Traduções Crédulas: Jogando Xadrez Teológico com um Calvinista

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Humor? Reflexão? Denúncia? De fato, nem eu sei como definir este post.

Richard Coords, do Examining Calvinism, postou uma série de regras que um calvinista deveria abordar ao aceitar o debate contra um arminiano. De fato, calvinistas costumam pressupor uma montanha de coisas ao debater – a ideia de que só uma graça irresistível é capaz de sobrepor uma depravação total, ou que soberania divina só pode ser com uma micro-gerência divina, ou a teoria maluca das duas vontades… Pois bem, eis um conjunto de pressupostos arminianos, e – adivinha? – não tem livre arbítrio no meio!

Jogando Xadrez Teológico com um Calvinista

por Richard Coords from ExaminingCalvinism
Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Existe apenas uma REGRA FUNDAMENTAL para este duelo de xadrez com um calvinista. O calvinista deve aceitar todas as minhas premissas arminianas. Justo o suficiente? Então sendo assim eu assumo que “mundo” em João 3:16 significa literalmente o mundo todo (dos vivos, claro, porque este é o contexto, desde que João 3:16 não fala sobre aqueles no inferno sendo capazes de crer e ter vida eterna), no qual “o mundo” é entendido ser indiscriminado e distributivo de ponta a ponta de toda humanidade.

Além disso, todas as referências a “todos” e “todo homem” devem ser entendidas da mesma maneira, a não ser que o contexto indique explicitamente que “todos” ou “todo homem” incontrovertidamente deve signifique algo menos, tal como a audiência presente.

Além disso, o prospectivo adversário calvinista deve concordar em não inferir quaisquer “vontades secretas” com a finalidade de sugerir que existe um significado não-afirmado secreto a qualquer texto dado.

Além disso, o prospectivo adversário calvinista deve concordar em assumir que Deus é tão soberano e tão poderoso que a “Depravação Total” da humanidade é um obstáculo minúsculo para Deus sobrepor, sem ser “encurralado” a recorrer apenas a uma Graça Irresistível, com a finalidade de uma pessoa totalmente depravada ser trazida ao ponto de ser divinamente habilitada a ou aceitar ou rejeitar Sua livre oferta de graça. É implícito desta suposição que a quem Deus conduz, Deus libera. Então se o homem não pode fazer nada aprazível a Ele, e está completamente caído, mesmo assim não é de dificuldade alguma para Deus ser capaz de liberar tal pessoa, tal que ela possa livremente recebê-la ou rejeitá-la.

Além disso, o prospectivo adversário calvinista deve querer aceitar a pressuposição arminiana que ambos, João capítulo 6 e Romanos capítulo 9, envolvem um diálogo bastante específico, diálogo tal, que não é permitido ser ignorado, e que o diálogo é focado perfeitamente na Israel descrente no espírito da conversão evangelística.

Além disso o prospectivo adversário calvinista deve aceitar a suposição que se um escritor do Novo Testamento faz referência a uma passagem do Antigo Testamento, deve-se assumir que o escritor intencionava completamente que o texto do Antigo Testamento servisse como fundação contextual e princípio guia para interpretar a revelação do Novo Testamento, tal como Jeremias 18:1-13 sendo referenciados com Deus sendo “o Oleiro” em Romanos capítulo 9.

Além disso, o prospectivo adversário calvinista deve concordar em não manufaturar texto aonde não for de outra maneira explicitamente afirmado, tal como (1) inferir ilegitimamente um “decreto eterno” aonde ele não é de outra forma explicitamente afirmado, tal como Atos 13:48, e (2) ilegitimamente inferindo uma classe “eleita” no estilo calvinista em um texto aonde ela não é de outra forma explicitamente afirmada, como Ef 1:4.

Além disso, o prospectivo adversário calvinista deve concordar com utilizar apenas o uso bíblico próprio de termos e palavras, de tal modo que termos do tipo “desde a fundação do mundo” não devem ser modificados como “desde [ANTES] da fundação do mundo”, tal como a referência ao “Livro da Vida do Cordeiro” em Revelação, tal que a frase “desde a fundação do mundo” deva ser entendida somente como entendida pela própria Escritura. (Referência Lc 11:49-51).

Além disso, o prospectivo adversário calvinista deve concordar com o princípio que apenas porque um texto bíblico afirma positivamente que Jesus morreu por “A”, não significa automaticamente que Ele deve ter morrido SOMENTE por “A”, tal que uma afirmação positiva de um grupo, não acarreta automaticamente uma implicação negativa contrastante para nenhum outro grupo, que eu identificaria como “B”, a não ser que exista uma referência explícita a B sendo excluído.

Eu entendo que alguns calvinistas podem sentir que minha “regra fundamental” é completamente injusta, isto é, que o prospectivo adversário calvinista aceite todas as premissas arminianas como uma regra fundamental de qualquer discussão. Porém, não é igualmente injusto para um calvinista insistir para mim (como uma “regra fundamental” a qualquer discussão sobre calvinismo), que uma pessoa totalmente depravada não pode fazer nada de bom ou agradável a Deus, e que por conseguinte necessita absolutamente de uma eficaz, monergística, unilateral Graça Irresistível? Não acha que esta suposição já configura automaticamente o calvinismo para vencer o debate? Afinal, por que eu não posso assumir que Deus é maior que a Depravação Total? Por que eu não posso assumir que para onde Deus leva, Deus libera, tal que uma pessoa totalmente depravada pode ser divinamente capacitada a ou aceitar ou rejeitar a mão da graça divina? Afinal,intervenção divina não é uma troca de jogadas? Ademais, compare com Jr 18:1-3, no qual Israel, creia ou não, jogou a Depravação Total na cara de Deus, e Deus se tornou para os pagãos e disse, “Portanto assim diz o SENHOR: Perguntai agora entre as nações, quem tenha ouvido tal coisa. Grande horror fez a virgem de Israel.” {Jeremias 18:13 BLIVRE}. O propósito deste post é mostrar aos calvinistas que eels estão sendo totalmente injustos ao insistir em uma “regra fundamental” (palavras deles) que automaticamente configura uma suposição que faz o calvinismo vencer por default. Então eu criei este post para dar algumas “regras fundamentais” a um calvinista, para ver o que eles acham. (Na real, estou tentando expor hipocrisia, apesar de ter aversão a uma palavra tão forte, mas é isto o que me parece, em minha opinião).

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