Traduções Crédulas: Mais Sobre Autoria do Pecado (3 de 3)

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Finalizando esta série bem curta sobre autoria do pecado, Josh Thibodaux encerra com uma última defesa calvinista, implementada por hipercalvinistas: confessar que Deus é autor do pecado, sem peias mas com uma certa desfaçatez, ante à evidência escritural.

Mais sobre a Autoria do Pecado Parte 3

por J.C. Thibodaux from ArminianPerspectives

Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Nas partes um e dois da série autoria do pecado (bem como no post que iniciou tudo), examinamos algumas das defesas calvinistas contra a acusação de que eles fazem de Deus o autor do pecado, bem como algumas das contgra-objeções que eles levantam contra a visão arminiana. Como mostramos até aqui, as abordagens deterministas exaustivas eliminam todos os outros possíveis autores para o pecado exceto Deus. Eles podem tentar obscurecer o assunto com defesas bem como esta que eu encontrei (geralmente atribuída a Bartholomew Traheron),

Ordenar uma coisa e ser a causa própria, autor, e executor de uma coisa não é um todo, como por estes se segue. Aquele que deixa o vinho ao sol para fazer vinagre, ordena que ele seja feito vinagre, e ainda assim não é a causa própria do vinagre, mas a natureza do vinho e os raios quentes do Sol.

Tal defesa depende de fatores (por exemplo, a natureza do vinho e os raios de sol) que são pelo menos em algum grau independentes daquele que faz o vinagre. Enquanto se tudo sobre nós é devido a Deus com a independência humana não tendo parte em nada, então tal analogia ainda tornaria Deus autor do pecado via causas secundárias (como já abordamos na parte 2).

A Última Cartada: A Defesa “E daí?”

As irreconciliáveis contradições da visão necessitarianista e Deus não sendo autor do pecado levaram muitos calvinistas a tomar uma postura de simplesmente garantir que Deus é de fato a fonte de todo mal, e que todo pecado é exaustivamente determinado por Ele. Enquanto eles mantêm a postura formal de que Ele não é o autor, isto é duplipensar significando apenas que Deus não é responsável pelo que decreta ou Deus não peca enquanto é autor do pecado (ou alguma evasão semelhante), eles ainda mantêm firmemente que o pecado se origina em Deus. Outros deixam a máscara cair completamente, como Vincent Cheung demonstra em ‘The Author of Sin‘:

Por outro lado, quando alguém alega que minha visão de soberania divina faz de Deus o autor do pecado, minha primeira reação tende a ser “E daí?” Cristãos que discordam de mim estupidamente cantam “Mas ele faz de Deus autor do pecado, ele faz de Deus autor do pecado…”. Porém, uma descrição não corresponde a um argumento ou objeção, e eu nunca encontrei uma explicação decente do que está errado com Deus sendo autor do pecado em qualquer trabalho filosófico ou teolópgico escrito por qualquuer pessoa de qualquer perspectiva. Seja Deus autor ou não do pecado, não há problema bíblico ou racional com ele ser autor do pecado.

Cheung não é alguma exceção louca solitária. Turretinfan, do Alpha and Omega Ministries, ecoa o sentimento:

Para sumarizar brevemente, Deus não é “autor” do pecado porque ele não peca: ele não é o agente voluntário que realiza o ato pecaminoso. Ademais, Deus não é o “autor” do pecado porque ninguém que peca é coagido a pecar contrariamente à sua vontade por Deus. Se WLC quer dizer algo por “autor do pecado” podemos responder com Vincent Cheung que simplesmente recebemos a objeção, e perguntar por que seria este um problema. Usado fora dos primeiros dois itens acima listados, é simplesmente retórico, pejorativo, não uma objeção significativa.

Autoria do pecado neste contexto (como nós já temos mostrado) implica originação – que é o que a visão de Turretinfan e Cheung atribuem a Deus. A defesa de que Deus de alguma forma não é autor do pecado em tais visões se resume a equivocação – meramente redefinir autor como “aquele que comete” ou “aquele que viola a vontade de alguém trazendo-o à tona”, em vez de originador. Tais desculpas circunventivas podem satisfazer o que as dá, mas não muda o fato de que suas visões ainda fazem o pecado última e completamente o plano de Deus, que, contra a assertiva de Cheung, é um problema massivo para qualquer um que crê na Escritura bem como a examina diretamente.

Gato Calvino está te fazendo reprovado

Tradução: eu estou no seu teto escrevendo os pecados pelos quais eu vou te condenar (escrito em Leet)

Problemas de proporções Bíblicas

Deterministas às vezes tentam desviar a questão da culpabilidade, mas atribuir a originação do próprio pecado em Deus já é uma negação do que as Escrituras claramente estabelecem, apesar da inconsistência falaciosa de Cheung. Na parte 2 apontamos que corações que planejam malignidades são uma abominação a Ele (Pv 6), mesmo que a filosofia determinística de fato torne cada malignidade a própria intenção de Deus. Outros problemas surgem quando o próprio Deus refuta tal noção mediante o profeta Jeremias:

E edificaram os altos de Baal, que ficam no vale do filho de Hinom, para fazer seus filhos e suas filhas passarem pelo fogo a Moloque, o que nunca lhes mandei, nem pensei em meu coração, para que fizessem tal abominação, para fazerem pecar a Judá.{Jeremias 32:35 BLIVRE}

Deus deixou bem claro que Ele não apenas não comandou tal coisa, mas Se distanciou a Si Mesmo inteiramente deste conceito ao afirmar que não passou pela Sua mente que eles devessem cometer tal ato abominável – uma plena negação que esta foi Sua ideia, afinal.

