Traduções Crédulas: 1Coríntios 15 e as Alegações do Calvinismo

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Algo bastante comum é a alegação gomarista contra a expiação ilimitada. Em especial, quando confrontados com a pergunta “eu posso afirmar para um incrédulo que Jesus morreu por ele?”, a resposta é um pronto “Não”. Afinal, se Jesus morreu somente pelos eleitos, e não sabemos se uma pessoa é eleita, não podemos afirmar ‘Jesus morreu por você’. No máximo algumas coisas vagas como ‘Jesus morreu pelos seus, para salvar Seu povo’, ou ‘Se você crer, então Jesus morreu por você’ (esta última tem até em um sermão de Spurgeon).

Pois bem: qual seria a resposta de São Paulo para esta pergunta? “São Paulo, eu posso afirmar para uma pessoa descrente que Jesus morreu por ela?” Eis aqui a resposta…

1Coríntios 15 e as Alegações do Calvinismo

por Kangaroodort from ArminianPerspectives
Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Calvinismo como sistema alega que Deus reprovou um imenso segmento da humanidade de tal forma que eles jamais pudessem ser salvos.[1] Ele além disso alega que a expiação é por tal razão limitada apenas aos eleitos os quais somente eles se beneficiarão da expiação e serão salvos (sem possibilidade de caírem novamente). Em tal sistema Jesus morreu apenas pelos pecados dos eleitos. Se este é o caso parece que muitas passagens na Escritura são tolas em comandar todas as pessoas em todo lugar a se arrependerem e crerem em Cristo quando arrependimento é impossível para reprovados e Cristo não morreu por eles de todo modo. (Para mais sobre isto, veja aqui).

Se o calvinismo é consistente em suas assertivas ele não pode permitir que uma pessoa corretamente afirme a outra pessoa que Cristo morreu por ela. O melhor que se pode dizer é que se ele se arrepender e crer, Cristo terá morrido por ela [2] ou que Cristo morreu por pecadores (significando “alguns pecadores” mas não necessariamente o pecador que se está abordando), ou que Cristo pode ter morrido por ele, ou algo parecido[3]. Portanto, calvinistas consistentes dizem que é errado afirmar aos não-salvos que Cristo morreu por eles [4]. Isto pode parecer aviltante o suficiente para muitos cristãos, mas calvinistas hoje em dia estão constantemente afirmando que a Bíblia jamais nos dá um exemplo de alguém falando a descrentes que Cristo morreu por eles. É com esta alegação em mente que eu me volto para nosso texto:

[1] Ora, eu vos lembro, irmãos, o evangelho que já vos anunciei; o qual também recebestes, e no qual perseverais,
[2] pelo qual também sois salvos, se é que o conservais tal como vo-lo anunciei; se não é que crestes em vão.
[3] Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras;
[4] que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras;
{1Coríntios 15:1-4 Almeida Recebida}

Paulo está recontando aos coríntios o conteúdo da mensagem do Evangelho como Paulo primeiro lhes havia pregado. A necessidade deste lembrete é deixada mais clara depois no capítulo, onde descobrimos que alguns estavam negando a ressurreição e por extensão o Evangelho que Paulo pregou. Paulo deixa claro que a mensagem como ele aqui descreve é a mensagem que ele primeiro lhes trouxera, de suma importância. O primeiro é que Cristo morreu por nossos pecados, seguido do fato que Cristo foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, de acordo com a Escritura. Este é o conteúdo específico da mensagem do Evangelho como Paulo inicialmente a a entregou àqueles coríntios. Eles receberam aquela mensagem pela fé e atualmente permanecem nestas verdades entregues a eles por Paulo quando ele inicialmente pregou especificamente esta mensagem do Evangelho a eles.

