Traduções Crédulas: Acusação Arrojada – A Produção de um Calvinista

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Um texto legalzinho do Chris Chapmam, acerca da manipulação mental do calvinismo.

Acusação Arrojada – A Produção de um Calvinista

por Christopher Chapman
Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Um humilde e ávido discípulo é algo maravilhoso no reino de Deus. Eles são humildes não porque não têm nenhum orgulho, mas porque eles odeiam o orgulho que veem em seus próprios corações. Eles anseiam por negar-se a si mesmos e tomar sua cruz. Eles geralmente se confessam mais que o necessário, e não tem dúvidas de que merecem toda repreensão que você lhes encaminhar. Estas crianças espirituais são ávidas de qualquer coisa que Deus tenha para elas. Se você os encorajar a compartilhar o Evangelho com arrojo, eles podem te constranger ao se colocarem em cima da mesa e falarem a todos no restaurante que Jesus comanda a todos se arrependerem. Se você os encorajar a se encontrarem contigo para a oração matinal, eles podem se tornar seu despertador vivo que não vem equipado com o gracioso recurso do “botão de soneca”. Eles são humildes e ávidos, desejosos de fazer qualquer coisa para servir a Deus, não importa a que custo.

Estes discípulos são rápidos em obedecer quaisquer comandos e também rápidos em duvidar de seus próprios motivos. Eles anseiam pelo puro leite espiritual e humildemente recebem a palavra de Deus que é capaz de salvar suas almas. Esta paixão e vulnerabilidade os fazem aptos para crescer no reino de Deus. Mas estas mesmas qualidades podem também fazê-los um alvo para enganos demoníacos. Satanás é um mestre manipulador, e assim como crianças naturais são facilmente manipuláveis em sua inocência e ignorância, assim são as cianças espirituais. Zelo pode fazê-los imprudentes, e humildade pode fazê-los ingênuos.

Quando eles ouvem as doutrinas do calvinismo eles geralmente lhes dão pouca importância. O discípulo ávido crê que Deus ama todas as pessoas e deseja que todas as pessoas venham a arrepender-se. Então um ensino que diz que Deus não deseja que todos sejam salvos não faz sentido algum para eles. Eles têm esperança pelas pessoas e sinceramente creem que se eles labutarem e orarem para que as almas venham ao reino, elas virão. Então a doutrina que afirma que Deus já determinou unilateralmente quantos serão salvos e absolutamente nada pode mudar este número, parece inacreditável para eles.

Mas cedo ou tarde eles leem uma passagem na Bíblia que os choca e confunde. Eles leem algo como “Antes de os gêmeos nascerem, Deus amou Jacó e odiou Esaú” (Rm 9:13). Então suas cabeças começam a rodopiar. Eles não podem interpretar isso adequadamente. Neste ponto eles geralmente perguntam a seu mentor o que isso significa e aceitam qualquer explicação que lhes é dada, faça ela sentido ou não. Se a explicação de fato não lhes esclarece eles conscientemente evitam tais passagens no futuro.

Uma das defesas comuns das conversões no calvinismo segue mais ou menos assim, “Eu não aceitei a teologia calvinista porque eu quis. De fato eu desejei que ela não fosse verdadeira. Eu só aceitei porque não podia ignorar o que a Bíblia plenamente ensina“. Esta confissão carrega com ela uma sutil acusação, não importa se o irmão calvinista está ciente ou não disso. Ele diz “Você não está seguindo a Bíblia, mas os seus desejos. Você quer que a Bíblia ensine que Deus ame todos igualmente, então você se recusa a se submeter a verdade da palavra de Deus“. Esta acusação geralmente tem seu premeditado efeito na consciência sensível do humilde seguidor de Cristo. O discípulo sabe que ele continuamente luta para se submeter a sua vontade à de Deus. Então ele começa a se preocupar se é culpado da acusação de ignorar a escritura a fim de proteger sua perspectiva sobre Deus. Enquanto ele medita em sua acusação ele tem que admitir que ela parece correta. Afinal, ele evita certas passagens na Bíblia porque elas parecem ensinar as desagradáveis doutrinas da teologia reformada. E ainda que ele tenha lido muitos versos na Bíblia que pareçam disprovar as alegações do calvinismo, ele não pode negar que sua principal objeção a esta teologia é que ele não gosta do que ela diz sobre o caráter de Deus. Esta acusação leva o discípulo à auto-dúvida e prepara seu coração para os erros do calvinismo. Aceitando a sutil acusação que sua conciência renovada pelo Espírito é na verdade apenas raciocínio humano, ele está pisando em território perigoso.

