Traduções Crédulas: Uma Resposta do Conhecimento Médio ao Argumento de “Salvação nas Mãos do Homem”

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Um texto bem curto e bastante recente de Dan Chapa, do TraditionalBaptistChronicles. Aqui, ele dá uma resposta inteligente ao desafio de que o homem ainda tem parcela de mérito na salvação, dado que o crer partiu de si mesmo. Mais um ponto para o conhecimento médio!

Leiam e entendam…

Uma Resposta do Conhecimento Médio ao Argumento de “Salvação nas Mãos do Homem”

por Godismyjudge from TraditionalBatistChronicles
Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Muitos calvinistas argumentam que se a conversão é livre no sentido libertário, então temos algum papel se terminamos por ser salvos ou não, e então tomamos algum crédito por acabar salvos. Agora a mais simples linha de resposta é que temos um papel no crer, mas não no salvar. Crer não salva e crentes ainda estariam indo para o inferno, não fosse a misericórdia de Deus.

Porém, o problema ainda presente é que dada a decisão de Deus, salvar crentes e oferecer salvação, Deus obriga a Si Mesmo salvar crentes. Dada esta aliança, Deus deveria salvar crentes e seria moralmente errado não fazê-lo. Considere Hebreus 6:

[13] Pois Deus, quando prometeu a Abraão, uma vez que ninguém maior havia por quem jurar, jurou por si mesmo,
[14] Dizendo: Certamente eu te abençoarei com bênçãos, e com multiplicação eu te multiplicarei.
[15] E assim, esperando com paciência, ele obteve a promessa.
[16] Porque na verdade, os homens juram por alguém maior que eles, e para eles o juramento para confirmação é o fim de todo conflito.
[17] Assim Deus, querendo mostrar mais abundantemente a imutabilidade de sua intenção aos herdeiros da promessa, garantiu com um juramento;
[18] Para que, através de duas coisas imutáveis, nas quais é impossível Deus mentir, tenhamos firme consolação, nós, os que nos refugiamos para manter a esperança posta diante de nós;
[19] A qual temos como uma âncora da alma, tanto segura como firme, que para o mais interior do véu;
[20] Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito Sumo Sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. {Hebreus 6:13-20 BLIVRE}

Esta passagem ensina a natureza sólida das promessas divinas, algo ao qual Deus está “preso”. Dada Sua promessa, Ele está moralmente obrigado a salvar crentes e se cremos e exigimos de Deus a graça que Ele oferece, estamos colocando Deus em uma posição na qual Ele moralmente deve nos salvar.

Então a promessa de Deus faz a situação semelhante ao legalismo. Pelo legalismo, se temos boas obras o suficiente, Deus deveria nos dar vida eterna. Mas dada a promessa de Deus, se cremos, Deus deve nos dar vida eterna.

Uma linha de resposta é argumentar que o problema não é único. Pelo calvinismo, crer é nossa ação e não de Deus. Pelo calvinismo, somos responsáveis por nossas ações. Então pelo calvinismo, somos responsáveis pela nossa fé. Porém, isso só espalha o problema sem resolvê-lo.

Outra linha mais promissora de resposta é aquela na qual o que Deus promete é misericórdia e então o que Ele dá é misericórdia. Então salvação ainda é misericórdia. Isto é verdadeiro, mas parece criar uma contradição em vez de resolver o problema. Deus moralmente tem que dar algo que Ele não está moralmente obrigado a dar.

Penso eu que teístas abertos ou aqueles que admitem presciência simples têm muito mais a oferecer como resposta, mas conhecimento médio não se foi ainda.

O real problema é tratar a decisão de Deus em oferecer misericórdia a crentes como separável da decisão de Deus em ter misericórdia de Joe e Timmy e Sue, que são crentes. Enquanto estes eventos são separados pelo tempo e logicamente um ajuda a explicar o outro – eles não precisam ser eventos ontologicamente separados na mente de Deus. Deus sabia quem creria se oferecesse salvação mediante fé quando decidindo oferecer salvação mediante fé ou não. A objeção tenta contemplar separadamente o propósito unificado de Deus e opor os elementos um conta o outro. Mas por outro lado, se per presciência simples ou teísmo aberto, Deus não saberia quem creria se oferecesse salvação mediante fé, então Deus não estava decidindo salvar Joe, Timmy e Sue enquanto escolhia oferecer salvação a crentes. Portanto, per teísmo aberto e presciência simples, conversão não parece incitar Deus a salvar.

William Lane Craig afirmou que conhecimento médio é um dos mais frutíferos conceitos teológicos que ele tem encontrado e ele usou-o para explicar coisas como perseverança dos santos, inspiração da Escritura e particularismo cristão. Eu concordo e vejo ele aqui explicando como Deus obtém todo crédito da salvação, mesmo quando cremos.

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