Traduções Crédulas: Falácias da Apologética Calvinista XIV

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Mais uma falácia, surgida de última hora! Na verdade é aquela velha história de que a eleição arminiana faz Deus tomar acepção de pessoas. Além de ser uma estratégia furada, ela acaba se voltando contra o próprio calvinista que a propõe!

Enfim, deixo-vos com esta pequena gema de Joshua Thibodaux, do seu blog agora em restauração, InDeathOrLife.

Falácias da Apologética Calvinista
Falácia XIV – Eleição Condicional faz Deus Tomar Acepção de Pessoas?

por Joshua Thibodaux from InDeathOrLife
Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Falácias Correlatas:
Equivocação

John Hendryx, que como já notamos tem empregado numerosas falácias em defesa do calvinismo e distorções contra o arminianismo, voltou com mais uma. Desta vez ele está tentando demonstrar que é a eleição condicional, e não a incondicional, que faz de Deus um quem toma acepção de pessoas. Antes de abordar seus pontos, creio que a ideia de que Deus é imparcial deve ser definida e qualificada cuidadosamente: Deus sendo imparcial não quer dizer que Ele trata todos exatamente da mesma maneira em todo assunto, nem que Ele dá as mesmas circunstâncias ou bênçãos a todos. Referências escriturais à imparcialidade divina parecem se referir primariamente a como Ele faz Seus julgamentos das ações e corações dos homens, e como Ele aceita as pessoas que O temem. Isto não implica ele Deus tenha alguma espécie de mentalidade hiper-igualitária distorcida em que Ele garanta que o destino de todos na vida esteja exatamente igual. Examinando por mim mesmo, penso ser difícil fazer um caso sólido pela eleição seja ela condicional ou incondicional violando o princípio do julgamento imparcial de Deus na Escritura, dado que eleição não é realmente a mesma coisa que julgamento. Porém, Hendryx parece pensar que isto faz um bom caso contra o arminianismo, e então ele tenta pintar a doutrina arminiana como tornando Deus em alguém que faz acepção de pessoas, enquanto exonera sua própria doutrina. Como veremos, esta é uma das piores táticas possíveis, e acaba por se voltar terrivelmente contra ele.

Redefinindo Parcialidade

Hendryx cita Lv 19:15, Pv 24:23, 1Pe 1:17, At 10:34, Rm 2:11 e Tg 2:1-9 entre outros, para demonstrar que Deus é imparcial. Citando-o,

Elas estão claramente alertando o crente contra mostrar favoritismo ou parcialidade, porque elas declaram que o próprio Deus não mostra parcialidade ou favoritismo. E, mais importante, em cada uma dessas instâncias significa que nem nós nem Deus devemos damos tratamento especial a uma pessoa sobre a outra por causa de sua posição, mérito, riqueza, posição social, autoridade ou popularidade. Portanto ‘fazer acepção de pessoas’ significa que não se deve favorecer uma pessoa em detrimento de outra por causa de NENHUMA característica pessoal superior no favorecido, e igualmente não mostrar prejuízo a quem faltam tais características.

A definição de Hendryx de “acepção de pessoas” é restrita demais: mostrar acepção por pessoas se estende além de apenas exibir favoritismo devido a características pessoais superficiais, ela implica tratamento especial baseado em qualquer critério não-objetivo, injusto ou irrelevante. Vamos dar um exemplo: suponha que um juiz definiu seu veredicto em um caso, mas baseou sua decisão não em culpa ou inocência mas em como ele pessoalmente gostou do acusador e do acusado. isto é mostrar parcialidade? Mais que certamente. Mantenha isso em mente enquanto continuamos…

Então quando Deus incondicionalmente elege uma pessoa em Cristo ele primeiro determina quem ele vai escolher com base na posição, riqueza, boa aparência, influência etc? Não.

Concordamos.

Por definição, eleição incondicional significa incondicional. Não é condicionada a NADA em nós ou potencialmente em nós.

Isto também está tecnicamente correto. Julgamentos são baseados no que realmente é feito (culpa, inocência, ou outro critério objetivo pertinente à ação), não características pessoais.

