Traduções Crédulas: Salvação, Soberania e a Divina Comissão por Kenneth Keathley (INDEX)

Padrão

Mais um para a galeria de índices! Este aqui vai tratar da teoria das vontades antecedente e consequente de Deus, abordando no caminho algumas outras teorias sobre a vontade e o desígnio divino. É uma boa lida para noites chuvosas! Espero que gostem!

Como sempre, em formato de índice:

Salvação e Soberania de Deus: A Grande Comissão como a Expressão da Vontade Divina

KEN KEATHLEY

Senior Associate Dean
Southeastern Baptist Theological Seminary
Wake Forest, NC

I – Introdução

II – As Duas primeiras Opções: Deus tem Uma Vontade

A. Opção Um: Deus é Amor e Seu Amor É Expresso pela Sua Vontade de Salvar Todos
B. Opção Dois: Deus é Soberano e Isto É Expresso pela Sua Vontade de Salvar os Eleitos

III – A Terceira e Quarta Opções: Deus Tem Duas Vontades

A. Opção Três – O Paradigma das Vontades Oculta/Revelada
B. Opção Quatro – O Paradigma das Vontades Antecedente/Consequente

IV – Conclusão

Notas de Rodapé

14 comentários sobre “Traduções Crédulas: Salvação, Soberania e a Divina Comissão por Kenneth Keathley (INDEX)

  1. Não é possível ser arminiano e molinista ao mesmo tempo. Isso é tão impossível quanto ser calvinista e arminiano ao mesmo tempo, ou ser homem e mulher ao mesmo tempo.

    • Falso. Os pioneiros arminianos eram molinistas, exceto Phil Limborch. O próprio formato dos decretos de Arminius evoca conhecimento médio, e de fato esta teologia pervade o arminianismo.

      É tão impossível quanto um homem usar terno e gravata.

      • Você nega que é possível ser molinista e não ser arminiano?
        Acho que o problema está no que chamamos de “molinismo”.
        Quando me referia a molinismo estava falando do molinismo contemporâneo de Plantinga e Craig.
        Em “Salvation and Sovereignty: A Molinist Approach”, Kenneth Keathley expõe as diferenças dos principais pontos entre calvinismo, arminianismo e molinismo. Aceitando as definições contemporâneas do molinismo expostas por Keathley se torna impossível ser, por exemplo, molinista e arminiano ao mesmo tempo.

      • Mostre então a versão de molinismo de Keathley, e aponte aonde ela diferencia. E eu mesmo até já li um pouco do livro dele, do que deu para ler no preview da Amazon, e nada era conclusivo.

        No mais, não há nada que impeça de se aplicar conhecimento médio no arminianismo.

      • Agora sim… É possível sim aplicar o conhecimento médio ao arminianismo. Mas crer apenas na doutrina do ensino médio não te faz um molinista. O molinismo não se resume a isso.

      • Acho que na verdade é o contrário. Outras doutrinas podem ser construídas com conhecimento médio. No próprio catolicismo, existem pelo menos duas correntes molinistas; a de Molina e a de Suárez.

        Como eu disse, do pouco que vi de Keathley, ele se encaixaria facilmente no arminianismo . Basta ver a declaração de fé do SEA e os artigos da Remonstrance.

        É que nem o caso dos batistas gerais, que são arminianos mas não confessam.

      • Eu estou me referindo ao molinismo contemporâneo. O molinismo contemporâneo é a parte do calvinismo e do arminianismo. Você pode até ser arminiano e molinista (não contemporâneo) mas eu não sou arminiano e sou molinista (contemporâneo).

      • Eu adoraria saber por quê. Afinal, Craig é wesleyano (ele diz isso em seu debate contra Edwin Curley, um agnóstico ex-calvinista). E o próprio Plantinga se declara arminiano também (para esse eu vou ter que pesquisar um pouco mais – o que eu tenho são dois depoimentos de Facebook de quem falou pessoalmente com ele).

        Também, dentre os membros do SEA, há um tantinho de molinistas. Tanto é que eles rebateram um artigo de Roger Olson contra o molinismo.

        Talvez o Keathley seja mais rígido em suas definições. Porém, eu acho que o próprio se encaixaria melhor num panorama arminiano – ele defende o LAL e também crê na explicação das vontades antecedente e consequente.

        Pois é – vou ter que comprar mesmo um Kindle!

      • Eu concordo que o molinismo se encaixa melhor em um panorama arminiano do que calvinista uma vez que esse último defende pontos muito radicalistas (TULIP). Mas o arminianismo tem pouca base bíblica (é difícil de aceitar, mas é verdade) e fica também sem base filosófica se não se apropriar de doutrinas como conhecimento médio. Já o molinismo contemporâneo é perfeitamente situado na filosofia e tem bases bíblicas pra se afirmar.
        p.s.: O que é “LAL”?

