Traduções Católicas: “Expiação” de acordo com a Escritura – Mais Problemas com a Substituição Penal

Este post tem mais relação com meus pensamentos acerca da invalidade da expiação penal – ainda que ela seja defendida por quase todos os arminianos que tenho notícia. Este é um post do Nick acerca de como a expiação é tratada na Escritura, e por que a teoria penal não faz jus a ela.

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Traduções Crédulas: Cinco Questões sobre Predestinação – Questão No. 2: Quem?

Cinco Questões sobre Predestinação
Questão No. 2: Quem?
[(Excerto de Erros Calvinistas)]

por Christopher Chapman
Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Quem?

Questão No. 2: Quem Deus predestina?

Resposta: A Igreja de Jesus Cristo

A questão de quando Deus predestina não está em disputa entre calvinistas e outros cristãos, mas a questão de quem Deus predestina sim. Devido à sua interpretação ruim de certas passagens da escritura, calvinistas concluíram que Deus, antes da criação do mundo, predestinou certos indivíduos a serem salvos. Mas esta é uma leitura ruim e uma distorção do eterno propósito de Deus.

As implicações deste erro são claras. Se Deus já decidiu que indivíduos ele salvará, e sua eterna vontade é imutável e irresistível, então o destino eterno de todos está selado antes mesmo de nascer. Isto são boas notícias para aqueles sortudos o bastante para serem escolhidos e notícias esmagadoras para aqueles que não foram. Mas graças a Deus isto está errado! Deus não determinou de antemão quais indivíduos seriam salvos e quais seriam danados. Em vez disso, “… para isto é que trabalhamos e lutamos, porque temos posto a nossa esperança no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, especialmente dos que creem” {1Tm 4:10 AR}. Jesus veio para experimentar a morte por todos (Hb 2:9). E ele comanda que seus discípulos contassem a todos as Boas Novas (Mc 16:15-16). A verdade é que Deus não quer que ninguém se perca, senão que todos cheguem ao arrependimento (2Pe 3:9).

Ainda que Deus não tenha predeterminado que indivíduos ele salvaria, a Bíblia ensina que Deus determinou de antemão que ele iria salvar pessoas. Salvação em Cristo não é uma ideia adicional ou um plano B. O erro do calvinismo não é que eles creem que Deus predestinou salvar pessoas, mas que eles creem que Deus predestinou salvar pessoas, mas que eles creem que Deus predestinou a salvação de indivíduos em particular. Quando a Bíblia ensina sobre Deus determinando de antemão quem será salvo, ela não está se referindo a pessoas em particular, mas a um povo em particular. Deus determinou salvar um povo para si mesmo. Pedro escreve sobre a Igreja de Jesus Cristo, “Mas vós sois uma geração eleita, um sacerdócio real, uma nação santa, um povo peculiar, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” {1Pe 2:9 AR}.

Para entender como Deus escolheu a Igreja no Novo Testamento precisamos observar como ele escolheu a nação de Israel no Antigo Testamento. Em Gênesis capítulo doze Deus escolheu Abraão para ser o pai de uma nação. Deus escolheu um homem e prometeu a ele que seus descendentes seriam o santo povo de Deus. Em Dt 7:6 Moisés fala a Israel que Deus os escolheu para serem seu povo. “Porque tu és povo santo ao Senhor teu Deus; o Senhor teu Deus te escolheu, a fim de lhe seres o seu próprio povo, acima de todos os povos que há sobre a terra”. Mas o povo de Israel não foi escolhido como possessão especial de Deus quando Deus enviou Moisés ao Egito. Eles foram escolhidos séculos depois (i.e. predestinados) em Gênesis capítulo doze. Deus escolheu-os porque eles eram do povo de Abraão. Deus os escolheu em Abraão (i.e. mediante Abraão, pelo seu bem, por causa de Abraão). Deuteronômio 7:8 deixa isto claro. Moisés explanou, “Senhor vos amou, e porque quis guardar o juramento que fizera a vossos pais”. Eles foram escolhidos não por eles mesmos mas por causa da promessa que Deus fez a Abraão e depois confirmou em Isaque e Jacó. Novamente, Paulo deixa claro em Romanos 11:28 que eles foram amados pelo bem de seus pais, não por si mesmos. A nação de Israel foi escolhida quando Deus prometeu a Abraão que ele criaria uma grande nação a partir dos descendentes de Abraão. Então vemos que Deus predestinou criar uma nação especial para si mesmo.

Deus escolheu um homem, Abraão. Mediante ele (i.e. para seu bem, por causa dele, nele) seu povo também foi escolhido. Eles não foram escolhidos individualmente, mas como um grupo. A escritura não nos ensina que Deus predestinou que indivíduos nasceriam judeus. Em vez disso ensina que aqueles que são nascidos judeus, aqueles que preenchem o requerimento racial, herdariam a terra da Palestina. Então a eleição de indivíduos (i.e. situação de escolhidos) foi fundamentada em sua conexão legítima com a nação eleita, a saber, Israel. E a eleição da nação foi fundamentada com seu relacionamento com o escolhido, a saber, Abraão.

