Traduções Crédulas: O Uso de Oseias 11:1 em Mateus 2:15 – Soluções Inadequadas: Sensus Plenior

Sensus Plenior

Interessantemente, o conceito de sensus plenior originou-se das penas de teólogos católicos romanos[33]. Porém, evangélicos começaram a estudar e incorporar este conceito quando lidando com como o Novo Testamento usa o Antigo Testamento[34]. Sensus plenior confia fortemente no conceito de autoria dual. O estudioso católico romano Raymond Brown define sensus plenior como segue: “O sensus plenior é que um entendimento adicional mais profundo intencionado por Deus mas não claramente intencionado pelo autor humano, que é vista à luz de revelação posterior ou desenvolvimento no entendimento da revelação”[35]. Bock comunica uma definição semelhante de sensus plenior: O “Autor humano nem sempre entendeu ou compreendeu completamente a referência profética, enquanto Deus intencionou a referência completa”[36]. Payne captura a essência da visão quando ele nota “Nossa tarefa primária é entender a intenção de Deus, não fundamentalmente a do autor humano”[37].

De acordo com a visão de sensus plenior, Deus como autor divino por detrás da mensagem de Oseias sabia mais que Oseias e intencionou mais do que Oseias anotou. Consequentemente, apesar de Oseias não ter como saber do cumprimento messiânico, Deus intencionou-o. A evidência de que o autor divino intencionou um componente messiânico em Oseias 11:1 é encontrado na maneira que mateus 2:15 aplica Oseias 11:1 a Cristo. Portanto, esta visão permite que Oseias 11:1 seja messiânica em natureza sem encontrar uma predição messiânica no verso a partir do método hermenêutico histórico gramatical[38].

LaSor advoga sensus plenior como uma solução para resolver o problema de Oseias 11:1 e Mateus 2:15. Ele escreve:

Quando ele retirou os israelitas do Egito, ele estava retirando todo o seu povo da escravidão – num sentido literal, porque se Israel não tivesse sido libertado do Egito, não haveria nenhum Israel; e em um sentido mais completo, pois se não houvesse Israel, então não haveria nenhum rei davídico, nenhum profeta, nenhuma Escritura, nenhum Messias, e nenhum cumprimento redentivo. É portanto verdade, neste sentido mais completo, que Deus chamou o seu próprio do Egito. [39]

Em outro momento LaSor escreve, “Ele [Oseias] foi inspirado pelo espírito de Deus … e o espírito o levou a expressar suas palavras numa forma que fosse capaz de um significado mais completo. A completude daquela palavra profética foi vista por Mateus, e ele encontrou o cumprimento em Cristo”[40]. De acordo com LaSor, apesar de Oseias não ter sabido como o plano de Deus eventualmente se desenrolaria, suas palavras eram capazes de serem cumpridas em Cristo[41]. LaSor também parece advogar sensus plenior nos textos mateanos de cumprimento por causa do uso da palavra πληροω[42].

Porém, entender o uso por Mateus de Oseias 11:1 na base de sensus plenior tem sido criticado em diversos fundamentos. Primeiro, se Deus está fornecendo significados desconhecidos ao autor humano, como um interpretador entenderia todas as implicações divinas dadas em um texto além da expressão escrita? Portanto, adotar sensus plenior move o interpretador do domínio da objetividade para o subjetivismo[43]. Kaiser observa, “Quando implicações extrínsecas são lidas em cima do texto bíblico, com uma nota de autenticação divina, então nós introduzimos um elemento incontrolável de subjetividade, se não de fato uma eisegese”[44].

Howard avança com a seguinte abordagem de três ancoramentos a fim de estabelecer controle e objetividade com uma interpretação sensus plenior: o sentido mais completo deve ser dado por revelação futura, o autor humano deve estar vagamente consciente do sentido mais completo, e o sentido completo deve ser baseado em uma leitura literal histórica gramatical do texto do Antigo Testamento. Howard prossegue observando que estes critérios não são satisfeitos acerca de uma interpretação sensus plenior de Oseias 11:1 em Mateus 2:15. O segundo e terceiro critérios não são satisfeitos porque é difícil estabelecer que Oseias incluiu qualquer ideia messiânica em sua discussão do Êxodo histórico de Israel[45]. Mesmo LaSor parece reconhecer que estes dois últimos critérios não são satisfeitos acerca de Isaías 7:14 e Oseias 11:1 quando ele diz “Em nenhum caso há indicação alguma de que o autor tinha algum evento futuro distante em mente, portanto é mais difícil concluir que o autor estava falando de Jesus Cristo ou mesmo um messias sem nome… Mesmo assim ambas as passagens são citadas como cumpridas em Jesus Cristo”[46].

