Traduções Católicas: Um Esboço da Visão Católica da Salvação

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Calma! Este blog ainda é `agnóstico acerca de denominações’ (acho que a palavra é `ecumênico’, mas enfim…)

Existem algumas gemas interessantes nos círculos católicos romanos (doravante em futuros artigos, simplesmnete católicos). Tenho visto algumas ótimas argumentações católicas acerca de soteriologia, em especial depravação total (a qual eles não creem – mas sim na incapacidade total) e expiação ilimitada, além de ataques à expiação penal, imputação, Sola Fide etc.

Assim sendo, vou postar algumas coisas interessantes sobre catolicismo aqui. Divirta-se ou afaste-se!

O post de hoje é um esboço sobre como os católicos tratam a salvação – e é algo bem óbvio: relacionamento com Deus…

Um Esboço da Visão Católica da Salvação

por CatholicNick
Tradução: Credulo from this Ecumenical WordPress Blog

Um blogueiro católico me perguntou sobre fazer um post explicando a visão católica da Salvação. Ele fez um bom ponto: ouvimos muitas vezes por que Sola Fide é errôneo, mas não ouvimos o suficiente por que catolicismo é correto. Não basta paravo catolicismo apenas disprovar o protestantismo.

Neste post eu tentarei exibir as principais facetas da soteriologia católica (o entendimento católico de salvação), que pode ser mais apreciado com a visão protestante mostrada em contraste. Desde que este é um rascunho, não focarei em provar o catolicismo aqui (mas já o fiz em outros lugares).

A primeira questão é: O que é salvação?

A própria essência da salvação significa uma pessoa em relacionamento com a Trindade (Jo 14:23, Ef 3:17, 1Co 3:16). Uma pessoa é salva quando a Trindade habita na alma do cristão. Adão originalmente vivia num relacionamento com a Trindade, ele foi criado num estado salvo, mas mediante grave pecado ele quebrou esta comunhão e se tornou não-salvo. É por isso que a Bíblia descreve os crentes como sendo salvos em termos de reconciliação, adoção, enxerto etc. (Rm 5:10, 8:14-17, Jo 15:4-5). É nesta restauração da comunhão mediante o Habitar Divino que alguém se torna salvo.

Enquanto a visão bíblica e católica de salvação é um estado de ser, em contraste com isto está a visão protestante de salvação, que é um efeito de uma atuação. A visão protestante de salvação é que para ser salvo se deve manter os mandamentos de Deus perfeitamente, e fazendo desta forma se é premiados com um estado legal de “perfeito mantenedor da lei”. Este estado faz alguém legalmente merecedor de entrar no Paraíso. Desde que Adão e toda humanidade falhou em manter os mandamentos de Deus, protestantes raciocinam que a única forma de sermos premiados com o estado de “perfeito mantenedor da lei” é se Jesus mantiver a lei perfeitamente em nosso lugar e `imputar’ isto a nós. Então quando um protestante fala de ser salvo ele está falando de crer que Jesus viveu a vida que deveríamos viver, e que o Pai creditou-os com o estado de “perfeito mantenedor da lei”, como se você mesmo tivesse mantido perfeitamente os comandos, te fazendo agora digno de entrar no Paraíso.

A segunda questão a abordar é: Por que os católicos são tão preocupados com obras?

Dos parágrafos anteriores, podemos ver uma diferença radical entre protestantismo e catolicismo. No protestantismo a pessoa é salva independente de estar em relacionamento com Deus. (Protestantes certamente creem que cristãos entram em relacionamento com Deus, mas não é este relacionamento que determina sua salvação.) Do outro lado, é claro por que o pecado pode causar um católico perder salvação, desde que o pecado mina o relacionamento com Deus, e desde que o pecado é grave o suficiente então ele pode decepar este relacionamento, causando a pessoa a se tornar “não-salva” (Jo 15:6, 1Jo 3:15, Rm 11:19-22). É por isso que protestantes geralmente creem que não se pode perder a salvação, porque mesmo quando se peca, Deus só observa o estado de “perfeito mantenedor da lei” que Jesus creditou a eles. (Lutero descrevia esta situação como os cristãos representando pilhas de merda cobertas de neve, onde Deus só “enxerga” a neve branca e pura e não sua imundícia.)