No Novo Testamento Deus segue o mesmo padrão que ele seguiu no Antigo Testamento. Primeiro ele escolhe um homem. Cristo foi “na verdade, foi conhecido (i.e. amado, escolhido) ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós”
{1Pe 1:20 AR}. Cristo é “pedra viva, rejeitada, na verdade, pelos homens, mas, para com Deus eleita e preciosa” {1Pe 2:4 AR}. Cristo é O Escolhido. Mas diferente de Abraão, que foi escolhido somente depois do dilúvio de Noé, Cristo foi escolhido antes da criação do mundo.

E bem como ele fez com Abraão na primeira aliança, Deus escolheu Cristo para o propósito de fazer uma santa nação para ele. Quando Deus escolheu Seu filho antes do mundo começar, ele também escolheu aqueles que, em devido tempo, têm uma legítima conexão com ele. Ele não apenas escolheu Cristo, mas ele escolheu uma nação em Cristo. “Mas vós sois uma geração eleita, um sacerdócio real, uma nação santa, um povo peculiar, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”{1Pe 2:9 AR}. Deus escolheu a Igreja de Cristo para ser sua possessão especial, sua santa nação. Ele os escolheu pelo bem do Escolhido. Efésios 1:4 afirma, Deus nos escolheu (o Corpo de Cristo corporativo) nele (mediante ele, por causa dele) antes da fundação do mundo (ao mesmo tempo que ele escolheu Cristo).

Então, Deus escolheu um homem, Cristo Jesus. Mediante ele (i.e. pelo seu bem, nele, por causa dele) seu povo também foi escolhido. Eles não foram escolhidos individualmente, mas como um grupo. A escritura não nos ensina que Deus predestinou quais indivíduos seriam cristãos nascidos de novo. Em vez disso ela ensina que aqueles que são nascidos de novo, aqueles que preenchem o requisito espiritual, herdarão o reino de Deus. Antes do mundo ser feito, Deus determinou formar o corpo de Cristo. Então a eleição neo-testamentária do indivíduo (i.e. a situação de escolhido) é fundada em sua legítima conexão com o povo escolhido, a saber, a Igreja de Jesus Cristo. E a eleição da “nação santa” é fundada em seu relacionamento com o Escolhido, a saber, Cristo.

É verdade que antes do mundo começar Deus predestinou salvar pessoas. Mas esta eleição (i.e. escolha) de pessoas não foi individual, mas corporativa (i.e. como um grupo). Ele não selecionou manualmente pessoas para a vida eterna, mas ele determinou de antemão que ele escolheria um grupo particular de pessoas pertencentes a ele. Quando a Bíblia fala sobre predestinar pessoas para vida eterna, não fala de indivíduos em particular, mas de um grupo de pessoas em particular. Deus nos escolheu corporativamente, não individualmente. A coisa importante para cada um de nós, é assegurar que somos parte de um “nós” corporativo que é referenciado em Efésios 1:4. Exatamente quem desfruta dos privilégios do eterno propósito de Deus para a Igreja depende se se pertence ou não a Cristo.

Cristo foi escolhido antes do começo do mundo, bem como Abraão foi escolhido nos dias após o dilúvio. E Deus determinou de antemão escolher um povo em Cristo bem como ele predestinou escolher os descendentes de Abraão. Deus predestinou salvar um povo para sua própria possessão. Deus não predestinou indivíduos para se tornar membros do corpo predestinado de Cristo, mas ele predestinou a Igreja de Jesus Cristo para experimentar salvação eterna.

Traduções Crédulas: Falácias da Apologética Calvinista (INDEX)

Eis então o índice de uma das séries mais antigas e divertidas deste blog!

Para você que está de saco cheio de calvinistas dizendo `quem causou as escolhas não causadas?’ ou `isso é aleatório’ ou `isso é merecimento!’, ofereço essa leitura. Sei que não vai adiantar de nada, mas sei que vai ser útil para alguma coisa, haha!

Puxe a aba e divirta-se!

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Traduções Crédulas: O Uso de Oseias 11:1 em Mateus 2:15 – BIBLIOGRAFIA

BIBLIOGRAFIA

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Traduções Crédulas: O Uso de Oseias 11:1 em Mateus 2:15 – Conclusão

Conclusão

O uso por Mateus de Oseias 11:1 é problemático. Apesar de Oseias 11:1 olhar para o passado e não parecer precisar de cumprimento, Mateus 2:15 afirma que Oseias 11:1 foi cumprido nos eventos circundando o início da vida de Cristo. Este paper buscou oferecer a visão de correspondência analógica como uma solução para este dilema. Esta visão contende que Oseias 11:1 não está olhando para o futuro. Em vez disso, mateus está olhando para o passado em Oseias 11:1 para o propósito de traçar analogias entre Cristo e Moisés e Cristo e Israel. Esta abordagem parece preferível em comparação a outras soluções oferecidas por evangélicos. Ela faz o melhor trabalho mantendo a integridade da citação do Antigo Testamento. Significados desconhecidos ao contexto de Oseias 11:1 não são extraídos do texto e portanto Oseias 11:1 não é forçado a dizer algo que nunca significou dizer. Ademais, a visão da correspondência analógica é consistente com a frase ινα πληρωθη encontrada em Mateus 2:15. Finalmente, o desejo de Mateus em traçar pontos de correspondência entre o filho desobediente e o filho ideal satisfaz seu propósito de comunicar a identidade davídica de Cristo à sua audiência judaica.