As respostas calvinistas que eu tenho ouvido acerca disto seriam engraçadas se não fossem tão desesperadamente ruins. Elas às vezes tentam um espantalho de “interpretação literal” de “não passar pela minha mente” significar “eu não sabia que eles fariam isso”, então insistem que tomar tal passagem ‘literalmente’ acarreta Teísmo Aberto, então portanto se deve aceitar a visão deles de que a passagem é alguma espécie de antropomorfismo. Além de não haver aparentemente nada conduzido por este suposto ‘antropomorfismo’, contextualmente falando, o conceito de “nem passou pela minha mente” é mais imediatamente interpretado idiomaticamente como “eu não pensei nisso”[1], não um “eu nunca vi isto acontecer”. Sendo este o caso, a escolha entre ‘Teísmo Aberto ou Determinismo’ é falsa dicotomia. (Veja aqui uma discussão desta passagem por Richard Corrs).

Quem é o pai das mentiras?

Em João 8, Jesus provê uma descrição extremamente apropriada para Seu arqui-inimigo:

Vós sois filhos de vosso pai, o Diabo, e quereis fazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio, e não permaneceu na verdade, porque nele não há verdade; quando fala mentira, fala do seu próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira.{João 8:44 BLIVRE}

Agora, se toda mentira que o demônio diz é de sua própria invenção independente, então isso certamente deve ser verdadeiro, porque o engano e o ódio à verdade começam nele. Mas e se este não fosse o caso afinal? E se de fato o demônio não imagina justamente suas falsidades de si mesmo, mas de fato tem alguém além pensando por ele e alimentando-o? Poderia ele ser corretamente chamado ‘pai da mentira’ se alguém mais fabricou as mentiras para ele, e ele fosse somente o ‘garoto das entregas’? Como expliquei nos comentários de um post anterior:

“Se toda mentira que o demônio já contou não fosse realmente sua própria ideia enraizada em seu próprio coração e sua vontade, se de fato toda mentira foi realmente invenção de Deus que decretou que o demônio falasse, ao dizer isto, estaremos literalmente (contra Jo 8:44) afirmando que Deus e não o demônio e o pai das mentiras.”

Este é o ponto onde determinismo exaustivo começa a se demolir ainda mais. Aqueles que o professam literalmente nos fazem crer que Deus concebeu todas as mentiras do demônio para ele; portanto, aplicar o termo ‘pai da mentira’ a Satanás seria pouco mais que uma pejoração singularmente imprecisa, dado que a real fonte de todo o engano que ele espalha seria de fato o próprio Deus!

Negação Explícita

Foi apontado por outro comentador, de nome Steven, que a escritura nega claramente o pecado tendo origem em Deus. Ele citou 1Jo 2:

Não ameis ao mundo, nem as coisas que há no mundo; se alguém ama ao mundo, o amor do Pai não está nele.Porque tudo o que há no mundo, como o mau desejo da carne, o mau desejo dos olhos, e a vanglória da vida, não é do Pai, mas é do mundo.{1João 2:15,16 BLIVRE}

Aqui João cita os maiores fatores de comportamento pecaminoso que o mundo não-regenerado é definido: desejos malignos, lascívia, e orgulho, que dirigem todo tipo de ação maligna. Ele também explica que não se pode amar estas coisas e ter o amor de Deus permanecendo nele, porque como oposto ao amor agape que está em Deus (1Jo 4:7-8) a lascívia e orgulho que são deste mundo (e por extensão seu príncipe, Ef 2:2, 2Co 4:4) não são dEle afinal. A palavra ‘ek’ [vindo de] usada neste sentido em ambas as passagens é uma preposição primária, …denotando origem (o ponto de onde a ação ou movimento procede), a partir de, afora (lugar, tempo, ou causa; literal ou figurativo; direto ou remoto) (fonte)

A razão subjacente que João dá para não amar os elementos do mundo como a lascívia e orgulho então é porque eles não se originam nem procedem de Deus, eles “não são do Pai mas do mundo”. Como implicado acima, “isto está em direta contraposição com ao amor de Deus enfatizado em toda a extensão de 1João,

Amados, amemos uns aos outros; porque o amor é de Deus, e todo aquele que ama é nascido de Deus, e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.{1João 4:7-8 BLIVRE}

O contraste entre as coisas do mundo e o amor de Deus, com respeito a suas respectivas origens, é importante também: no mesmo sentido que o amor vem de Deus, malignidade como lascívia e orgulho não vem. E mesmo assim, este contraste parece estar perdido em muitos predestinarianos radicais, Seu consenso é que toda a malignidade na realidade vem de Deus, só que secretamente e de uma maneira que Ele não se torna responsável por ela.

