Traduções Crédulas: Eleição em Romanos 9 – Análise de Romanos 9:1-5

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Eleição em Romanos 9

Análise de Romanos 9:1-5

É imediatamente após o crescendo em 8:28-39 celebrando a segurança dos crentes em Cristo que Paulo volta sua atenção para seus contemporâneos judeus, a maioria dos quais não participando deste relacionamento espiritual com Cristo mediante a fé. É este flagrante contraste entre os eleitos crentes em Cristo e os descrentes judeus dos dias de Paulo que provê o plano de fundo de toda a missiva de Romanos capítulos de nove a onze, um ponto que devemos constantemente manter em mente quando procurando interpretar esta seção da Escritura. Uma preocupação em particular, levantada por Paulo em 9:6 e ecoando a questão dantes levantada em 3:3, fornece a força-motriz por detrás da maior parte da discussão de Paulo nestes capítulos: Como Deus pode ser considerado fiel à sua eleição original dos descendentes físicos de Israel se a maioria de tais descendentes não se voltou a Cristo em fé? É imperativo que Romanos capítulo nove seja lido em termos desta questão, caso contrário faremos o erro que muitos antes de nós fizeram ao forçar todas as assertivas de Paulo em um falso molde como relacionado primariamente à salvação final da Igreja e à reprovação última de todos os outros. De fato, porém, o montante dos comentários de Paulo (e muitas das observações relacionadas no capítulo onze) são primariamente com a intenção de prover uma abordagem do estado de descrença dos judeus contemporâneos de Paulo, tanto em termos de como eles chegaram até aquele ponto em primeiro lugar, quanto em termos do que Deus ainda tinha reservado a eles. Isto não quer dizer que Paulo não lidaria com temas teológicos que teriam implicações para a salvação dos gentios também; de fato, irei traçar algumas destas implicações em meu discurso abaixo assim que elas surgirem. Mas jamais devemos esquecer que são os compatriotas judeus incrédulos de Paulo que permeiam sua visão neste capítulo. Apenas então podemos esperar seguir precisamente este fluxo de pensamento e traçar as lições teológicas apropriadas das palavras de Paulo.

Para começar, então, Paulo primeiro expressa sua severa tristeza em Romanos 9:1-3 sobre o fato que seus compatriotas judeus estavam envoltos em incredulidade. Os favores especiais que Deus lhes dera como descendentes eleitos de Israel (Jacó), enumerados por Paulo em 9:4-5, fizeram sua descrença ser de todo mais trágica. A lista de Paulo destes privilégios pode ser tomada como uma elaboração e extensão de sua anterior observação em 3:1-2 de que os judeus tem “vantagem” em “terem sido confiados os oráculos de Deus”. Note em particular aqui em 9:1-3 a menção de Paulo das promessas dadas aos judeus, sua relação com os patriarcas e seus papéis privilegiados de serem guardiães terrenos da Lei, e de fornecerem a linhagem física para o aparecimento do Cristo. Em resumo, os judeus foram escolhidos/eleitos por Deus mediante os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó para receber a Palavra de Deus à humanidade e funcionar como veículo para preparar o mundo para a vinda do Messias, o Salvador tanto de judeus quanto de gentios. Apesar desta posição especial como eleitos de Deus, porém, Paulo claramente via os judeus descrentes de seus dias como sendo amaldiçoados e separados de Cristo (uma posição que ele estava desejoso de trocar com eles, 9:3).

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