Podemos traçar diversas conclusões do que Paulo disse aos coríntios nesta passagem. Aquela que mais nos interessa no presente é que a mensagem inicial do Evangelho aos coríntios antes de seu recebimento (pela fé). A mensagem que Paulo pregou é que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras. O restante da mensagem do Evangelho acerca da ressurreição reforça esta verdade central. Sabemos disso porque Paulo depois explica-lhes que se Cristo não ressuscitou então sua fé é vã e ainda estariam “em vossos pecados” como resultado. Portanto, a mensagem central do Evangelho, de acordo com Paulo, é que Cristo morreu pelos nossos pecados. A ressurreição é de não menos importância dado que dá verificação última da mensagem primária do Evangelho, a morte de Cristo para perdão dos pecados.

Mas Paulo disse que Cristo morreu somente pelos pecados dos eleitos? Pelo contrário, a mensagem inicial de Paulo para esses coríntios não-salvos foi que “Cristo morreu pelos nossos pecados”. A maneira natural de entender a linguagem de Paulo aqui é que Cristo morreu não apenas pelos pecados de Paulo, mas por todos os pecados deles também. Esta é a mensagem que eles precisavam receber para que fossem salvos. Aceitando a verdade pela fé que Cristo morreu pelos seus pecados, eles receberam o perdão que resulta da morte de Cristo para todos os que creem. Então aqui temos um exemplo claro de mensagem evangélica sendo pregada para descrentes e a mensagem central deste evangelho sendo não que Cristo morreu pelos eleitos, ou que Cristo morreu pelos pecadores (significando “alguns pecadores”) mas que Cristo morreu pelos “nossos” (qualquer um) pecados. Esta é, de acordo com as palavras do próprio Paulo, o conteúdo da mensagem do evangelho entregue a eles como de suma importância. Paulo está agora admoestando-os a relembrar a mensagem que eles receberam (que Cristo morreu por eles) e continuar a perseverar nesta mensagem, ou sua fé se provaria ser vã. Mas se é obscuro se Cristo morreu ou não por eles, como então eles podem ser chamados a permanecer firmes nesta verdade?

Suponha que tomamos as palavras de Paulo como significando que Cristo morreu pelos “nossos” pecados (isto é, os dos eleitos)[5]. Esta seria a forma mais anti-natural de ler o texto. Além disso, é difícil imaginar como eles poderiam apropriar-se de tal mensagem. É crendo que Cristo morreu pelos eleitos somente que somos salvos? Certamente não. Eles poderiam crer que Cristo morreu por Paulo e por outros que ao menos pareciam ser eleitos (veja a nota 3 abaixo) sem crer que Cristo morreu por eles em particular. De fato, de acordo com o calvinismo não há maneira de saber se Cristo morreu por nós até que nos arrependamos e creiamos (e ainda assim não podemos saber com certeza que Cristo morreu por nossos pecados até que perseveremos na fé até o fim [a morte ou a volta de Cristo], veja a nota 4 abaixo).

Mas crer no quê? De acordo com Paulo, que Cristo morreu pelos nossos pecados. Esta é a mensagem preeminente do Evangelho e é uma mensagem completamente avessa com as alegações do calvinismo [6]. Não podemos confiar que Cristo nos salva se Ele não morreu pelos nosso pecados[7]. Podemos apenas confiar que Cristo talvez tenha morrido pelos nós, apesar de que as probabilidades são contra (veja nota 1 abaixo).

Vamos agora tomar um minuto para examinar a primeira parte da mensagem de Paulo dado que ela tem relevância adicional para o calvinismo, no que ela parece contradizer plenamente a doutrina calvinista da perseverança inevitável:

[1] Também irmãos, eu vos declaro o Evangelho, que já vos tenho anunciado, o qual também recebestes, no qual também estais.
[2] Pelo qual também sois salvos, se retiverdes a palavra naquela maneira, em que eu vos tenho anunciado; a não ser se tenhais crido em vão.
{1Coríntios 15:1-2 Almeida Recebida}(ênfase minha)

No verso Paulo deixa claro que ele está abordando os que receberam sua mensagem evangélica inicial de que Jesus morreu pelos nossos pecado, foi sepultado e se levantou novamente. Não apenas eles receberam esta mensagem, mas presentemente se firmam nela e como resultado serão enfim salvos, com um importante qualificador: eles devem continuar a se manter nesta verdade na fé que eles inicialmente tal mensagem. Em outras palavras, se eles se virarem contra a mensagem que inicialmente receberam e negarem a ressurreição, eles iriam por conseguinte negar a própria verdade que iria finalmente salvá-los. Em tal caso sua fé inicial na morte e ressurreição de Cristo provaria ser vã, desde que não continuou.