Segundo, o uso de πληροω nos textos de cumprimento mateanos não advoga um entendimento sensus plenior. Como já discutido na visão de profecia preditiva, πληροω não tem que significar o cumprimento de profecia preditiva ou um sentido mais completo por causa da vasta abrangência semântica da palavra[47]. Terceiro, alguns têm criticado sensus plenior baseados em que ele distorce o processo de inspiração. O princípio de sensus plenior faz do autor humano um elemento secundário dado que Deus fornece para o leitor leituras adicionais não intencionadas no contexto original. Isto sugere um processo de inspiração lembrando fortemente um ditado mecânico[48].

Quarto, ainda que seja uma visão minoritária, é possível que o sentido mais completo gire em torno da questão do tempo em vez da matéria do assunto. Kaiser rejeita a interpretação de vários trechos, que são tipicamente utilizados para demonstrar dupla autoria na Escritura, como ensinando que o falante ou escritor inicial não entendeu sua declaração. Após lidar com as passagens em detalhe, ele concluiu que a única coisa que o escritor do Antigo Testamento não entendeu foi o tempo do cumprimento de sua profecia.

Acerca de Daniel 8:27, Kaiser afirma “Tão claro foi o entendimento por Daniel do significado da sua profecia e tão dramático foi seu efeito que ele caiu e adoeceu por alguns dias”[49]. Quando comentando Daniel 12:6-9, Kaiser afirmou, “o fato que estas palavras do anjo deviam ser seladas e trancadas até o tempo do fim, não era nada além de um sinal que estes eventos deveriam permanecer inexplicados até o tempo final que era a expressão equivalente usada em Isaías 8:16, `ata o testemunho, sele a lei”'[50]. Finalmente, ao interpretar 1Pedro 1:10-12, Kaiser nota que os profetas do Antigo Testamento entendiam os seguintes tópicos: o Messias, Seus sofrimentos, Sua glória, a sequência dos eventos (Seu sofrimento foi seguido por Sua glorificação), e que a salvação anunciada naqueles dias pré-cristãos não estava limitada à audiência dos profetas, mas também incluía os leitores dos dias de Pedro. Portanto, Kaiser conclui que a busca dos profetas não estava no significado do que eles escreveram mas, em vez disso, simplesmente no tempo do assunto em questão[51]. Portanto, um entendimento sensus plenior de Oseias 11:1 e Mateus 2:15 é enfraquecido na medida em que o entendimento de Kaiser de dupla autoria esteja correto.

NOTAS DE RODAPÉ

[33] Robert L. Thomas, Evangelical Hermeneutics: The New Versus the Old (Grand Rapids: Kregel, 2002), 361; Bernard Ramm, Protestant Biblical Interpretation (Grand Rapids: Baker, 1970), 40-42.

[34] Howard, “The Use of Hosea 11:1 in Matthew 2:15; An Alternative Solution,” 316. Na nota 14, Howard cita numerosos teólogos católicos que pioneiramente adotaram sensus plenior. Na nota 15, ele cita numerosos evangélicos que incorporaram vários aspectos do sensus plenior.

[35] Raymond E. Brown, The Sensus Plenior of Sacred Scripture (Baltimore: St. Mary’s University, 1955), 92.

[36] Darrell Bock, “Evangelicals and the Use of the Old in the New, part 1,” Bibliotheca Sacra 142 (July-September 1985): 213.

[37] Philip B. Payne, “The Fallacy of Equating Meaning with the Human Author’s Intention,” Journal of the Evangelical Theological Society 20, no. 3 (September 1977): 252.

[38] William S. LaSor, “Prophecy, Inspiration, and Sensus Plenior,” Tyndale Bulletin 29, no. 49-60 (1978): 55.

[39] William S. LaSor, “The Sensus Plenior and Biblical Interpretation,” in Scripture, Tradition, and Interpretation, ed. W. Ward Gasque and William S. LaSor (Grand Rapids: Eerdmans, 1978), 275.

[40] LaSor, “Prophecy, Inspiration, and Sensus Plenior,” 58.

[41] Ibid.

