Traduções Crédulas: Por Que Eu Rejeito o Determinismo && Um Modelo da Perspectiva Atemporal de Deus Em Relação à Escolha Contrária

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Este é um dos meus textos preferidos! Ele mostra um modelo bem viajado de como funcionaria o conhecimento divino, de modo que Deus pode ‘prever’ com absoluta precisão e certeza eventos contingentes – como as escolhas humanas. Veja que este é um modelo perceptualista, quase antropomórfico, e é bem distinto do modelo conceptualista (que afirma, pura e simplemente, que o conhecimento divino é inato).

Leiam e divirtam-se!

Por Que Eu Rejeito o Determinismo
&&
Um Modelo da Perspectiva Atemporal de Deus Em Relação à Escolha Contrária

por Joshua Thibodaux on ArminianPerspectives
Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Uma das questões que invariavelmente tomamos de deterministas é “Mas COMO Deus pode conhecer o futuro??”. Deterministas geralmente se agarram à dificuldade de entender o conhecimento de Deus, e insistem que se Deus não causasse o futuro, então Ele não poderia conhecê-lo. Além de ser insanamente forçada, esta alegação requer diversas pressuposições infundadas acerca da natureza de Deus.

As Visões Básicas

Agora, antes de eu prosseguir mais a fundo, vamos definir quais as visões principais do conhecimento divino em relação ao livre arbítrio (este é somente um rol básico, há variações destas visões):

  1. Determinismo: Deus determina absolutamente tudo o que será, fazendo a presciência absoluta trivial. Não existem coisas como livre arbítrio libertário, e nossas escolhas não poderiam ser de outra forma.
    Afirma a presciência, mas tem o efeito colateral bem infeliz de fazer absolutamente tudo o que ocorre ser a vontade de Deus, e possivelmente ser essencial à Sua natureza, como logo falaremos.
  2. Teísmo Aberto: Pessoas fazem muitas escolhas que poderiam ser de outra forma, Deus tem uma boa ideia do que ocorrerá, mas não está absolutamente certo até que venha a ocorrer.
    Esta visão corretamente atribui que coisas como o pecado não originam de Deus, mas removem a presciência completa. Por esta razão eu rejeito esta ideia.
  3. Libertarianismo: Pessoas fazem muitas escolhas que poderiam ser de outra forma, mas Deus exaustivamente conhece como elas serão. (Também se encaixa vagamente nesta categoria a visão molinista ‘conhecimento médio’.)

Esta é a visão que eu esposo. Eu creio especificamente que o conhecimento de Deus transcende o tempo, então apesar de quaisquer escolhas contrárias que somos capazes de fazer, Deus já sabe como nossas escolhas serão.

Argumentos Deterministas

Argumentos dos deterministas contra a visão libertária temporalmente transcendente do conhecimento de Deus incluem asserções de que tal conhecimento ataca a independência de Deus, desde que o conhecimento de Deus daquilo que Suas criaturas farão seria dependente das criaturas em vez de ser inerente a Si Mesmo. Desde que uma criatura que tenha livre arbítrio libertário de qualquer espécie faz escolhas que por definição não podem ser direta e completamente derivadas de outra fonte (como o conhecimento de Deus), isto é essencialmente argumentar que Deus de alguma maneira seria menos independente escolhendo criar agentes libertários e conhecer suas ações (?). Isto faz pouco sentido, e deterministas devem ainda explicar exatamente por que Deus não pode escolher criar seres com vontades livres, ou exatamente como isto diminuiria Sua independência, desde que Ele, sendo auto-suficiente, não tem necessidade de Sua criação, e poderia tão facilmente ter escolhido não criar ninguém afinal.

O que eles estão tentando afirmar é que o que Deus conhece seria dependente do que as Suas criaturas de fato fazem (e portanto eles devem dizer que a qualidade inerente do Seu pré-conhecimento dependeria dos homens), mas sua visão traz algumas dificuldades insuperáveis: se o conhecimento do que fazemos especificamente é essencial à natureza de Deus, então nós mesmos devemos ser essenciais à natureza de Deus. Se é inerentemente essencial ao conhecimento de Deus que eu seja nascido no dia X do ano Y, então também é essencial à natureza de Deus que Ele me crie e eu nasça nesse momento, caso contrário Seu conhecimento inerente seria falso. Esta visão de determinismo em resumo leva à ideia de que Deus tinha que me criar, e Ele não poderia ter escolhido fazer de outra forma porque Sua natureza O compeliu.