Traduções Católicas: Um Esboço da Visão Católica da Salvação

Calma! Este blog ainda é `agnóstico acerca de denominações’ (acho que a palavra é `ecumênico’, mas enfim…)

Existem algumas gemas interessantes nos círculos católicos romanos (doravante em futuros artigos, simplesmnete católicos). Tenho visto algumas ótimas argumentações católicas acerca de soteriologia, em especial depravação total (a qual eles não creem – mas sim na incapacidade total) e expiação ilimitada, além de ataques à expiação penal, imputação, Sola Fide etc.

Assim sendo, vou postar algumas coisas interessantes sobre catolicismo aqui. Divirta-se ou afaste-se!

O post de hoje é um esboço sobre como os católicos tratam a salvação – e é algo bem óbvio: relacionamento com Deus…

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Traduções Crédulas: Deus Ama Seus Inimigos?

Mais um artigo calvinista fazendo uma ponta neste site! É algo mais reflexivo e não se preocupa muito em defender coisas como eleição incondicional e graça irresistível, apenas em defender algo um pouco mais importante: amor e compaixão universais.

É algo útil mostrar que nem todos são estúpidos a ponto de afirmar que a única coisa que Deus sente pela raça humana seja ódio.

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Traduções Crédulas: O Uso de Oseias 11:1 em Mateus 2:15 – Uma Solução Adequada: Correspondência Analógica

Uma Solução Adequada: Correspondência Analógica

Um melhor entendimento da tipologia reflete o conceito de correspondência histórica em vez de prefiguramento. Portanto, Woolcombe propõe a seguinte definição de tipologia:

Tipologia, considerado um método de exegese, pode ser definido como o estabelecimento de conexões históricas entre certos eventos, pessoas, ou coisas no Antigo Testamento e eventos, pessoas ou coisas similares no Novo Testamento. Considerado como um método de escrita, pode ser definido como a descrição de um evento, pessoa ou coisa no Novo Testamento em termos emprestados da descrição de sua contra-parte prototípica no Antigo Testamento[86].

Outros também têm procurado definir tipologia em termos de analogias entre o Antigo e o Novo Testamentos[87]. A definição de Woolcombe para tipologia reflete um entendimento de correspondência histórica em vez de prefiguração. Em outras palavras, Oserias não é prospectivo mas de fato Mateus é retrospectivo. Portanto, Mateus olhava para o passado e traçou analogias ou correspondências entre os eventos descritos em Oseias 11:1 em vez de Oseias 11:1 olhar para o futuro para os eventos descritos em Mateus 2:13-15[88]. Este entendimento de tipologia de maneira alguma nega a tipologia prefigurativa em locais que o autor vetero-testamentário entendia algum componente do antítipo latente. Porém, em tais instâncias como Oseias 11:1, que falham em fornecer tal antítipo, a categoria de correspondência analógica em vez da tipologia de prefiguramento parece preferível[89].

Se o uso por Mateus de Oseias 11:1 é explicado em termos do modelo de correspondência analógica, então Mateus cita Oseias 11:1 para o propósito de retornar à experiência do Êxodo de Israel e traçar paralelos deliberados entre Israel e Cristo. Como será explicado abaixo, o propósito de Mateus em traçar tais paralelos é mostrar que Cristo obteve sucesso em cada área que Israel falhou, portanto tornando-se tudo o que Israel foi chamada a ser. Tal linha de argumentação seria consistente com o propósito de Mateus em convencer sua audiência judaica da identidade única de Cristo como o Messias davídico. Quais pontos de correspondência entre a experiências do Êxodos de Israel como retratadas em Oseias 11:1 e a ida de Jesus ao Egito como descrita em Mateus 2?

Comentaristas têm apontado pelo menos oito paralelos entre a experiência do Êxodo de Israel e o começo da vida de Cristo[90]. Primeiro, tanto Israel quanto Cristo são referidos como filhos de Deus. Deus chama Israel de Seu filho em Êxodo 4:22-23 e Mateus rotineiramente refere a Jesus como Filho de Deus não apenas nas narrativas de infância (Mt 2:15,3:17) mas também ao longo de seu livro (Mt 4:3,6, 8:29, 11:27, 14:33, 16:16, 17:5, 26:63, 27:40,43,54). De fato, Mateus cita os MT em vez da LXX a fim de obter seu intento teológico[91], que provavelmente implica destacar o fato que Cristo é o filho de Deus. A LXX está escrita “meus filhos”, enquanto no MT está “meu filho”. Segundo, tanto Israel quanto Cristo experimentaram perseguição. Israel experimentou perseguição debaixo de Faraó enquanto o pequeno Cristo experimentou perseguição nas mãos de Herodes.

