Traduções Crédulas: A Extensão da Morte Espiritual

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Chris Chapman traz um texto bastante elucidativo acerca da morte espiritual, e da fraca analogia feita pelos calvinistas acerca da sua teoria de incapacidade total – a ideia de que uma graça resistível (ou, como eu costumo afirmar, ‘extrinsecamente eficaz’) é incapaz de trazer o homem para perto de Deus, e serve para/tem como propósito somente aumentar sua condenação – um nonsense tipicamente calvinista.

É apenas o velho argumento de ‘morto não fala, morto não ouve’, que já comentei doutras vezes 🙂 Enfim, leiam e reflitam!

A Extensão da Morte Espiritual

por Christopher Chapman
Tradução: Credulo from this WordPress  Blog

“Bem, mas bem morto!”

Desafio Calvinista:

[1] Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,
[2] nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência,
[3] entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais.{Efésios 2:1-3 Almeida Recebida}

O espírito do homem está morto devido ao pecado. Um monte de pessoas estavam chorando e fazendo toda espécie de lamento em volta da tumba de Lázaro durante os quatro dias em que eles estavam preparando sua morte, mas isto não o acordou ou afetou seu sono. Lázaro não ajudou a preparar seu corpo para o enterro, não deu sua opinião sobre quem seria convidado para o funeral nem ajudou a decidir o menu para os convidados; ele estava morto! Nós sabemos que homens mortos não podem fazer nada bom ou ruim.

Lázaro não era capaz de responder as pessoas em seu funeral. Da mesma forma não podemos responder a Deus quando estamos espiritualmente mortos. Todo mundo sabe que um homem morto não pode sentir convicção de seus pecados ou pôr fé em Jesus Cristo. Apenas pessoas vivas podem ser convencidas de sua culpa ou colocar sua confiança em alguma coisa. Um homem morto não pode fazer nada. E um espírito morto não pode se arrepender ou crer! A única maneira que Lázaro podia acolher os convidados que assistiam ao seu funeral era sendo levantado dos mortos. Apenas após ele estar vivo ele poderia ser grato aos que vieram para lhe mostrar suas condolências. E apenas após alguém nascer de novo pela graça e poder de Deus é que ele pode se arrepender de seus pecados e depositar sua fé em Cristo. Deus decide a quem ele dará vida, não porque eles se arrependeram e creram, mas por causa de sua escolha predestinada. Ele PRIMEIRO lhes dá a nova vida, e ENTÃO eles são convencidos de seus pecados, se arrependem e creem. Fé e arrependimento são parte da salvação, não os meios pelos quais nós a recebemos.

A Resposta Bíblica:

Calvinistas compreendem erroneamente o conceito bíblico de morte espiritual. É verdade que a Bíblia usa o termo “morto” acerca dos espíritos dos não-salvos. Mas a questão é, em que sentido o espírito do homem está “morto”? Eles imaginam que isto implica que o espírito do homem está inconsciente, inativo ou de alguma forma incapaz de responder bem como Lázaro estava quando em sua tumba.

Primeiro, deve ser notado que o incidente com Lázaro foi dado como ilustração da ressurreição física que tomaria lugar no fim do mundo. Em João capítulo cinco Jesus ensinou que no dia do julgamento ele ordenaria que todos os homens ressuscitassem da morte para enfrentar julgamento. Eles ouviriam sua voz e viriam. Em João capítulo 11 Jesus está ilustrando que ele é a ressurreição e a vida. Ele provou que tem autoridade para ressuscitar os mortos agora e no futuro. Ele não está ilustrando ressurreição espiritual, mas ressurreição física.

Mas em Lucas capítulo quinze Jesus ilustra morte e ressurreição espiritual na parábola do filho pródigo. O filho caçula, em rebelião egoísta, deixou seu pai após lhe requerer a sua herança antecipadamente. O filho isolou-se do pai. Rapidamente o filho encarou sérias dificuldades. Ele estava faminto, oprimido e solitário. Ele então “recobrou os seus sentidos” e lembrou-se que seu pai tinha tudo que ele precisava. Ele decidiu retornar para casa e pedir por misericórdia. No seu retorno o pai recebeu-o com alegria. Ele organizou uma festa e proclamou que seu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.

O filho estava perdido em seu pecado. Ele estava morto em pecado e rebelião. Ele não estava morto no sentido de que ele não podia responder aos pensamentos sobre bondade, generosidade e misericórdia de seu pai. Ele estava morto porque estava relacionalmente separado do pai. Ao retornar pra casa ele estava mais uma vez vivo em seu relacionamento com seu pai. Isto ilustra em que sentido a Bíblia afirma que almas perdidas estão mortas em seus pecados. Elas deliberadamente escolheram se isolar de Deus pelos seus pecados. Mas quando Deus os convence, eles estão capazes de responder com convicção, arrependimento de sua rebelião e confiança em sua misericórdia.

Na parábola o filho recobrou os sentidos por si mesmo. Mas na primeira parábola dada em Lucas capítulo quinze (a parábola da ovelha perdida) aprendemos outro aspecto importante de como pecadores vêm a Deus. Aprendemos que Deus não espera que o homem perdido em seus pecados encontre seu próprio caminho para casa. É verdade que o homem não pode voltar-se para Deus sem a graciosa ajuda divina, mas Deus não deixa os homens em escuridão. Mas como um bom pastor ele segue a procurar e salvar os perdidos.

Deus, assim como o pai do pródigo, não deseja que as pessoas se percam. Ele deseja que todos os homens venham a arrepender-se. Por esta razão ele envia tanto seu Espírito quanto sua Igreja para testificar ao mundo da salvação que está em Cristo Jesus (Jo 15:26-27). A obra do Espírito é convencer o mundo acerca de seus pecados (Jo 16:8-11). Note que a Escritura diz que o Espírito convence o mundo, e não pessoas que já estão nascidas de novo, mas aqueles que estão mortos em seus pecados. E pelo poder do Espíritos somos embaixadores por Cristo (2Co 5:20). Mediante nós Deus clama pelo mundo, “sede reconciliados comigo”. Deus estende [seu Espírito] pelo mundo e os convence de seus pecados, suplicando com eles para virem para casa. Àqueles que recebem Seu Filho mediante fé, lhes será dado o direito de se tornarem filhos de Deus (Jo 1:12-13).

[4] Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,
[5] *estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou* juntamente com Cristo (*pela graça sois salvos*),
[8] Porque pela graça sois salvos, *mediante a fé*; e isto não vem de vós, é dom de Deus; {Efésios 2:4-5,8 Almeida Recebida}

Os perdidos estão espiritualmente mortos no sentido de que eles estão relacionalmente separados de Deus. Aqueles mortos em pecados não tem poder de “recobrar seus sentidos” se forem abandonados em seus pecados. Mas Deus não os abandona. Deus deseja ser reconciliado com eles tal que lhes enviou Jesus para morrer por eles. E agora ele envia a Igreja para pregar as boas novas do desejo de Deus para reconciliação; e ele lhes envia o Espírito para convencê-los de seus pecados. Aqueles que respondem a esta convicção com fé e arrependimento serão reconciliados com Deus e adotados como seus filhos (i.e. espiritualmente ressurretos).

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