Isto é patentemente absurdo, e ataca a soberania divina de uma maneira atroz, essencialmente afirmando que somos absolutamente essenciais à natureza de Deus, e que Ele não poderia ter escolhido de outra forma além de criar e redimir certos homens específicos. E eles chamam os sinergistas de ‘centrados no homem’? A chave que aqueles deterministas perdem é que a qualidade da onisciência de Deus (isto é, o fato que Ele é todo-sapiente) é essencial à Sua natureza, o conteúdo exato de Seu conhecimento enquanto pertinente a agentes libertários (o que somos, o que faremos) não é essencial porque nós próprios não somos essenciais – Ele não precisava nos criar. Então se, por exemplo, Deus não tivesse escolhido me criar, mas decidisse fazer outro alguém no meu lugar, então o que Ele conheceria como factual não consistiria de conhecimento sobre mim (dado que conhecimento sobre mim especificamente não é essencial à Sua natureza), mas em vez disso sobre o agente que Ele criou (o conteúdo de Seu conhecimento do que é factual sendo dependente de quem Ele escolhe criar). Note porém que a qualidade essencial de Sua onisciência, i.e., o fato que Ele é onisciente, estaria intacta em todo caso, desde que Ele teria conhecimento exaustivo de qualquer pessoa que Ele escolha criar.

A razão principal pela qual eu inflexivelmente rejeito determinismo exaustivo, porém, pode ser sumarizado em uma palavra: pecado. O conhecimento de Deus em relação ao mundo deve ser reconciliado com o fato de que existem neste mundo abominações e pecados que Ele odeia.

[16] Estas seis coisas o SENHOR odeia; e sete sua alma abomina:
[17] Olhos arrogantes, língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente;
[18] O coração que trama planos malignos, pés que se apressam a correr para o mal;
[19] A falsa testemunha, que sopra mentiras; e o que semeia brigas entre irmãos. {Provérbios 6:16-19 BLIVRE}

Aqueles que insistem que ‘a presciência divina deve por necessidade proceder de Si Mesmo ou Ele não seria verdadeiramente todo-sapiente’, simplesmente não podem abordar o fato que o conhecimento de Deus daquilo que ocorre inclui coisas que ele considera repulsivas. Dous odeia quando pessoas cometem tais atos abomináveis, os quais se Ele exaustivamente determinou levaria à bizarra e atordoante implicação que a soma de todas as ações que Deus repudia procede finalmente dEle Mesmo, o que seria, pondo em termos empregados pela ciência e pela alta cátedra, ‘estúpido’. As Escrituras declaram,

E este é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele nada de trevas. {1João 1:5 BLIVRE}

O mal que pervade os corações dos homens não se origina nem vêm de Deus; mesmo assim a conclusão inescapável do determinismo exaustivo é que toda treva e malignidade que os homens manifestam procede ultimamente de Deus.

Presciência Enquanto Relacionada ao Livre Arbítrio Libertário

Então agora chegamos ao ‘como’. Uma reconciliação bem razoável entre presciência divina desde a eternidade passada e o livre arbítrio que já se propôs é que o conhecimento divino transcende o tempo (i.e. Ele percebe as coisas atemporalmente). Isto não é dizer que Deus não tenha presença no tempo: Deus é tanto transcendente quanto imanente. Dentro de nosso panorama temporal, e ainda assim também ‘acima’ e ‘afora’ dele, porque nem Seu ser nem Seu conhecimento são limitados em termos de espaço-tempo. Então o conhecimento exaustivo das escolhas livres é trivial para Deus, desde que Seu conhecimento que transcende o tempo já encobre a totalidade das escolhas libertárias.