Portanto eu concluo com Johnatan Edwards, “Deus decreta todas as coisas, até mesmo todos os pecados”. Ou, como Paulo afirma em Efésios 1:11, “Naquele em quem também somos feitos herança, tendo sido predestinados conforme o propósito daquele que opera todas as coisas segundo o conselho de sua vontade.”(Piper, John; Is God Less Glorious Because He Ordained that Evil Be?)

Como John Gill disse, “Ainda que o decreto de Deus fizesse a queda de Adão infalivelmente necessária para fins de evento, mesmo que não por meio de eficiência, ou por força e compulsão sobre a vontade.” Claramente foi a vontade divina que o pecado entrasse no mundo, ou ele não teria assim feito.

O decreto de Deus que o pecado deveria entrar neste mundo era um segredo escondido nEle mesmo. Nossos primeiros pais não sabiam nada sobre ele, e isto fez toda a diferença enquanto sua responsabilidade era de interesse. Tivessem eles sido informados do propósito divino e a certeza do seu cumprimento pelas suas ações, o caso seria radicalmente alterado. Eles não conheciam os conselhos secretos do Criador. O que lhes preocupava era a vontade revelada de Deus, que era bastante simples (A.W. Pink, “Gleanings from the Scriptures”)

Não é impossível para Deus fazer o maligno? Ele não pode pecar. Não estou acusando Deus de pecar; Estou sugerindo que Ele criou o pecado. (R.C. Sproul, Jr., Almighty Over All, Baker, p. 54) [ênfase minha]

Tanto Pink quanto Sproul insistem que Deus ainda “não é autor do pecado” apelando para a mesma equivocação supracitada; mas não se deixe levar pela embromação – eles ainda mantêm que a origem de toda malignidade é Deus. Ironicamente, Sproul emprega um processo semelhante de eliminação como o que eu fiz ao final da parte 2 e neste post para chegar à mesma conclusão: o determinismo exaustivo faz de Deus o criador da malignidade, o que equivale a dizer que Ele é autor do pecado.

O filósofo cristão Paul Copan toma Sproul a explanar este ponto citando que tudo que Deus criou é bom (1Tm 4:4, Tg 1:17 que concorda fortemente com 1Jo 2:15-16), e que enquanto Deus cria coisas como desastres (Is 45:7), estes não são para serem confundidos com Deus criando o mal moral (pecado) como Sproul argumenta.

Chuva de Textos-Prova?

A plena negação de que o pecado origina de Deus não condiz com muitos deterministas. Paul Manata tenta emoldurar o uso de 1Jo 2 como um texto-prova eisegético apelando para as palavras de Cristo em Jo 15:5, “à parte de mim nada podeis fazer” (ao qual ele satiricamente insiste que deve incluir o pecado). O contexto imediato dita obviamente que o “nada” que Cristo fala é o oposto de frutos ao permanecer nEle (Jo 15:2-5). Enquanto é obviamente verdadeiro que o contexto deve ser absolutamente observado e avaliado, o contra-exemplo de Manata falha em fazer qualquer ponto relevante, já que não identifica como ou por que nosso uso de 1Jo 2:15-16 supostamente viola o contexto, meramente que o contexto de fato pode ser ignorado e as passagens da Escritura mal-aplicadas (o que ele involuntariamente demonstra regularmente[2]). Ele tenta prover alguma explicação alternativa:

Mas não somente isto, comentadores reconhecem que João quer dizer que todas as ações não são caracterizadas por uma vida santa (e.g., Yarbrough, 1-3 John, BECNT). João fala do que caracteriza ações, elas são ou do pai ou do mundo.

Este argumento não faz muito sentido: não há indicação na passagem que ela está abordando ‘vida santa VS vida mundana’ mas claramente fala de Deus Mesmo e do mundo em referência de onde o mal se origina. A eisegese determinística aqui ignora a preposição que denota a origem do mal sem garantia verbal ou contextual em favor de uma reinterpretação artificial que é aparentemente baseada somente em uma pressuposição filosófica não-escritural. Segundo, entidades não caracterizam objetivamente suas ações em termos de bem ou mal na base de sua pessoa, as ações em si que são boas e más caracterizam a entidade como tal.

Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica a justiça é justo, assim como ele, Jesus, é justo.{1João 3:7 BLIVRE}

O comentário que Manata cita em 1Jo 2 na realidade reforça que são as ações do mundo que o caracterizam. Citando Yarbrough:

O terceiro componente na explicação de João do que caracteriza [o mundo] é [arrogância da vida] (Yarbrough, Robert; 1, 2, and 3 John (Baker Exegetical Commentary on the New Testament), p. 133)

O ponto indisputável de João para seus leitores é que muito do que os rodeia, enquanto “pertence ao mondo”, não é “do Pai – de fato, é do mundo”. Mais especificamente, o mundo é caracterizado por uma trindade maldita do que o corpo anseia e os olhos comicham para ver e os as pessoas labutam parta conseguir.