Isto é problemático ao calvinismo em duas maneiras importantes. Primeiro, o calvinismo afirma que a verdadeira fé sempre persevera porque Deus perseverará tal fé e Ele mesmo causará o crente a perseverar em tal fé. Então se alguém recebe a verdade do Evangelho e permanece nesta verdade ele certamente continuará a permanecer nesta verdade até o fim. Se alguém não continua ele nunca de fato esteve realmente nesta verdade desde o começo, e nunca verdadeiramente recebeu esta verdade desde o início. Mas isto é avesso ao modo que Paulo trata o assunto. Paulo não duvida que eles receberam a mensagem; nem Paulo duvida de seu atual comprometimento com a mensagem. Paulo apenas questiona se eles continuarão nesta mensagem ou rejeitá-la e negar a ressurreição, uma parte indispensável da mensagem originalmente recebida.

Se Paulo cria que aqueles que caíram jamais creram para começar, esperaríamos que ele terminasse com algo como “a não ser (de outra forma) vocês jamais creram de fato para começar” ou algo semelhante. Mas em vez disso Paulo simplesmente aponta para o fato que ao abandonar a fé a pessoa não alcançará o objeto e esperança de que tal fé uma vez exercida desde que ela rejeitou a própria mensagem que finalmente a salvaria. Portanto, sua fé, enquanto verdadeiramente existente em um tempo, provaria ser “em vão” dado que bela não continuou ao ponto de completamente receber a promessa do Evangelho – salvação final.

Vemos uma linguagem semelhante em Romanos 11:16-24. Após descrever a eleição no contexto da antiga oliveira (que representa o povo da aliança de Deus começando com sua identidade com os patriarcas e terminando com sua identidade em Cristo, o final e supremo Cabeça da aliança), Paulo prossegue alertando os gentios que adentraram a nova aliança mediante fé em Cristo e foram enxertados no povo de Deus como resultado, que eles deveriam ser cuidadosos para não serem arrogantes acima dos judeus que foram arrancados da oliveira como resultado de sua rejeição de Cristo, o final e supremo Cabeça da aliança. O problema para o calvinismo é que Paulo descreve estes gentios como crentes que foram enxertados no povo escolhido de Deus e presentemente permanecendo em fé. Portanto não pode haver dúvida de que Paulo está falando de indivíduos salvos que estão presentemente desfrutando das bênçãos da nova aliança mediante a união em fé a Cristo. A linguagem específica torna isto indisputável,

[16] Se as primícias são santas, também a massa o é; e se a raiz é santa, também os ramos o são.
[17] E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado no lugar deles e feito participante da raiz e da seiva da oliveira,
[18] não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti.
[19] Dirás então: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado.
[20] Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu pela tua fé estás firme. Não te ensoberbeças, mas teme;
[21] porque, se Deus não poupou os ramos naturais, não te poupará a ti.
[22] Considera pois a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; para contigo, a bondade de Deus, se permaneceres nessa bondade; do contrário também tu serás cortado.
[23] E ainda eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os enxertar novamente.
[24] Pois se tu foste cortado do natural zambujeiro, e contra a natureza enxertado em oliveira legítima, quanto mais não serão enxertados na sua própria oliveira esses que são ramos naturais!
{Romanos 11:16-24 Almeida Recebida}

