Traduções Crédulas: A Serpente de Bronze Explicada: Uma Visão Monergista da Cura Divina

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Uma gota de humor, pra variar… Pensei em postar umas imagens cômicas, mas este blog é primariamente para leitura, nem sempre uma imagem vale tanto quanto as milhares de palavras que eu traduzo.

Nesta história, Josh Thibodaux faz uma alegoria interessante das alegações do calvinismo, usando o evento das serpentes abrasadoras de Números 21 (uma analogia usada pelo próprio Senhor Jesus em João 3).  Tem de tudo: graça irresistível, vontades contraditórias, expiação limitada, perseverança do santo… Um prato cheio!

Divirtam-se com esta peça de humor fino dos blogueiros do ArminianPerspectives!

A Serpente de Bronze Explicada: Uma Visão Monergista da Cura Divina

por J.C. Thibodaux from InDeathOrLife
Tradução: Credulo from this WordPress Blog

E o SENHOR disse a Moisés, ‘Faça para eles uma serpente ardente, e a coloque num estandarte; e será que, todo aquele que foi mordido e a olhar – ele viverá’. E Moisés fez uma serpente de bronze, e a colocou no estandarte, e era que se a serpente tivesse mordido qualquer homem, e ele olhasse fixamente na serpente de bronze – ele vivia. {Números 21:8-9 Young’s Literal Translation}

E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve o Filho do homem ser levantado,
Para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna. {João 3:14-15 BLIVRE}

[Cena: a fronteira de Canaã próximo da terra de Midiã, dois homens israelitas das tribos deixadas por Moisés e uma jovem moça silenciosa todos situados num pico e contemplando a terra prometida]

