Traduções Crédulas: Eleição em Romanos 9 – Análise de Romanos 9:6-13 – A Promessa Como uma Segurança a Ser Crida

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Eleição em Romanos 9

Análise de Romanos 9:6-13 – A Promessa Como uma Segurança a Ser Crida

Primeiro, Paulo considera a promessa de Deus em termos de ela sendo uma garantia dada por Deus na qual era requerido de Abraão colocar sua fé. E este sentido de promessa que determina a natureza da linhagem espiritual possuída pelos verdadeiros filhos de Abraão, o que por sua vez consiste a eleição para a salvação do verdadeiro Israel espiritual do qual Paulo se refere em 9:6. Paulo discutira os aspectos da promessa anteriormente no capítulo 4, onde ele argumenta que Abraão fora creditado com justiça na base da sua fé na promessa de Deus, não na base de quaisquer obras da Lei (incluindo circuncisão), com o propósito de “[…] que fosse pai de todos os que creem, não estando na circuncisão, para que também a justiça lhes seja considerada”, bem como “pai da circuncisão, daqueles que não somente são da circuncisão, mas que também andam nos passos da fé de nosso pai Abraão” (4:11-12). Em todo caso, seja gentio ou judeu, é a fé de alguém que o faz descendente espiritual de Abraão. Paulo então relacionou este fato à promessa: “Pois, a promessa de que ele seria herdeiro do mundo, não veio a Abraão, ou à sua descendência, pela lei, mas pela justiça da fé.” {Romanos 4:13 Almeida Recebida} A promessa “Portanto é pela fé, para que seja pela graça; a fim de que a promessa seja firme a toda a descendência, não somente à que é da Lei [ou seja, aqueles fisicamente descendentes de Israel e que portanto participam da promessa no sentido a ser logo discutido], mas também à que é da fé de Abraão, o qual é pai de todos nós [ou seja, aqueles que participam da promessa no sentido sendo agora considerado]”{Romanos 4:16 Almeida Recebida}. Portanto, no pŕimeiro sentido a promessa de Deus é condicionada à fé dos sucessores de Abraão, no que apenas aqueles que têm a fé de Abraão são considerados como sua linhagem espiritual em fé.

Portanto, quando Paulo fala em 9:6 que “nem todos os que são de Israel são verdadeiros israelitas”, ele está tomando o ponto já desenvolvido no capítulo quatro e aplicando-o especificamente ao caso da nação judaica (isto é, os descendentes físicos de Jacó/Israel), os quais Paulo trouxe a foco em 9:1-6. Baseados nos argumentos em 4:11-16, Paulo pode agora concluir acerca dos judeus que a eleição para participação na verdadeira nação espiritual de Israel não é baseada em mera linhagem física do patriarca Israel (Jacó). Em vez disso, eleição para salvação é condicionada à fé somente, sem respeito à linhagem judaica ou gentílica. Esta verdade fornece a primeira das respostas de Paulo ao desafio aludido no verso 9:6 que as promessas de Deus deveriam necessariamente ter falhado em vista da descrença da maioria judaica. A este desafio pode-se corretamente responder que nunca foi a intenção de Deus que aqueles em descrença, sejam judeus ou gentios, fossem numerados entre os eleitos para salvação, sendo isto demonstrado em Abraão, que obteve justiça na base de sua fé. Consequentemente, a descrença dos judeus contemporâneos a Paulo não acarreta que Deus tenha sido infiel à sua promessa.

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