Traduções Crédulas: Jesus e os Impostos

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Mais uma sobre cristianismo e governo – desta vez, Jesus criticando de forma velada, na famosa passagem “dai a César o que é de César”.

Jesus Quis Que Pagássemos Impostos? A Escritura e Os Estudiosos Respondem: Não!

Cristãos Devem Questionar a Tributação

Cristo comandou que seus seguidores pagassem impostos? Se você é um cristão que apóia um governo pequeno, certamente lembrará que Cristo nos instruiu a dar a César o que é de César.

Esta ordem é geralmente citada por progressistas secularistas que desejam acusar o conservadorismo cristão de hipocrisia – bem como alguns cristãos desavisados que desejam defender a abrangência do governo para seus irmãos crentes. Em ambos os casos, as palavras de Cristo estão sendo abusadas.

Enquanto a expressão “dai a César” é comumente conhecida, seu contexto raramente é discutido. Cristo estava respondendo a uma questão dos hostis fariseus: “é justo darmos tributo a César, ou não?”.

Lucas nos diz precisamente o que os fariseus esperavam conseguir perguntando esta questão. Em Lc 20:20, ele escreve que os fariseus ele escreve que os fariseus “mandaram espias, os quais se fingiam justos, para o apanharem em alguma palavra, e o entregarem à jurisdição e à autoridade do governador”.

Tentando encurralar Jesus com esta questão, os fariseus não queriam apenas fazer com que ele parecesse mau: eles especificamente queriam solicitar uma resposa que levasse Cristo a ser preso pelo governo. Tentando fazer isso, eles pediram sua opinião sobre os impostos. Podemos deduzir, então, que eles desejavam que ele explicitamente condenasse o pagamento de impostos. De fato, quando Cristo foi eventualmente preso, as acusações contra ele incluíram “deixou de pagar tributo a Roma”.

Se Cristo realmente quisesse que seus seguidores pagassem impostos, ele poderia ter respondido com uma resposta próxima a “sim, pague seus impostos”. Em vez disso sua resposta foi – nas palavras de Mt 10:16 – prudente como a serpente.

Lucas continua:

[23] Mas Jesus, percebendo a astúcia deles, disse-lhes: Por que me tentais?

[24] Mostrai-me um denário. De quem é a imagem e a inscrição que ele tem? Responderam: De César.

[25] Disse-lhes então: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.

[26] E não puderam apanhá-lo em palavra alguma diante do povo; e admirados da sua resposta, calaram-se.

Note como Lucas nos conta que “ele percebeu a astúcia” dos fariseus como se ela fosse relevante para a resposta que Cristo estava para dar. Se Cristo quisesse advogar o pagamento de taxas de qualquer forma, então a questão dos fariseus não seria astuciosa afinal – e não haveria necessidade de uma resposta engenhosa.

Cristo estabeleceu que a imagem e o nome de César estavam no denário, e então nos fala a dar a César as coisas que são de César. Mesmo assim em nenhum lugar ele declara claramente que este denário sequer seja de César. Há uma razão para isto. Provavelmene a mais forte razão, de fato, para pensar que Cristo foi um oponente de impostos é sua adição das palavras “e a Deus o que é de Deus”.

Tomada de forma puramente linguística, a resposta de Cristo parece sugerir que uma categoria de coisas pertence a César e uma categoria separada de coisas pertence a Deus. Mesmo assim cristãos sabem que tal dicotomia não existe: tudo pertence a Deus. Rm 11:36 por exemplo diz: “Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém”.

Devemos dar a César as coisas que são de César, e a Deus as coisas que são de Deus. Mesmo assim, não tem nada de César que também não seja de Deus.

O professor de estudos religiosos Reza Aslam nos dá uma razão diferente para pensar que que Cristo foi um crítico do governo. “A palavra apodidomi, geralmente traduzida por dai a“, diz Aslan, “é uma palavra composta: apo é uma preposição que neste caso significa em retorno, didomi é um verbo que significa dar“.

Em outras palavras, de acordo com Jesus, César está qualificado a tomar de volta a moeda de denário, não porque ele mereça tributo, mas porque é a sua moeda: seu nome e sua efígie estavam estampadas nela… por extensão, Deus está qualificado a tomar de volta a terra que os romanos tomaram para eles mesmos porque é a terra de Deus.

A sábia resposta de Jesus é especialmente relevante hoje: nosso próprio governo tomou o lugar de Deus, e as funções da igreja e da família, para si. Se devemos devolver a Deus as coisas que são dEle, então cristãos devem tomá-las de volta.

Ian Huyett é o editor associado do The Libertarian Republic e do Liberty Without Apologies. Ele foi presidente da Young Americans for Liberty em Kansas State University, onde ele foi editor do Kansas State Collegian. Ele já escreveu para FreedomWorks e YAL. Siga-o no Twitter @IanHuyett.

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