[42] LaSor, “The Sensus Plenior and Biblical Interpretation,” 271.

[43] Tracy L. Howard, “The Author’s Intention as a Crucial Factor in Interpreting Scripture: An Introduction,” Baptist Reformation Review 10 (1981): 22-27.

[44] Walter C. Kaiser, A Response to ‘Author’s Intention’ and Biblical Interpretation’ by Elliot E. Johnson (a paper presented at the International Council on Biblical Inerrancy, Chicago, November 1982, 1982), 1; quoted in Howard, “The Use of Hosea 11:1 in Matthew 2:15; An Alternative Solution,” 317.

[45] Howard, “The Use of Hosea 11:1 in Matthew 2:15; An Alternative Solution,” 317.

[46] LaSor, “The Sensus Plenior and Biblical Interpretation,” 271.

[47] Howard, “The Use of Hosea 11:1 in Matthew 2:15; An Alternative Solution,” 317.

[48] Ibid., 316.

[49]Walter C. Kaiser, “The Single Intent of Scripture,” in Evangelical Roots: A Tribute to Wilbur Smith, ed. Kenneth S. Kantzer (Nashville: Thomas Nelson, 1978), 127.

[50] Ibid.

[51] Ibid., 125-26. Para uma avaliação justa da posição de Kaiser acerca da dupla autoria, veja Elliott E. Johnson, Expository Hermeneutics: An Introduction (Grand Rapids: Academie Books, 1990), 52, 184.

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Traduções Gigantes: Romanos 9 por Tektonics

Meu rapaz, nunca na história desse blog fiz uma tradução tão gigantesca! Isso levou meses de suor, um certo traquejo oculto para tradução de termos chatos e difíceis – como ‘colocar todos os ovos na cesta’ -, um estudo do próprio texto, e uma reformatação da coisa toda.

Mas Romanos 9 merece todo empenho! E este texto vai além, por estudar o ambiente no qual São Paulo escreveu a carta. Aliás este site, Tekton Apologetics, é conhecido por abordar este lado sociológico do povo antigo.

Este deve estar recheado de erros, mas está bem útil!

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Traduções Crédulas: Provérbios 21:1 por Daniel Gracely

Eis um capítulo isolado do livro de Gracely, uma crítica escrita por um ex-calvinista.

Aqui, ele faz uma análise de mais um daqueles versos soltos usados por calvinistas desavisados a fim de avalizar sua marca registrada teológica. Conta-se que Lutero usou esta contra Erasmo. Mas não sei se Lutero seria tão inteligente ao rebater este texto, hehe!

Enfim, aqui Gracely aponta qual o significado que Salomão tinha em mente ao falar do rei guiado por Deus.

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Traduções Crédulas: O Uso de Oseias 11:1 em Mateus 2:15 – Soluções Inadequadas: Profecia Preditiva

Profecia Preditiva

A visão preditiva mantém que Oseias 11:1 está na realidade prevendo a saída de Cristo e retorno do Egito em Mateus 2. Portanto, a visita de Cristo para o Egito foi um cumprimento direto do que o falou mediante o profeta Oseias. Em outras palavras, uma correspondência biunívoca existe entes Oseias 11:1 e Mateus 2:15. Portanto, Oseias 11:1 é uma referência a Jesus e não uma referência a Israel afinal. Lenski[20] e Payne[21] são advogados desta posição.

Esta visão compreende a fórmula de cumprimento de Mateus ινα πληρωθη como indicando um cumprimento direto de profecia. Esta interpretação à primeira vista parece razoável diante de uma leitura das seções iniciais do Evangelho de Mateus. A predição de Isaías 7:14 encontra seu cumprimento direto no nascimento virginal de Cristo de acordo com mateus 1:23[22]. A predição acerca do local de nascimento do Messias em Miqueias 5:2 encontra seu cumprimento direto em Mateus 2:5-6. Baseado no padrão destes precedentes anteriores, parece que o uso da fórmula idêntica em Mateus 2:15 sugeriria que Oseias 11:1 encontra um cumprimento direto. Proponentes desta posição emparelham esta interpretação da fórmula de cumprimento de Mateus com a tradução “Eu chamei” em Os 11:1 como “Eu chamarei”[23]. Em outras palavras, eles tomam este verbo como futuro perfeito.