Tem havido bastantes desafios a esta visão, a maioria das quais ataca a ideia de ‘escolha contrária’, que é essencial à vontade livre libertária. Um deles é a ideia de que ter escolha contrária na visão atemporal da presciência de Deus deve acarretar a nós ter controle sobre um domínio imutável (o da atemporalidade). Algumas citações do autor desta opinião:

“Em tal caso, se temos o poder de não estar aqui hoje, temos o poder de mudar o conhecimento atemporal de Deus de que estaríamos aqui. A dificuldade é que nenhum de nós tem tal poder porque isto envolveria modificar um domínio atemporal aonde não ocorrem mudanças”

“A ideia novamente é que Deus ver atos de Seu presente atemporal seria como nós vermos atos no nosso presente. E bem como nós vermos algo ocorrer diante de nós não faz este algo acontecer, então também, Ele ver algo diante dEle ocorrer não o faz acontecer também”

“O problema da visão boethiana é que o problema reaparece (cf. Zagzebski, 60-61). Se antes, com Deus no tempo, o poder de fazer de outra maneira dependia do poder de mudar o passado, agora, com Deus fora do tempo, o poder de fazer de outra maneira depende do poder de mudar um domínio atemporal”

(Boethius on Divine Foreknowledge and Human Free Will, Gregory Rich)

Contrário ao raciocínio de Sr. Rich, escolha contrária não tem nada a ver com mudar o domínio atemporal ou o conhecimento divino. Escolha contrária não requer modificar o que existe atemporalmente, simplesmente requer que a auto-determinação exista em algum nível na atemporalidade, da qual as escolhas libertárias no tempo são derivadas. Deterministas obviamente levantarão a questão de como qualquer escolha “poderia ser de outra forma” se elas estão presentes na “atemporalidade”. A resposta é que escolhas são “fixas, mas contingentes”. Contingentes ao quê? Se eu pudesse dar um nome, chamaria a isto Fatores Integrais da Auto-Determinação (FIAD).

Imagine Deus criando o universo, não apenas o material nele, mas a inteireza do espaço-tempo, do início ao fim. Ele também cria entidades neste espaço-tempo que são auto-determinadas… agora, antes de eu continuar, ressalto que não precisa-se explicar como Deus pode criar tal coisa. É verdade que nada na Ciência da Computação até o momento é verdadeiramente aleatório, muito menos auto-determinado, mas de novo, nenhuma teoria em nenhuma espécie de ciência pode sequer começar a explicar matéria criada do nada. Talvez quando alguém explicar tal fenômeno estarei em melhor posição de derivar uma resposta. Até lá, penso que é uma suposição segura que Deus seja capaz de criar entidades auto-determinadas à Sua própria imagem.

Agora se tais entidades abrangem a completude da auto-determinação de alguém, então é bastante razoável assumir que elas são de uma abrangência e magnitude tal que um ser altamente inteligente que entenda cada nuance pode compreender completamente cada escolha que eles fariam dados quaisquer intervalos de situações. Com a presciência divina das escolhas humanas baseada em seus FIADs e esta em interação com Sua criação, e as próprias escolhas dentro do tempo sendo derivadas da mesma fonte, que por definição é libertária, então o suposto conflito entre o livre arbítrio libertário e a presciência são facilmente desfeitos.

Note que ‘auto-determinado’ não significa ‘não-quantificável’. Dados que eu não determinei direta ou completamente não implica que sou incapaz de entender seu valor ou propriedades. Então identicamente Deus tem percepção completa e abrangente de todas as nuances e propriedades de todos os FIADs. As implicações práticas deste modelo são muitas:

