Traduções Católicas: A Interpretação Infalível do Papa para Isaías 53 (Mais Problemas com a Substituição Penal)

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Acreditem, gostei desta pequena provocação do Nick. Aqui, ele “apela” para a infalibilidade papal de Pedro ao escrever a sua primeira missiva, e explica que Isaías 53 não tem conotação penal.

É claro, o cutucão não é por minha conta 🙂

A Interpretação Infalível do Papa para Isaías 53 (Mais Problemas com a Substituição Penal)

por CatholicNick

Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Fonte: The Pope’s Infallible Interpretation of Isaiah 53 (More Problems with Penal Substitution) 

Protestantes, como o nome sugerem, não reconhecem a autoridade do Papa. Então não é surpreendente que eles não reconheçam a interpretação infalível do Papa para Isaías 53 como não envolvendo Substituição Penal. Neste post, eu mostrarei o comentário papal sobre esta passagem crucial, que foi na realidade escrito há umas boas décadas atrás por um Papa anterior, mas ainda é tão válida hoje.

[18] Vós, servos, sede obedientes com todo o respeito aos vossos senhores, não só aos bons e compreensivos, mas também aos severos.
[19] Pois é meritório suportar contrariedades em atenção a Deus, sofrendo injustamente._
[20] Aliás, que mérito tem suportar que vos batam, se vos portais mal? Mas se, fazendo o bem, sofreis com paciência, isso é uma coisa meritória diante de Deus.
[21] Ora, foi para isto que fostes chamados; visto que
Cristo também padeceu por vós, deixando-vos o exemplo,
para que sigais os seus passos.
[22] Ele não cometeu pecado,
nem na sua boca se encontrou engano; {Is 53:9}
[23] ao ser insultado, não respondia com insultos;
ao ser maltratado, não ameaçava, {Is 53:7}
mas entregava-se àquele que julga com justiça;
[24] subindo ao madeiro,
Ele levou os nossos pecados no seu corpo, {Is 53:11}
para que, mortos para o pecado, vivamos para a justiça:
pelas suas chagas fostes curados. {Is 53:5}
[25] Na verdade, éreis como ovelhas desgarradas, {Is 53:6}
mas agora voltastes ao Pastor
e Guarda das vossas almas.
{1Pedro 2:18-25 Bíblia dos Capuchinhos}

Estas são as palavras do próprio São Pedro, do segundo capítulo de sua Primeira Epístola. Ele está falando diretamente de Isaías 53, mostrando como ela deve ser entendida, dando ilustrações práticas.

O que o Papa está dizendo aqui é que quanto ao sofrimento, ele é claramente uma coisa má em si mesma (sendo produto do pecado original). Mas suportar sofrimento injusto tem uma qualidade meritória acerca disto, desde que você está sofrendo pelo nobre propósito de servir Deus e exemplificar amor para o próximo. É o suportar paciente do sofrimento injusto que é como o Papa descreve como Cristo sofreu por vós (verso 21), e que este era para ser um exemplo de como devemos pacientemente suportar o sofrimento.

Para protestantes que veem a Cruz como uma situação na qual Jesus sofreu a ira do Pai em nosso lugar, esta fala do Papa faz pouco sentido. De fato não estou surpreso que toda vez que eu trago este texto à tona em contexto os protestantes ignoram o todo da mensagem. Mas este contexto é precisamente como o Papa cita e interpreta Isaías 53, não como um assunto de sofrer a ira do Pai, mas em vez disso, sofrer perseguição nas mãos de homens malignos. A única coisa que protestantes podem realmente fazer é fixar-se numa interpretação incorreta do verso 24, pensando que “levar os pecados” significa ter o Pai punindo Jesus em nosso lugar, mas não é isto o que a frase significa e nem o contexto suporta isto.

Desde que não existiam capítulos no texto original da carta do Papa, não há necessidade de cortar o pensamento no fim do capítulo 2, desde que o Papa continua no mesmo tema:

[1]Vós, também, ó mulheres, sede submissas aos vossos maridos, para que, mesmo se alguns não crêem na Palavra, venham a ser conquistados, sem palavras, pelo procedimento das suas mulheres,
[2]ao observarem a vossa conduta casta e cheia de respeito.
{1Pedro 3:1-2 Bíblia dos Capuchinhos}

Continuando a temática de “se sujeitar”, o Papa dá o exemplo de como uma mulher propriamente se submetendo ao tratamento injusto de seu marido pode por sua humildade ganhar seu marido para Cristo. O Papa prossegue sumarizando: “[9] Não pagueis o mal com o mal, nem a injúria com a injúria; pelo contrário, respondei com palavras de bênção, pois a isto fostes chamados: a herdar uma bênção. … [14] Mas, se tiverdes de padecer por causa da justiça, felizes de vós! Não temais as suas ameaças, nem vos deixeis perturbar;” Note como o não pagar mal com mal é como se ganha o favor de Deus. Isto é idêntico ao que Nosso Senhor ensinou no Sermão do Monte: “Felizes os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu {Mt 5:10 Cap}“. O próprio Jesus foi Bem-Aventurado porque ele foi perseguido por causa da justiça.

De fato este tema “sofrer segundo a vontade de Deus, encomendem as suas almas ao Criador, que é fiel, perseverando na prática do bem” (verso 4:19) é encontrado ao longo de toda a Carta do Papa, desde que Deus opõe-se aos soberbos mas dá graça aos humildes (1Pe 5:5-6). Claramente existe um pleno e unido tema sobre sofrimento meritório ao longo de todo o texto, nada disto envolvendo a ira de Deus.

Então a questão é: os protestantes vão ouvir o Papa sobre o que Isaías 53 de fato significa?


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