Traduções Crédulas: A Contradição Entre “Perseverança dos Santos” e As Advertências Escriturais Contra Apostasia

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Um texto interessante, envolvendo uma espécie de ‘raciocínio silogístico’ que contrasta a perseverança dos santos com as advertências contra a apostasia. Por Joshua Thibodaux!

A Contradição Entre “Perseverança dos Santos” e As Advertências Escriturais Contra Apostasia

por J.C. Thibodaux from ArminianPerspectives
Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Tenho escrito plenamente sobre este tópico antes, este é o que eu considero o mais forte argumento contra perseverança inevitável/segurança eterna, em resumo:

O propósito primário de um alerta é prover incentivo para evitar suas consequências.[1]
Um alerta que não pode prover tal incentivo é efetivamente anulado em seu propósito como alerta. [2]
Um alerta não pode proporcionar tal incentivo para uma pessoa que crê que suas consequências não são realistas. [3]
Um alerta portanto é efetivamente anulado em relação a uma pessoa que crê que suas consequências não são realistas. [4]

Com isto em mente,

A Bíblia sinceramente alerta crentes contra cair da fé e perecer. [5]
O ponto crucial da doutrina comumente chamada “perseverança dos santos” (e suas variantes, como “segurança eterna”) é que nenhum crente verdadeiro pode sequer se afastar ao ponto de perecer. [6]
Já que “perseverança dos santos” categoricamente nega que as consequências das passagens de alerta serão de fato incorridas por qualquer santo, então as consequências de tais alertas não são realistas em tal visão. [7]
Acerca daqueles que creem nela então, a doutrina da “perseverança dos santos” efetivamente anula os alertas bíblicos contra crentes cometerem apostasia.[8]

NOTAS:

[1] Consequências podem ser estabelecidas direta ou implicitamente, e o ato de evitar pode ser em forma de ação positiva ou negativa; p.ex. “Guarde algum para sua aposentadoria, ou terá insuficiência de fundos” ou “evite correr no trânsito”.

[2] Alguém pode sem dúvida sempre encontrar algum propósito forçado para um alerta; pode ser afirmado que ele está sendo usado só para conseguir a atenção mediante choque de valores, ou talvez inflar o tamanho da frase se nada mais! Mas o fato permanece que se algo mantém um alerta genuíno de incutir seus ouvintes com algum incentivo para evitar aquilo contra se está alertando, então ele é finalmente tornado sem força e ineficaz em seu propósito.

[3] Isto deveria ser auto-evidente. Pode haver alertas contra coisas que uma pessoa poderia teoricamente sofrer, mas alguma consequência que não pode realisticamente ser incorrida não dará a nenhuma pessoa racional incentivo para evitá-lo. Pegue por exemplo o fato que o tunelamento quântico (em teoria, de todo modo) permite uma possibilidade quase infinitesimalmente pequena de que objetos sólidos atravessem uns aos outros: alguém poderia me alertar para permanecer na cama e não me levantar para reduzir as minhas chances de cair pelo chão. Tal alerta não iria me dissuadir nem um pouco de levantar-me da cama, pois eu seu que as chances de tal evento realmente acontecer são tão absurdamente baixas para serem levadas a sério.

[4] Saindo do exemplo ridículo do alerta de [3], desde que eu não creio que eu possa realisticamente cair por um chão sólido, por quaisquer propósitos terciários que tal alerta possa servir, ele não dá incentivo algum para evitar sua consequência, e portanto é ineficaz como alerta enquanto eu (junto com qualquer pessoa que entenda probabilidades) está preocupado. Não importa o quão sinceramente qualquer alerta seja feito, se alguém não crê que suas consequências são realistas, então esperar alguma precaução ou ação da parte do ouvinte para evitar as ditas consequências é absurdo.

[5] Mt 5:27-30, 10:33, Jo 15:1-7, Hb 4:9-11, 12:15-17, Rv 22:18-19, Rm 11:19-22, 2Tm 2:11-13, apenas como exemplos. Alguém pode talvez tentar imputar significados diferentes a estas passagens, afirmando que elas são apenas idiomas ou algum outro artifício literário, mas um ônus da prova bem pesado estará sobre ele para demonstrar do contexto que os bem aparentes alertas contra os crentes cometerem apostasia são alguma outra coisa.

[6] Alguns proponentes destas doutrinas podem conceder que é possível em algum sentido crentes caírem, mas todos estão de acordo que o cenário de um crente realmente sofrendo tais consequências, sem exceção, jamais ocorrerá. Enquanto existe alguma variação no que os proponentes da segurança eterna creem, tais detalhes são irrelevantes a este argumento, já que todas as versões da doutrina ensinam que nenhum santo irá jamais verdadeiramente cair.

[7] Note que este argumento assume alguém interpretando alertas consistentemente com suas crenças.

[8] Enquanto proponentes da segurança eterna podem tentar desviar o problema apelando para o fato que descrentes e falsos profetas perecerão, este argumento se refere a alertas direcionados especificamente aos santos, não aos não-salvos.

Alguém pode também apelar para a incerteza, i.e. que não se pode saber com toda certeza se se é salvo, e portanto ele igualmente não pode estar absolutamente certo de que ele não pode sofrer as consequências da danação. Esta defesa não aborda exatamente este assunto porém, desde que reconhecer que alguém poderia concebivelmente estar perdido não muda os alertas contra a perda da herança eterna em alertas contra nunca obter tal herança e primeiro lugar. Foi o último ponto da mensagem a ser transmitida, nós naturalmente esperaríamos as consequências serem emolduradas em termos tais como “vocês jamais foram/ não estão enxertados”, em vez de “serão cortados”. O que todas essas defesas realmente fazem é substituir um problema (nulificar os alertas escriturais) por outro (fazer o texto dizer algo que não indica).

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