Terceiro, tanto a perseguição debaixo de Faraó e a perseguição debaixo de Herodes envolveram a morte de homens recém-nascidos. Quarto, tanto Israel quanto Cristo foram ao Egito com o propósito de encontrar refúgio em tempos de aflição. Os filhos de Jacó foram ao Egito para encontrar grãos em meio à fome e Cristo foi ao Egito obter refúgio no meio da perseguição. Quinto, quando Jacó e seus filhos foram ao Egito, eles estavam debaixo do cuidado protetor de José. Sexto, a matriarca Raquel figura proeminentemente na história dos filhos de Jacó. Semelhantemente, Raquel é referida em relação à ida de Cristo ao Egito (Mt 2:17-18)[92]. Sétimo, o retorno do Egito foi crítico para o subsequente trabalho tanto de Israel quanto de Cristo. O retorno do Egito foi central para o estabelecimento e desenvolvimento da nação (Os 11:3-4). Semelhantemente, o retorno de Cristo do Egito foi necessário a fim da inauguração de Seu ministério eventualmente vir à tona[93]. Oitavo, Mateus também retorna a Oseias 11:1 a fim de traçar uma analogia entre o filho de Deus desobediente Israel e o filho de Deus obediente Cristo. Citando Oseias 11:1, Mateus adiciona outro ponto de justaposição para um contraste maior entre Cristo e Israel desenvolvido ao longo dos primeiros capítulos do seu evangelho. Mediante este contraste, Mateus buscou mostrar que Cristo sucedei em toda área que Jesus falhou. Em outras palavras, Cristo recapitulou em um sentido positivo a história da nação[94]. Portanto, Jesus mediante obediência se tornou aquilo tudo que a falha Israel foi chamada a ser[95]. Enfatizar esta comparação serviria ao propósito de Mateus em trazer a foco a identidade davídica de Cristo.

Aqui é como a citação por Mateus de Oseias se encaixa no contexto maior entre Cristo e Israel desenvolvido ao longo dos primeiros capítulos do seu evangelho[96]. Ambos Israel e Cristo foram chamados do Egito como filhos (Os 11:1; Mt 2:15). Israel foi desobediente como filho (Os 11:2-5). Cristo não. Ambos Israel e Cristo foram batizados (Ex 14; 1Co 10:1-2). Israel desobedeceu Deus em três dias depois do batismo do Mar Vermelho (Ex 15:22-26). Por outro lado, o Pai disse a Cristo após seu batismo (Mt 3:17). Ambos Israel e Cristo foram ao deserto para serem tentados. Israel foi tentado por 40 anos (de Êxodo até Números) e Cristo foi tentado 40 dias (Mt 4:1-11). Israel falhou em sua tentação e Cristo com sucesso suportou-a. Ambos Israel e Cristo receberam a Lei de Deus. Israel foi ao Sinai para receber a lei de Deus (Ex 19) e Cristo foi a uma montanha e explicou a Lei da Nova Aliança de Deus (Mt 5-7). Israel quebrou a lei antes que Moisés pudesse carregar as tábuas descendo a montanha (Ex 32). Por outro lado, Cristo disse “Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim para destruir, mas para cumprir.”{Mt 5:17 AR}. Tanto Israel (Ex 4:22-23) quanto Cristo são chamados a adorar Deus. Israel falhou em adorar Yahweh após sua emancipação do Egito e em vez disso optou por adorar Baals (Os 11:1-5). Por outro lado, Cristo reservava adoração somente a Deus após Seu retorno do Egito (Mt 4:10).

Fazendo este contraste entre os filhos obediente e desobediente de Deus, Mateus pode estar seguindo um padrão semelhante já evidente nas canções do servo de Isaías (Is 42, 49-57). Nestas passagens, o chamado de Israel é retratado como o verdadeiro servo de Deus (Is 42:1-7). Ainda assim, estas passagens indicam que Israel falhou em cumprir seu chamado (Is 42:18-22). Portanto, Deus predisse que Ele levantaria um novo servo para tornar-se tudo o que Israel falhou em ser (Is 42:18-22). Portanto, Deus predisse que Ele levantaria um novo servo para se tornar aquilo que Israel falhou em ser (Is 49:1-7). A noção de um segundo servo que é distinto de Israel se torna aparente em Isaías 49:5-6, que descreve o servo restaurando Israel. Este segundo servo é o Messias sofredor (Is 52:13-53:12). A identidade do servo sofredor é clarificada mediante a aplicação por Mateus de algumas passagens do servo sofredor a Cristo (Mt 12:17-21). Portanto, Cristo se tornou um novo servo no obter sucesso no próprio chamado no qual Israel falhara e consequentemente qualificando-se para ser aquele que finalmente restauraria a desobediente Israel[97]. Mateus parece seguir o mesmo padrão das canções do servo ao desenvolver um contraste semelhante entre Israel e Cristo nos primeiros capítulos de seu Evangelho.