De todas as opções, porém, esta visão é provavelmente a mais difícil de sustentar. Seu primeiro problema gira em torno do fato que ela é construída debaixo de uma definição muito restrita de ινα πληρωθη. Uma definição mais ampla é evidente a partir dos outros usos por Mateus dela. O uso desta frase na forma de uma fórmula de cumprimento é usada cinco vezes nas narrativas de infância por Mateus (1:22, 2:5,15,18,23). Como discutido acima, um cumprimento de profecia está em referência em 1:22 e 2:15. Porém, em 2:17-18, que cita Jeremias 31:15, um cumprimento direto de profecia não é aludido. Dyer observa “Jeremias 31:15 é mesmo uma remota predição da morte de bebês em Jerusalém? Se for o caso, é uma profecia que nomeia a cidade errada (Ramá versus Belém), a ação errada (cativeiro versus morte), e o resultado errado (retorno do cativeiro versus nenhum retorno da morte)”[24].

Semelhantemente, um cumprimento direto de profecia não é aludido em 2:23 que contém uma citação que não é referenciada em lugar algum do Antigo Testamento. O verso simplesmente sumariza o que os profetas disseram em vez de citá-los diretamente. Neste caso os profetas dissera, “e será chamado nazareno”. No primeiro século, nazarenos eram um povo desprezado (Jo 1:45-46). Portanto, Mateus está dizendo que os profetas predisseram que o Messias seria indivíduo desprezado e rejeitado [25]. A fórmula de cumprimento é utilizada também umas sete vezes adicionais ao longo do restante do evangelho de Mateus (4:14, 8:17, 12:17, 13:35, 21:4, 26:5, 27:9). Apesar de ser verdade que ινα πληρωθη é usada várias vezes para se referir a citações vetero-testamentárias diretamente cumpridas na vida de Cristo (21:4), em outras instâncias a citação vetero-testamentária não é uma declaração premonitória mas em vez disto um fato da história (27:9).

Em suma, é impossível argumentar que o uso por Mateus da fórmula de cumprimento sempre se refira ao cumprimento direto de profecia. Apesar de a fórmula demonstrar um cumprimento direto de profecia em alguns contextos, um entendimento mais amplo da fórmula é evidente de usos dela por Mateus. Portanto, a mera existência da fórmula de cumprimento é insuficiente para causar o intérprete a concluir automaticamente um cumprimento direto de profecia está em vista. Cada uso da fórmula de cumprimento em conexão com uma citação do Antigo Testamento deve ser examinada caso a caso a fim de determinar apropriadamente o significado.

Em acréscimo, o Evangelho de Mateus contém duas instâncias em que o verbo πληροω é usado para indicar outra coisa que não um cumprimento direto de profecia. Em 3:15, Jesus diz que Ele cumpriu toda justiça no Seu batismo. Isto dificilmente se encaixa na condição de uma predição. Em 5:17, Jesus afirmou que Ele veio para cumprir a lei e os profetas em vez de aboli-los. Esta passagem não está dizendo que a lei e os profetas são predições eventos futuros. Em vez disso, está dizendo que Jesus é o verdadeiro propósito e objetivo do Antigo Testamento. [26]. πληροω provavelmente está sendo usado de maneira semelhante em Mateus 2:15[27].

Além disso, a maior parte das tentativas de definir πληροω demonstra um nível de significado que inclui e ainda vai além do mero cumprimento de profecia direta. Por exemplo, TDNT cede quatro definições. Estas incluem as que se seguem: preencher algo com conteúdo, cumprir uma exigência ou demanda, preencher completamente uma medida específica, completar, e cumprir ditos proféticos[28]. Interessantemente, Dyer observa que menos de um terço das ocorrências no Novo Testamento se encaixa na última categoria[29]. BDAG também lista diversos domínios semânticos para πληροω. Estes incluem os seguintes: preencher, completude de um período de tempo, finalizar algo, completar um número, e preenchimento de uma declaração profética[30]. Cremer nota que πληροω pode expressar a nuance “completar” ou “estabelecer” sem qualquer referência a cumprimento preditivo[31]. Esta grande abrangência de significados para πληροω previne o intérprete de automaticamente concluir que um cumprimento direto de profecia esteja em vista quando o verbo é usado.

