Traduções Crédulas: Examinando Inconsistências do Monergismo Calvinista – Parte 2 : Santificação

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Postando a sequência! Aqui o mote é o mesmo; se o sinergismo na fé é errôneo, desista da santificação…

Examinando Inconsistências do Monergismo Calvinista

Parte 2 : Santificação

por Kangaroodort from ArminianPerspectives

Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Fonte: http://arminianperspectives.wordpress.com/2008/02/19/examining-inconsistencies-in-calvinistic-monergism-part-2-sanctification/

“Salvação é do Senhor”. Calvinistas arrogantemente proclamam isto e geralmente acusarão que o arminianismo o nega. Ou a salvação é toda de Deus (monergismo calvinístico), somos informados, ou é toda do homem. Alguns calvinistas darão algum pequeno crédito aos arminianos e dirão que eles creem que salvação é parcialmente do homem. Calvinistas contendem que se o homem contribui em qualquer coisa para salvação então ela deixa de ser toda de Deus. Arminianos acham estranho ouvir calvinistas tratarem fé como contribuição para salvação. Em vez disso, arminianos veem fé como a completa confiança e apoio em Deus para salvá-los. O objeto e foco da fé é Cristo. Se nós confiamos em Cristo para salvação (que é o que “fé” significa) então nós não podemos estar confiando em nós mesmos. No momento em que confiamos em nós mesmos, deixamos de confiar em Deus. Verdadeiramente, arminianos se perguntam por que este é um conceito tão difícil para o calvinista entender. Eles não creem que fé os salve; em vez disso, eles creem que Deus salva aqueles que nEle confiam. Cumprir uma condição não necessariamente é o mesmo que fazer uma contribuição a qualquer aspecto da promessa condicional. Apenas significa que a promessa não será cumprida até que a condição seja cumprida. Arminianos, portanto, creem firmemente que salvação é do Senhor e confiam nEle somente para salvar.

Calvinistas veem fé como um sintoma da salvação em vez da condição ordenada por Deus para salvação. Fé é justamente parte do pacote de salvação. Deus dá fé aos que Ele irresistivelmente regenera. Se Deus não causa a fé irresistivelmente então o homem supostamente teria do que se gabar de sua “contribuição” (fé) para salvação. A não ser que Deus faça absolutamente tudo então não pode ser verdadeiramente dito que a salvação é do Senhor. Isso pode soar razoável o bastante até que se entenda a simples distinção entre cumprir uma condição e fazer uma contribuição. A falácia lógica é mais exposta quando se considera o fato que o monergismo calvinista é incompatível com a importante doutrina bíblica da santificação.

O que é santificação? Definida sucintamente, é a obra de Deus para tornar os crentes santos capacitando-os a superar o pecado, e conformando-os à imagem do Seu Filho. Santificação é uma parte realmente importante do processo de salvação. Calvinistas geralmente concordarão com arminianos que existem três aspectos da salvação. Nós fomos salvos (conversão inicial), estamos sendo salvos (santificação) e seremos salvos (glorificação final no reino físico de Deus).

Ben Witherington III recentemente postou sobre apostasia em Hebreus [http://benwitherington.blogspot.com/2008/02/christian-apostasy-and-hebrews-6.html]. Neste post ele referencia o calvinista F. F. Bruce enquanto descrevendo a própria visão soteriológica acerca da santificação:

Aqui talvez é bom mencionar o quão importante é a santificação, tanto a obra interna de Deus quanto a resposta humana a ela, para a salvação final na visão do autor. Hb 12:14 coloca isto de maneira sucinta – sem santificação interna ninguém verá o Senhor. F. F. Bruce está correto a ter dito há muito tempo atrás que santificação envolvendo ambas as ações divina e humana não é um extra opcional na vidas cristã mas algo que envolve sua própria essência, e sem a qual, salvação final não será obtida.
“[“F.F. Bruce, The Epistle to the Hebrews, rev. ed. (Grand Rapids: Eerdmans, 1990), p. 364.”]”