Deus não espera ganhar nada bajulando alguém… mesmo os que estão em alta posição… porque Deus lhes dera esta posição, riqueza, autoridade ou posição social para começar. A Bíblia ensina inequivocamente, portanto, que Deus não faz acepção de pessoas na eleição. Aqueles que são escolhidos são escolhidos “em Cristo” não porque Deus está pensando em algo que ele tenha a ganhar ao ajudar estes sobre os outros. Deus não precisa de tais coisas, então por definição ele nos escolher não pode ser maculada por tal motivo.

Isto é uma espécie de Non-Sequitur: ter um motivo de ganho pessoal é uma maneira de mostrar parcialidade, mas de maneira alguma é a única. Provar que Deus não precisa de nada e que Ele não julga baseado em influência ou ganho material não estabelece automaticamente imparcialidade. Olhando para o exemplo acima do juiz, se perguntado por que ele definiu o veredicto como o fez, quais respostas indicariam parcialidade ou imparcialidade?

“A evidência que surgiu nas audiências se tornou esmagadoramente clara” – imparcial
“Relatos de múltiplas testemunhas oculares estabeleceram isto além de qualquer dúvida razoável” – imparcial
“O argumento era logicamente claro e irrefutável” – imparcial
“Conduzi o julgamento estritamente como os ditames da lei” – imparcial
“Eu coço suas costas, ele coçará as minhas” – parcial (motivo de ganho pessoal; mas há bem mais que isso)
“Ele parecia culpado” – parcial
“Eu tive uma impressão” – parcial
“Ele é meu sobrinho” – parcial
“O outro cara fez seu caso muito mais eloquentemente” – parcial
“Eu não gosto desse tipo” – parcial
“Eu simplesmente quis dessa maneira” – PARCIAL

Note que o último exemplo é incondicional, um veredicto realizado simplesmente por fiat arbitrário (doravante, apenas “fiat”). Não é objetivo, e portanto não importa que outras razões ele tenha para declarar um culpado e o outro inocente em tal caso, tal juízo é parcial. Hendryx se refere novamente à citação de Tiago 2:1-9,

A questão de Tiago é retórica, claro. Porque sim, de fato, Deus TEM escolhido os pobres do mundo… i.e. aqueles que são espiritualmente falidos que perderam toda a esperança em si mesmos… Então Deus não procura benefício daqueles que já estão cheios, mas mostra carinho especial por aqueles que são vazios ou empobrecidos… Então de acordo com a Bíblia, mostrar favor especial aos pobres é a própria antítese do que seria mostrar favoritismo ou acepção de pessoas.

Hendryx novamente mostra uma má compreensão do que é imparcialidade. A citação que ele fez acima de Levítico declara,

Não farás injustiça no juízo; não farás acepção da pessoa do pobre, nem honrarás o poderoso; mas com justiça julgarás o teu próximo.{Levítico 19:15 Almeida Recebida}

O que indica perfeitamente que é parcialidade mostrar favoritismo no julgamento de um homem pobre só porque ele é pobre. Eu de fato interpretaria Tiago como se referindo a correlação e contraste: pessoas raramente são privilegiadas tanto em posses materiais quanto em posses espirituais. Hendryx inadvertidamente também argumenta pela eleição condicional ao afirmar,

[Então] Deus não está procurando vantagem daqueles que já são cheios, mas mostra carinho especial por aqueles que são vazios e empobrecidos.

Se Deus elege nesta base, ainda seria uma eleição condicional, dado que ser vazio e empobrecido seria uma condição para se ser eleito.

Até aqui, os maiores erros de Hendryx foram igualar parcialidade como se basear em

  1. características pessoais
  2. motivo de ganho pessoal

E em concluir que julgamento que não é por ganho pessoal deve ser imparcial (o que não é necessariamente verdadeiro, dado que julgamento por fiat também é parcial).

Redefinindo Sinergismo

Na realidade são aqueles que defendem a eleição CONDICIONAL que fazem de Deus um que toma acepção de pessoas. Isto é porque, se fosse verdade que preencher alguma condição conduz a decisão de Deus em eleger seu povo então Sua escolha deles seria baseada em sua sabedoria, prudência, bem julgamento, ou o bom senso de crer. Estaríamos portanto olhando para o caráter ou mérito de tal pessoa e escolhendo-a por causa disso.