Além de uma confiança em uma definição demasiado rígida da frase ινα πληρωθη, a visão de predição sofre também porque tomar o verbo “chamei” em Oseias 11:1 como futuro perfeito é contextualmente tênue. Por um lado, o verbo anterior “amei” é um pretérito perfeito que retrocede à experiência do êxodo de Israel. Por outro lado, verso 2 também é uma referência passada porque lida com a rejeição nacional de Yahweh a fim de seguirem Baal[32]. Como o contento olha para o passado, é inapropriado categorizar o verbo “chamei” como um futuro perfeito. Em suma, tratar Oseias 11:1 como uma predição futurística do messias vindouro é torcer do verso o que não está lá. Oseias 11:1 tem em vista meramente o Êxodo histórico de Israel sob Moisés.

NOTAS DE RODAPÈ

[20] R. C. H. Lenski, An Interpretation of St. Matthew’s gospel (Minneapolis: Augsburg Publishing House, 1964), 77-79.

[21] J. Barton Payne, The Theology of the Older Testament (Grand Rapids: Zondervan, 1962), 269-70.

[22] Apesar de muitos intérpretes não-evangélicos crerem que esta profecia fora cumprida nos dias de Isaías e muitos comentaristas evangélicos crerem que a profecia encontra um cumprimento dual nos dias de Isaías e no nascimento virginal de Cristo, eu creio que o peso da evidência demonstra que a profecia de Isaías 7:14 encontra um cumprimento direto singular no nascimento virginal de Cristo. Veja Arnold Fruchtenbaum, Messianic Christology (Tustin, CA: Ariel Ministries, 1998), 32-37; Edward E. Hindson, Isaiah’s Immanuel: A Sign of His times or the Sign of the Ages?, International Library Series, ed. Robert L. Reymond (Philipsburg, NJ: Presbyterian and Reformed Publishing Co., 1979).

[23] Payne, The Theology of the Older Testament, 269.

[24] Charles Dyer, “Biblical Meaning of ‘Fulfillment’,” in Issues in Dispensationalism, ed. Wesley R. Willis (Chicago: Moody, 1994), 57.

[25] Fruchtenbaum, Messianic Christology, 151-52.

[26] Dan McCartney and Peter Enns, “Matthew and Hosea: A Response to John Sailhammer,” Westminster Theological Journal 63 (2001): 103-104.

[27] Interessantemente, acerca do uso da palavra πληροω em Mateus 2:15, Toussaint aponta que mateus enfatizou que a palavra falada mediante os profetas pudesse ser cumprida. Veja Stanley D. Toussaint, “The Argument of Matthew” (Ph.D. diss., Dallas Theological Seminary, 1957), 60.

[28] TDNT (Grand Rapids: Eerdmans, 1968), 6:290-98.

[29] Dyer, “Biblical Meaning of ‘Fulfillment’,” 53.

[30] BDAG, s.v. “πληροω”, 827-29.

[31] Herman Cremer, Biblico-Theologico Lexicon of the New Testament (Edinburgh: T. & T. Clark, 1895), s. v. “πληροω”, 500.

[32] Howard, “The Use of Hosea 11:1 in Matthew 2:15; An Alternative Solution,” 316.

Traduções Crédulas: Santo Agostinho Contra Perseverança dos Santos

Sim, ele mesmo! Para quem acha que Santo Agosrtinho era calvinista, isto é de fato o maior tiro no pé. De fato, Agostinho cria em uma forma mais leve de `depravação total’ (mais sobre a doutrina católica do pecado original em posts futuros, aguardem!), em eleição incondicional, em uma forma distintamente própria de graça irresistível (que seria mais semelhante ao congruísmo) e também à expiação ilimitada. Mas, perseverança dos santos de fato é um distintivo calvinista, e nunca foi ensinada por ninguém antes de Calvino.

Achei este post bem interessante, pois de fato mostra uma argumentação completamente calvinista sendo usada contra um ponto calvinista. Espero que se interessem também!

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Traduções Crédulas: 1João 5:1 por Brian Abasciano (INDEX)

Mais um índice! Neste pequeno artigo, Brian Abasciano discute sobre uma interpretação gramatical e semântica a favor da regeneração anterior à fé, e aponta exaustivamente os problemas contidos na mesma. Mesmo tendo um nível acadêmico mais elevado, o artigo em si é de fácil leitura e bem leve até!

Como estou fazendo a outros artigos grandes, vou colocar este trabalho em formato de índice. Puxe a aba e divirta-se!