A partir disto se torna claro o que “boas obras” significam no contexto católico. Na visão católica, boas obras (atos de amor) são o que fortalecem e aprofundam o relacionamento com Deus. É semelhante a quando um casal cresce em amor e apreciação um pelo outro. O relacionamento fortalece ou enfraquece em resposta a quanto amor ou pecado é cometido. Não é somente um dever, é crucial para manter um forte relacionamento. Mas da visão protestante, “boas obras” são anátema no contexto de estar salvo, porque somos infratores da lei por natureza e nós seríamos enganosos em pensar que nossas boas obras contribuiriam em nosso estado de “perfeitos mantenedores da lei”. (Relembre que nesta visão Deus olha apenas para o estado de “perfeito mantenedor da lei” de Jesus somente, não nossa ficha pecaminosa.) Então da perspectiva protestante, “boas obras” (logicamente) não nos salvam, mas protestantes insistem que devemos fazer boas obras por gratidão a Deus, uma maneira de dizer obrigado e ser testemunha a outros do que Jesus fez por nós.

A terceira questão a abordar é: E quanto à Cruz?

A Cruz é vista bem diferente por católicos e protestantes. A maioria das pessoas não faz ideia, mas após os esboços acima deve ser aparente que elas devem ser radicalmente divergentes. A Crus foi sobre realizar expiação pelos pecados, mas o que a maioria das pessoas não sabe é que [realizar expiação no sentido bíblico] significa reparar um relacionamento danificado mediante oferta de algo valioso. Dado isto, a visão católica da Cruz é que Jesus ao oferecer sua vida, com Seu derramar de sangue significa que Ele não reteve nada. Este ato de Jesus oferecer tudo em amor a Deus foi tão agradável aos olho do Pai, que este ato de Expiação transmitiu um valor maior que todos os pecados da história juntos. A Bíblia descreve isto como aroma que brota do forte cheiro causado pelo pecado (Ef 5:1-2, Lv 4:31, Gn 8:21). É desta Expiação que nosso relacionamento com Deus pode ser restaurado, pois em vez de aproximar-se de Deus de mãos vazias pedindo restauração, mediante fé agora apelamos para Deus “em nome de Jesus”, pelo que Deus está satisfeito em ouvir a Intercessão de Seu Amado Filho.

Infelizmente, protestantes não seguem a Bíblia (ou a Tradição) neste quesito, e portanto têm uma visão radicalmente distorcida da Cruz. Eles veem “Expiação” de uma maneira quase pagã, no qual seu pecado é punido num substituto. A razão pela qual protstantes creem nisto é porque eles veem salvação em termos de um estado legal, em que o Juiz deve punir o culpado e acolher o inocente. Antes que Deus possa olhar para a “perfeita manutenção” de Jesus creditada a eles, a ficha criminal do pecador deve primeiro receber a punição devida a seus crimes. Então, os pecados de Adão e os nossos precisam ser punidos em Cristo. Disto eles erroneamente pensam que os animais sacrificiais do Antigo Testamento recebiam a penalidade capital em lugar do judeu pecador que os oferecia. Mas pior ainda, desta ideia errônea protestantes pensam que Deus Pai puniu Jesus com a divina ira e vingança que nossos pecados mereceram, o que se traduz em Deus Pai deflagrando fogo infernal e danação sobre Seu Amado Filho enquanto Ele pendia na Cruz. (Não é de se espantar que os protestantes não gostem da visão do Crucifixo ou do Sacrifício da Missa, porque a consciência rigidamente estremece em pensar que Jesus enfrentou danação e inferno.)

Desde que este é um rascunho, eu chuto que cobri três dos mais importantes aspectos. Outras questões importantes que eu espero abordar em uma segunda parte deste post serão os vários aspectos da distinção natureza-graça (semelhante ao que fiz neste post).

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