Traduções Crédulas: O Sinergismo Como Modelo Da Glória de Deus

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Olá, de novo!

Um texto curto até, sobre a antiga acusação de que a visão sinergística da fé em Jesus não dá a devida glória a Deus. Mas, olha que interessante: a santificação é sinergística e dá glória a Deus!

Leiam e reflitam!

O Sinergismo Como Modelo Da Glória de Deus

por J.C. Thibodaux from ArminianPerspectives

Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Diversas acusações comuns que ouvimos de calvinistas é que a visão sinergística de fé (ao contrário da regeneração) ‘rouba a glória de Deus’. “Ela é humanocêntrica”, eles dizem, “e dá ao homem razão para se gabar em salvar-se a si mesmo!”. Mas, tal lógica realmente se sustenta ante à escritura? Vamos observar outra importante faceta da salvação: santificação.

A Santificação É Sinergística?

Um dos mais eficazes argumentos que Ben e eu já empregamos contra a ideia de determinismo exaustivo (a crença de que não existe livre arbítrio libertário/escolha contrária real de qualquer espécie) vem de 1Coríntios 10,

Nenhuma tentação vos veio, que não fosse humana; porém Deus é fiel; que não vos deixará tentar mais do que o que podeis, antes com a tentação também dará a saída, para que a possais suportar. {1Coríntios 10:13 BLIVRE}

Deus é fiel, e a cada tentação Ele faz uma via de escape tal que possamos resistir ao pecado em vez de nos render a ele. Ainda assim, se caímos em pecado, e tal pecado foi predeterminado (como deveria ser no determinismo exaustivo), então a única conclusão possível é que Deus permitiu que fôssemos tentados além do que éramos capazes de suportar, conclusão contrária às Escrituras. Ainda temos que ouvir uma defesa convincente contra ela de qualquer dos deterministas fortes de quem temos falado. Estas e outras passagens acerca do assunto não escaparam à atenção de alguns bem poucos calvinistas. John Hendryx, um dos defensores mais proeminentes do monergismo, declara

Eu lembro de R.C. Sproul dizendo que o processo de salvação é sinergístico e parece que as Escrituras também testificam disto. Apenas a regeneração é monergística (obra única de Deus). A Escritura mesmo testifica uma santificação sinergística…

…também operai vossa salvação com temor e tremor. Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o agir, conforme o que lhe for agradável.{Filipenses 2:12b,13 BLIVRE}

Esta é uma indicação clara de um sinergismo tomando lugar em nossa santificação. (http://www.monergism.com/thethreshold/articles/questions/sanctification01.html)

Mas, se nossa santificação é sinergística, isto nos suscita a questão…

Nossa Santificação Glorifica Deus?

Certamente! Em João 15, Jesus declara a Seus discípulos,

Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. {João 15:8 BLIVRE}

Isto levanta óbvias dificuldades para os argumentos calvinistas contra a fé sinergística: Como pode a fé sinergística pode de alguma forma roubar a glória de Deus, enquanto a santificação sinergística Lhe traz glória? Temos que rotular agora a santificação como ‘centrada no homem’? Por que a fé sinergística nos daria razão de nos gabar da salvação, enquanto a santificação sinergística não nos dá razão em nos gloriar em nossa santidade? Por que a fé sinergística não é ‘do Senhor’, ainda que a santificação sinergística obviamente o é? Repentinamente, os argumentos contra o sinergismo não parecem tão espertos, e o esforço de 400 anos na produção de uma campanha de difamação astutamente redigida começa a soar bastante vazia. Hendryx tenta salvar o caso dos calvinistas,

Mesmo assim, é um sinergismo no qual Deus recebe toda a glória, porque o Santo Espírito habita em nós e habilita nossos novos desejos ainda que nós façamos escolhas baseadas na nossa nova natureza (Ibid)

Ainda assim, uma visão sinergística em da fé é que alguém só pode crer mediante a graça de Deus e o poder do Santo Espírito no seu coração, pois o coração do homem está desesperadamente perdido dada a sua natureza caída à parte da graça. É verdade que cremos que a graça é resistível, mas isto não rouba a glória de Deus, porque a obra do Espírito na santificação é igualmente resistível – ou então jamais pecaríamos. Ainda assim, qualquer santidade trabalhada em nós não pode ser atribuída àquele que cumpra com o Espírito, mas ao que supre com o Espírito (Gálatas 3:5). Jesus disse,

Estai em mim, e eu em vós; como o ramo de si mesmo não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim vós também não, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós sois os ramos; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.{João 15:4-5 BLIVRE}

Usando uma analogia semelhante, Paulo acrescenta em Romanos 11 que não temos sequer razão de nos gabar contra os ramos que foram cortados da raiz [Cristo], pois nós não O sustentamos, mas Ele nos sustenta! A graça de Deus é o início, sustentação, e fim de nossa salvação e justificação. Livre, porém, uma pessoa é para escolher entre Deus; e de si mesmo, o homem é impotente em suas forças. Então ele não tem razão de pensar em si mesmo como foco, nenhum direito em exigir glória por redenção ou santidade, e nenhuma razão de se gloriar em Deus ter livremente lhe suprido. Sem a graça de Deus, não somos coisa alguma, e a isto os sinergistas salvos pela graça só podem dizer: Sola Deo Gloria!

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2 comentários sobre “Traduções Crédulas: O Sinergismo Como Modelo Da Glória de Deus

  1. Paz,

    Excelente texto. Confesso que quando ouço a palavra “sinergia” logo penso no pelagianismo. Sempre fico com o pé atrás.

    Mas quanto a santificação, reconheço que ela é sinergista e que mesmo assim não dá direito ao homem de se gloriar. Brilhante defesa.

    Fique na paz,
    Samuel

    • É bem verdade. Esse uso de palavras acaba sendo algo complicado nessa discussão.

      Para todos os efeitos é só pensar: entre aquele que realiza o trabalho pesado, e o outro que apenas desfruta disto, é óbvio que o que fez é bem mais merecedor que o que desfruta. Nisso não há sinergismo.

      Mas o calvinista crê que o simples fato de o ser humano exercitar a fé, ou mesmo não resistir ao apelo do Espírito, é o suficiente para que Deus seja diminuído. Chegam a ser estranhas as analogias colocadas – coisas como ‘ah, ele foi mais esperto por ter aceito a fé’ e por aí vai. É uma defesa bobinha, mas que de tão batida acaba irritando 🙂

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