A confissão calvinista também carrega uma estranha suposição, mais uma vez, geralmente sem sua consciência. A pressuposiçao é “Se algo é difícil de aceitar, aceitá-lo deve provar uma sincera devoção a Deus“. Este raciocínio é semelhante àquele dos monges católicos da Idade Média que criam que jejuar quase continuamente, tomar votos de pobreza e mesmo se chicotear, de alguma maneira revela a profundidade de sua devoção à glória de Deus. O convertido ao calvinismo faz um erro semelhante. Submetendo-se a uma visão de Deus que é desagradável ao seu entendimento de justiça e misericórdia ele se sente assegurado de que ele é devoto da palavra de Deus.

O testemunho do calvinista, quer ele saiba disso ou não, tem sido usado para acusar e manipular seu irmão em Cristo. Depois do cristão ter sido humilhado pela sutil acusação de que ele é mais devotado aos seus desejos que à palavra de Deus, a estranha suposição que as coisas desagradáveis amem são as mais gloriosas para Deus pode começar a atuar sua magia. O discípulo está agora ansioso para provar sua devoção à palavra de Deus. Neste estado da mente ele se volta para Romanos 9:20 e lê “Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?” Ele não pode mais resistir; ele cai de joelhos e solenemente jura, “Não mais lutarei contra sua verdade. Me submeterei à sua palavra e abandonarei meu raciocínio humano baseado em desejos carnais”.

Com este sincero comprometimento seu destino está selado. O erro do calvinismo tomou conta de sua consciência, e não irá facilmente relaxar seu laço. Deste ponto em diante ele não pode questionar nenhum verso que pareça ensinar o calvinismo. Ele deve tomá-los em valor de face. Se seu coração em qualquer ponto começa a duvidar da interpretação da teologia reformada sobre Romanos capítulos 8 e 9, Efésios capítulo 1 ou João capítulo 6, ele mesmo se repreende, “Não duvide da palavra de Deus porque ela não satisfaz seus desejos carnais, apenas submeta-se!” Passagens que uma vez ele tentou evitar se tornaram agora os únicos versos bíblicos claros o bastante para interpretar o significado de qualquer outro verso da Bíblia. Qualquer verso que pareça disprovar as doutrinas da eleição incondicional, graça irresistível, e perseverança dos santos devem ser cuidadosamente reinterpretadas até que se alinhem com seu entendimento destas passagens-chave. Qualquer linha de raciocínio que pareça se opor ao seu recém-encontrado entendimento calvinista da palavra de Deus é claramente humanista e mundano, e deve ser rejeitado como uma tentativa carnal de desviá-lo de uma sincera devoção à palavra de Deus.

O erro neste cenário não é que ele tão indiscriminadamente se submete à palavra de Deus, mas que ele assume que seu entendimento da palavra de Deus é preciso. Ele precipitadamente aceita o significado aparente de certos versos, não porque é confirmado pelo restante da escritura, mas porque é a forma mais rápida de provar sua devoção à palavra de Deus e silenciar as acusações arremetendo seu coração. Ele teme permitir que sua consciência o influencie. Ele se esquece de que quando ele se arrependeu de seus pecados e se tornou cristão sua consciência foi moldada para o testemunho da mensagem do Evangelho. Ele quer submeter-se incondicionalmente ao que seja que Deus diga. Mas ele esquece que já conhece o Evangelho e não precisa aceitar uma versão completamente diferente. Ele já sabe o que “Deus ama a todos e Cristo é o Salvador do mundo” significam. Ele não precisa ter isto reinterpretado para ele.