Não apenas Mateus volta a Oseias 11 a fim de construir uma analogia entre Cristo e Israel, mas ele pode também semelhantemente voltar a fim de clarificar mais a identidade de Cristo. Muitos têm observado o paralelo entre a vida de Cristo como retratada nos primeiros capítulos de Mateus e a vida de Moisés[98]. As vidas infantes de ambos Jesus e Moisés foram ambas miraculosamente poupadas de partes envolvendo a aniquilação de todos os infantes masculinos na vizinhança. Bem como Moisés escapou da perseguição e depois retornou ao Egito, Jesus escapou para o Egito no meio da perseguição e depois retornou do Egito[99]. Davies nota que Moisés foi a figura-chave no Êxodo do Egito, a travessia do Mar Vermelho (que foi um batismo de acordo com 1Co 10:1-2), a jornada pelo deserto, e a recepção da Lei. Davies nota que duma forma semelhante Mateus retratou Jesus como a figura central envolvendo o mesmo padrão. Jesus também deixou o Egito (Mt 2:15), foi batizado nas águas (Mt 3), foi tentado no deserto (Mt 4), e inaugurou a Lei da Nova Aliança (Mt 5-7)[100]. Portanto, a citação de Oseias 11:1 em Mateus 2:15 acerca do Êxodo do Egito ajuda a montar o paralelo entre Jesus e Moisés.

Ao citar Oseias 11:1, Mateus pode estar buscando estabelecer mais um paralelo entre Jesus e Moisés. Seu ponto pode ser que bem como Moisés liderou Israel no Êxodo original, Jesus iria definitivamente liderar a nação em um Novo Êxodo. Como já discutido na seção sobre o plano de fundo neste paper, Oseias 11 não apenas falou da desobediência de israel (1-4) e iminente julgamento (5-7) mas também a divina moderação em meio ao julgamento (8-9) e a definitiva restauração de Israel (10-11). Os versos finais do capítulo contrastam a obediência final de Israel com a anterior desobediência de Israel dita no início do capítulo. O Egito é usado para ajudar a construir este contraste. Versos 1-4 discutem a desobediência de Israel após seu primeiro Êxodo do literal Egito enquanto os versos 10-11 discutem a obediência de seguindo seu global reajuntamento da figurativa Assíria e Egito. Por causa da vivacidade deste contraste, alguns têm referido à gravura por Oseias do futuro reajuntamento de Israel como um “Novo Êxodo”[101]. Referir-se à restauração de Israel como o “Novo Êxodo” não é exclusivo de Oseias. Bock enxerga uma imagem semelhante de “Novo Êxodo” em Isaías 40[102]. Dyer vê os últimos dez capítulos de Ezequiel como uma recapitulação da experiência original do Êxodo de Israel[103].

É possível que Mateus estivesse se referindo a este Novo Êxodo descrito nos versos posteriores de Oseias 11 quando ele citou Oseias 11:1. Alguns podem argumentar contra esta noção na base de que é ilegítimo assumir que Mateus estava referindo ao capítulo completo quando ele citou apenas parte de Oseias 11:1. Porém, Dodd argumenta que os pioneiro cristãos normalmente citavam passagens do Antigo Testamento como ponteiros para contextos maiores em vez de tais trechos serem testemunhas em e de si mesmos. Ele observa, “Ao mesmo tempo, sentenças desacopladas de outras partes do Antigo Testamento poderiam ser aduzidas a ilustrações ou elucidar o significado da seção principal em consideração. Mas nas passagens fundamentais é o contexto total que está em vista, e é a base do argumento”[104]. Albright e Mann semelhantemente notam, “-`Textos-prova’, com as subsequentes controvérsias estéreis que eles têm engendrado durante os anos, teriam consequentemente confundido qualquer escritor do NT. Não apenas todo o contexto de uma passagem citada teria de ser buscado – se de fato um autor evangélico desejasse descobrir o que chamamos de `verso’ – mas o completo contexto seria geralmente conhecido de coração”[105]. Semelhantemente, Bock observa que uma das regras de Hilel, conhecida por Daber halamed me>inyano, chama por uma explicação do contexto completo. Em outras palavras, numerosos textos do NT refletem citções que lidam não apenas com o verso citado, mas sumarizam argumentos do maior contexto[106].