    1. Entendimento completo do FIAD permitiria a alguém conhecer não apenas as ações futuras dos indivíduos no mundo real, mas suas ações dado qualquer mundo (i.e. ‘como eles reagiriam’; ‘todos os contrafactuais, hipotéticos etc.’); portanto o conhecimento de Deus é maior que apenas aquilo que conhecemos como realidade, já que Ele sabe com certeza não apenas o que você (temporalmente falando) fará, mas, tão certamente quanto, sabe o que você faria se a situação fosse diferente (p.ex. as assertivas de Cristo sobre Tiro, Sidom e Sodoma em Mt 11:21,23). É claro que isto facilmente torna argumentos como a ‘objeção fundamental’ (que afirma essencialmente ‘Deus não pode saber com certeza o que você faria se você fizesse suas próprias escolhas, porque você não fez escolhas para prová-las a Ele’) terminantemente ineficazes e irrelevantes.
    2. Nossos FIADs são fixos da perspectiva divina, e ainda assim sendo auto-determinados, o FIAD manifesta-se a si mesmo dentro da moldura do tempo como escolhas genuinamente livres.
    3. Conhecendo todas as reações em todos os cenários possíveis, Deus é então capaz de criar um continuum no qual Ele obtém um resultado específico, o que traz bastante significado à Escritura,
      Porque aos que desde antes conheceu, também os predestinou, para serem conformes à imagem do Filho, para que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.{Romanos 8:29 BLIVRE}

      Este entendimento completo dos FIADs e controle sobre as circunstâncias nas quais elas são colocadas reconcilia bem claramente os conceitos de livre arbítrio libertário e predestinação. Isto também implicaria que auto-determinação não denota ações resultantes que nós determinamos completamente, desde que Deus controla o contexto no qual o FIAD opera. Um FIAD consiste somente do que você faria num dado contexto, e por si só é essencialmente coisa nenhuma sem o contexto. É importante também notar que auto-determinação tem limites inerentes. Então por exemplo, dada uma natureza caída, não está nos limites da auto-determinação humana viver retamente diante de Deus, enquanto se Deus derrama Seu Espírito em nossos corações, podemos livremente escolher entre caminhar no Espírito para evitar as obras da carne e cair em pecado.

    4. Objeções do tipo ‘se você fosse colocado nas mesmas exatas circunstâncias do passado, poderia agir diferente?’, baseadas na imutabilidade do passado, não importam, já que as ações e escolhas de alguém são baseadas no FIAD, então pode-se produzior as seguintes soluções:
      1. Se o FIAD de alguém fosse auto-determinado diferentemente, poderíamos ter escolhas distintas no passado (novamente, escolhas contrárias baseadas em auto-determinação).
      2. Desde que a auto-determinação de alguém, de uma perspectiva atemporal, é fixa, se se alguém hipoteticamente fosse colocado no passado, com nada mais modificado, e o FIAD inalterado, isto produziria exatamente o mesmo resultado; a escolha ainbda seria livre dado que foi auto-determinada, mas desde que a auto-determinação é a mesma, a escolha hipotética reproduzida seria também a mesma. Portanto, passado, presente e futuro podem ser simultaneamente fixos e contingentes.

Se Deus percebe as coisas atemporalmente, então tudo que Ele percebe, incluso livre arbítrio, deve existir no nível atemporal também, que é como o FIAD pode ser definido. Isto também permite o divino conhecimento certo e infalível da realidade e de todos os possíveis contrafactuais. Em outras palavras, escolhas contrárias não envolvem modificar a atemporalidade, mas em vez disso nossas escolhas são o resultado lógico inevitável dos fatores da auto-determinação que Deus percebe atemporalmente – fixas da perspectiva divina, e ainda assim libertárias em virtude de serem auto-determinadas. O FIAD é a contraparte atemporal do livre arbítrio libertário.

Vamos examinar este modelo de atemporalidade do conhecimento de Deus seguido de uma crítica geral do modelo atemporal por Dr. Linda Zagzebski:

Se Deus não está no tempo, o assunto-chave não seria a necessidade do passado, mas a necessidade do domínio atemporal. Então os primeiros três passos do argumento poderiam ser reformulados como se segue:

(1t) Deus conhece T atemporalmente
(2t) se E está no domínio atemporal, então é agora-necessário que E.
(3t) É agora-necessário que T.

Dr. Zagzebski parece basear seu argumento na pressuposição que escolhas contrárias no tempo não podem ser enraizadas em nada fora do tempo; este é um erro em sua lógica, desde que Deus perceber algo fora do tempo não necessariamente denota que este algo não é auto-determinado.

Ao que parece é inapropriado dizer que eventos atemporais como o conhecimento atemporal de Deus são agora-necessários, e não obstante não temos mais razão para pensar que possamos fazer qualquer coisa acerca do conhecimento atemporal de Deus do que acerca do conhecimento divino passado.  O domínio atemporal está tão além do alcance quanto o passado.

