Traduções Crédulas: Uma Falha Fatal do Calvinismo

Padrão

É, um título bem pesado, dado por Josh Thibodaux. Aqui ele expõe uma ideia inocente, mas que acaba por embaralhar completamente o determinismo exaustivo calvinista: o fato que Deus tem um relacionamento pessoal com a humanidade.

Boa leitura!

Uma Falha Fatal no Calvinismo

por J.C. Thibodaux on ArminianPerspectives
Tradução: Credulo from this WordPress Blog

As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, mas as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que observemos todas as palavras desta lei.{Deuteronômio 29:29 Almeida Recebida}

Uma Implicação Necessária do Determinismo

Um dos dogmas principais do calvinismo prevalecente é o conceito de determinismo exaustivo (o qual me referirei como ‘determinismo’ aqui) – tudo o que é e ocorre no universo é exatamente como Deus decretou exaustivamente para ser. Em tal cosmovisão, o homem não tem uma vontade que é verdadeiramente livre, mas faz tudo como fora pré-determinado para ele. Consequentemente, não existem contingências reais sobre o homem acerca do que Deus faz. Deus (na cosmovisão determinística) decretou incondicionalmente que Sua vontade será feita, e Sua vontade não é de modo algum condicionada em nada que o homem diga ou faça. A isto, Jack Cottrell faz o ponto,

Não importa como “livre arbítrio” é redefinido e a eficácia do decreto é qualificada, calvinismo ainda é uma teologia de determinismo dado que declara que nada que Deus faça pode ser condicionado pelo homem e nem ser uma reação a algo no mundo. (Cottrell, J.W.; The Grace of God, the will of man: a case for Arminianism; pp. 102)

Turretin pareceria concordar,

“É absurdo para o Criador depender da criatura… Mas seria este o caso se os decretos de Deus são suspensos em qualquer condição no homem. Não existe nenhum conhecimento médio (scientia media) tendo como seu objeto coisas condicionais futuras. Portanto não existem decretos condicionais” (Turretin, F.; The Decrees of God)

E assim diria Edwards,

Supor que os decretos de Deus são condicionais, no sentido dos arminianos, ou que eles dependem, como eles supõem, de uma providência do que deve ocorrer no tempo, é supor que algo que primeiro começou a ser no tempo é causa de algo que foi desde toda a eternidade, o que é absurdo…” (Edwards, J.; Concerning the Divine Decrees)

Alem de demonstrar o plácido abuso do termo ‘depender’ por Turretin (o que trataremos mais tarde) e a falha de Edwards de fatorar <a percepção temporalmente transcendente de contingências>, seus escritos tornam claro que, na visão determinista, as escolhas que Deus faz acerca do que Ele deseja no mundo são completa e totalmente independente das escolhas e ações humanas. A não ser que calvinistas incorporem alguma forma de agência libertária em sua teologia (o que muito poucos fazem), então a ideia de que Deus faça qualquer coisa baseado em contingência humana é absurdo. Se esta filosofia é biblicamente consistente, jamais deveríamos esperar ver a Escritura nos falando que Deus pensa ou faz qualquer coisa por causa de algo que o homem faça.

Muito Está Escondido Acerca da Vontade de Deus

Sem dúvida muitos dos pensamentos e motivações de Deus estão escondidos do homem mortal.

Ó profundidade das riquezas, e da sabedoria e do conhecimento de Deus! Como são indescobríveis os seus juízos, e incompreensíveis os seus caminhos! {Romanos 11:33 BLIVRE}

É de dentro deste refúgio do que Deus não revelou acerca de Sua vontade é que o calvinista defende sua filosofia determinística. Para o determinista, tudo no mundo – incluindo todo pensamento, intenção, e motivação do homem – tudo invariavelmente surge do decreto secreto de Deus. Eles tendem a superenfatizar esta ideia a uma tal extensão, que geralmente acabam por fazer assertivas de que Deus fervorosamente comanda as pessoas a fazer uma coisa, enquanto secreta e imutavelmente decreta que façam exatamente o oposto. Calvino leva esta ideia à sua conclusão lógica:

