Traduções Crédulas: A graça preveniente é bíblica?

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Um post não muito comprido, defendendo sobre um dos pilares da teologia arminiana: a graça preveniente.

A graça preveniente é bíblica?

Por William Birch

Tradução: Credulo from this WordPress Blog

Defender um termo como graça preveniente coloca o mesmo problema que a defesa de termos como trindade, depravação total, supra, infra, sublapsarianismo, ou mesmo Bíblia – tais termos não aparecem na Bíblia.

O que, então, o arminiano quer dizer com graça preveniente? A palavra preveniente significa “precedente”; portanto o termo, em sua forma mais simples, significa “a graça que vem antes”, ou “graça precedente” (ou, como no seu uso antigo, “graça preventiva”). Então quando a Bíblia fala que somos salvos pela graça (Ef 2:8), os arminianos entendem que tal graça deve preceder a salvação se a pessoa está para ser salva (algo que nenhum calvinista irá discordar).

Este sentido de graça (preveniente) está bem longe da visão calvinista da graça de Deus (e eu diria mais – é um uso mais bíblico desta palavra). Para o calvinista, a graça, quando aplicada num sentido salvífico, refere-se à graça da regeneração. Então, o calvinista é obrigado a reinterpretar Ef 2:8 como “Pela regeneração sois salvos mediante a fé”. Nós arminianos cremos que isto é levar o texto além dos limites da interpretação.

Ademais, interpretar a graça de Deus para salvação desta maneira faz injustiça a outros textos referentes à graça salvífica. Portanto, em Romanos 3:24 se deve ler “e todos são justificados gratuitamente mediante a regeneração”; e Romanos 5:2, “por intermédio da qual obtivemos acesso pela fé em sua regeneração na qual permanecemos”. Isto simplesmente não funciona.

Então, os arminianos mantêm que a graça preveniente é a ação que Deus emprega através do Espírito Santo para convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16:8-11) com o Evangelho, em todo seu poder, sendo proclamado (Rm 1:16). Se uma pessoa deve primeiro ser regenerada a fim de compreender o Evangelho, como os calvinistas insistem, então qual é o poder do Evangelho?

Entendemos que o pecador não-regenerado não pode obedecer a lei de Deus (Rm 8:7) e nem entender as coisas de Deus (1Co 2:10-14). Por isto a necessidade da graça ativa preveniente de Deus. Por causa da queda os seres humanos estão mantidos sob o cativeiro do pecado. Eles precisam do poder de Deus para que sejam capazes de escolher livremente Jesus Cristo (mas esta deve ser uma escolha livre, porque Deus não escolhe pelas pessoas). Então, Deus agracia a humanidade, quando o Evangelho é fielmente proclamado, para que responda positivamente ao Seu chamado (ou resista a esta graça, não respondendo positivamente); e esta graça vem antes (daí o termo preveniente) que qualquer pessoa escolha crer em Cristo.

Se for este o caso, então por que nem todos creem em Cristo através da “graça preveniente” e são gloriosamente salvos? O próprio Jesus disse

Porque ao que tem, se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. {Mateus 13:12 Almeida Recebida}

O contexto envolve Seus discípulos terem o privilégio de conhecer os segredos do Reino. Se alguém estivesse interessado em saber estas coisas, mais conhecimento lhe seria dado.

Mas aos que não se importavam com o Reino de Deus, Jesus falava-lhes em parábolas:

[14] E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não entendereis; e, vendo, vereis, e não percebereis.
[15] Porque o coração deste povo está endurecido, e de má vontade ouviram com os ouvidos, e fecharam seus olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, e se convertam, e eu os cure.{Mateus 13:14-15 Almeida Recebida}

O Salvador queria bem mais que disposto a salvar, mas a maioria dos judeus não estava interessada.

O calvinista irá combater esta afirmação e dizer que ninguém pode sequer estar interessado nas coisas espirituais, sem que Deus primeiramente regenere seu espírito “morto”; pois, como pode o “morto” desejar vida? Pois bem, se morto significa cadáver neste sentido, eu poderia concordar com ele. Mas morte aqui significa separação (Is 59:2, Lc 15:24, Ef 4:18). As palavras cadáver e separação não significam a mesma coisa, e quem faz este uso da palavra bíblica morte como sendo cadáver é que carrega o ônus da prova.