A lógica de 2:7-17, como se vê mais de perto, funciona assim: não coloque suas afeições [no mundo, 2:15], na medida em que o que caracteriza [o mundo] é estrangeiro, se não hostil, ao Pai e ao que ele representa (2:16)”(Ibid., p.134)

Yarbrough de fato reforça que é o orgulho pecaminoso que caracteriza o mundo, e não faz tentativa alguma de mudar ou reinterpretar a linguagem originativa acerca do pecado no verso 16. Sob o cabeçalho ‘A origem do amor do mundo’, ele chega a afirmar,

A razão está primariamente no lugar de origem das “coisas” que João tem em mente … tudo que pertença ao mundo não é do Pai mas do mundo. João está pensando em coisas que podem ser consideradas como danosas porque elas não tem uma ligação de santificação com o Pai. Elas não são baseadas e fundamentadas nele e podem portanto ser tratadas como não vindo dEle (Ibid., p. 131 [ênfase minha])

Em vez de ajudar a ginástica verbal de Manata, Yarbrough de fato leva direto ao ponto que a origem das coisas malignas é central ao imperativo de João contra eles no verso 15! Isto é especialmente relevante, desde que de onde uma ação propriamente se origina é uma de suas características primárias por definição aonde os cristão são afetados; amor agape e boas obras em Cristo (Ef 2:10) são do Pai (santo); lascívia, orgulho, e tudo que é maligno é do mundo (e portanto mundano).

Também ouvi a argumentação de que a passagem fala de algo que Deus não comandou, isto é, lascívia e orgulho não são comandadas na lei de Deus nem na Escritura. Enquanto a assertiva é em si mesma verdadeira, ela não serve muito bem como uma explicação viável para esta passagem, desde que no mesmo sentido que lascívia e orgulho não provêm de Deus, eles de fato vêm do mundo. Esta defesa seria equivalente a dizer que o mundo em geral faz leis afirmando que os homens devem ser lascivos, gananciosos e orgulhosos. Enquanto aqueles do mundo podem tolerar ou hipocritamente praticar tais coisas, dificilmente se pode dizer que eles os emitem como questões da lei!

Outra defesa concebível que necesssitarianistas podem alegar é que a passagem usa algum tipo de idiomática para expressar que tais coisas vêm diretamente de Deus e apenas indiretamente de Deus mediante o mundo, o que faria desta uma expressão não de origem mas e mera proximidade. Tal postura reduziria a motivação por detrás da admoestação de João a uma bem frágil linha de raciocínio: a de que Deus é tão completamente autor do pecado como Ele é da salvação, nós estamos apenas evitando o primeiro porque Ele o implementa “menos diretamente”.

Resumindo, de onde o mal vem, esta é sua fonte. Como a doutrina necessitarianista emoldura a questão, estes males não surgem dada alguma contingência de outras vontades independentes no mundo, mas de fato surgem totalmente de Deus que imutavelmente decreta que os pecadores o cometam. Fosse este o caso, seria então completamente errôneo dizer que estas coisas não venham dEle como João afirma.

Conclusão

Foi afirmado que o real calvinismo é quase sempre suplantado pelo hipercalvinismo, cujos princípios incluem Deus como autor do pecado. Esta via do hipercalvinismo tem raízes fortes no movimento, sendo propagado por muitos dos mais respeitados e influentes autores do passado e do presente. Neste sentido são feitas fortes incursões nesta última ‘Ressurgência Reformada’, tornando-se cada vez mais popular entre ‘calvivangelistas de internet’, e isto vai provavelmente consumir o movimento (pelo menos nos escalões escolásticos e de liderança) enquanto o tempo avançar. A adoção desta crença hipercalvinista pode ser porque é a teodiceia mais (e talvez a única) logicamente consistente e defensável, dada a definição calvinista mais aceita de ‘soberania’ esposada por aqueles como Piper, que esticam o “ter sempre todo o poder” para “sempre exercer completamente todo o poder”. Não é pouca coisa que ele, Toplady, Gill, Edwards, Pink, Sproul, Cheung, et al abraçaram a ideia de Deus sendo autor do mal. Calvinistas que creem que Deus não é autor do pecado devem ser avisados de que esta transição para o hipercalvinismo não é somente um perigo possível para o seu movimento, ele já é o caminho bem-traçado.