Novamente eles objetam: não foram eles previamente predestinados pela ordenança de Deus a esta corrupção que é agora afirmada como a causa de condenação? Quando, portanto, eles perecem em sua corrupção, eles somente pagam as penalidades da miséria na qual Adão caiu pela predestinação de Deus, e arrastou sua posteridade violentamente após ele. Não seria ele, então, injusto que tão cruelmente ilude suas criaturas? Claro, admito que nesta miserável condição onde os homens estão agora postos, todos os filhos de Adão caíram pela vontade de Deus. E isto é o que eu dizia desde o início, que devemos sempre ao fim retornar à simples decisão da vontade de Deus, causa qual está escondida nele” (Calvin, J.; Institutes of the Christian Religion)

Mas Algo É Revelado…

Apesar do mistério por detrás da vontade de Deus, Ele Mesmo às vezes nos provê alguma percepção de por que ele faz as coisas. Ninguém que creia nas Escrituras pode negar que Deus realiza obras poderosas por causa de Seu grande amor e propósito eterno.

O Senhor não tomou prazer em vós nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que todos os outros povos, pois éreis menos em número do que qualquer povo;,as, porque o Senhor vos amou, e porque quis guardar o juramento que fizera a vossos pais, foi que vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da servidão, da mão de Faraó, rei do Egito. {Deuteronômio 7:7-8 Almeida Recebida}

Mas são os fatores dentro de Si Mesmo as únicas razões por detrás das ações de Deus? Como os filósofos deterministas supracitados afirmaram, estas podem ser as únicas razões para Suas ações se a cosmovisão destes for crida. Simples assim? Tem mais algo na história? E se o próprio Deus revelasse que Ele fez algo por causa do que uma pessoa fez?

A Falha na Teoria

Uma das histórias mais envolventes na Escritura é a do sacrifício de Isaque por Abraão. O patriarca já idoso, deixado sem um herdeiro de sua esposa, Sara, graciosamente recebeu um filho por Deus em sua velhice. Então um dia o impensável aconteceu, já que Deus comandou a ele entregar seu precioso filho como oferta queimada. Enquanto Abraão arrumava seu filho no altar, seu coração sem dúvidas estava mais pesado do que jamais esteve, mesmo assim sua confiança em Deus não vacilou, e ele estava totalmente preparado para colocar esta completa fé em ação obedecendo o temível comando.

E, estendendo a mão, pegou no cutelo para imolar a seu filho. Mas o anjo do Senhor lhe bradou desde o céu, e disse: Abraão, Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui. Então disse o anjo: Não estendas a mão sobre o mancebo, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, visto que não me negaste teu filho, o teu único filho.[…] Então o anjo do Senhor bradou a Abraão pela segunda vez desde o céu, e disse: Por mim mesmo jurei, diz o Senhor, porquanto fizeste isto, e não me negaste teu filho, o teu único filho, que deveras te abençoarei, e grandemente multiplicarei a tua descendência, como as estrelas do céu e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos; e em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz. {Gênesis 22:10-12,15-18 Almeida Recebida}

Então Abraão creu em Deus, e o valorizou acima de tudo mais – mesmo acima de seu próprio filho. Ele caminhou pela fé, e foi o pai de todos os que creem. E Deus o abençoara além de qualquer medida devido ao fato que ele obedeceu. Os deterministas podem fazer um duplipensar nesta última sentença, mas por confirmação se precisa ler detidamente a razão pela qual Deus dá a Abraão para abençoá-lo; as palavras neste contexto não deixam dúvidas quanto ao seu significado. Duas vezes, Deus proclama que Ele está abençoando Abraão e seus descendentes, porque Abraão O obecedera. Mas não seria o conferir por Deus desta grande bênção, de acordo com as implicações do determinismo, suposto por ser estritamente devido ao Seu bel prazer, sem qualquer participação ou contingência humana?

