CatholicNick

Mais uma para o rol de argumentos contra a expiação penal! Aqui, temos uma exegese de Gálatas 3, no qual Paulo diz que Jesus “fez-se maldição”.

Mas isto é bastante diferente do que se pensa…

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Traduções Católicas: A Interpretação Infalível do Papa para Isaías 53 (Mais Problemas com a Substituição Penal)

Acreditem, gostei desta pequena provocação do Nick. Aqui, ele “apela” para a infalibilidade papal de Pedro ao escrever a sua primeira missiva, e explica que Isaías 53 não tem conotação penal.

É claro, o cutucão não é por minha conta 🙂

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Traduções Católicas: O Ensino Bíblico de “Levar os Pecados” — Mais Problemas com a Substituição Penal

Do blogueiro mais preguiçoso e ecumênico da Terra Média, mais uma sobre substituição penal!

Desta vez o alvo é sobre a ideia de “levar os pecados”. Acredite, fora da expiação penal há uma beleza intensa para esta ideia – pois não é mais uma “imputação de uma punição a um inocente”, mas sim uma confirmação do sacerdócio supremo de Jesus o Cristo.

Leiam e reflitam!

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Traduções Crédulas: Steven Costley sobre 2Pedro 3:9

Este foi mais um de meus pequenos achados sobre expiação ilimitada e 2Pedro 3:9. Aqui o autor interage diretamente com a interpretação calvinista de que ‘todos’ se refere aos eleitos somente. Ele mostra alguns problemas e outras suposições tácitas que não se encaixam bem, e defende a leitura natural do texto.

Leiam e reflitam!

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Traduções Católicas: Como Pode Isaque Expiar os Pecados de Abraão?

Mais uma contra teorias de expiação penal! Aqui, o foco é o famoso sacrifício de Abraão. Bem, o esquema já deve ser conhecido de vós: demonstrar que o dito sacrifício não tem nem pode ter conotação penal. Mas este é um trecho importante, pois se relaciona com a expiação de Jesus Cristo.

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Traduções Crédulas: Romanos 8:32 e o Argumento pela Satisfação Limitada

Mais uma das fontes calvinistas! Este é um argumento pela expiação limitada – que afirma que São Paulo garante que, aqueles por quem Deus entregou Seu Filho, serãon definitivamente salvos da ira.

Mas nada que uma leitura atenta não ajude!

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Traduções Católicas: “Expiação” de acordo com a Escritura – Mais Problemas com a Substituição Penal

Este post tem mais relação com meus pensamentos acerca da invalidade da expiação penal – ainda que ela seja defendida por quase todos os arminianos que tenho notícia. Este é um post do Nick acerca de como a expiação é tratada na Escritura, e por que a teoria penal não faz jus a ela.

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Traduções Crédulas: Cheque-Sem-Fundos Calvinista

Passar um cheque polpudo mas sem fundos a uma pessoa reconhecidamente carente de recursos financeiros, mesmo sabendo que a pessoa que o recebe, não terá desejo ou capacidade de descontar tal cheque, é uma atitude honesta?

Joshua Thibodaux faz um paralelo interessante entre o gomarismo (o calvinismo de cinco pontos) e a oferta evangélica, com um cheque sem fundos.

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