Traduções Crédulas: Eleição em Romanos 9 – Análise de Romanos 9:6-13 – A Palavra de Deus Falhou?

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Eleição em Romanos 9

Análise de Romanos 9:6-13 – A Palavra de Deus Falhou?

Nesta seção Paulo começa a abordar as principais questões naturalmente levantadas pelas suas observações em 9:1-5, uma questão originalmente iniciada em 3:3, em que ele pergunta, “Então o quê? Se alguns foram incrédulos, sua incredulidade anulará a fidelidade de Deus?” {Romanos 3:3 BLIVRE}. Esta questão ressurge aqui em 9:6a e como notado acima guiará o restante da passagem estendida até o capítulo onze. Em essência, a questão pode ser colocada como se segue: A falha da maioria dos judeus dos dias de Paulo em crer em Jesus significa que a eleição divina deles mediante os patriarcas falhara? Se a maioria deles são de fato malditos e excluídos da salvação por causa de sua rejeição a Cristo (como Paulo implica em 9:3), então como podem eles serem ainda considerados eleitos de Deus, e como podemos evitar a conclusão que Deus falhou em seu propósito expresso mediante sua anterior eleição dos judeus mediante os patriarcas?

No capítulo três a resposta de Paulo a esta sugestão de que Deus falhara em cumprir seus compromissos foi curta e enfática: “De jeito nenhum; antes seja Deus verdadeiro, e todo ser humano mentiroso; assim como está escrito: Para que sejas justificado em tuas palavras, e venças quando tu fores julgado” {Romanos 3:4 BLIVRE} Aqui no capítulo nove Paulo provê uma resposta mais aprofundada baseado numa distinção em 9:8 entre dois tipos distintos de linhagem dos patriarcas; a saber, os descendentes de acordo com a carne (os filhos da carne) e os descendentes de acordo com a promessa (os filhos da promessa). Paulo sugere que os últimos e não os primeiros são os “filhos de Deus” e “descendência de Abraão” (verso 8b). Para provar seu ponto, Paulo trata com os dois exemplos mais pertinentes das vidas dos patriarcas: a escolha/eleição de Isaque (o que implica a não-eleição do outro filho de Abraão, Ismael), e a escolha/eleição de Jacó (contrastada com Sua rejeição a Esaú). O fato de ambos Ismael e Esaú eram descendentes de Abraão e mesmo assim foram contados como gentios em vez de membros da nação eleita forçosamente demonstra o ponto de Paulo que a eleição de Deus não procede meramente por cega descendência física à parte da consideração da promessa de Deus. Isto é importante porque fornece para Paulo uma maneira de explicar como a descrença da maioria dos seus contemporâneos judeus não compromete a legitimidade das promessas de Deus aos patriarcas. Como nem todo judeu é necessariamente um descendente de acordo com a promessa, a descrença de alguns judeus não implica que as promessas de Deus falharam.

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