Traduções Crédulas: Falácias da Apologética Calvinista XI

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Uma falácia mais elaborada, mas igualmente falha: declarar que a presciência como definida no arminianismo ataca a auto-existência divina. A argumentação é de certo modo simples: se isto fosse verdade, então a fidelidade divina a promessas feitas a pessoas dependeria também da existência de pessoas para as quais tais promessas foram feitas.

Boa Leitura!

Falácias da Apologética Calvinista –

Falácia XI: A Visão Arminiana da Presciência Divina Ataca a Asseidade Divina

por J.C. Thibodaux from ArminianPerspectives
Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Falácias Correlatas:
Non Sequitur
Equivocação
Argumentação Ad Hoc

Uma aparente ramificação de de adotar tanto o livre-arbítrio libertariano quanto a onisciência divina é que Deus (aparentemente) deriva Seu conhecimento de nossas escolhas de nós, desde que nossas escolhas em último caso vêm de nós. Há algum tempo eu tive uma conversa com um Sr. Tim Prussic, que empregou um argumento que já vi antes: calvinistas que adotam o determinismo exaustivo irão geralmente argumentar que Deus ter conhecimento que de alguma forma é baseado na vontade humana maina Sua asseidade.

Definindo “Asseidade”

Asseidade é definida como “existência originada de e não tendo nenhuma fonte além de si mesmo”. Deus, de acordo com todos os ramos da teologia cristã ortodoxa, é o único Ser que é auto-existente. O assunto em mãos, brevemente, é que se Deus capacitou Suas criações com uma medida de livre arbítrio, então as ações das próprias criaturas vê, de si mesma s (isto é, de sua própria auto-determinação) e portanto o conhecimento transcendente de Deus do que elas farão aparentemente é também enraizado em tal auto-determinação. Deterministas como Sr. Prussic contendem que o conhecimento de Deus enraizado em qualquer coisa que os homens desejem ou façam de alguma maneira ataca Sua asseidade, desde que isto implicaria uma relação de dependência, no caso Deus sendo dependente do homem para conhecimento (ou do que tal homem escolherá, especificamente).

Problemas com Esta Lógica

Para começar, Deus claramente não é dependente do homem para Sua existência. Deus ter liberdade de Sua própria vontade acarreta que Ele não tinha que criar a humanidade afinal. Claramente, conhecimento derivado daquilo que o homem criado faz não minar Sua auto-existência. A única objeção que o determinista pode oferecer aqui seria uma dependência de conhecimento – Deus usando o homem para ser onisciente acerca das vontades do homem. Seria isto equivalente a afirmar que um dos atributos de Deus (Sua onisciência) vem do homem? Não afinal: tal situação implicaria que Deus tem que criar o homem para tornar-se onisciente, mas claramente este não é o caso, desde que Deus seria todo-sapiente mesmo se Ele não criasse o homem afinal.

A única dependência diante do homem (i.e., Deus conhecer o que o homem escolherá devido ao próprio homem) é ele próprio enraizado na vontade de Deus em criar o homem em primeiro lugar, então nenhuma dependência desse gênero pode existir à parte de Deus desejar que ela exista. Alegar que Deus entrar em tal relacionamento de dependência de alguma forma ataca Sua auto-existência aparentemente não segue de qualquer argumentação sólida.

Contra-Exemplo

Desimpedido de obstáculos menores tais como a falta de coerência de seu argumento, deterministas como Sr. Prussic continuam a pressionar a questão, alegando que Deus é feito “menos que Deus”, desde que Ele já criou uma dependência sobre o homem, a implicação sendo que qualquer espécie de relação de dependência destrói a asseidade divina. Esta nova definição de “asseidade” retém alguma coerência à luz da Escritura?

Vamos observar mais um dos atributos divinos: fidelidade. Deus é de fato chamado “fiel e verdadeiro” (Rv 19:11, veja também Dt 7:9, Is 49:7, 1Co 10:13, 1Ts 5:24, 2Ts 3:3). Sabendo disso, pergunto, Deus já tem feito alguma promessa ou ou juramento a alguém? Certamente. Sua aliança com Abraão e seus descendentes é um exemplo proeminente (Gn 22:16-18). Segunda questão: para Deus permanecer fiel ao que Ele prometeu, aquele a quem Ele fez tais promessas deve existir? Penso que sim: Abraão e seus descendentes aparentemente devem existir para que Deus permaneça fiel às Suas promessas que Ele fez a eles.

Então o atributo divino de fidelidade na realidade depende de Suas criações (a existência delas, neste caso), dado que Ele escolheu fazer uma promessa a eles. Este tipo de dependência não ataca a asseidade de Deus, já que fazer as promessas em primeiro lugar (e portanto estabelecer tal dependência) foi Sua decisão somente. Isto claramente não implicará que Ele tem alguma necessidade inata de criação, mas definitivamente indicaria que tal dependência existe de acordo com Sua vontade.

Se a fidelidade de Deus às Suas promessas em relação à pessoas é dependente da existência das pessoas a quem Ele fez tais promessas, então por que de repente é um ataque à Sua asseidade se Seu conhecimento em relação às escolhas das pessoas é semelhantemente dependente delas? Se Deus precisa de pessoas para ser fiel às Suas promessas feitas àqueles que Ele criou, então por que há alguma dificuldade nEle precisar de pessoas para conhecer as escolhas das pessoas que Ele criou? A acusação calvinista se resume a uma forma bem ingênua de argumentação ad hoc que simplesmente não permanece após escrutínio.

Problemas Ainda Maiores

Ironicamente, um problema ainda maior se assenta em uma visão determinista de Deus no que se atenta às origens do pecado. Se todo o conhecimento de Deus necessariamente vem de Si Mesmo, então tudo do que Ele tem conhecimento deve também vir de Si Mesmo – isto inclui o pecado. Tal visão inevitavelmente termina por tornar Deus o autor do pecado e a fonte de toda a mentira, má motivação e pensamento abominável. Isto se assenta em completo contraste com o Apóstolo João, que afirma,

E este é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele nada de trevas.{1João 1:5 BLIVRE}

Conclusão

O caso calvinista aqui é uma tentativa bastante deformada de salvar uma bastante forjada redefinição da asseidade divina. Sua acusação é de fato tão impotente que quando eu confrontei Sr. Prussic com o contra-exemplo supracitado, seu único recurso foi pronunciar que eu era “culpado” sem sequer oferecer a mais ínfima interação com a evidência apresentada. Deus sendo auto-existente e não tendo necessidade de nada não implica que Ele não pode estabelecer alguma espécie de dependência, simplesmente significa que Deus inatamente não tem necessidade de nada externo a Si Mesmo. Deus permitir alguma espécie de dependência existir por causa de Suas interações com o homem não mina Sua asseidade, desde que nenhuma dependência deste gênero é inata a Deus, elas só podem existir de acordo com Sua vontade. A posição determinista exaustiva apenas salva sua própria auto-servida e nada funcional definição de asseidade, enquanto ao mesmo tempo abominavelmente faz de Deus a origem de todo pecado.

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2 comentários sobre “Traduções Crédulas: Falácias da Apologética Calvinista XI

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