Calvinismo vem para enganar e manipular a sincera devoção das crianças espirituais no reino de Deus. Ele os alicia em uma precipitada decisão para o erro acusando-os de serem mais comprometidos a uma filosofia humana sobre a liberdade do homem do que aos direitos soberanos de Deus como Criador. Para sermos claros, não estamos dizendo que calvinistas sempre chamam pessoas para uma apressado comprometimento para o calvinismo. Pelo contrário, eles geralmente dirão “Tome um momento para estudar e veja o que a palavra de Deus diz”. Não é o calvinismo que empurra o discípulo, mas as alegações acusatórias do calvinismo. Calvinismo ostenta que tem o monopólio da devoção, bem como os monges da Idade Média faziam. É a filosofia mais difícil de engolir, então deve ser a teologia que mais glorifica Deus no mercado. Afinal, ela diz que Deus é tudo e o Homem não é nada. Deus é o único participante na salvação e a humanidade não faz nada para “ajudar” Deus a salvá-la. Enquanto o discípulo observa as alegações do calvinismo, ele sempre escuta o desafio atacando seu coração, “Veja! Mais um verso claro! Por que você é tão rebelde? Por que se mantém agarrado à sua filosofia humana? Submeta-se à palavra, a não ser que seja um rebelde! Você realmente quer recusar a dar a Deus a glória devida ao seu nome?”

Calvinismo é como um irmão mais velho manipulador, influenciando o caçula para uma ação pecaminosa. O irmão mais velho não tem que dizer “Roube aquele CD ou vou te arrebentar”. Ele tem uma maneira mais certeira de fazer o irmãozinho efetuar seu serviço sujo. Em vez de intimidação direta ele pode usar simples psicologia. Ele diz “Você é muito criança para estar aqui com nós mais velhos. Vá pra casa!” A isto o caçula previsivelmente replica “Eu não sou criança!”. “OK”, o mais velho continua, “então roube aquele CD para provar. Mas eu sei que você é não vai, seu frangote! Você é criança demais pra esse tipo de coisa!” – não é difícil imaginar o que acontecerá depois. O irmão mais novo rouba o CD.

A primeira estratégia de intimidação poderia deixar o irmão mais novo com uma desculpa, “Meu irmão me fez fazer isso”. Mas a segunda estratégia é astuta. Ela assegura que o mais novo não terá nada para culpar porque ele escolheu agir assim por si mesmo. Esta é a estratégia do erro irresistível do calvinismo. Calvinismo não requer agentes de negócios usando de força bruta para sua teologia. Eles podem apresentar a teologia reformada e dizer “Pegue ou leve. Se você quer negar a palavra de Deus é uma decisão sua. Eu apenas te deixo com esta passagem, ‘Quem és tu, ó homem, que a Deus replicas?‘” Compulsão nenhuma mais é necessária; o zelo do discípulo fará o resto. O ávido e humilde discípulo se sente compelido a demonstrar sua devoção e o faz rapidamente. Calvinismo o informa que ele não crê na versão bíblica do amor universal de Deus porque a Bíblia assim o diz, mas porque é o que ele quer acreditar. Aceitando as cruéis doutrinas do calvinismo, o discípulo pode provar de uma vez por todas que ele não segue Deus de acordo com seu próprio entendimento. A simples acusação de orgulho e rebelião pode coagir o humilde discípulo com tanto sucesso quanto a provocação do irmão mais velho de que o mais novo é um frangote.

Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. {Provérbios 3:5 Almeida Recebida}

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