      • O que queres dizer com “pouca base bíblica”? Penso que não é o caso, nem de longe. Basta ver como os calvinistas se esforçam para se livrar da eleição corporativa e da Nova Perspectiva sobre Paulo (AINDA QUE existam calvinistas que aderem a estes). Ou mesmo notar o andamento deste blog🙂

        Se bem que base bíblica qualquer zé mané vai afirmar, até os TJ🙂

        Mas acho que vou ter que estudar primeiro Keathley e daí tirar minha conclusão pessoalmente (São Tomé feelings).

        LAL – Livre Arbítrio Libertário (em contraste com o compatibilista). É que demora para escrever tudo isso!

      • pois é
        Lendo umas coisas estou vendo que mesmo dentro do molinismo contemporâneo existem mais divergências do que imaginava. Estou confuso e com dificuldades em montar um sistema soteriológico que seja filosoficamente e teologicamente aceitável. Estou com dúvidas na construção dos pontos principais. Não concordei plenamente com o ROSES e muito menos, claro, com o TULIP. Vou perguntar o Craig no site dele como ele define os 5 pontos. Pergunte também, assim a chance que ele responda é maior

      • A bem da verdade, o pessoal do Grupo Arminianismo no Facebook está vendo se compensa a tradução do debate do Craig com o calvinista Helm, além de algumas notas do Craig sobre a Ordo Salutis.

  2. Cheguei tarde na discussão, mas acho que consigo trazer alguma relevância à ela.

    Kenneth Keathley em seu livro “Salvation and Sovereignty: A Molinist Approach” distingue Arminanismo de Molinismo. Ele, de fato, confessa não ser arminiano e sim molinista. Existem pontos importante, que passam despercebidos, que diferem o molinismo do arminianismo, especialmente o molinismo de Keathley:

    1- Molinistas, no geral, acreditam que a Salvação não pode ser perdida. (uma vez salvo, sempre salvo).

    2- Para o Molinismo a Graça Salvadora é monergista e resistível.

    3- Molinistas aderem a uma forma de “determinismo”, mas não da maneira calvinista. Toda alteração que um agente moral poderá causar no mundo é feita, na realidade, antes do mundo ser criado, através do Conhecimento Médio Divino. Nesse caso, por exemplo, Deus predestinou aqueles que creriam para serem salvos. Molinistas não creem em Eleição Corporativa.

    4- Keathley insinua em seu livro que o Arminianismo, de fato, tem que lidar com o problema de ser semipelagiano.

    5- Craig e Plantinga não se consideram Arminianos. De fato, eles – sempre que possível – tentam se distanciar do debate Arminianismo X Calvinismo e acreditam que os dois sistemas possuem falhas de lógicas e de base bíblica (basta ver os artigos traduzidos para português no site de Craig: Reasonable Faith). A base teológica e filosófica de Keathley, Craig e Plantinga é, primeiro, Luis de Molina, segundo Balthasar Hubmaier (mártir anabatista).

    • Apesar do atraso, pode ser! Faz um tempo que estou ocupado com meu trabalho, e não tenho tido tempo de traduzir.

      Cabem alguns comentários:

      1 – Perseverança dos santos não é um distintivo molinista em nenhum grau. Pelo contrário, no catolicismo, não existe a ideia de perseverança dos santos, e isso é válido tanto para tomistas quanto para molinistas.

      3 – Eu não daria a isso o nome de determinismo, afinal determinismo envolve uma sucessão de cadeias causais. De fato, acredito que nesse panorama nem mesmo calvinistas possam ser deterministas consistentes em algum grau, mas isso é mais uma impressão que eu tenho.

      4 – Eleição corporativa é um assunto tangente à eleição individual. Mais uma vez, cito novamente os católicos, que acreditam fortemente em uma forma de eleição corporativa. Afinal, eles mesmos dizem que fora da igreja não há salvação.
      Não existe contradição alguma entre eleição corporativa e molinismo, na verdade nem mesmo no calvinismo esta distinção é necessária.

      4 – Estranho, pois a pecha de semipelagianismo na realidade foi dada pelos tomistas aos molinistas, hahaha! Mas isso está mais que devidamente estabelecido em anos de controvérsia, e acredito que todos os argumentos contra o arminianismo acerca de rotulá-lo como heresia já estão mais que respondidos.

      5 – Controverso. O Craig já se disse wesleyano certa feita, e sempre foi um profundo crítico do calvinismo. O Plantinga também critica o calvinismo, não com a mesma intensidade, e em certa feita se disse identificar com o arminianismo.
      Talvez a ideia da oferta irrestrita e universal de salvação seja convincente demais para ser ignorada, e de todas as fomas os sistemas calvinistas não conseguem lidar com a mesma.

      Talvez eles possam encontrar falhas lógicas e de embasamento e tudo o mais, porém duvido que eles se afastem do kernel de crenças do arminianismo.

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