Portanto, esta informação de fundo demonstra a probabilidade que Mateus estava se referindo a todo o capítulo onze quando ele citou Oseias 11:1. Se a citação por Mateus de Oseias 11:1 pode ser tomada como englobando o Novo Êxodo descrito nos últimos versos do capítulo onze, então Mateus estava traçando outro importante paralelo entre Cristo e Moisés. É possível que Mateus está identificando Jesus como aquele que definitivamente levaria Israel ao Novo Êxodo e portanto inauguraria a era por vir. Este paralelo poderia depois construir a conexão entre Jesus e Moisés[107]. Em suma, de acordo com a visão de correspondência analógica, Mateus usou Oseias 11:1 a fim de retornar com o propósito de traçar pontos de correspondência entre Cristo e Israel e entre Cristo e Moisés. Mateus traçou estas analogias com o propósito de demonstrar a identidade davídica de Cristo à sua audiência judaica.

A visão de correspondência analógica é consistente com o uso por Mateus de ινα πληρωθη. Como já discutido na seção sobre a fraqueza da visão de profecia preditiva, πληροω tem um intervalo semântico que é mais largo que simplesmente profecia preditiva. Por exemplo, Mateus 5:17 não está dizendo que a lei e os profetas são predições de eventos futuros. Em vez disso, isto está dizendo que Jesus é o verdadeiro propósito e objetivo do Antigo Testamento[108]. Mateus está provavelmente usando πληρωθη da mesma forma em Mateus 2:15. Seu ponto em citar Oseias 11:1 é que Cristo completa o verdadeiro propósito de ambos Moisés e Israel. Além disso, a maior parte das tentativas de se definir πληροω demonstra um nível de significado que pode abranger correspondência analógica. Estas definições incluem as seguintes: preencher algo com conteúdo, completar[109], finalizar algo[110], completar, e estabelecer[111]. Estas definições de πληροω se encaixam bem com a visão de correspondência analógica que vê Jesus como a completude dos propósitos de Deus para Israel e Moisés.

Interessantemente, alguns estudiosos empregam o conceito de correspondência analógica enquanto usando um rótulo diferente quando lidando com o uso de Oseias 11:1 em Mateus 2:15. Por exemplo, Fruchtenbaum rotula esta abordagem para Oseias 11:1 em Mateus 2:15 como “tipologia”. Ainda assim ele não está usando o termo “tipologia” num sentido de prefiguramento da palavra. Isto se torna claro quando ele estabelece que Oseias 11:1 não é profecia mas em vez disso está falando de um evento literal histórico. Fruchtenbaum é cuidadoso em observar que o filho nacional desobediente apenas se tornaria um tipo após o advento do filho individual ideal[112]. As observações de Fruchtenbaum comunicam a natureza retrospectiva de Mateus 2:15 em vez da natureza prospectiva de Oseias 11:1.

Semelhantemente, Bock parece utilizar uma visão de correspondência analógica quando discutindo o uso por Mateus de Oseias 11:1 apesar de ele rotular sua abordagem de TIPOLÓGICA-profética. Ainda assim Bock não está usando o temo “tipológico” num sentido de prefiguramento. Ele nota que quando Oseias 11:1 é lido histórica e exegeticamente se refere a Israel e tudo sobre a passagem se refere ao passado. Ainda assim Bock observa que Mateus traça uma conexão tipológica entre os eventos do Êxodo e Jesus que recapitula em um sentido positivo a história da nação. Porém Bock é cuidadoso em observar que o padrão não é visto na linguagem do Antigo Testamento mas de fato só se torna claro após o decisivo padrão ocorrer. Em outras palavras, a conexão entre o desobediente Filho de Deus nacional e o ideal Filho de Deus individual só se torna visível após a vida do Filho ideal cair num padrão específico justapondo-O contra o filho nacional[113]. Se este padrão tivesse sido antecipado na linguagem do Antigo Testamento, então Bock provavelmente teria rotulado o uso por Mateus de Oseias 11:1 como tipológica-PROFÉTICA em vez de TIPOLÓGICA-profética[114]. A relutância de Bock em ver Oseias 11:1 como messiânica em um nível exegético é consistente com a natureza retrospectiva de Mateus 2:15 em vez da natureza prospectiva de Oseias 11:1.

NOTAS DE RODAPÉ

[86] K. J. Woolcombe, “The Biblical Origins and Patristic Development of Typology”, in Essays on Typology, vol. 22, Studies in Biblical Theology, ed. Geoffrey W. H. Lampe and Kenneth Woolcombe (Naperville, IL: A. R. Allenson, 1957), 39-40.

[87] Hans W. Wolff, “The Hermeneutics of the Old Testament,” in Essays on Old Testament Interpretation, ed. Claus Westerman (Atlanta: John Knox Press, 1963), 179-81; Gerhard von Rad, Old Testament Theology, trans. D. M. G. Stalker, 2 vols. (New York: Harper & Row, 1962), 2:363.

[88] Howard, “The Use of Hosea 11:1 in Matthew 2:15; An Alternative Solution,” 320.

[89] Ibid.,328, n. 38.

[90] Ibid.: 321-22; Hagner, Matthew 1-13, 34.

[91] Hill, The Gospel of Matthew, 85.

[92] McCartney and Enns, “Matthew and Hosea: A Response to John Sailhammer,” 98-99, n.3.