Finalizando:

  • Entre os necessitarianistas, a frase “Deus não é autor do pecado” é uma cortina de fumaça; eles ainda concordam que o pecado vem de e é decretado por Deus.
  • A questão vai além de mera culpabilidade: afirmar que o pecado na realidade se origina em Deus é ainda torná-lo o autor, contrariando as Escrituras.
  • A doutrina do determinismo exaustivo faz o Deus define por abominável quando o coração humano planeja malignidades, no projetista e fonte de toda malignidade.
  • Da proclamação de Deus de que nunca passou pela Sua mente que Israel devesse sacrificar a Moloque, tal doutrina afirma que de fato Ele planejou sua transgressão in toto desde o início.
  • Ela muda Deus de um Deus de Verdade em Quem não há treva alguma, ao originador de todo pecado, e Satanás de pai das mentiras em pouco mais que um correio de falsidades decretadas por Deus.
  • Ela contradiz as declarações escriturais de que malignidade “não vem do Pai mas do mundo”, alegando que lascívia e orgulho são na verdade completamente formadas e imutavelmente decretadas por Deus.
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2 comentários sobre “Traduções Crédulas: Mais Sobre Autoria do Pecado (3 de 3)

  1. Minhas falas em negrito:

    Arminianos e pelagianos acham que a ordenação providencial de Deus não pode ser para que o homem trangrida a Lei Deus, acreditam que Deus não pode ordenar aquilo que ele odeia, aquilo que é contrário a sua vontade moral. A Bíblica ensina o contrário. A Bíblia ensina que Deus ordena que aconteça aquilo que é contrário a sua vontade moral:

    Arminianos não achamos, temos certeza e uma boa base para justificar esta crença. Primeiramente, você sequer lidou com uma ‘exegese’ dos artigos, que abordam muito da falácia dos voluntaristas. Como os artigos não foram refutados por você, eu vou pressupor que Deus não é nem origem nem causa suficiente,mas sim causa necessária do pecado.

    “E se com isto não me ouvirdes, mas ainda andardes contrariamente para comigo, Também eu para convosco andarei contrariamente em furor; e vos castigarei sete vezes mais por causa dos vossos pecados. Porque COMEREIS A CARNE DE VOSSOS FILHOS, e a carne de vossas filhas”. (Levítico 26.27-29)

    “E farei esta cidade objeto de espanto e de assobio; todo aquele que passar por ela se espantará, e assobiará por causa de todas as suas pragas. E lhes farei comer a carne de seus filhos e a carne de suas filhas, e comerá cada um a carne do seu amigo, no cerco e no aperto em que os apertarão os seus inimigos, e os que buscam a vida deles”. (Jeremias 19,8-9)

    Aqui Deus diz que faria com que os pais cometessem canibalismo com a carne dos filhos. Algo nada bonito. Um pecado contra Deus. Uma transgressão contra a Lei de Deus. Mas foi determinado por Deus. Uma coisa é a vontade moral de Deus. Outra é sua ordenação providencial. O fato de canibalismo ser abominável diante de Deus não significa que não seja ordenado por Deus.


    Contagem de Versos Soltos: 2
    Eu posso até concordar a princípio com a existência de desígnios ocultos a Deus, mas como Deus não é Deus de confusão, estes desígnios não podem contradizer a Palavra Revelada e nem mesmo a Verdade em geral. Seu problema é justamente este: achar que Deus pode impor uma lei moral e um momento, e depois irresistivelmente causar a transgressão dessa mesma lei. Isto foi refutado acima, então só me resta responder às suas citações fora de contexto acima.

    Elas podem ser explicadas de uma maneira bem interessante, de fato: concorrência divina e conhecimento médio.

    Ademais, você esqueceu de colocar um pequeno detalhe na conta: Deus disse que SE o povo transgredisse Sua Lei Revelada, ENTÃO Ele traria o juízo. Ou seja, Ele está moralmente justificado em punir, como lhe apraz, os rebeldes. E mais, Ele teve bastante misericórdia de muitos dos que Ele depois enviara ao gehenna sem escalas.

    Por exemplo, Ele enviou o Dilúvio depois de pacientemente esperar o povo se arrepender por 120 anos, e não antes. E claro, Ele não causou irresistivelmente o pecado dos pré-diluvianos.
    A mesma coisa ocorreu em Sodoma e Gomorra. Deus demonstrou Sua misericórdia ao afirmar a Abraão que pouparia a cidade se achasse pelo menos dez justos ali.
    E mesmo em Israel, Ele registrou Suas ameaças em Levítico, mas só as executou nas épocas de 2Reis e Crônicas.

    Claro, o texto afirma que Deus faria, por exemplo, os israelitas cometerem canibalismo. Isto pode ser explicado nas mesmas linhas do endurecimento do coração de Faraó, neste artigo. Deus refreou Sua ‘graça comum’ (para usar um vocabulário comum aos calvinistas) e assim entregou os israelitas ao seu próprio desespero e malignidade.

    Nada de novo aqui. Deus é moralmente responsável, mas está moralmente justificado em tais atos. Imaginar que Deus não julgaria as malignidades de Seu povo é que O faria menor do que Ele de fato é.