Daqui já começamos a ver por alto um marcante problema para o determinista. Pois, para que sua filosofia continue intacta, nada que Deus faça pode ser baseado em nada do que o homem faça. Mesmo assim a Bíblia claramente afirma-nos aqui que Deus abençoou Abraão porque ele foi obediente à Sua voz. O oferecer por Abraão de seu filho não compeliu Deus a fazer nada, mesmo assim Deus livremente escolheu abençoar Abraão baseado em Sua obediência. Isto é importante notar, desde que se mesmo parte da razão por detrás da reação/resposta/reciprocação de Deus em direção ao homem são as próprias ações do homem, então isto estabelece alguma forma de contingência. Isto é especialmente devastador para a filosofia determinista, desde que nas próprias palavras de Deus, ele está abordando o ‘porquanto’ e não meramente o ‘como’.

Como podem então os deterministas abordarem isto? Se a Bíblia estabelece claramente que Deus abençoou Abraão porque ele obedeceu, como isto pode ser verdade se Deus não faz nada baseado na ação humana? Abaixo listo algumas possíveis objeções.

Objeção 1 – O Argumento dos ‘Meios’

Alguns calvinistas podem argumentar que Deus ordenara coisas tais como a obediência como meios para os homens receberem Suas bênçãos, mas isto não explica Deus fazer uma coisa por causa de algo que o homem fez. Para iniciantes, meios descrevem apenas o ‘como’ e não o ‘porquanto’. Tomando um exemplo próprio, vamos demonstrar este fato.

Assuma à guisa de argumento que:

* Deus incondicionalmente decretou que algum garoto de nome Tim vai morrer;
* Deus decide que ele morrerá em um acidente de trens
* Tim é pego no acidente de trens e morre;

Por que Deus causou a morte de Tim?

‘Porque ele foi pego num acidente de trem’ não é a resposta. O acidente de trem foi o meio empregado; ele explica como a decisão foi levada a cabo, mas nem começa a explicar por que ela fora tomada.

Acerca do nosso caso, a obediência de Abraão não foi um ‘meio’ para Deus abençoá-lo afinal, nesta linha de raciocínio. Na visão determinista, Deus incondicionalmente decidiu abençoá-lo, o ordenar que ele obedecesse não afeta a decisão ou seu cumprimento, e portanto não é um meio para isto.

Objeção 2 – O Argumento do ‘Passo Necessário’

Alguns podem argumentar que Deus decreta um passo necessário antes de Sua decisão ser cumprida. Portanto quando alguém toma o passo necessário que Deus decretou, os resultados surgem porque tal passo foi tomado.

Este argumento parece bom à primeira vista, mas na realidade é bem falacioso.Uma ação ocorrendo antes da outra não implica que a ação anterior causou a posterior. Esta noção é melhor conhecida como Falácia Post Hoc. Do mesmo modo neste exemplo, Deus decidir que uma primeira ação deve preceder uma segunda não indica que Ele decidiu realizar a segunda por causa da primeira. Voltando ao nosso exemplo:

Assuma à guisa de argumento que:

* Deus incondicionalmente decretou que algum garoto de nome Tim vai morrer em um acidente de trens;
* Deus decreta também que Tim vai ler um jornal antes do trem bater;
* Tim lê o jornal;
* O trem sofre o acidente;
* Tim morre.

Por que Deus causou a morte de Tim?

Pelo argumento acima, desde que ler o jornal foi um ‘passo necessário’ na sequência, deveríamos concluir que Deus causou a sua morte porque ele leu um jornal! Deus decretar que Abraão obedeceria antes de ser abençoado, portanto, não explica sua obediência sendo a razão de Deus tê-lo abençoado, desde que passos necessários apenas clarificam a sequência, mas não explicam as razões por detrás delas.

Objeção 3 – O Decreto Incondicional Condicional

A maioria dos calvinistas não vai provavelmente sequer tocar nesta objeção – e com uma boa razão. Mas vou lidar com ela de todo modo. E se Deus de algum modo fizesse um ‘decreto condicional’ – um decreto que realmente seja condicionado apenas pelo critério que Ele cumprir? E se Ele decretasse, ‘se Abraão obedecer-Me, então eu O abençoarei’? Então, quando Abraão obedecesse a Ele (como Deus incondicionalmente predeterminou ele fazer), seria adequado dizer que Deus cumpriu Seu desejo e o abençoou porque ele obedeceu, certo?