[93] Alguns podem argumentar que a citação escritural em Mateus 2:15 só pode ser usado para traçar paralelos com o descenso de Israel ao Egito em vez do Êxodo da nação do Egito porque a citação ocorre depois da real partida de Jesus do Egito (Mt 2:21). Porém, é razoável propor que Mateus tinha em vista a totalidade do evento da partida para e do Egito e portanto se sentia livre para citar as passagens tão antecipadamente quanto no verso 15. Veja: Brown, The Birth of the Messiah, 219-20. Outros também desafiam se Mateus 2:15 pode se referir às saídas de Israel e de Cristo do Egito. Gundry contende que a conexão entre Oseias 11:1 e Mateus 2:15 não é a ida e saída do Egito mas preservação no Egito. Veja: Robert H. Gundry, Matthew: A Commentary on His Literary and Theological Art (Grand Rapids: Eerdmans, 1982), 34. Morris segue uma linha semelhante de raciocínio sugerindo que Mateus está enfatizando a entrada de Jesus no Egito. Veja: Leon Morris, The Gospel According to Matthew (Grand Rapids: Eerdmans, 1992), 43. Porém, a ênfase de Gundry e Morris não se encaixa no contexto de Oseias 11:1-2, que descreve o Êxodo de Israel do Egito e subsequente desobediência. Veja: Howard, “The Use of Hosea 11:1 in Matthew 2:15; An Alternative Solution,” 325, n. 5.

[94] Hill, The Gospel of Matthew, 85; M. D. Goulder, Midrash and Lection in Matthew (London: S. P. C. K., 1974), 239.

[95] Ritschl, “God’s Conversion,” 297. O conceito de um messias individual recapitulando a história de uma nação inteira é consistente com o conceito de “um em muitos” encontrado ao longo da Escritura. De acordo com este conceito, um membro singular de uma comunidade representa o todo. Ilustrações deste conceito envolvem Adão e Cristo como representantes para toda a humanidade (Rom 5; 1Co 15:20-23, 45-49), o rei ou sacerdote como representante para a nação, e o animal sacrificado como representante para a culpa do pecado da nação. Veja: “Use of the Old Testament in the New,” 102, 112.

[96] Dyer, “Biblical Meaning of ‘Fulfillment’,” 55.

[97] Dyer and Merrill, Old Testament Explorer, 565-66; McCartney and Enns, “Matthew and Hosea: A Response to John Sailhammer,” 99.

[98] Hagner, Matthew 1-13, 34.

[99] H. Benedict Green, The Gospel According to Matthew, New Clarendon Bible, ed. H. F. D. Sparks (Oxford: Oxford University Press, 1975), 59.

[100] Davies, The Setting of the Sermon on the Mount, 78; Howard, “The Use of Hosea 11:1 in Matthew 2:15; An Alternative Solution,” 328, n. 40.

[101] Steven McKenzie, “Exodus Typology in Hosea,” Restoration Quarterly 22 (1979): 107-108.

[102] Bock, “Use of the Old Testament in the New,” 103.

[103] Dyer and Merrill, Old Testament Explorer, 691.

[104]C. H. Dodd, According to the Scriptures: The Substructure of New Testament Theology (London: Nisbet, 1952), 126.

[105] F. F. Albright and C. S. Mann, Matthew, The Anchor Bible (Garden City, NY: Doubleday, 1971), lxii.

[106] Bock, “Use of the Old Testament in the New,”, 101.

[107] Howard, “The Use of Hosea 11:1 in Matthew 2:15,” 321-22.

Este paralelo se torna ainda mais forte se for reconhecido que Mateus quando citou Oseias 11:1 estava traçando do contexto do livro inteiro de Oseias em vez de apenas o contexto do capítulo onze. A linguagem do Novo Êxodo é encontrada ao longo de todo o Livro de Oseias. Veja Mckenzie, “Exodus Typology in Hosea”, 107-108.

[108] McCartney and Enns, “Matthew and Hosea: A Response to John Sailhammer”, 103-104.

[109] TDNT, 6:290-98.

[110] BDAG, s.v. “πληροω” 827-29.

[111] Cremer, Biblico-Theologico Lexicon of the New Testament, s.v. “plhrow,” 500.

[112] Fruchtenbaum, Messianic Christology, 148.

[113] Bock, “Use of the Old Testament in the New”, 111-12.

[114] Ibid., 110-11.

Traduções Crédulas: Calvinismo e Livre-Arbítrio: Uma Apologia Exegética de Mateus 23:37

Esta foi talvez a primeira contra-exegese que li de Mateus 23:37. Foi dela que resolvi pesquisar todas as outras que você talvez encontre neste site empoeirado.

Talvez, como eu tinha prometido, faço algo mais autoral juntando todas estas coisas. Até lá, deem uma lida!

Continue lendo “Traduções Crédulas: Calvinismo e Livre-Arbítrio: Uma Apologia Exegética de Mateus 23:37”

Traduções Crédulas: Cinco Questões sobre Predestinação – Questão No. 1: Quando?