    “Assim diz o SENHOR: Eis que suscitarei da tua própria casa o mal sobre ti, e tomarei tuas mulheres perante os teus olhos, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com tuas mulheres perante este sol. Porque tu o fizeste em oculto, mas eu farei este negócio perante todo o Israel e perante o sol”. (II Samuel 12.11-12)

    Aqui o Senhor explica que levaria tais mulheres a cometerem adultério contra Davi e também que ele faria que determinados homens cometessem adultério contra ele ao se relacionarem sexualmente com suas mulheres. O adultério é um pecado contra Deus. É abominável diante dele. Mas foi determinado por Deus. Uma coisa é a vontade moral de Deus. Outra é sua ordenação providencial. O fato do adultério ser abominável diante de Deus não significa que não seja ordenado por ele. São
    duas coisas separadas que pelagianos e arminianos agem como se fossem a mesma coisa.

    “Por que, ó SENHOR, nos fazes errar dos teus caminhos? Por que endureces o nosso coração, para que não te temamos? Volta, por amor dos teus servos, às tribos da tua herança”. (Isaías 63.17)

    Aqui o texto mostra que Deus endurece os corações para que os homens errem em seus caminhos e não o temam. Mas errar e não temer o Senhor é pcado. É abominável diante dele. Mas foi determinado por Deus. Uma coisa é a vontade moral de Deus. Outra é sua ordenação providencial. O fato do erro e a falta de temor ser pecado não significa que não seja preordenado por Deus.


    Contagem de Versos Soltos: 4

    Vale exatamente tudo o que escrevi acima, mutatis mutandis.

    “Então começou ele a lançar em rosto às cidades onde se operou a maior parte dos seus prodígios o não se haverem arrependido, dizendo: Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida! porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza. Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós”. (Mateus 11.20-22)

    Aqui Jesus explica se o Espírito tivesse operado em Tiro e Sidom da mesma exata maneira que ele fez em Corazim e Betsaida, eles teriam se convertido. Mas o fato é que Deus não fez. Ele não fez com que seu Espírito operasse em Tiro e Sidom com a mesma intensidade que ele fez em Corazim e Betsaida e portanto, eles foram condenados. Deus poderia impedir essa condenação enviando a mesma operação do Espírito. Mas ele deliberamente não o faz para que fossem endurecidos, da mesma forma que seu propósito era que os seus contemporâneos não vissem:


    Contagem de Versos Soltos: 5
    Um erro crasso de sua parte aqui. Jesus está falando justamente de algo que favorece a minha visão e não a sua.

    Mas, sem entrar em detalhes, vou simplesmente adaptar a resposta de Hugo Grotius: Deus não está moralmente obrigado a salvar todos. E mais, não se pode dizer que Ele não operou em Betsaida e Corazim de modo que fosse possível a estes povos se arrependerem – apenas que se Ele tivesse mandado mais graça estes povos se arrependeriam. Se Ele mandasse Jesus Cristo, certamente Eles se arrependeriam – mas isto não implica um decreto secreto de reprovação destas cidades inteiras, apenas que Tiro e Sidom rejeitaram a graça suficiente (mas extrinsecamente eficaz, já que eu não creio em graça irresistível).

    O texto no máximo implica que Deus é soberano ao derramar Sua misericórdia sobre quem Lhe apraz – e como sabemos, Ele julgará com base na luz que foi dada. E este texto mostra justamente isto: a maior medida que se possa imaginar de misericórdia fora lançada em Israel, e eles rejeitaram. Portanto, a condenação deles é bem mais grave que a de cidades idólatras como Tiro e Sidom, que não tiveram tanto privilégio.

    UPDATE: Outra coisa bem interessante, que faz algum tempo que notei, e que dá um tiro de misericórdia no seu voluntarismo calvinista: se, de acordo com o calvinismo, a única maneira de uma pessoa ter fé é mediante a regeneração (o novo nascimento, o ‘nascer do alto’ que Jesus falou a Nicodemus em João 3), então, como podemos interpretar as falas de Jesus: SE eu fizesse tais milagres no passado ENTÃO eles se arrependeriam? Então os milagres são ‘regenerativos’? Como, se de acordo com a própria falácia calvinista, pode ocorrer milhões de milagres e mesmo assim o homem é incapaz de se voltar para Deus?
    Muito obrigado por dar um tiro na própria cabeça.

    Resumindo:
    1 – Deus podia salvar Tiro e Sidom, mas nada O obriga moralmente a tal.
    2 – Foi dada uma medida assombrosa de graça para o povo de Israel, e eles sistematicamente rejeitaram. Por isso o julgamento destes rebeldes será proporcionalmente horrendo.
    3 – Este versículo depõe de maneira fatal contra a Graça Irresistível calvinista, e em especial a pretensa incapacidade total.

    “Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem”. (Mateus 13.13)

    Contagem de Versos Soltos: 6

    Tem um pequeno problema em sua cegueira. Você não entendeu o que Jesus quis dizer com isto, mas vou citar um antigo comentário contra um outro voluntarista:

    Quanto a Lucas 8:10, isto era uma atitude de Jesus para todas as pessoas. Ele falou em parábolas para todas as pessoas, e não para ‘os não-eleitos incondicionalmente’. As pessoas que eram humildes de coração e ávidas de conhecimento, estas se aproximavam e perguntavam “Senhor, o que esta parábola significa?”. Já os duros e soberbos, se afastavam e murmuravam “daquele nazareno blasfemo”… Nada aqui me remete a um ‘endurecimento prévio divino dos ouvidos dos reprovados desde a eternidade passada’.

