Traduções Crédulas: Perseverança dos Santos (1 de 13)

Eis um assunto  bastante interessante – junto com a graça resistível, talvez o assunto da soteriologia que mais me interessa. Esta é uma tradução mais longa que o habitual, e uma série coesa (ao contrário das falácias da apologética calvinista), portanto não garantirei regularidade alguma, além da minha vontade em passar o que tenho aprendido entre estas traduções.

Perseverança dos Santos Parte1: Definições

por Kangaroodort from ArminianPerspectives

Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Minha próxima série de posts lidará com o tópico da perseverança. Perseverança dos Santos é representada no calvinismo pela letra P da TULIP. A maioria dos calvinistas repousa seu entendimento da perseverança na certeza da eleição incondicional eterna. Aqueles que foram eleitos desde a eternidade para salvação não podem falhar em perseverar até o fim e alcançarão destino de vida eterna que Deus decretou para eles. Alguns calvinistas também repousam tal doutrina na natureza da expiação. Este fundamento é problemático e pretendo explorá-lo em posts futuros.

Uma distinção é necessária no que concerne as diferentes maneiras como a perseverança é entendida entre os diversos pontos de vista doutrinários. Creio que estes pontos de vistas caem em três categorias, como se segue:

Perseverança no Arminianismo: Arminianos creem que é necessário para o redimido perseverar na fé salvífica a fim de atingir a vida eterna no porvir [salvação final]. Mantemos que crentes verdadeiros que experimentaram a regeneração genuína pode de fato cair da fé e perecer eternamente. Tomamos as palavras de Jesus em Mateus 10:22 literal e seriamente: “E sereis odiados por todos por causa de meu nome; mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.” Mantemos que é responsabilidade do crente continuar na fé salvífica, enquanto reconhecendo a dependência da graça e o poder de Deus em realizar isto.

Perseverança no Calvinismo: calvinistas, bem como arminianos, creem que é necessário para o redimido perseverar na fé salvífica a fim de atingir a vida eterna no porvir [salvação final]. Eles creem que aquele que é verdadeiramente salvo não pode falhar em perseverar na fé salvífica. Ele não negará que alguns parecem cair, mas mantêm que os os verdadeiramente regenerados jamais cairão da fé e salvação.

Eles dirão que apostasia somente demonstra que a profissão de fé de alguém não era genuína e que o “apóstata” jamais fora verdadeiramente regenerado pra início de assunto. A deserção do “apóstata” simplesmente revela que sua conversão inicial era espúria. O calvinista, então, entenderá Mt 10:22 como significando “Aqueles que são [verdadeiramente] salvos irão [por necessidade] perseverar até o fim”. Por esta razão prefiro chamar o entendimento calvinista de perseverança de “perseverança inevitável”.

Perseverança entre calvinistas “moderados”: eu me refiro aqui àqueles que essencialmente descontam a necessidade de perseverança de qualquer tipo acerca da salvação final. Esta posição é mantida por um espectro vasto de cristãos evangélicos hoje em dia. É difícil dizer como eles devem ser chamados. Enquanto muitos se afirmam calvinistas moderados, outros provavelmente rejeitam tal rótulo. Ele é geralmente dado por aqueles que consideram a si mesmos arminianos em qualquer outra área significativa da soteriologia. Poderíamos chamar eles de calvinistas de um ponto [mantendo o P da TULIP] ou arminianos de 4 pontos. Esta visão é especialmente proeminente entre os Batistas do Sul e é avidamente promovida por professores bem conhecidos como Charles Stanley, Chuck Swindoll e Tony Evans. Este entendimento de perseverança ensina que uma vez que uma pessoa põe fé salvífica em Jesus Cristo, nada pode mudar o destino eterno desta pessoa. Ele mantém que um crente verdadeiro pode retornar a uma vida de malignidade, morrer num estado de não-arrependimento, e ainda assim ser salvo ao fim. Este ponto de vista chega a afirmar que um verdadeiro crente pode depois repudiar a fé, morrer em descrença, e ainda ter sua entrada no Reino Eterno de Deus garantida [com consideravelmente menos ou nenhuma recompensas celestiais]. Esta visão de perseverança cunhou o termo “cristão carnal” que é definida como cristãos cujos estilos de vida em nada podem ser distinguidos das vidas malignas dos não-regenerados.

Em meus próximos posts examinarei escrituras importantes para determinar quais das definições acima de perseverança se encaixa melhor com o relato bíblico.

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3 comentários em “Traduções Crédulas: Perseverança dos Santos (1 de 13)

    1. Vez em quando, vez em quando. Deve ser da formação deles.

      Mas, sabe? Me divirto com isso. Não fosse esse pequeno motor de insatisfação e confronto cara-a-cara, este blog não iria tão longe…

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