Aqui está aonde o argumento de Dr. Zagzebski se desfaz completamente, se nossos FIADs de fato ‘existem no domínio atemporal’, mas são inerentemente auto-determinados, então não se precisa de qualquer meio mágico de acesso temporal para modificar um domínio atemporal para que haja escolha contrária, desde que o FIAD, sendo auto-determinado, ‘poderia ser auto-determinado diferentemente’, o que teria produzido uma escolha contrária.

Então o ponto de (3t) é que não podemos agora fazer nada acerca do fato que Deus conhece T atemporalmente.

Concordo, apesar de que isto não muda nada em relação à auto-determinação, desde que a escolha agora poderia ser diferente se nossa auto-determinação fosse diferente, caso no qual Deus conheceria o resultado desta com absoluta certeza, em vez dessa.

O restante dos passos no dilema atemporal é paralelo ao argumento básico. O passo (5t) afirma que se não há nada que possamos fazer acerca de um estado atemporal, não nada que possamos fazer acerca do que tal estado acarreta. Segue que não podemos fazer nada acerca do futuro.(Stanford Encyclopedia of Philosophy, Foreknowledge and Free Will, Linda Zagzebski)

Enquanto eu não penso que a linguagem humana pode adequadamente transmitir atemporalidade, falando da perspectiva divina atemporal como um fenômeno passado para o bem da conveniência das expressões, a composição do FIAD deveria de fato constituir algo que nós ‘fizemos’ sobre o que é temporal na atemporalidade. A auto-determinação para cada indivíduo existente dentro da atemporalidade manifesta-se a si mesma no tempo como escolha contrária genuína. Em outras palavras, a escolha em si é baseada e subordinada ao FIAD, mas nada imperativamente causou o FIAD a se formar no que ele é, portanto a essência das escolhas libertárias que fazemos, ‘já exste atemporalmente’ da perspectiva divina enquanto continuam libertárias. A questão então não é ‘você pode fazer diferente daquilo que existe na atemporalidade?’ (obviamente falso), mas, falando da atemporalidade no tempo passado de novo, “Poderia sua auto-determinação que dirige suas escolhas ter sido diferente?” (verdadeiro, caso contrário não seria apropriadamente chamada ‘auto-determinação’).

Em suma, se a perspectiva divina é atemporal e Ele percebe a totalidade do espaço-tempo, e Ele criou agentes auto-determinantes, então segue que Ele percebe a totalidade de Sua auto-determinação. E se Deus pode entender e quantificar completamente cada e todo aspecto de tal auto-determinação (o que Ele sem dúvida pode, já que nada está além dEle), então é de fato possível a Ele não somente conhecer completamente os resultados que cada FIAD dentro do continuum que Ele criou irá produzir, mas também conhecer que resultado seria se Ele houvesse criado o espaço-tempo diferente.

Concluindo, fazer estas alegações deterministas de que Deus não pode conhecer decisões futuras se Ele não determinou-as assume uma deidade incapaz de realmente mensurar a vontade humana, e que, da completa configuração de estados durante o tempo, não possa determinar como isto reagiria em uma dada circunstância; uma deidade limitada incapaz de profunda prognosticação, que deve se valer ou de causação via força bruta ou de ver os eventos ocorrerem para se assegurar deles. O Deus que eu sirvo é infinitamente mais inteligente e sábio que esse.

Não espero que meus pensamentos finalizem este assunto bem, nem penso que eles abranjam a completude de como o Infinito Deus trabalhe; talvez Seu conhecimento funcione em um nível ainda mais profundo que nenhum humano é capaz de se aproximar para mensurar; meu ponto aqui é simplesmente que não é ilógico assumir que Deus é capaz de conhecer escolhas futuras e ações que Ele não determinou exaustivamente. Se este modelo que eu apresentei tiver qualquer acurácia, sem dúvida ainda é um tosco, infantil e deficiente entendimento dos maravilhosos e magnificentes caminhos de Deus. Na melhor hipótese, apenas escassamente espiamos a ponta do iceberg de uma distância bem vasta.

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