    O mesmo vemos acontecendo com os judeus obstinados no deserto:

    “As grandes provas que os teus olhos têm visto, aqueles sinais e grandes maravilhas; Porém não vos tem dado o SENHOR um coração para entender, nem olhos para ver, nem ouvidos para ouvir, até ao dia de hoje”. (Deuteronômio 29.3-4)

    Aqui o texto explica que a cegueira e obstinação daqueles judeus havia sido preordenado por Deus, ainda que tal cegueira e obstinação tenha sido contrário a vontade moral de Deus, sendo abominável a ele.

    Contagem de Versos Soltos: 7
    Deus não deu um coração – isto não significa que Deus jamais ofereceu um coração. Muito pelo contrário, Deus teve 40 anos de misericórdia daquele povo de cerviz endurecida. Tanto que Deus fala, diversas vezes e de diversas maneiras, que estendeu Suas mãos a um povo rebelde.

    Dezenas de outros textos podem ser citados como ensinando o mesmo. Pelagianos e arminianos citam textos que mostram que o pecado é contrário a vontade moral de Deus e com base nisso concluem que não faria sentido Deus preordenar o que é contrário a sua vontade moral. O problema de pelagianos e arminianos é que tem um padrão extra-bíblico pelo qual determinam o que “faz sentido” e querem impor esse padrão na Bíblia. Não há qualquer evidência bíblica de que o fato de algo ser contrário a vontade moral de Deus isso, significa que não possa ser preordenado por Deus. Muito pelo contrário. Os textos acima e dezenas de outro, mostram Deus preordenando o que ele odeia. Portanto, não há qualquer contradição entre uma coisa, mas a contradição existe na cabeça do arminianos e pelagiano que quer impor sua lógica extra-bíblica na Bíblia só porque ele não gosta da conclusão que os textos deixam claro.


    Vamos brincar de paródia?

    Dezenas de outros textos podem ser citados como ensinando o mesmo. Calvinistas, voluntaristas e gnósticos citam textos que mostram que o pecado é causado de maneira irresistível por Deus e com base nisso concluem que faz todo sentido do mundo Deus preordenar o que é contrário a sua vontade moral. O problema de calvinistas, voluntaristas e gnósticos é que tem um padrão extra-bíblico pelo qual determinam o que “faz sentido” e querem impor esse padrão na Bíblia. Não há qualquer evidência bíblica de Deus preordenar o pecado de maneira irresistível e mesmo assim punir por algo que não se possa evitar. Muito pelo contrário. Os textos acima e dezenas de outro, mostram Deus punindo por aquilo que foi causado finalmente por Suas criaturas e não por um decreto secreto exaustivo. Portanto, é uma contradição com toda a Bíblia e com qualquer sistema ético, e esta contradição existe na cabeça dos Calvinistas, voluntaristas e gnósticos que quer impor sua lógica extra-bíblica na Bíblia só porque ele não gosta da conclusão que os textos deixam claro.

    Seu excesso de blá-blá-blá prova o quê?

    Paulo já sabia que haveria pessoas raciocinando com pelagianos e arminianos, dizendo que Deus não poderia dizer que algo é moralmente errado e ao mesmo tempo preordenar. Ele respondeu o argumento de pelagianos e arminianos aqui:

    “Logo, pois, compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer. Dir-me-ás então: Por que se queixa ele ainda? Porquanto, quem tem resistido à sua vontade? Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?” (Romanos 9.18-21)


    Contagem de Versos Soltos: 8
    A eterna Romanada Nove… Por que você não larga essa preguiça e digita no Google ‘Arminian exegesis Romans 9’?

    Mas vamos lá: Deus endurece e compadece de quem Ele quiser. Isto significa, somente, que Ele é quem decide as condições de quem deve receber ou não a misericórdia divina. Se Ele quiser ter misericórdia de um arminiano (gentio, no original) que treme diante de Sua palavra, não é você, calvinista (judeu), que vai dizer ‘Eu sou eleito, eu sou amado por Ti, tenha misericórdia de mim! Queime aquele arminiano(gentio)!’. (nossa! Lembrei da parábola de Lucas 18:10-14…)

    É, ler a Bíblia com pressupostos na caixola e sem pesquisar no mínimo o contexto cultural-histórico é algo muito comum nessa juventude calvinista… Paciência, um dia você aprende (ou não)…

    O questionamento feito depois do “dir-me-ás então…” é o questionamento feito pelos arminianos quando ouvem que Deus preordena que o homem peque. Pelagianos e arminianos dizem: “Mas se se o pecado acontece segundo a predeterminação (vontade decretiva) de Deus, como então ele pode reclamar e responsabilizar o homem?” Essa é essencialmente o mesmo questionamento dos oponentes de Paulo: “Por que se queixa ele ainda? Porquanto, quem tem resistido à sua vontade?”.