Isto também causa um problema lógico massivo, dado que uma decisão incondicional para produzir um resultado automaticamente curto-circuita quaisquer condições associadas. Se Deus abençoou Abraão porque ele obedeceu, diríamos então que Deus causou Abraão obedecer para que Ele Mesmo o abençoasse? Além de ser tortuosa e artificial, ela é logicamente impossível. No paradigma determinista, a decisão divina de realizar Seu desejo de abençoar Abraão foi feita incondicionalmente, sem relação com fatores como obediência. De fato, a obediência ao comando divino seria meramente um acompanhamento necessário para a decisão incondicional de abençoá-lo. Isto seria equivalente a dizer

“Deus incondicionalmente decidiu abençoar Abraão na condição de sua obediência”

Mas se a obediência de Abraão fora garantida pela decisão incondicional de abençoá-lo, então não pode ser verdadeiramente dito que Deus o abençoou por causa de sua obediência. No máximo, sua aquiescência deve ter sido apenas um passo necessário no processo (veja acima). A não ser que Deus de alguma forma use os meios ou passos que Ele decreta para influenciar Suas próprias decisões, esta objeção não pode adequadamente explicar para o determinista por que Deus abençoou Abraão devido à sua obediência. Também deve ser notado que tal fenômeno ainda seria o homem afetando as ações de Deus, ele apenas faria assim pelo decreto divino.

Objeção 4 – Causas Múltiplas

Um calvinista pode objetar que existem mais causas em jogo que apenas a obediência de Abraão, ao que eu concordaria. A obediência de Abraão não significaria nada se Deus não desejasse lhe fazer o bem e o usasse para abençoar todas as nações da terra. O fato de haver mais de causa é, porém, irrelevante para o assunto de Deus abençoar Abraão na base de sua obediência, desde que um conjunto de causas por detrás de um evento não nega nenhum de seus componentes individuais, e portanto não muda o fato de Deus ter abençoado Abraão porque ele ofertou Isaque.

Para o determinismo exaustivo ser verdadeiro, o que Deus faz não pode de modo algum e em extensão alguma ser baseado naquilo que o homem faz. Então se a obediência de Abraão foi mesmo uma de um conjunto muito maior de causas, então a filosofia determinista é falseada.

Objeção 5 – A Vontade Secreta de Deus

Neste momento crítico, o calvinista certamente gostaria de afirmar, contrário às palavras do texto, que Deus de fato fez isto porque era sua vontade secreta fazê-lo, não por causa de qualquer coisa que Abraão fizera, e provavelmente suportaria a alegação referenciando passagens como a que citamos aqui, sobre as coisas secretas de Deus que estão além de nosso entendimento. Mas isto de fato serve para o que esta passagem está dizendo? Penso que não, pela seguinte razão: seja lá que conselhos estejam em Deus que permaneçam escondidos de nó, as palavras que Ele fala, que têm sido transmitidas até nós nas Sagradas Escrituras, são absolutamente verdadeiras, e a verdade não pode contradizer a si mesma. Como a Escritura citada no começo indica, muitas coisas estão escondidas em Deus, mesmo assim não podemos ignorar ou desprezar as coisas que Ele nos têm dado por revelação. Deus tendo escondido conselhos e planos de forma alguma contradiz suas próprias afirmações. Se Ele diz que Ele tem feito alguma coisa por causa de nossa obediência, falta dela, ou alguma outra contingência, então Ele de fato quis dizer isto.

Objeção 6 – As razões Colocadas por Deus São Antropomorfismos, Meramente Indicando Aquilo que Ele Externamente Pareceu Ter Feito

Calvinistas algumas vezes afirmam que Deus está falando ao povo em ‘termos humanos’ e portanto pode dizer algumas coisas que pareçam fazer mais sentido à ‘mente do homem natural’ (o que eles muitas vezes igualam ao arminianismo). Então porque Deus está falando palavras designadas para apelar ao ponto de vista arminiano (ao qual, ao contrário do calvinista, não foi dado o bastante da mente de Cristo para ver além da fachada que Deus ergueu), é seguro excluir completamente a ideia advinda de nosso entendimento de Deus, é isso?