Zinri: Ah, finalmente na fronteira da terra prometida!
Carmi: Sim, viemos de uma longa jornada.
Zinri: Agora vamos desfrutar da parte boa. Foi uma viagem e tanto daqui, né?
Carmi: De fato. Não conhecemos nada além de deserto durante todas as nossas vidas.
Zinri: Sim, de fato foi um tempo muito perigoso também, mas Deus continuou sendo fiel em nos levar, mesmo quando falhamos com Ele. Lembra-se do tempo que todos nós reclamávamos tanto contra Moisés que Deus enviou aquelas víboras para o campo?
Carmi: Tudo muito bem…
Zinri: Mas mesmo a misericórdia de Deus foi espetacular; quando Moisés colocou aquela serpente de bronze, tudo o que precisávamos fazer era encarar a ela e Deus nos curou. Foi incrível, tudo que Deus pediu foi que eu olhasse e reconhecesse minha necessidade de Sua ajuda, e Ele me curou.
Carmi: Mas, o que você está em efeito dizendo é que você se curou a si mesmo.
Zinri: Me curei a mim mesmo? Do que você está falando?
Carmi: Estou dizendo que você adota uma visão antropocêntrica da cura divina, e falta-lhe o conhecimento vital de como Deus nos curou.
Zinri: Conhecimento vital?
Carmi: Sim, quando Deus enviou aqueles que Ele desejou às serpentes, Ele o fez de todo Seu próprio poder, sem nenhuma cooperação inerente daqueles picados. Este importante ensino é conhecido como a doutrina das cobras.
Zinri: Você me confundiu. Como eu me curei a mim mesmo?
Carmi: Olhando para a serpente, em suas crenças, é algo que você fez, e portanto você causou sua própria cura.
Zinri: Isto parece ser um pouco forçado. Deus foi aquele que deu a cura, e comandou Moisés colocar a serpente de bronze, tudo que ele nos disse para fazer foi encarar a ela e –
Carmi: Mas encarar a ela foi uma obra, foi algo que você fez.
Zinri: Espere, como olhar é obra? Me lembre de não acordar no sábado.
Carmi: Desde que foi você que efetivou a condição, em essência foi você que efetivou a cura.
Zinri: Então você está dizendo que Deus apenas deu a nós poder de nos curar a nós mesmos ou algo assim?
Carmi: Oh não, não de todo. Deus teve que reviver você antes que você pudesse encarar a serpente afinal.
Zinri: Me reviver?
Carmi: Sim, você na verdade estava morto desde a picada da serpente.
Zinri: Morto, como hiperbolicamente ‘morto’? Que nem em Gênesis 20:3, ‘morto será’?
Carmi: Não, literalmente morto.
Zinri: Morto, que nem “estou morto, Horatio”?{referência a Hamlet}
Carmi: Não, morto como em ‘decompondo-se fisicamente’, e portanto totalmente incapaz de fazer nada além de ser um cadáver.
Zinri: Uh, não lembro disso.
Carmi: É claro que não, você estava morto nesse momento.
Zinri: Oh, certo, certo.
Carmi: E porque você já estava de fato morto de sua picada, você não era capaz de encarar a serpente, então você tinha que ser trazido de volta à vida para fazê-lo.
Zinri: Bem, eu estava certamente bastante delirante e enfraquecido do veneno, então não tenho nenhum problema em afirmar que foi Deus quem me deu força de olhar…
Carmi: Não, não, Deus não te deu meramente força para olhar a serpente, Ele irresistivelmente te mudou tal que você poderia ao mesmo tempo ser capaz e irresistivelmente levado a encarar a serpente.
Zinri: Me mudou?
Carmi: Revivendo seu cadáver
Zinri: Ah.
Carmi: Isto é chamado ‘serpente irresistível’. Então você era literalmente morto e desesperançado, mas Deus te trouxe de volta à vida para que você fosse capaz e desejoso de encarar a serpente. Veja, está escrito bem aqui, “…e ela passou, e se uma serpente picou qualquer homem, quando ele olhava a serpente de bronze, vivia.”
Zinri: Um, não está dizendo aí que as pessoas que olharam a serpente de bronze viveram?
Carmi: Não, está dizendo que aqueles que viveram, ou melhor, foram trazidos à vida, olharam a serpente de bronze.
Zinri: Isso parece um tanto trocado. Parece que nossa vida foi contingente a encarar a serpente de bronze, e eu distintamente lembro de sentir o efeito do veneno diminuindo quando eu olhava para ela, não antes.
Carmi: Seu erro é bem comum, mas você ser revivido, curado, e olhado a serpente aconteceu tudo ao mesmo instante no tempo, é simplesmente uma necessidade lógica que você revivendo veio primeiro. Você tem que estudar e pensar acerca disto bastante por um longo, longo, longo tempo antes de chegar nessa importante verdade.
Zinri: Tenho certeza que sim.
Carmi: Claro, você sendo um fineiasita não entenderia isto.
Zinri: Um o quê?
Carmi: Um fineiasita. Seguidor das crenças de Fineias, você sabe, o neto de Arão – o sacerdote.
Zinri: Oh, ele.
Carmi: Ele adota a visão herética que aqueles mordidos pelas serpentes não estavam ainda completamente, fisicamente mortos, mas meramente tinham a sentença de morte atuando neles. Fineias está debaixo do delírio que ele não foi irresistivelmente compelido a obedecer ao ser literalmente ressuscitado, mas pensa que de alguma maneira apenas ‘cooperou’ com Deus ao realizar a impossivelmente difícil tarefa de encarar a serpente para que pudesse ser curado! E desde que ele cria que devemos tomar algum tipo de decisão de encarar (obviamente uma obra meritória além da imaginação), ele está portanto roubando a glória de Deus em curá-lo! Então qualquer um que creia que o livre arbítrio desempenha qualquer papel na cura divina é um fineiasita.
Zinri: Eu quase não conheço Fineias, muito menos estudei alguma coisa que ele escreveu ou disse.