    Errado. Quando Paulo fala ‘quem resiste à sua vontade?’, não tem nada a ver com o ‘decreto secreto’, mas sim com a sabedoria e providência divinas acerca de como Ele guia o mundo. Um trecho que passe é no mesmo sentido de Jó 38:

    Então o SENHOR respondeu a Jó desde um redemoinho, e disse: Quem é esse que obscurece o conselho com palavras sem conhecimento? Agora cinge teus lombos como homem; e eu te perguntarei, e tu me explicarás. Onde estavas tu quando eu fundava a terra? Declara-[me], se tens inteligência. {Jó 38:1-4 BLIVRE}

    Um outro verso, com a mesma conotação, que provavelmente estivesse na mente de Paulo seria o de Isaías 40:

    13. Quem guiou o Espírito do SENHOR? E que conselheiro o ensinou?
    14. Com quem ele tomou conselho? [Quem] lhe deu entendimento, e lhe ensinou o caminho do juízo, e lhe ensinou conhecimento, e lhe mostrou o caminho do entendimento?
    […]
    18. A quem, pois, comparareis a Deus? Ou que semelhança atribuireis a ele?
    19. O artífice funde a imagem, e o ourives a cobre de ouro, e cadeias de prata [lhe] funde.
    20. O empobrecido, que não tem o que oferecer, escolhe madeira que não se estraga, [e] busca um artífice habilidoso, para preparar uma imagem que não se mova.
    21. Por acaso não sabeis? Por acaso não ouvis? Ou desde o princípio não vos disseram? Por acaso não tendes entendido desde os fundamentos da terra?
    22. Ele é o que está sentado sobre o globo da terra, cujos moradores são [para ele] como gafanhotos; ele é o que estende os céus como uma cortina, e os estica como uma tenda, para [neles] habitar.
    23. Ele é o que torna os príncipes em nada, [e] faz juízes da terra serem como o vazio.
    24. Mal foram plantados, mal foram semeados, mal seu caule forma raízes na terra; e [logo] ele sopra neles, e se secam, e um vento forte os leva como palha fina.
    25. A quem, pois, me comparareis, que eu lhe seja semelhante?,
    diz o Santo.
    26. Levantai vossos olhos ao alto, e vede quem criou estas coisas, que faz sair numerado seu exército; e chama a todos eles pelos nomes, pela grandeza de [suas] forças, e por ser forte em poder, nenhuma [delas] faltará.
    27. Por que dizes, ó Jacó, e falas, ó Israel:
    Meu caminho está escondido do SENHOR, e meu juízo passa longe de meu Deus?
    28. Por acaso não sabes, nem ouviste, que o eterno Deus, o SENHOR, o criador dos confins da terra, não se cansa, nem se fatiga, e que seu entendimento é incompreensível?
    29. Ele dá força ao cansado, e multiplica as forças daquele que não tem vigor.
    30. Até os jovens se cansam e se fatigam; e os rapazes caem;
    31. Mas os que confiam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.

    E, em vez de transformar Paulo em um vidente, como se ele fosse um calvinista dando pito em um arminiano, saiba que ele na verdade está respondendo às principais objeções de sua doutrina de justificação pela fé para a perspectiva judaica dominante de seus tempos.

    No tempo dos apóstolos, esse questionamento era levantado pelos inimigois do Cristianismo quando os apóstolos eninsavam que “Logo, pois, compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer”. (Rm 9.18) Esse questionamento é levantado hoje por pelagianos e arminianos quando ouvem o mesmo, pois pelagianos e arminianos acham que se tudo ocorre segundo a determinação de Deus, então ele não poderia se queixar. O problema de pelagianos e arminianos é que tem um padrão extra-bíblico pelo qual determinam o que “faz sentido” e querem impor esse padrão na Bíblia mesmo quando demonstramos que a Bíblia diz que isso faz sentido SIM e que eram os inimigos de Jesus e de Paulo que diziam que não.


    Paródia, parte dois!

    No tempo dos apóstolos, essa eisegese era levantada pelos inimigos do Cristianismo (os gnósticos em especial) quando os apóstolos ensinavam que “Deus pôs todos debaixo da desobediência para ter misericórdia de todos.{Romanos 11:32 BLIVRE}”. Essa análise ruim é levantada hoje por calvinistas voluntaristas quando ouvem o mesmo, pois calvinistas voluntaristas acham que tudo ocorre segundo a determinação irresistível de uma deidade maligna e amalucada, que brinca de Mestre das Marionetes com suas criaturinhas indefesas, e que ainda acham que isto tem toda lógica do mundo, apelando a versos soltos e sem uma análise apropriada. O problema de calvinistas voluntaristas é que tem um padrão extra-bíblico pelo qual determinam o que “faz sentido” e querem impor esse padrão na Bíblia mesmo quando demonstramos que a Bíblia diz que isso faz sentido SIM e que eram os inimigos de Jesus e de Paulo que diziam que não.

    De novo, seu blá-blá-blá demonstrou o quê?

    Naquele que é Salvador de todos os homens, principalmente dos fiéis.

    CFTWB

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