Bem como em 1Coríntios 15 encontramos Paulo comentando aos que ele descreve como presentemente salvos e desfrutando os benefícios da salvação que eles podem ainda serem “arrancados” do povo de Deus e da salvação que pertence a eles somente se eles não continuarem na caridade mediante a fé. Novamente, se a abordagem calvinista de perseverança fosse verdadeira, esperaríamos encontrar Paulo falando a eles que eles jamais estiveram na oliveira e jamais creram desde sempre. Porém, Paulo disse exatamente o oposto; descrevendo-os como verdadeiros crentes que podem ser arrancados da árvore ao qual estão anexados, desfrutando todos os benefícios do povo eleito de Deus em Cristo Jesus. [8]

Conclusão: temos defendido que as alegações calvinistas acerca da expiação limitada e perseverança inevitável são severamente desafiadas pela linguagem de 1Coríntios 15. Encontramos também que a alegação calvinista de que é não-escritural falar a pecadores que Cristo morreu por seus pecados é incorreta, já que temos precedente bíblico na proclamação evangélica inicial de Paulo aos coríntios que “Deus morreu pelos nossos pecados”. Examinamos também alguns contra-argumentos específicos e vimos que eles são severamente problemáticos dado o contexto e linguagem específicas empregadas por Paulo em 1Coríntios 15.

FootNotes:

[1] Se Jesus está correto em que “poucos” em contraste a “muitos” entram pela porta estreita para salvação (e eu assumirei que calvinistas concordarão que Ele está correto), então devemos concluir que Deus reprovara grande parte da humanidade “para Sua glória” (Mt 7:13-14). De algum modo, parece então que a reprovação deve trazer mais glória a Deus que a eleição para salvação. Também deve ser notado que quando eu falo de Deus reprovando pessoas, isto pode ser concebido como uma ação direta de Deus ou uma mais indireta, como “passar ao largo” de muitos que serão como resultado deixados reprovados. Concordo com Wesley e muitos outros que isto se torna uma distinção sem diferença, ou como John Wesley nota após cuidadosamente dissecar as alegações de que passar ao largo era bem diferente e menos ofensivo que reprovação direta, é “em si mesmo a mesma coisa” (veja os famosos sermões de Wesley, <Predestination Calmly Considered> e Sobre a Predestinação).

[2] Este pareceria provavelmente ser majoritariamente contrário o que a Bíblia afirma e ao que devemos afirmar a descrentes sobre o Evangelho – que devido ao fato de Cristo ter morrido por eles, eles devem se arrepender e crer. Pedro na realidade diz exatamente isso em seu segundo sermão no livro de Atos (para um estudo mais detalhado dessa passagem veja aqui).

[3] Em tal esquema pais calvinistas não têm segurança real que Cristo morreu por qualquer de seus filhos ou mesmo que Deus ame seus filhos de uma maneira salvífica (Deus pode em vez disso “odiá-los” em reprovação como Ele fez a Esaú). Nem pode um pai calvinista afirmar a seus filhos que Cristo morreu por eles ou os ama de qualquer maneira significativa. Calvinista, Erwin Lutzer tenta afirmar que calvinistas têm forte segurança que seus filhos são eleitos, mas tal alegação é facilmente refutada dadas as premissas fundamentais do calvinismo (mais sobre isso aqui).

[4] Mas na realidade não é claro como o calvinista pode de fato afirmar a alguém que parece ser um crente salvo que Cristo morreu por ele já que ele pode ainda cair e, pelas pressuposições calvinistas, provar que jamais fora salvo ou eleito para começar. O calvinismo danifica severamente a segurança bíblica de muitas formas (para mais nisso veja aqui).

[5] Outra possível explicação calvinista seria alegar que Paulo estava falando deles como presentemente estavam ao falar que Cristo morreu pelos “nossos pecados” desde que pela crença deles Paulo poderia agora dizer que Cristo de fato morreu por eles. Mas isto seria uma maneira extremamente esquisita de entender o texto, já que Paulo está recontando sua mensagem inicial a eles e admoestando-os a continuar crendo como eles de início receberam. Não somente isso, mas como notado acima, mesmo que eles aparentassem crer, Paulo não poderia dizer confiantemente, de acordo com o calvinismo, que Cristo morreu por eles até que eles demonstrassem que sua fé era genuína e salvífica perseverando até o fim. Mas não é verdade que mesmo no arminianismo muitos podem não ter fé salvífica genuína? De fato sim, mas isto não muda o fato que Cristo morreu por eles desde que no arminianismo Cristo morreu por todos, mesmo aqueles que jamais crerão. Então o arminianismo ainda estaria completamente em harmonia com a mensagem evangélica de Paulo.