Cinco Questões sobre Predestinação

Questão No. 1: Quando?

[(Excerto de “Os Erros do Calvinismo)]

por Christopher Chapman

Tradução: Credulo from this WordPress Blog

O Desafio Calvinista:

Predestinação é inegável! A Bíblia claramente a ensina, e qualquer um que a negue tem que negar o ensino da Bíblia. Deus predestinou aqueles que escolheu salvar e trazer à fé em Jesus Cristo. Antes do mundo ser criado, e antes de qualquer pessoa ter feito algo bom ou mau, Deus decidiu que indivíduos ele salvaria. Ele não os salvou devido à fé que eles teriam nele, ou por qualquer bondade que estivesse neles, mas somente porque ele se agradou em salvá-los. Esta verdade é ensinada tão a fundo ao longo da escritura que ela não precisa de defesa. Só precisa de corações humildes que lancem fora o orgulho mundano do humanismo que tenta negar o direito de Deus de decidir quem será salvo.

A Resposta Bíblica:

Calvinistas interpretam erroneamente o ensino da Bíblia acerca da predestinação. O desafio acima é um exemplo perfeito de meia-verdade. As primeiras duas sentenças são completamente verdadeiras. Predestinação é uma doutrina bíblica que todo cristão bíblico deve aceitar. Calvinistas estão certos ao dizer que predestinação é bíblico. Mas o que não é bíblico é seu entendimento de tal doutrina.

Mórmons creem que Jesus é o Filho de Deus, o que é claramente ensinado na Bíblia. Mas eles também creem que Jesus é o espírito-irmão de Lúcifer. Em suas mentes ele nem sempre existiu e apenas se tornou um deus completo após finalizar sua obra na terra. Eles usam palavras bíblicas para descrever uma crença não-bíblica. Apesar de a doutrina da predestinação não ser tão crucial quanto a deidade de Jesus Cristo, calvinistas têm feito o mesmo com a predestinação que os mórmons têm feito com o ensino sobre Cristo. Eles tomaram uma doutrina bíblica e deram a ela um significado não-bíblico.

A fim de clarificar o ensino bíblico sobre predestinação iremos quebrar o tópico respondendo cinco questões.

Questão No. 1 “Quando?”

Pergunta: Quando Deus predestina?

Resposta: Algum momento antes de ele efetuar seu plano

Esta é claramente a mais fácil das cinco perguntas que responderemos. A resposta para esta questão, “Quando Deus predestina?” é encontrada na própria palavra. O prefixo “pre” significa “antes”. “Destinar” significa determinar algo. Então a palavra simplesmente significa que Deus determinou realizar algo antes do tempo sucedido para ele fazer.

Em Atos 2:23 Pedro diz a seus ouvintes que Jesus foi levado pelos líderes religiosos e políticos de seus dias para ser morto de acordo com o conselho e presciência de Deus. Deus teve um plano específico para entregar seu Filho como sacrifício pelo mundo. Ele teve seu plano desde antes de o mundo ser formado. Por esta razão Revelação 13:8 poderia falar sobre Jesus que ele foi o cordeiro morto desde a fundação do mundo (King James Version). Em sua infinita sabedoria ele anteviu que os líderes religiosos dos dias de Jesus teriam corações rebeldes e invejosos. De acordo com sua presciência ele decidiu colocar Jesus em suas mãos, tal que eles fizessem o que ele determinou de antemão que deveria ocorrer. E eles fizeram exatamente o que ele sabia que eles fariam; eles crucificariam Jesus pelo governo romano. Então Deus determinou o que ele faria, a saber, entregar Cristo como um sacrifício pelo mundo. E por este bom senso ele planejou exatamente como ele faria tudo ocorrer.

Em Atos 4 enquanto os crentes estavam orando sobre a perseguição que eles estavam sofrendo, eles mais uma vez trouxeram à lembrança o plano predeterminado de Deus em sacrificar Jesus pelas mãos dos homens rebeldes vivendo em Jerusalém. Mas desta vez eles usaram a mesma palavra que estamos tentando entender.

[27] Porque verdadeiramente se ajuntaram, nesta cidade, contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, não só Herodes, mas também Pôncio Pilatos com os gentios e os povos de Israel;

[28] para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho predeterminaram que se fizesse.{Atos 4:27-28 Almeida Recebida}

Lendo estas passagens paralelas lado a lado obtemos um significado melhor da palavra `predestinar’. Estas passagens ensinam que Deus tinha um plano definitivo sobre como ele estava por trazer Cristo à cruz. Mas o aspecto que queremos focar aqui é este plano não foi feito justamente durante a última semana da vida de Jesus, durante seus três anos de ministério, ou mesmo no momento de seu nascimento. Este plano foi determinado desde a fundação do mundo de acordo com a presciência de Deus. A palavra `predestinar’ simplesmente significa planejar algo à frente no tempo ou determinar algo de antemão.