Isto está inteiramente incorreto por uma simples razão: eleição baseada em quem crerá (ou não) não é fundamentada em características, mas ação: crer em Cristo. o raciocínio de Hendryx se desmancha completamente quando aplicado a casos reais de julgamento. Se um juiz discerne da evidência que um homem é inocente, e o declara “não culpado”, ele está mostrando favoritismo por causa do “bom senso do homem em não cometer o crime”? De modo algum, seu julgamento é baseado em ação, não em características. Seja lá se o homem for esperto, estúpido, sensato, tolo etc., é irrelevante. Um veredicto justo e imparcial é baseado nos critérios objetivos de suas ações.

A Bíblia, pelo contrário, declara que somos todos merecedores do mal, e que, como tal, Deus reserva o direito de ter misericórdia de quem ele quer, o que não é baseado de maneira alguma na vontade da carne (Jo 1:13, Rm 9:15-16).

Simplesmente ter direito de fazer o que se bem entende não faz de alguém imparcial, estes são assuntos desconexos (dado que poder supremo permite fiat). Deus é tanto soberano quanto imparcial (e portanto não julga por fiat).

Se Deus baseia sua eleição em quem terá fé então isto seria, de fato, fazer de Deus um que toma acepção de pessoas porque estas pessoas estão cumprindo os critérios de Deus em ordem de serem escolhidos.

No sinergismo o amor de Deus por seu povo não é incondicional mas é dado somente quando alguém cumpre a condição correta… i.e. quando alguém tem fé ou não. Ele os escolhe apenas se crerem nele. Isto não é favoritismo?

Aqui está o terceiro principal erro de Hendryx: basear decisões mediante critérios objetivos e relevantes (como ação) não é mostrar favoritismo. Reclamar de critérios objetivo acerca como base para decisões é diretamente análogo a (e tão estúpido e ridículo quanto) acusar um juiz de parcialidade em seus julgamentos porque ele está “sendo tendencioso em favor de inocentes”. Decisões baseadas em condições objetivas (em vez de meramente quem são os envolvidos) são o perfeito padrão de julgamento imparcial. Ao rotular isto como “favoritismo”, Hendryx tem o assunto completa e totalmente confuso.

Deus ama seu povo porque ele os ama. Existe alguma razão ACIMA ou FORA de Deus que o faça agir assim? O arminiano nos faria pensar que sim

Isto é também um tanto estranho, nada faz Deus amar alguém; Ele ama livremente, e estende graça salvífica a todos que livremente creem. E arminianos não creem em nada “acima” de Deus, então Hendryx parece estar bem confuso no seu falatório sobre este ponto.

Redefinindo Condicionalidade

É o sinergista que crê que Deus mostra favoritismo ou parcialidade porque isto é baseado em se a pessoa meritoriamente cumpriu ou não a condição que Deus estabeleceu a ela.

Definir crer como um ato “meritório” vai completamente contra a teologia de todos os principais sinergistas. Algo ser uma condição não a faz meritória, já que até mesmo coisas demeritórias podem ser condições (pecado é condição para danação). Como os sinergistas ortodoxos mantêm, fé é uma condição para salvação, nas por si só não tem valor ou mérito intrínseco. Hendryx está em tal fervor de promover sua agenda calvinista que se voltou para desvirtuar pessimamente a teologia sinergista.

Redefinindo Contexto

Hendryx repete monotonamente seu ocidentalizado sofisma sobre pais que amam incondicionalmente seus filhos e se certificam que eles não são serão pegos pelo trânsito (aparentemente enquanto se certificando que as crianças de que eles não gostam acabem atropeladas). Ele tenta usar esta analogia para estabelecer que o amor de Deus por Seus filhos não é condicionada a coisas como fé. Isto é facilmente contra-atacado: primeiro, Deus ama todos os homens do mundo incondicionalmente, que é o porquê de Cristo ter sido enviado (João 3:16, o que também especifica a condição de fé para vida eterna). Segundo, tentar emoldurar o relacionamento de Deus com Seus filhos como sendo estritamente análogo aos relacionamentos entre pais humanos e nossos filhos é fatalmente falho: nenhum de nós (à parte de Cristo) é Seu filho em nenhum sentido concernente à salvação, mas somos de fato filhos da ira. Mas as Escrituras declaram,

Porque todos vós sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus;{Gálatas 3:26 BLIVRE}

Então fé é uma condição para de fato ser Seu filho para começar; a analogia de Hendryx, contrário a Gálatas 3, assume erroneamente que os eleitos são filhos de Deus em algum sentido especial à parte da fé.

