Traduções Crédulas: Arminius sobre a Divindade de Cristo

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Parece que é mania entre os reformados de hoje em dia espalhar mentiras acerca de arminianos. As mais recentes foram acerca de Roger Olson, chamando-o de blasfemo perigoso por achar que um deus como o descrito pelo calvinismo não seria digno de louvor (interessante notar que estes mesmos calvinistas adoram de paixão gente como Augustus Toplady e John Owen, que criam da mesma forma que um deus como o descrito pelo arminianismo é fraco e débil, digno de pena; para não contar alguns boatos acerca de Augustus Nicodemus, de quem foi dito ter dito que a deidade arminiana é “banana”).

Mas a mais nova-velha é duvidar da ortodoxia, ou mais especificamente da cristologia de Arminius. Já falei sobre um pretenso doutor que afirma Arminius ser ariano, usando pretensas fontes primárias.

Aqui, pretendo colocar o que Arminius disse acerca da divindade do Filho de Deus. Tirem suas conclusões!

Arminius sobre a Divindade do Filho de Deus

X . A divindade da pessoa do Filho é evidente, a partir dos nomes que lhe são atribuídos nas escrituras.

(1.) Porque ele é chamado Deus, e não somente atributivamente, como “O Verbo era Deus” (Jo 1:1); “o qual é sobre todas as coisas, Deus bendito eternamente” (Rm 9:5) mas da mesma forma subjetivamente: Deus manifesto em carne (1Tm 3:16), “Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros” (Hb 1:9). E também ele é igualmente chamado grande Deus (Tt 2:13).

(2.) A palavra “Filho” se porta como prova da mesma verdade, especialmente enquanto este nome pertence a ele própria e unicamente, de acordo com a qual ele é chamado “o seu próprio Filho” (Rm 8:32), e “seu unigênito” (Jo 1:18), expressões que, afirmamos nós, são equivalentes a seu ser chamado por natureza, o Filho de Deus.

(3.) Porque ele é chamado “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Rv 17:14, 19:16) e “Senhor da Glória” (1Co 2:8). Estas apelações provam muito mais fortemente o que nós desejamos estabelecer, se elas forem comparadas com as escrituras do Antigo Testamento, no qual os mesmos nomes são atribuídos àquele que é chamado Jeová (Sl 95:3, 24:8-10)

(4.) Piedosa antiguidade estabeleceu a mesma verdade do nome, do Logos, “O Verbo”; que não pode significar o verbo externo que é desprovido de uma substância própria, dado tais coisas que são atribuídas a ele nas Escrituras. Pois é dito ter estado “no princípio, estado com Deus, e sendo Deus” e “tendo criado todas as coisas”, &c.

XI – Os atributos essenciais da Deidade que estão nas Escrituras atribuídos ao Filho de Deus, igualmente declaram isto da maneira mais clara.

(1.) Imensidade: “… meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” (Jo 14:23); “que Cristo habite pela fé nos vossos corações” (Ef 3:17); “E eis que eu estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28:20).

(2.) Eternidade: “No princípio era o Verbo” (Jo 1:1) “Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último” (Rv 1:11, 2:8).

(3.) Imutabilidade: “Mas tu permaneces…e os teus anos não acabarão” (Hb 1:11,12)

(4.) Onisciência também lhe é atribuída: “eu sou aquele que esquadrinha os rins e os corações” (Rv 2:23). Ele sabe todas as coisas (Jo 21:17) e ele percebeu os pensamentos dos fariseus (Mt 12:25).

(5.) Onipotência: “…segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas” (Fp 3:21). Mas a natureza divina não pode, sem contradição, ser tomada daquele a quem os atributos essenciais de Deus são atribuídos.

(6.) Finalmente. Majestade e glória pertencem a Ele igualmente com o Pai: “para que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai” (Jo 5:23). “seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio para todo o sempre” (Rv 5:13)

XII. As obras divinas que são atribuídas a Ele, estabelecem a mesma verdade.

(1.) A criação de todas as coisas: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele” (Jo 1:3); “e por quem fez também o mundo” ou as eras (Hb 1:2); “e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também” (1Co 8:6); Mas quais são todas essas coisas? Exatamente as mesmas que são ditas, no mesmo verso, como sendo “do Pai”.

(2.) A preservação de todas as coisas: “e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hb 1:3); “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (Jo 5:17).

(3.) A realização de milagres: “Que Ele trabalha pelo Santo Espírito, que é dito ter recebido das coisas de Cristo, pelo qual ele glorificará Cristo” (Jo 16:14); “no qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão” (1Pe 3:19). Este Espírito é tão peculiar a Cristo, que os apóstolos são ditos realizar milagres no nome e poder de Cristo.

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