Traduções Crédulas: Falácias da Apologética Calvinista VII

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Mais uma falácia ligeira: afirmar que o arminianismo leva ao universalismo. Isto é devido, como já comentei, à mania que calvinistas têm de usar os pressupostos de seu sistema contra os pressupostos alheios. É como supor que “1<0” e daí afirmar que “1>0” é absurdo.

Falácias da Apologética Calvinista

Falácia VII: Arminianismo Acarreta Universalismo

por J.C. Thibodaux

Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Falácias correlatas:

Super-simplificação

Non Sequitur

Ampliação Indevida

As escolhas não são entre calvinismo e arminianismo; são entre calvinismo e universalismo. Arminianismo é uma confusão auto-contraditória que não pode se defender – James White

Este é um golpe retórico favorito de muitos calvinistas, mas é de fato uma das falácias mais óbvias que eles costumam empregar. A lógica por trás é simples e pode ser sumarizada na afirmação:

“Se a morte de Cristo salva, e Cristo morreu por todos, então todos serão salvos”.

Parece fácil, não?

Problemas com esta lógica

Acontece que a simplicidade do argumento é a sua fraqueza, porque ele mascara uma diferença escondida em pressupostos subjacentes. A distinção crítica se encontra na primeira parte da sentença “A morte de Cristo salva”

A diferença dos pontos de vista na expiação

Calvinistas de cinco pontos (e outros com crenças similares) veem a expiação de Cristo como um ato definitivo e incondicional, quer dizer, aqueles por quem Cristo morreu definitivamente receberão este benefício, sem exceções. Arminianos (bem como a maioria dos cristãos) veem Sua expiação como provisional mediante a fé, tal que todas as pessoas para as quais ela foi feita receberão tal benefício somente se crerem.

Podemos igualmente clarificar o que “a morte de Cristo salva” significa em suas crenças. Para um calvinista, significa “a morte de Cristo salva absolutamente todo aquele para o qual ela foi feita”. Para o arminiano, ela significa “a morte de Cristo salva todo aquele que nEle crê”. Então a alegação sumária acima faz sentido se a visão calvinista da expiação é preassumida:

“Se a morte de Cristo salva absolutamente todos por quem ela foi feita, e Cristo morreu por todos, então todos deverão ser salvos”.

Claro, calvinistas não usam este tipo de lógica para argumentar contra sua própria lógica. Desde que eles tentam demonstrar o quão “auto-contraditório” é o arminianismo, só seria justo assumir a visão arminiana da expiação quando realizando a assertiva, que deveria ser:

“Se a morte de Cristo salva todos os que nEle creem, e Cristo morreu por todos, então todos são salvos”

Isto certamente não segue, desde que não se está mostrando que todos por quem Cristo morreu necessariamente crerão nEle. Dada a presciência que Ele revela na Escritura acerca de algumas pessoas e a visãon arminiana da graça resistível, é bem evidente que nenhum crente na Bíblia e arminiano consistente pode aceitar a ideia de universalismo.

Suponho que se puder ser demonstrado que arminianos (que creem nas Escrituras, que ensinam que Cristo morreu por todos os homens) por alguma razão misteriosa só podem se tornmar ‘arminianos consistentes’ aceitando a visão não-arminiana/calvinista da expiação, então a acusação inevitável de universalismo poderia funcionar. Até lá, esta asserção não passa de uma ridícula ampliação indevida.

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2 comentários sobre “Traduções Crédulas: Falácias da Apologética Calvinista VII

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