Sete palavras: A Palavra de Deus É a Verdade. Pode esta defesa do determinismo então suster-se quando comparada à Escritura? Ainda é verdade, apenas em ‘termos humanos’, para Deus dizer que Ele abençoou Abraão porque Abraão obedeceu, quando na realidade Deus quis dizer que Sua decisão de abençoá-lo não teve de fato dependência nenhuma de sua obediência? Isto não seria apenas refrasear as coisas de maneira que as pessoas possam correlacionar, isto seria patentemente fraudulento. Mesmo as parábolas de Cristo, que escondia seu significado de muitos ouvintes, não foram designadas para fazer as pessoas crerem em mentiras. Quando a Escritura aplica antropomorfismos, idiomas, ou outros artifícios literários, não é por vão exercício ou duplicidade, mas para transmitir a verdade da palavra de Deus, porque toda palavra de Deus é verdade (Sl 12:6,33:4; Jo 17:17). A objeção acima realmente se resume a dizer que a palavra de Deus emprega artifícios literários para obscurecer a verdade de quem Ele é, em vez de revelá-la. Mas o buraco do caso determinista se aprofunda ainda mais depois de uma maior avaliação…

Isto Só Tende A Piorar

Aqueles que aceitam a ideia de livre arbítrio geralmente não tem problema algum com a ideia de Deus influenciar as nossas vontades, desde que um grau de influência não implica compulsão exaustiva, e portanto não temos problema algum em declarar “Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro”. Mas isto não funciona de maneira reversa para um determinista – como Turretin indica, isto violaria a ‘independência’ de Deus em sua visão. A independência de Deus implica que Ele não tem necessidade de nada afora Si Mesmo (como calvinistas e arminianos afirmam). O conceito determinista, porém, é que Sua independência acarreta que ele não é afetado ou influenciado por nada afinal fora dEle Mesmo – nem mesmo de boa vontade própria. Eles insistem que se Deus fosse se deixar influenciar, afetar, ou basear qualquer de Suas decisões em qualquer coisa que o homem faça, mesmo um pouquinho que fosse, isto violaria (sua versão de) a independência divina. Se aplicássemos este conceito consistentemente, tal cosmovisão obrigaria não apenas reinterpretar as palavras de Deus a Abraão, mas Suas palavras em vários muitos outros lugares da Escritura também:

A zelos me provocaram cem aquilo que não é Deus, com as suas vaidades me provocaram à ira; portanto eu os provocarei a zelos com aquele que não é povo, com uma nação insensata os despertarei à ira. {Deuteronômio 32:21}

abandonaram o Senhor Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses dos povos que havia ao redor deles, e os adoraram; e provocaram o Senhor à ira{Juízes 2:12}

Porquanto não deste ouvidos à voz do Senhor, e não executaste e furor da sua ira contra Amaleque, por isso o Senhor te fez hoje isto.{1Samuel 28:18}

E, passado o tempo do luto, mandou Davi recolhê-la a sua casa: e ela lhe foi por mulher, e lhe deu um filho. Mas isto que Davi fez desagradou ao Senhor.{2Samuel 11:27}

Agora, pois, a espada jamais se apartará da tua casa, porquanto me desprezaste, e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher.{2Samuel 12:10}

Não viste que Acabe se humilha perante mim? Por isso, porquanto se humilha perante mim, não trarei o mal enquanto ele viver, mas nos dias de seu filho trarei o mal sobre a sua casa.{1Reis 21:29}

Porquanto me deixaram, e queimaram incenso a outros deuses, para me provocarem à ira por todas as obras das suas mãos, o meu furor se acendeu contra este lugar, e não se apagará.{2Reis 22:17}

Também em cada cidade de Judá fez altos para queimar incenso a outros deuses, assim provocando à ira o Senhor, Deus de seus pais.{2 Crônicas 28:25}

Pois o provocaram à ira com os seus altos, e o incitaram a zelos com as suas imagens esculpidas.{Salmo 78:58}