[6] Novamente, encontramos a mesma mensagem evangélica básica no segundo sermão de Pedro compilado em Atos 3. Para detalhes concernentes a esta mensagem, veja meu post Expiação Provisional Parte 3: A Integridade e a Justiça de Deus na Oferta do Evangelho. Mas ainda que a Bíblia não mostrasse em parte alguma ninguém pregando a mensagem que “Cristo morreu pelos vossos pecados”, isto é em todo lugar implícito, especialmente nas passagens que comandam todos a se arrependerem e crerem na mensagem na base da morte de Cristo juntamente com aquelas passagens que usam uma linguagem universal ao descrever a extensão da expiação, do amor de Deus ou do desejo que todos sejam salvos. Existem muitas coisas que crentes falam sobre, de maneiras que a Bíblia nunca diretamente o faz. Por exemplo, a Bíblia em lugar algum descreve a Trindade como geralmente a explicamos àqueles que trazem questões sobre a Trindade (como Deus em três pessoas, ou um Ser Eterno existente em três pessoas etc.). Porém, podemos confiantemente afirmar tais coisas baseados no que a Bíblia diz, ainda que a Bíblia não use tal linguagem específica.

Além disso, a Bíblia registra apenas algumas abordagens da mensagem evangélica sendo pregada a pecadores e não devemos assumir que não existiam outras tantas maneiras de que a mensagem fora articulada nas centenas ou milhares de outras vezes que o Evangelho fora pregado a descrentes. E felizmente, temos em 1Co 15 evidência clara de que Paulo de fato pregou a descrentes que Paulo de fato pregou a descrentes que Cristo morreu pelos seus pecados (já que, neste contexto, “os nossos” naturalmente inclui tanto “os vossos” quanto “os meus”).

[7] Um calvinista pode possivelmente responder isto apontando que no calvinismo Deus deve nos causar a ter fé irresistivelmente e deve apenas causar aqueles por quem Cristo morreu crerem que Cristo morreu por eles. Mas isto ainda não aborda a natureza fraudulenta resultante da oferta da salvação durante a Escritura ou a linguagem específica que Paulo usou ao apresentar a mensagem do Evangelho aos coríntios como recontada em 1Coríntios 15; nem isto aborda a dificuldade inerente ao fato que apenas uma fé que persevera até o fim pode ser considerada genuína no calvinismo (veja a nota 4 acima). Novamente, os calvinistas não têm bases sólidas para crer que Cristo morreu por eles afinal, desde que eles podem ainda cair e provar que esta fé não foi genuína afinal e que Cristo não morreu por eles, apesar que eles pensassem que Ele o fizera. Apenas a visão arminiana permite-nos aceitar a linguagem imediata na Escritura acerca da oferta e da natureza do Evangelho a ser recebido, que Cristo morreu por todos e portanto existe perdão de pecados disponível para todos (Atos 3:19-26).

[8] Devemos adicionalmente notar que se o alerta de Paulo a estes crentes não pode jamais ocorrer ou de fato acontecer desde que Deus inevitavelmente os perseverará em fé, então é sem sentido para Paulo afirmar que temam para que não sejam arrancados como resultado de não permanecerem na fé. Paulo fala a eles como verdadeiros crentes unidos ao povo eleito de Deus e por tal razão, de acordo com calvinistas, eles não têm nada a temer desde que é impossível para verdadeiros crentes caírem. Tudo na linguagem de Paulo aponta a favor da real possibilidade de apostasia e contra a doutrina calvinista de perseverança inevitável. Para um estudo detalhado de diversas Escrituras que contradizem a doutrina calvinista da perseverança inevitável, veja minha série aqui.

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