Então Agora Deus é Parcial?

Ele se adentra em assuntos menores, notando que Deus não é obrigado a salvar ninguém e Suas escolhas são sempre boas (concordo). Ele cita circunstâncias e momentos variados da vida das pessoas, pessoas tratando seus filhos de maneira diferente dos alheios, as curas e ressurreições (p.ex. Lázaro) seletivas feitas por Jesus, e assim por diante, para demonstrar que na realidade Deus mostra favoritismo. Como apontei no início, a imparcialidade divina é descritiva de Seu julgamento e aceitação, tentar distorcê-la para que as pessoas tenham circunstâncias idênticas no mundo é esticá-la além do seu intentado significado. Não obstante, agora começamos a ver um sutil desvio no argumento de Hendryx: ele estava argumentando que eleição condicional (como oposto à sua visão de eleição incondicional) faz de Deus alguém que toma favoritismo, mas agora ele está de fato reconhecendo que ele crê que Deus está mostrando favoritismo, e que ele estende este favoritismo também à eleição. Ele argumenta,

… todos nascem igualmente culpados em Adão e então é perfeitamente justo que nem todos recebam os mesmos benefícios nesta vida quando eles nascem. Se isto é verdade para o dia-a-dia por que não se pode levar a mesma ideia à eternidade? É hipocrisia não reconhecer tal inconsistência.

A questão na realidade não é se Deus mostra favoritismo mas EM QUE SENTIDO Deus não mostra favoritos porque Deus escolheu Abraão acima de todas as pessoas da terra, não porque ele viu algo bom nele, nem porque ele mereceu o favor de Deus, mas porque Deus escolheu.

Concordo que nem todos recebem um destino igual nesta vida; eu não creio que é este o ensino bíblico sobre a justiça e imparcialidade de Deus se referenciam. Mas Hendryx tornou este em um problema para si mesmo: Mal acabou de finalizar a argumentação que eleição implica favoritismo divino, ele toma supostos exemplos do “favoritismo” de Deus acerca das circunstâncias na vida das pessoas e tenta extrapolá-los para a eleição. Como diz o ditado, “não faça aos outros aquilo que não querem que façam a ti”. É uma mostra incrível de dissonância cognitiva condenar uma visão de eleição por ser alegadamente parcial (e portanto inferior à sua visão), e logo após adotar exemplos alegados de parcialidade a fim de promover a sua visão de eleição! Esta inconsistência é o quarto principal erro de Hendryx. Primeiro ele tenta detonar a eleição condicional por fazer de Deus alguém que toma acepção por pessoas, não obstante agora ele retrocede e faz a assertiva que Deus é parcial em Sua escolha, Ele apenas é parcial de uma maneira diferente.

Se Deus não explicou satisfatoriamente a você as boas razões que Ele teve para fazer o que ele fez, você condenaria Ele daí por isto?

Ninguém está argumentando que Deus precise explicar todas as Suas razões, estamos discutindo como a revelação de Deus sobre Sua imparcialidade se relaciona à eleição divina. Apesar de sua objeção de condenar Deus baseado em não entender Suas razões, o próprio Hendryx é rápido em condenar o entendimento arminiano de Deus como sendo parcial, e ele o faz sem nem mesmo entender o que parcialidade em julgamento significa.

