Traduções Crédulas: Corrente Dourada ou Cadeado de Ferro?

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A toque de caixa, um comentário rápido e limpo sobre a Catena Aurea, Romanos 8:28-30. De acordo com uma interpretação calvinista, cada passo infalivelmente levará ao próximo. Mas isto leva a um prqueno problema: só existiria um passo!

Boa Leitura!

Corrente Dourada ou Cadeado de Ferro?

Dr. Vic Reasoner, The Arminian Vol. 20 No. 1
Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Romanos 8:28-30 traça o propósito de Deus mediante a ordem no qual ele é executado. Cada verbo nesta ordem de salvação está no aoristo tenso, que se refere a uma ação completada. Ainda assim o plano de Deus pode ser abortado em qualquer ponto, bem como os seis passos da responsabilidade humana em Romanos 10:14-17 ou a sequência de Romanos 5:3-5.

Nós temos uma escolha e devemos continuamente nos submeter a seu propósito. Paulo “fala como quem olha para um objetivo, pela corrida da fé”, escreveu Wesley. A salvação final é vista do fim até o começo, como vista da perspectiva de Deus.

Enquanto o plano de salvação é certo, a segurança do crente é condicional. Não pode ser inferido que todos os que começam irão terminar. Pelo contrário, aqueles que terminarem seguirão esta sequência. Wesley explica que Paulo “não afirma, nem aqui nem em outro lugar de seus escritos, que precisamente o mesmo número de pessoas é chamada, justificada e glorificada. Ele não nega que um crente possa cair e ser cortado, entre sua chamada especial e sua glorificação. Nem nega que muitos são chamados que nunca são justificados. Ele apenas afirma que este é o método pelo qual Deus nos guia, passo a passo, em direção ao Céu”.

Mesmo assim, no tempo de Beza, afiliado a Calvino, estes cinco verbos de Romanos 8:28-30 foram considerados uma corrente inquebrável. Deus dantes conheceu, predestinou, chamou, justificou e glorificou. Em 1591 William Perkins escreveu ‘A Golden Chain’, que foi dedicado a Theodore Beza e que continha “a ordem das causas da Salvação e Danação”. Este livro traçava a ordem da salvação desde os eternos decretos até a consumação final de todas as coisas. A doutrina da dupla predestinação era central. Perkins afirmou defender a doutrina calvinista que “ele ordenara todos os homens para um certo e determinado estado: isto é, para salvação ou condenação, para sua própria glória.”

Nos idos de 1612 Arminius refutou esta corrente lógica de Perkins. Perkins afirmara que a falha do crente em perseverar significava que sua fé era apenas temporária e portanto ele não era eleito. Arminius argumentou que sua própria doutrina não era efetivamente distinta da de Perkins; que o crente pode realmente “cair da própria graça pela qual Deus o envolve para a vida eterna” [Works, 3:460]. De acordo tanto com Perkins quanto com Arminius, se o crente não persevera, tal pessoa demonstrou ser não-eleita. A diferença é que Perkins ensina que crentes perseveram porque eles foram eleitos. Arminius ensinava que Deus elege crentes que ele pré-conhecia que perseverariam. Portanto, a corrente lógica é não-determinística.

Colin Williams escreveu que a ênfase de Wesley na doutrina da graça preveniente quebra “a corrente da necessodade lógica” que parece ser a inevitável consequência da doutrina do pecado original. Em seus debates com a predestinação incondicional, Wesley muitas vezes emprega este conceito de graça preliminar capacitante.

Ainda assim, enquanto calvinistas continuamente ensinam que Romanos 8:28-30 constitui uma corrente dourada, que não pode ser quebrada, pela sua própria definição a corrente na verdade tem apenas um elo.

Primeiro, eles confundem presciência com predestinação. Fredrick Godet explicou que se “presciência” significa destinar de antemão, então presciência deve ter o mesmo significado de “predestinar” no verso 30. A partícula “também” não leva etão a implicação de uma gradação de um nível ao próximo.

John Murray tenta salvar a pressuposição calvinista declarando que existe uma distinção entre as palavras. Murray afirma que enquanto presciência significa escolher, “ela não nos informa do destino que aqueles então escolhidos estão apontados”. De acordo com Murray, predestinação supre esta informação ausente. Mesmo assim é absurdo advogar que Deus escolheria sem qualquer propósito em mente. Murray não evitou a conclusão de que ambas as palavras remetem à mesma coisa, se a definição calvinista for aceita.

Segundo, James Montgomery Boice declarou que o chamado de Deus é uma aliança irrevogável. Em seu comentário de Romanos 11:29, Boice escreve que o “chamado” é sinônimo de predestinação ou eleição. O terceiro elo da corrente dourada era o chamado de Deus. Agora ele também está identificado, tal que seja lá que palavra se use, presciência, predestinação, eleição, ou chamado, o sentido ainda é determinístico.

Terceiro, John Murray escreveu em Redemption Accomplished and Applied que faz pouca diferença se o chamado eficaz ou regeneração vem primeiro. Logicamente, os eleitos foram salvos quando no conselho de Deus ele decretou a seleção. Fé, portanto, é a revelação de tal eleição e vem após a regeneração. Portanto, o terceiro e quarto elos, chamado e justificação, estão identificados. J. Agar Beet levantou uma questão válida quando perguntou se salvação é pela fé ou pelo decreto. Ele escreveu,

Alguns têm suposto que, apesar de salvação ser proclamada a todos que creem, Deus secretamente resolveu presentear apenas uma porção da raça selecionada por Ele Mesmo com influências sem as quais arrependimento e fé são impossíveis. Se é assim, então a salvação é limitada, não pela descrença humana de fato, mas pelo eterno propósito de Deus.

Finalmente, desde que o ensino calvinista da perseverança dos santos afirma que a salvação final ou glorificação, o quinto elo, é incondicionalmente assegurado para aqueles que são justificados, o quarto e quinto elos são identificados.

Então, na realidade, para os calvinistas a corrente dourada tem somente um elo. Salvação é por decreto; predestinada para os eleitos. Nem existe qualquer corrente de salvação para reprovados. Apenas um cadeado de ferro.

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