Traduções Crédulas: Deus Literalmente Muda Sua Mente? – Sim

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Um post para retornar a falar de Molinismo! Acerca do episódio da oração de Moisés.

Deus Literalmente Muda Sua Mente? – Sim

por Max Andrews from Sententias
Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Pense nisto por um momento. Deus literalmente muda sua mente ou curso de ação? A tradição cristã geralmente se alinha dizendo `Não’. Bem, se você diz saber, deixe-me perguntar uma coisa. O que você faria com os tão chamados antropomorfismos cognitivos acerca de oração peticionária ou mudar seu curso de ação (i.e. Deus mudando sua mente em resposta à oração ou ao poupar Nínive)? A hermenêutica tradicional acerca de antropomorfismos aborda estas afirmações como elementos literários nos quais Deus se expressa a si mesmo mediante termos humanos ou animais que ensinam algo verdadeiro acerca de Deus. Expressões como “a destra de Deus” ou “os olhos do Senhor”, por exemplo, comunicam algo verdadeiro sobre a força e o conhecimento de Deus. Se Deus de fato nunca muda realmente sua mente [devido à oração], dizer que ele o faz não comunica nada verdadeiro. É simplesmente inacurado[1].

Eu argumentaria que uma abordagem de conhecimento médio multi-camadas é suficiente para responder a questão. Estou abordando isto como molinista, então se você precisa de uma relembrada sobre conhecimento médio por favor leia Conhecimento Médio em uma Casca de Noz. Introduzindo um segundo momento lógico no conhecimento de Deus, o conhecimento de condicionais subjuntivas oi de conhecimento possível-contrafactual, é o caso que oração peticionária de fato faz diferença. No conhecimento médio de Deus repousam duas camadas adicionais: a primeira camada sendo a reação e a segunda camada sendo a ação. A primeira camada é a apreensão progressiva por Deus dos valores de verdade de todos os possíveis-contrafactuais da liberdade das criaturas enquanto elas se desenrolam numa sequência lógica junto com suas reações originais a estes contrafactuais. A segunda camada é a transformação por Deus de cada mundo praticável em um mundo factível mediante ajuste fino de acordo com seu completo conhecimento de tudo que poderia ou iria ocorrer em toda a história de tal mundo como resultado das diferentes respostas divinas às escolhas das criaturas.

Por exemplo, considere Êxodo 32:9-14:

[9] Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho observado este povo, e eis que é povo de dura cerviz.
[10] Agora, pois, deixa-me, para que a minha ira se acenda contra eles, e eu os consuma; e eu farei de ti uma grande nação.
[11] Moisés, porém, suplicou ao Senhor seu Deus, e disse: Ó Senhor, por que se acende a tua ira contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande força e com forte mão?
[12] Por que hão de falar os egípcios, dizendo: Para mal os tirou, para matá-los nos montes, e para destruí-los da face da terra?. Torna-te da tua ardente ira, e arrepende-te deste mal contra o teu povo.
[13] Lembra-te de Abraão, de Isaque, e de Israel, teus servos, aos quais por ti mesmo juraste, e lhes disseste: Multiplicarei os vossos descendentes como as estrelas do céu, e lhes darei toda esta terra de que tenho falado, e eles a possuirão por herança para sempre.
[14] Então o Senhor se arrependeu do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo.{Êxodo 32:9-14 Almeida Recebida}

A reação original de Deus, tendo apreendido somente a verdade das circunstâncias logicamente levando a isto, foi de literalmente destruir os israelitas e fazer uma nova nação de Moisés para manter sua aliança com Abraão. Mediante apreensão do conhecimento logicamente sucessivo que Moisés, se informado de tal reação, suplicaria a Deus para poupar os israelitas, a mente de Deus, ou reação planejada, literalmente mudou para um novo curso de ação que deixou os israelitas intactos[2].

Isto afeta ou muda a ontologia de Deus? Não. isto preserva a perfeição divina. Esta abordagem não é tão controversa quanto você pode pensar (acerca da perfeição divina) porque estes momentos lógicos são conhecidos logicamente antes do ato criativo. Não apenas isto preserva perfeição divina mas também preserva a veracidade das afirmações bíblicas sobre o discurso cognitivo divino sem diluir a realidade do relacionamento em oração e o soberano controle de Deus na história.

NOTAS DE RODAPÉ

[1] Greg Boyd, “The Open Theism View,” in Divine Providence, 39.

[2] Para mais sobre conhecimento médio em multi-camadas, veja, de Kirk MacGregor, A Molinist-Anabaptist Systematic Theology (Lanham, MD: University Press of America, 2007), 87-107.

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