Traduções Católicas: Seria Pecado Original = Bebês Culpados? por Taylor Marshall

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Mais uma fonte católica! Aqui, Taylor Marshall explica um pouco sobre a relação do pecado original com os bebês recém-nascidos.

Seria Pecado Original = Bebês Culpados?

por Dr. Taylor Marshall

Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Fonte: Does Original Sin = Guilty Babies?

Algumas vezes, católicos são acusados de ensinarem “culpa original” em vez de “pecado original”. Os bebês então são “culpados” do pecado original? Vamos dar uma olhada no Concílio de Trento.

O infalível Concílio de Trento (Sessão V, 5) acerca do pecado original diz:

Se qualquer um nega, que pela graça do nosso Senhor Jesus Cristo, que é conferida no batismo, o reatum do pecado original é remido; ou mesmo afirma que o todo do que foi a verdadeira e própria natureza do pecado não é eliminada; mas diz que ela é apenas nivelada, ou não imputada; seja anátema.

Muitas traduções em inglês deste anátema inacuradamente escrevem “a culpa do pecado original é remida”, e isto tem levado a muita confusão.

O latim original do Concílio diz “reatum originalis peccati remitti”. Isto é importante porque o termo “reatus” não significa estritamente “culpa”.

Na lei romana, “reatus” significa sujeito a ou apontado para uma sentença penal. Alternativamente, a palavra latina “culpa” significa um ato real de má conduta.

Reatus refere-se ao estado que se segue como consequência de uma culpa. Na terminologia legal justiniana (subsequentemente adotada pela Igreja), estas duas palavras têm os significados a seguir.

  • Reatus Culpa é a culpa associada com a sentença (isto é, culpabilidade)
  • Reatus Poena é a penalidade da sentença (a palavra penalidade vem de poena)

Por exemplo, se um homem roubou uma loja, a “reatus culpa” seria seu ato pessoal de tomar o dinheiro – ele é declarado culpado. Agora a “reatus poena” seria a penalidade ou sentença associada a este crime, por exemplo, dois anos de prisão.

Agora com Adão e Eva, eles incorreram na culpa pessoal (reatus culpa) do pecado original e também na penalidade (reatus poena).

Todos os seus filhos (i.e. todos os bebês humanos) recebem somente a penalidade pelo pecado (reatus poena), que é definido como estar sem graça, sujeito a sofrimento e morte, etc. Se você não está convencido, simplesmente note que bebês humanos morrem, sofrem, e ficam doentes. Assim que eles alcançam a operação da razão e linguagem, eles universalmente cometem pecado. Lamentavelmente, nenhum de nós está vivendo a vida de paraíso. Cada bebê não é culpado de comer o fruto proibido, mas cada bebê recebe a penalidade deste pecado.

Agora então, ocasionalmente você verá alguns autores católicos usando “culpa” em referência ao pecado original. Aqui, porém, eles geralmente clarificam pela adição de “culpa contracta”, que é uma frase especial e não significa culpa pessoal, mas culpa “contraída” por associação. Assim então, culpa contracta = reatus poena.

Você deve estar confuso. Me perdoe, e deixe-me quebrar isto e três pontos simples:

  • Adão e Eva receberam a culpa pessoal pelo primeiro pecado. Bebês não são estritamente “culpáveis” pelo primeiro pecado.
  • Porém, bebês recebem a penalidade (reatus poena) do pecado de Adão. Bebês não vêm equipados com a graça santificante, os dons preternaturais, eles morrem, e eles pecarão quando forem mais velhos.
  • A acusação ortodoxa oriental de que nós católicos cremos em “culpa original” ou “bebês culpados” é falsa. Igualmente, a doutrina calvinista da “depravação total” (afirmando que humanos caíram da sua “natureza”) é também um grave erro.
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