Santificação é portanto uma parte essencial da jornada de fé do crente. Enquanto o crente continua a crer e confiar em Deus ele está sendo santificado. Deus o faz santo. Enquanto o crente coopera com a obra santificante do Espírito, seu caráter e atitudes começam a refletir mais e mais o caráter e atitudes de Cristo. Santificação não é um opcional para o crente. Considere as seguintes passagens:

[6][5] Porque, se temos sido unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição;
[6][6] sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado.
[6][11] Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.
[6][12] Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas paixões;
[6][13] nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado como instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como redivivos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.
[6][21] E que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais? Pois o fim delas é a morte.
[6][22] Mas agora, libertos do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.

{Romanos 6:5-6, 11-13, 21-22 Almeida Recebida}

O capítulo todo é instrutivo. Mediante santificação vivemos para Deus e morremos para o pecado. O resultado desse processo é “vida eterna”(verso 22) Observe Romanos 8:

[8][5] Pois os que são segundo a carne pensam nas coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito, nas coisas do Espírito.
[8][6] Porquanto a mente carnal é morte; mas a mente espiritual é vida e paz.
[8][12] Portanto, irmãos, somos devedores, não à carne para vivermos segundo a carne.
[8][13] Porque se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.
[8][14] Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.

{Romanos 8:5,6,12-14 Almeida Recebida}

Santificação é realizada pela submissão à obra do Espírito. O crente é responsável por pôr à morte as obras da carne mediante o poder do Espírito operando nele. Isto não é opcional pois somos devedores (verso 12). Se falharmos em submetermo-nos à obra do Espírito e pôr à morte as obras da carne, então certamente morreremos. Apenas rendendo-se à obra do Espírito em nós é que podemos viver e apenas aqueles que estão presentemente seguindo a liderança do Espírito no processo de santificação pode-se afirmar sermos filhos de Deus (verso 14). Não esqueçamos de Gálatas:

[5][19] Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, a lascívia,
[5][20] a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos,
[5][21] as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus.
[5][22] Mas o fruto do Espírito é: o amor, a alegria, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fé,
[5][23] a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei.
[6][7] Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará.
[6][8] Porque quem semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas quem semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.

{Gálatas 5:19-23; 6:7-8 Almeida Recebida}

Passagens como essa podem ser facilmente multiplicadas. Bem como somos convertidos e justificados pela fé, então somos também santificados pela fé:

[1][21] A vós também, que outrora éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más,
[1][22] agora contudo vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, a fim de perante ele vos apresentar santos, sem defeito e irrepreensíveis,
[1][23] se é que permaneceis na fé, fundados e firmes, não vos deixando apartar da esperança do evangelho que ouvistes, e que foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, fui constituído ministro.

{Colossenses 1:21-23 Almeida Recebida}

Que a santificação seja necessária para salvação final e que santificação seja condicional cria grandes problemas para as alegações do monergismo calvinista.

O calvinismo deve de alguma maneira enfrentar o fato que nem todo cristão responde da mesma forma. Muitos calvinistas jamais pararam para cogitar este fato. Se santificação é uma parte necessária da salvação e a salvação é monergística, então de acordo com as definições calvinísticas, o crente não deve ter nada a fazer com a obra de santificação de Deus. Ele não pode se submeter à obra do Espírito, pois isto significaria que pela submissão à obra do Espírito o crente estaria fazendo uma “contribuição” à santificação,e portanto uma “contribuição” à salvação. Se a obra de salvação de Deus é irresistível e incondicional dEle somente, então como explicamos o fato que nem todos os cristãos agem exatamente da mesma forma acerca do resistir à tentação e vencer o pecado? Considere 1Co 10:13:

Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar.
{1Coríntios 10:13 Almeida Recebida}

J. C. Thibodaux foi a primeira pessoa a me chamar a atenção para a relevância dessa passagem em sua correspondência com um teólogo monergista [http://www.indeathorlife.org/debate/taleprologue.php]. As implicações são óbvias e também devastadoras para o monergismo calvinista. Deus dá graça suficiente a todos os crentes para resistir à tentação. Por que então alguns crentes repetidamente falham em certas áreas enquanto outros cristãos vencem nas mesmas áreas? A não ser que estejamos confortáveis em culpar Deus por nossas falhas então devemos admitir que existe um elemento humano na obra santificante de Deus. A todos os crentes é dada graça suficiente, mas nem todos respondem da mesma forma a esta graça. As implicações parecem claras: santificação deve ser sinergística. Existe um importante elemento de cooperação humana com a obra do Espírito no processo de santificação.

