Traduções Crédulas: Pregue Reprovação e Pregue Firme!

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Desde priscas eras, muitos calvinistas se preocupam em pregar a mensagem da reprovação incondicional. Mas por que ela não deveria ser mais pregada que o habitual?

Pregue Reprovação e Pregue Firme!

por kangaroodort from ArminianPerspectives
Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Como notei no meu post anterior, de acordo com Jesus, bem mais serão perdidos que salvos (Mt 7:13,14). No calvinismo isso só pode querer dizer que Deus reprovou desde a eternidade bem mais dos que Ele elegeu para salvar. De acordo com o calvinismo, a reprovação por Deus da maior parte da humanidade é “para Sua glória”. Disto parece seguro concluir que a ação de Deus em reprovar traz mais glória que Sua ação em eleger para salvação. O fato que bem mais acabarão no inferno do que no paraíso de acordo com o decreto irresistível de Deus traz glória definitiva para Deus[1]. Se este é de fato o caso, me parece que calvinistas deveriam focar bem mais na reprovação da maioria da humanidade, consignando-os a uma eternidade de sofrimento inimaginável pelos pecados e descrença que Deus irresistivelmente decretou para ela desde a eternidade, do que na eleição divina de uns poucos para salvação [2].

Mas quando arminianos focam o “horrível decreto”, calvinistas tipicamente querem rapidamente desviar nossa atenção para os poucos que são salvos em vez de alongar-se em quantos que foram reprovados para o eterno sofrimento mediante o eterno decreto irresistível de Deus. Por que não gloriar na reprovação de muitos, especialmente desde que parece que a reprovação deve trazer bem mais glória para Deus que a eleição para salvação?

Para todo o falatório de arminianos supostamente roubando Deus de Sua glória, parece que os arminianos são aqueles que tentam dar a Deus mais glória focando no decreto irresistível por Deus da reprovação ao discutir o calvinismo.

FootNotes:

1 – Esta nota é uma atualização após eu ter recebido um comentário de um companheiro arminiano. Ele apontou que este post poderia ser visto como distorcendo a posição calvinista dado que no calvinismo a reprovação pode ser vista como dando a Deus mais glória “em conjunção” com a eleição de tal forma que “a miséria dos reprovados serve para destacar e exaltar a bonança dos eleitos”. Concordo que esta é a visão calvinista, mas eu argumentaria que meu post não distorce esta posição (apesar de que eu poderia ter deixado mais claro meu ponto), desde que no calvinismo isto realmente não explica por que Deus precisa reprovar a vasta maioria da humanidade. Se o argumento é que quanto mais são reprovados, mais a eleição parece boa, então Deus poderia em última análise glorificar a Si Mesmo reprovando todas menos uma pessoa, ou algo assim. Então a questão permanece: por que Deus precisaria reprovar tanta gente? Se é para enfatizar Sua glória na eleição então a reprovação de mais dos que os que são eleitos dá mais glória a Deus, e calvinistas deveriam ao menos focar mais na reprovação, em especial no fato que Deus obtém mais glória na eleição reprovando bem mais que elegendo. Isto é algo que calvinistas tipicamente querem desprezar, até mesmo negando o óbvio (como alguns, a exemplo de James White, parecem quase negar o desafio, focando no texto de Revelação de uma multidão no paraíso para desviar a atenção do fato que há mais, bem mais que são reprovados) a fim de desviar o foco da desproporção entre eleição e reprovação. Se a desproporção traz a Deus maior glória, então ela deveria ser um foco da pregação calvinista, em vez ser largamente ignorada, desprezada, ou completamente jogada para debaixo do tapete.

2 – Como eu mencionei no meu último post, concordo com Wesley que seja lá como vejamos a reprovação como ativa ou passiva, ela se resume à mesma coisa (veja seus dois sermões, Predestination Calmly Considered e Sobre a Predestinação). Também é obscuro como a reprovação pode ser considerada passiva de alguma forma que possa atenuar a dificuldade que calvinistas parecem esperar atenuar quando considerada contra o pano de fundo do controle determinístico exaustivo divino (o que os calvinistas erroneamente nomeiam “soberania”).

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