Checagem de Sanidade

O assunto de pessoas terem diferentes circunstâncias na vida não necessariamente denota parcialidade divina afinal. Como contra-exemplo, se eu dou aos meus filhos diferentes tarefas de acordo com suas capacidades, tempos de sono apropriados às suas idades, presentes diferentes para se encaixar a diferentes interesses, e punições e recompensas de acordo com comportamentos distintos, não estou fazendo favoritismo. Porém, se ambos são igualmente culpados de intencionalmente desobedecerem uma regra que acarreta uma punição padrão, seria fazer acepção e julgamento parcial para mim se incondicionalmente eu punisse um e incondicionalmente perdoasse o outro. O último principal erro aparente no raciocínio de Hendryx é a ideia de que todos sendo culpados faz a escolha de Deus de alguns para salvação como sendo imparcial. Todos sendo culpados de ofender o Supremo Deus faria Seu tratamento, no mínimo dos mínimos, igual ou menos do que merecemos. Devo enfatizar que isto não é o mesmo que imparcialidade. O assunto não é justiça com apenas um indivíduo, mas parcialidade entre indivíduos.

Tome por exemplo um juiz que está definindo seu julgamento contra dois homens que se provaram igualmente culpados de um mesmo crime. Se ele incondicionalmente mostra tolerância a um mas condena o outro, seus juízos são os piores, o que os homens merecem, mas não são imparciais, dado que ele mostra favoritismo por um sobre o outro. Ainda que este exemplo seja pertinente a julgamento, não eleição, não obstante é exatamente análogo à doutrina calvinista de eleição incondicional. Hendryx condena a eleição condicional por tornar Deus parcial, mesmo assim ele mesmo propõe um esquema de eleição que é parcial por definição. Neste ponto, eleição condicional seria equivalente ao juiz oferecer a ambos os homens uma oportunidade de escape: digamos que ele ofereça que se um ou ambos assinem um termo de lealdade e serviços a seu justo governador que se desculpem por e renunciem aos seus atos malignos, então o juiz mostrará misericórdia imerecida a qualquer que o assinar. Um assina e fica livre, o outro se recusa e é condenado. O juiz está mostrando favoritismo ao dar um veredicto distinto? Nem um pouco. As condições foram postas; ele os julgou dignos de condenação pelo mesmo padrão aplicado a ambos, e mostrou misericórdia imerecida (ou não) baseada na mesma condição objetiva (e não-meritória) a ambos. Este é o mesmo análogo a como a eleição é condicional pela visão arminiana, e demonstra plenamente que Deus não mostra acepção por pessoas, mas em vez disso mostra compaixão baseada no padrão objetivo de fé em Cristo.

Se a imparcialidade divina se aplica à eleição, então eleição incondicional invariavelmente deixará a desejar. As únicas maneiras de se escolher imparcialmente são:

  1. Todos são escolhidos incondicionalmente
  2. Ninguém é escolhido incondicionalmente
  3. Apenas alguns são escolhidos, mas em uma base objetiva

A única maneira de a escolha de Deus ser parcial é se apenas alguns são incondicionalmente escolhidos, MCP eleição incondicional. Se Deus é imparcial na eleição, e apenas alguns são eleitos, então eleição condicional é o único meio viável.

Finalizando:

  • A imparcialidade que a Bíblia atribui a Deus tem a ver com Seus justos julgamentos e aceitação de homens justos; não segue daí que todos terão circunstâncias idênticas de vida;
  • A definição de parcialidade de Hendryx é por demais restrita. Existem mais maneiras de ser parcial que simplesmente julgar baseado em ganho pessoal ou características pessoais;
  • O ato de escolher um em vez de outro por fiat é, por definição, mostrar favoritismo;
  • Que todos os homens são culpados de pecado, é irrelevante ao assunto da imparcialidade divina: escolher um sobre outro incondicionalmente ainda é ser imparcial;
  • Deus escolher de acordo com a crença não é basear Sua escolha em características pessoais;
  • Deus escolher baseado em critérios relevantes e objetivos (como fé) não é mostrar favoritismo pessoal;
  • Algo ser condicional não é o mesmo que ser obtido via mérito;
  • Se a imparcialidade divina se estende à eleição, então a eleição condicional é o único método imparcial pelo qual alguns (e não todos ou ninguém) podem ser escolhidos. Então tal argumento finalmente se volta contra o calvinista.

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