Monergismo calvinista tem um sério dilema a transpor a fim de manter consistência. Ele deve negar a natureza sinergística da santificação. Ao fazer isto o monergista deve então explicar por que Deus santifica alguns crentes mais que outros. A Bíblia declara que nosso pecado entristece o Santo Espírito (Ef 4:10). Isto leva o monergista a adotar o absurdo teológico que o Santo Espírito ativa e propositalmente Se auto-entristece recusando-Se a irresistivelmente dar a graça santificante necessária para alguns crentes vencer certos pecados. Isto também coloca o monergista em plena contradição com a declaração inspirada que graça suficiente é dada a todos os crentes para resistir à tentação em qualquer dada situação (1Co 10:13, Tg 4:6-8).

O monergista pode talvez tentar menosprezar a necessidade de santificação acerca do processo de salvação. Fazendo desta forma ele estará contra numerosas passagens da Escritura que ensinam a necessidade de santificação na vida do crente acerca da santificação final (veja abaixo).

Talvez o monergista possa em vez disso concordar com o calvinista R. C. Sproul que está feliz em afirmar a natureza sinergística da salvação enquanto mantendo somente que a salvação inicial deva ser monergística.

Esta é também uma solução problemática. Afirmando a natureza sinergística da santificação, o calvinista não pode mais alegar que a “salvação é do Senhor” no sentido calvinista de monergismo. Desde que calvinistas insistem que qualquer ato de submissão à obra do Espírito constitui uma “contribuição” à salvação, a afirmação de sinergismo na santificação forçará o calvinista a admitir que admitir que a salvação é parcialmente “obra” do homem. Se o calvinista quiser insistir que submissão ativa à obra do Espírito na santificação não se iguala à “obra” ou “contribuição” do homem, então eles devem desistir de seus tão adorados argumentos acerca da necessidade do monergismo com relação à salvação inicial também. O calvinista não pode admitir cooperação com o Espírito na santificação ao passo que nega a possibilidade de uma cooperação semelhante com relação à salvação inicial.

O arminiano contende que Deus dá graça suficiente para o pecador se render à obra do Espírito da mesma forma que Deus dá graça suficiente para o crente na santificação. Nós cremos que em ambas as circunstâncias ainda é apropriado contender que a submissão e cooperação do homem para com o Espírito em fiel concórdia não pode de maneira alguma ser propriamente chamada de “obra” ou “contribuição”. Salvação é livremente dada na condição de fé e a obra do Espírito na santificação é continuada na condição de fé. O crente deve continuamente render-se à obra do espírito a fim de finalmente alcançar seu destino em glória. O pecador não-regenerado habilitado pela graça preveniente consente com a graça regenerativa de Deus na salvação inicial e o crente regenerado consente à graça santificante no contínuo processo de salvação. Santificação mediante fiel rendição não é mais “obra humana” que a salvação inicial mediante fiel rendição à graça de Deus é “obra do homem”. O pecador que rende-se à graça salvífica de Deus em fé não pode mais alegar ter salvo a si mesmo que o crente que se submete à graça santificante de Deus pode alegar que ele “salvou-se a si mesmo”.

Conclusão:

Monergismo calvinista é incompatível com a doutrina bíblica da santificação. A insistência calvinista que sinergismo é sinônimo de “esforçar” para a salvação é logicamente falacioso e biblicamente infundado. A não ser que o calvinismo reconheça uma visão sinergística de santificação ele será forçado a em vez disso adotar uma ou mais das seguintes posições teológicas absurdas:

  1. Santificação não é um componente necessário da salvação;
  2. Deus somente deve ser culpado pela falha do crente em vencer o pecado e crescer em seu relacionamento com o Senhor;
  3. O Santo Espírito está contente em ativa e propositalmente Se entristece a Si Mesmo;
  4. Contrariando a palavra de Deus, graça suficiente não é dada para todos os crentes suportarem a tentação, vencerem o pecado, e aproximarem-se de Deus.

No meu próximo post lidando com monergismo iremos cuidadosamente explorar o desafio calvinista que eleição condicional dá razões para orgulho e garbo no crente.

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