Eis a voz do clamor da filha de meu povo, desde uma da terra distante: Por acaso não está o SENHOR em Sião? Não está nela o seu rei? Por que me provocaram à ira com suas imagens de escultura, com coisas estrangeiras inúteis? {Jeremias 8:19}

Por acaso foi ele morto por Ezequias rei de Judá e todo Judá? Por acaso Ezequias não temeu ao SENHOR, e orou na presença do SENHOR, e o SENHOR mudou de ideia quanto ao mal que tinha falado contra eles? E nós, faremos pois tão grande mal contra nossas próprias almas?{Jeremias 26:19}

E farei em ti o que nunca fiz, nem jamais farei coisa semelhante, por causa da todas as tuas abominações.{Ezequiel 5:9}

Porém Efraim o ofendeu amargamente; por isso deixará a culpa de seus sangues sobre ele, e seu Senhor lhe retribuirá sua desonra. {Oseias 12:14}

E Deus viu a atitude deles, que se converteram de seu mau caminho; então Deus se arrependeu do mal que tinha dito que lhes faria, e não o fez. {Jonas 3:10}

Escutai e ouvi: não sejais arrogantes, pois o SENHOR falou. Dai glória ao SENHOR vosso Deus, antes que ele faça escurecer, e antes que vossos pés tropecem nos montes no meio da escuridão, e espereis luz, e ele a torne em sombra de morte e cause trevas. Mas se não ouvirdes isto, minha alma chorará em segredo por causa de vossa arrogância; e chorando amargamente, meus olhos se desfarão em lágrimas, porque o rebanho do SENHOR foi levado cativo.{Jeremias 13:15-17}

Naquele dia pedireis em meu nome; e não vos digo, que eu suplicarei ao Pai por vós. Pois o próprio Pai vos ama, porque vós me amastes, e crestes que eu saí de Deus. {João 16:26-27}

E qualquer coisa que pedirmos, dele receberemos; porque obedecemos a seus mandamentos, e fizemos o que lhe era agradável.{1João 3:22}

Eu conheço tuas obras, e amor, e serviço, e fé, e tua paciência, e tuas obras, e que as últimas são mais que as primeiras.{Revelação 2:20}

Eis que eu entrego alguns da sinagoga de Satanás, dos que dizem ser judeus, e não são, mas mentem; eis que eu farei com que venham, e fiquem prostrados diante dos teus pés, e saibam que eu te amo;[…] Eu conheço as tuas obras, que tu nem és frio, nem quente; melhor seria que tu fosses frio ou quente!{Revelação 3:10, 16}

Bem mais que apenas na história de Abraão, por toda a Bíblia, somos informados numerosas vezes de Deus fazendo coisas por causa de algo que o homem fez. Usando o método interpretativo da objeção 6 “Deus só fala a nós o que Ele parece estar fazendo”, ou alguma outra invenção, teríamos que remoldar porções imensas da Escritura em cortinas superficiais de fumaça, e repetidamente insistir que as razões que Deus deu para Suas ações não são realmente razões afinal, apenas para salvar a filosofia determinística.

Conclusão

Já ouvi muitos apelos dos proponentes do determinismo da ‘beleza’ do seu sistema. Como uma pérola sem preço, é suave e elegante, sendo uma ‘teoria do tudo’ de fato, e aparentemente provê respostas fáceis e consistentes para questões difíceis. Beleza não conta para verdade, porém, e é bem fácil ser enganado por por ele se não examinarmos detidamente. O problema de Deus originar o pecado por si só cria <numerosos e irreconciliáveis problemas> para o determinismo exaustivo. Seu corolário, que Deus não faz nada baseado no que o homem faz, é desesperada e finalmente disprovada pelo próprio testemunho de Deus, clara e repetidamente estabelecendo o contrário. Esta filosofia determinística pode parecer impecável e inestimável à primeira vista, mas quando examinada pelas lentes da Escritura, há uma irreparável fratura nela – uma falha, que com estudo aprofundado, cresce cada vez mais profunda e pronunciada.

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