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Traduções Crédulas: O Uso de Oseias 11:1 em Mateus 2:15 – Soluções Inadequadas

Soluções Inadequadas

Evangélicos propuseram variadas soluções para explicar o uso de Oseias 11:1 em Mateus 2:15[19]. Enquanto muitas dessas opções inicialmente parecem atrativas, suas falhas após inspeção mais acurada definitivamente superam sua atratividade. As opções incluem profecia preditiva, sensus plenior, exposição no judaísmo, e tipologia prefigurativa.

NOTAS DE RODAPÉ

[19] Esta lista foi originalmente compilada por  Tracy L. Howard, “The Use of Hosea 11:1 in Matthew 2:15; An Alternative Solution,” Bibliotheca Sacra 316 (October-December 1986): 316-20.

Traduções Crédulas: Dr. Brian Abasciano sobre a Condicionalidade Implícita em Romanos 9:16 e Sua Conexão com João 1:12-13

Neste rápido artigo, kangaroodort cita um verso que favorece a interpretação arminiana de Romanos Nove, em especial Rm 9:16. Junto, traz o comentário de um dos melhores livros hoje em dia sobre o assunto. Seu autor: Brian Abasciano!

Leiam e reflitam!

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Traduções Crédulas: O Uso de Oseias 11:1 em Mateus 2:15 – Pano de Fundo e Visão Geral das Passagens Pertinentes: Mateus 2:15 – Visão Global de Mateus 2

Pano de Fundo e Visão Geral das Passagens Pertinentes

Mateus 2:15

Visão Global de Mateus 2

Capítulo 2 está inserido no contexto destes capítulos anteriores. Capítulo 2 descreve tanto uma reação positiva quanto uma negativa à identidade messiânica de Cristo. A reação positiva envolve a visitação dos Magos para o propósito de adorar o rei recém-nascido (2:1-12). A reação negativa envolve o desejo de Herodes em matar o Cristo bebê a fim de preservar seu próprio trono (2:13-23). Mateus provavelmente inclui estas reações polarizadas a fim de prefigurar ambas a crescente rejeição judaica e a aceitação gentílica que seriam caracterizadas durante sua boa nova.

Após Deus alertar os magos em sonho para não retornar a Herodes, Deus emitiu um alerta semelhante para José. Ele foi instruído a tomar sua família e partir para o Egito. Provavelmente este refúgio geográfico particular foi selecionado porque o Egito era relativamente próximo e já existiam judeus vivendo naquela região (Jr 43:7, 44:1; At 2:10, 6:9, 18:24). Portanto havia amigos disponíveis no Egito a quem a família real poderia chamar por ajuda[16]. No Antigo Testamento, Egito tipicamente providenciava um refúgio para os judeus (Gn 42-50; 1Rs 11:40; Jr 26:21-23, 43:7). Egito também proveria asilo para os judeus durante a guerra macabeia[17].

Mateus é claro que a saída de Cristo para o Egito cumpriu a profecia. O uso por Mateus de ινα πληρωθη enquanto citando Oseias 11:1 indica que a partida de Jesus para o Egito era em algum sentido o cumprimento de Oseias 11:1. É também digno notar que a citação por Mateus de Oseias 11:1 vem do MT em vez da LXX. Por razões que serão explicadas mais tarde, Mateus provavelmente citou o MT porque sua leitura acomodava melhor o propósito teológico de Mateus que a LXX[18]. Enquanto vivendo no Egito, os refugiados receberam notícia que Herodes morrera e portanto José moveu sua família do Egito para Nazaré (Mt 2:19-26).

Em suma, ainda que uma leitura limpa de Oseias 11:1 indique que o verso não precisa de cumprimento e sequer está discutindo o messias vindouro, o uso por Mateus da citação indica que a partida de Deus para o Egito cumpriu Oseias 11:1. Em outras palavras, apesar de o uso por Mateus da fórmula de cumprimento não ser resultado exegético de Os 11:1, ele conectou a ida de Cristo para o Egito com a experiência do Êxodo do Egito para Israel. Como e em que bases Mateus espera ver os eventos históricos circundando o Êxodo cumpridos na infância de Cristo? Tentar responder esta questão será agora retomada nas seções subsequentes deste paper.

NOTAS DE RODAPÉ

[16]William Hendriksen, Exposition of the Gospel According to Matthew (Grand Rapids: Baker, 1973), 177.
[17]Hill, The Gospel of Matthew, 84; See also Josephus, Ant 12.9.7.
[18]Ibid., 85.