Traduções Crédulas: Dr. Brian Abasciano sobre a Condicionalidade Implícita em Romanos 9:16 e Sua Conexão com João 1:12-13

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Neste rápido artigo, kangaroodort cita um verso que favorece a interpretação arminiana de Romanos Nove, em especial Rm 9:16. Junto, traz o comentário de um dos melhores livros hoje em dia sobre o assunto. Seu autor: Brian Abasciano!

Leiam e reflitam!

Dr. Brian Abasciano sobre a Condicionalidade Implícita em Romanos 9:16 e Sua Conexão com João 1:12-13

por kangaroodort from Arminian Perspectives
Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus que usa de misericórdia. {Romanos 9:16 Almeida Recebida}

[12] Mas, a todos quantos o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus;
[13] os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.
{João 1:12-13 Almeida Recebida}

O argumento adicional, mais detalhado, de Piper para 9:16 como falando de concessão incondicional de misericórdia divina funda-se em ambas, pressuposições fundamentais e seus particulares. Para o primeiro, Piper assume que a linguagem de 9:16 é incompatível com Deus concedendo misericórdia em uma condição soberanamente determinada por si mesmo. Mas nossa exegese determinara que esta é uma falsa suposição. Sobre particulares, apelos a Rm 9:11-12 e Ex 33:19 são contraditos por nossa exegese destes textos bem como Rm 9:16, e o leitor é dirigido às relevantes porções do presente volume. Curiosamente, o argumento principal final de Piper invoca Fp 2:13 (por causa da linguagem um tanto semelhante de `querer’ (τὸ θέλειν) e `operar’ (τὸ ἐνεργεῖν)) como algo proibindo qualquer condição para a concessão da misericórdia de Deus. Mas o texto não fala particularmente sobre a misericórdia de Deus (exceto na dimensão que qualquer bênção de Deus possa ser considerada misericórdia) e não indica nada acerca da concessão de misericórdia por Deus, ou qualquer ação divina, sendo incondicional. Piper parece estar exagerando aqui, e concluímos que Fp 2:13 é largamente irrelevante a Rm 9:16 e a questão da condicionalidade da misericórdia que ele menciona.

Piper, 154 n. 3, nota mais uma referência, citada por Sanday/Headlam como uma analogia a Rm 9:16 (apesar de Piper erroneamente referir a 9:6): Jo 1:12-13. Esta referência na realidade vai contra Piper porque o ato de regeneração por Deus aqui, realizado por Deus somente, é apresentado como a resposta divina à fé humana (cf. justificação no pensamento de Paulo, que é realizado por Deus somente em resposta à fé humana). João 1:12 indica que pessoas se tornam filhas de Deus pela fé. Isto é, mediante o crer, Deus lhes dá o direito de se tornar algo que não eram antes de crerem – filhos de Deus. João 1:13 então clarifica que eles se tornam filhos de Deus não pela ascendência humana (esta é a significância de `não pelo sangue, nem pela vontade da carne [o que se iguala à desejo sexual que pode levar à procriação]’), mas de Deus, descrevendo o seu tornarem-se filhos de Deus como sendo nascidos de Deus. `Tornar-se filho de Deus’ e `ser nascido de Deus’ são expressões paralelas referindo-se ao mesmo fenômeno (seria argumenação ad-hoc, e um expediente desesperado aqui, argumentar que tornar-se filho de Deus e ser nascido dele são distintos no contexto joanino ou que o texto permitiria que uma pessoa pudesse nascer de Deus e ainda assim não ser seu filho), então o ato por Deus de regenerar crentes, tornando-os seus próprios filhos, é uma resposta à sua fé.

O paralelo com Rm 9:16 é significativo e bastante assistente à nossa exegese. Ambos contextos fazem o ponto que situação de eleito (que se iguala à filiação; cf. Rm 9:8) não é concedida por ascendência humana, mas por Deus, cuja vontade é escolher como seus aqueles que creem em Cristo. Mesmo se alguém negar que a referência a θελήματος σαρκός ou θελήματος ἀνδρός é especificamente sobre ascendência humana e insistir que ela se refere à vontade humana em geral, isto não faria a ação divina da regeneração menor que uma resposta à fé humana e portanto não menos condicional a ela. Nem isto seria inconsistente com a atribuição de Jo 1:13 ao ato de regeneração para Deus. O texto indica que Deus é aquele que libera o direito de se tornar filho de Deus e aquele que regenera. O seu proceder desta forma em resposta à fé é assunto de sua alçada e não tornaria a escolha humana de crer a fonte da regeneração em vez de Deus, não mais que ela o tornaria a fonte de justificação.

(Excerto da nota 153 da página 191 de Paul’s Use of the Old Testament in Romans 9.10-18: An Intertextual and Theological Exegesis, por Dr. Brian Abasciano; quebras de parágrafo adicionadas para facilitar a leitura)

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