Traduções Crédulas: Eleição em Romanos 9 – Análise de Romanos 9:6-13 – Um problema Geralmente Não Reconhecido

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Eleição em Romanos 9

Análise de Romanos 9:6-13 – Um problema Geralmente Não Reconhecido

O que eu acabei de descrever é uma interpretação bastante padrão da resposta básica de Paulo ao assunto levantado em 9:6 acerca de se as promessas de Deus aos patriarcas falharam. Esta abordagem acima é, porém, incompleta. Para vermos por que, precisamos começar reconhecendo um aparente problema do raciocínio de Paulo que tem sido largamente abandonado pelos comentaristas desta epístola. Enquanto é verdade que os exemplos de Isaque vs. Ismael e Jacó vs. Esaú demonstram a insuficiência da descendência física de Abraão para assegurar a situação de alguém como filho eleito de Deus (verso 7), estes exemplos em si, estritamente falando, não anulam a possibilidade de que descendência física de Israel (Jacó) garante a situação como membro do Israel eleito. Isto é, não é claro como estes exemplos se enquadram com a afirmação de Paulo que “[…]porque nem todos os que são de Israel são verdadeiros israelitas” (verso 6). Se alguma coisa, os exemplos de eleição de Isaque mas não Ismael, e de Jacó mas não Esaú, podem ser usados para na verdade apoiar um apelo à descendência física de Israel (Jacó), dado que a eleição de Isaque e Jacó foi feita por Deus com o claro propósito de delimitar uma nação de judeus (feira de todos os fisicamente descendentes de Israel/Jacó) que seria o povo da aliança visível de Deus, em distinção a todos os gentios. Enquanto é fácil, então, ver como a eleição de Isaque e Jacó (e a consequente rejeição de Ismael e Esaú) demonstra a verdade do verso 7 (“Nem por serem descendentes de Abraão quer dizer que todos são filhos”), não está claro como estes mesmos exemplos tomados em seu valor literal de face demonstram a verdade afirmada no verso 6 (“porque nem todos os que são de Israel são verdadeiros israelitas”).

O problema acima surge porque nós temos até agora assumido, de acordo com a interpretação padrão destes versos, que a resposta de Paulo à acusação no verso 6 (a qual é, se a palavra de Deus com os patriarcas falhou) consiste de apenas um ponto, a saber, que Deus ainda é fiel às suas promessas porque apenas os membros crentes do Israel físico foram mesmo considerados verdadeiramente eleitos. Sob esta interpretação padrão, a segunda das assertivas gêmeas nos versos 6 e 7 é tomada como sendo essencialmente uma repetição da primeira (isto é, “nem todos os que são de Israel são verdadeiros israelitas.” = “Nem por serem descendentes de Abraão quer dizer que todos são filhos”). A solução para este problema trazido pela interpretação padrão é reconhecer que, de fato, o verso 7 não é simplesmente uma repetição do verso 6, mas de fato um ponto distinto em resposta à questão de se as promessas de Deus falharam (estes dois pontos de resposta nos versos 6 e 7 sendo conectados pela frase interveniente “nem por serem” no início do verso 7). Esta dupla resposta de Paulo à questão da fidelidade de Deus é em si mesma baseada em dois sentidos distintos de promessa feita por Deus aos patriarcas, que por sua vez correlatam não meramente a um mas a dois sentidos igualmente válidos de eleição. Vamos considerá-las aqui por este momento.

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