Carmi: Não importa, você ainda cai na mesma categoria. Se você não crê em cura divina totalmente monergística, então você é automaticamente um fineiasita de algum tipo. Claro, fineiasismo é na realidade apenas o semi-ninrodismo, e todo mundo sabe que o fineiasismo eventualmente leva ou à canalização espiritual ou à adoração do sol, bem como realmente é o que o fineiasismo se resume…
Zinri: E eu nem tento ideia do que você está falando.
Carmi: Certamente Deus revelará isto a você e te salvará da cegueira fineiasita. De fato, existe uma lista de rolos que eu te recomendo ler sobre o assunto que te dará um melhor entendimento da cura divina monergística e do erro fineiasita.
Zinri: Então se Deus de fato nos reviveu tal que pudéssemos encarar a serpente, então por que algumas pessoas permaneceram mortas das picadas das serpentes?
Carmi: Porque Deus nunca quis que todos olhassem para a serpente. Deus apenas intentou que certas pessoas olhem para ela.
Zinri: Sério? Não peguei tal indicação afinal.
Carmi: Os caminhos de Deus são muito misteriosos.
Zinri: Sim, mas Moisés convidou todos que foram mordidos a encará-la.
Carmi: Sim, mas esta foi o ‘silvo externo’, não o ‘silvo eficaz’.
Zinri: O quê?
Carmi: Deus apenas quis que certas pessoas fossem curadas, então Ele fez apenas um total limitado de antídoto,
Zinri: Eu não estava falando disso.
Carmi: – então Ele escolheu algumas pessoas para serem curadas e deixou o resto à morte.
Zinri: A, então Ele os escolheu porque Ele sabia que ouviriam e responderiam?
Carmi: Não, Ele os escolheu desde a eternidade passada baseado em nada acerca deles, então após eles terem morrido das picadas das serpentes, Ele reviveu aqueles que Ele escolheu tal que eles pudessem ao mesmo tempo ter o desejo inato e a unção irresistível para realizar a ação de olhar para a serpente de bronze, portanto recebendo a dose de suprimento limitada de antídoto que Ele já havia dantes preparado.
Zinri: Aonde exatamente você está obtendo isso tudo?
Carmi: Isto… isto.. é tão elementar, até uma criança pode ver.
Zinri: Mas, não disse Ele que qualquer que tenha sido picado poderia poderia olhar e ser curado?
Carmi: Oh Ele disse, mas esta foi a vontade “Eu não quis de fato dizer isso, eu só disse coisas assim para relatar as pessoas” falando. Na vontade “super-duper-secreta realmente, realmente eu quis dizer isto” de Deus, Ele não quis realmente que todos que foram mordidos olhassem para ela, e portanto não os reviveu, que é o porquê de o antídoto ser limitado.
Zinri: …Este parece ser um sistema extremamente complicado de crenças.
Carmi: Bem, ele tem que ser verdadeiro, caso contrário você deve logicamente ter curado a si mesmo.
Zinri: Hmmmm… Tô vendo. Então, desde que o antídoto é limitado, então e se eu for picado por outra víbora? Deus não poderia me curar?
Carmi: Esta é a melhor parte. O fato de que vocẽ foi curado da sua picada garante que você entrará na terra prometida.
Zinri: Sério?
Carmi: Sim, é como um selo divino de aprovação. Àqueles que foram escolhidos e curados, Deus incondicionalmente escolheu para fornecer a entrada final à nova terra.
Zinri: Lembro de ele nos relembrar de algumas coisas que seria melhor não fazer, bem como o que ocorreria se desobedecêssemos…
Carmi: Oh, é apenas algo da vontade “não quis dizer isso” de Deus para encorajar-nos a viver retamente. Está tudo debaixo de Sua soberana vontade “super-duper-secreta” na realidade.
Zinri: Hey, este tipo faz sentido. Quero dizer, Ele não nos teria curado se Ele quisesse que morrêssemos no deserto.
Carmi: Exatamente. Enquanto o ser trazido à vida novamente certamente fará você desejoso de evitar futuras picadas, não há chance real de você falhar em entrar, mesmo que você avançasse em cada víborar deste lado do Jordão. Você pode repousar em completa segurança de que você chegará até o fim.
Zinri: Oh espera, mas eu estou bem certo que vi algumas pessoas morrerem das que foram anteriormente curadas.
Carmi: Elas nunca foram de fato curadas. A crença que elas estavam de fato curadas não se baseava em observações objetivas, mas na influência de ensinos fineiasitas tendenciosos.
Zinri: Mas eles estavam, você sabe, caminhando entre nós sem problemas aparentes.
Carmi: Deus lhes forneceu meios temporários para dar a ilusão que eles estavam vivos e foram curados, tal que nós e nem mesmo eles pensaram que estavam, mas o fato que eles falharam em entrar na terra prometida demonstra que eles jamais foram verdadeiramente curados.
Zinri: Como pode eles pensarem que estavam curados, ou mesmo se mover, se afinal eles já estavam mortos?
Carmi: Isto-… isto é um mistério.
Zinri: Então se alguém pode estar andando entre nós como se estivesse perfeitamente saudável, mas na realidade ainda está envenenado, e não menos morto, então ainda é possível que você e eu não estejamos realmente curados afinal?
Carmi: Tecnicamente sim, mas improvável; e se você não está verdadeiramente curado não há nada que você possa fazer acerca disso de todo modo, então você realmente não deveria perder tempo se preocupando com tais coisas.
Zinri: Wow, que alívio. Eu estava bastante preocupado sobre trazer esta jovem midianita de volta ao campo comigo. Se eu não soubesse com certeza que Deus iria me preservar, estaria apavorado do que Fineias poderia tentar fazer.
Carmi: Eu pelo menos acho difícil ele ter sido realmente curado em primeiro lugar.
Zinri: Você definitivamente está certo nessa. É muito humanocêntrica. Vamos, Cozbi, vamos ao campo. Vou te mostrar o Tabernáculo.

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