Concernente à graça preveniente, Picirilli nota: “O que Arminius nomeou de graça preveniente é a graça que precede a verdadeira regeneração, e que, exceto se for resistida, inevitavelmente levará à regeneração. Ele foi rápido em observar que a esta ‘assistência do Espírito Santo’ é de tal suficiência ‘a ponto de manter a maior distância possível do pelagianismo’…

“Por definição, a graça pré-regeneradora é a obra do Espírito Santo que ‘abre o coração’ do não-regenerado (citando Atos 16:14) para a verdade do Evangelho e lhe habilita a responder positivamente em fé”[1]. É bom notar que habilitar (Jo 6:65) alguém a fazer algo não garante que esta pessoa vá realmente efetuá-lo. Uma pessoa pode ter-lhe dada a habilidade de fazer algo e mesmo assim não utilizá-la.

Picirilli acrescenta: “Enfatizar este ato é o movimento teológico, digamos assim, que torna possível aos arminianos ressaltar, em toda sua veracidade, que ‘em todo caso é Deus que toma a iniciativa na salvação e chama os homens para Si, e trabalha em seus corações pelo Seu Espírito… e ninguém pode ser salvo sem ser primeiro chamado por Deus'”[2].

Um verdadeiro arminiano clássico reformado jamais deveria sugerir qualquer coisa além de Deus iniciar a salvação pela graça, mas confessar que esta graça deve ser recebida mediante a fé em Cristo Jesus (Jo 1:12; Rm 3:25; 2Co 6:1).

Como estou com pouco espaço, tempo e a sua atenção para escrever, deixe-me oferecer mais duas citações e então finalizar o post.

William Lane Craig afirma:

A ação da graça preveniente é seguida de uma resposta da vontade humana, ou concordando ou discordando da operação da graça. [3]

Então estamos competindo para que a graça capacitante de Deus para aquele que ouve o Evangelho e está sendo acusado de pecados pela obra do Espírito Santo a fim de uma pessoa livremente escolher entre ou receber ou rejeitar a oferta de Deus para salvação mediante a fé em Cristo Jesus.

Finalmente, o que a graça preveniente faz por aqueles que jamais ouviram o Evangelho nem o nome de Jesus? Walls e Dongell respondem:

O Espírito sem dúvida alguma trabalha em e através das mais variadas experiências de vida, criando janelas maiores ou menores de oportunidade, e momentos de maior ou menor convicção. Obviamente, o Espírito trabalhou em culturas e contextos em que a verdade fora limitada e onde o nome de Jesus ainda não é conhecido.

Mas Deus não os têm deixado sem uma informação básica da verdade (Atos 14:17), assegurando que em tudo podemos perceber a realidade do Criador e a necessidade de nos render em agradecimento a ele (Rm 1). A morte sacrificial de Cristo sobrescreve toda a atividade salvífica de Deus e assegura que todo redimido explicitamente o confesse como Senhor, seja nesta vida ou no grande dia em que ele primeiro o ver e o reconhecer. [4]

————-

[1] Robert E. Picirilli, Grace, Faith, and Free Will (Nashville: Randall House, 2002), 153-154.

[2] Ibid., 154.

[3] William Lane Craig, “A Calvinist-Arminian Rapprochement?,” The Grace of God and the Will of Man, ed. Clark Pinnock (Minneapolis: Bethany Publishers, 1989), 157.

[4] Jerry L. Walls and Joseph R. Dongell, Why I am not a Calvinist (Downers Grove: InterVarsity Press, 2004), 72.

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13 comentários sobre “Traduções Crédulas: A graça preveniente é bíblica?

  1. Anderson, essa tradução é extremamente pertinente. Nesse texto o Birch expõe em linhas gerais e de forma clara o conceito arminiano de graça preveniente. Esse texto servirá para esclarecer os persistentes erros na apresentação da doutrina arminiana.

  2. **Algumas observações:

    ““Então, o calvinista é obrigado a reinterpretar Ef 2:8 como “Pela regeneração sois salvos mediante a fé”. Nós arminianos cremos que isto é levar o texto além dos limites da interpretação.Ademais, interpretar a graça de Deus para salvação desta maneira faz injustiça a outros textos referentes à graça salvífica. Portanto, em Romanos 3:24 se deve ler “e todos são justificados gratuitamente mediante a regeneração”; e Romanos 5:2, “por intermédio da qual obtivemos acesso pela fé em sua regeneração na qual permanecemos”. Isto simplesmente não funciona.”

    Aqui o autor confunde regeneração com “salvação” em geral, e “justificação” em particular. A palavra salvação quando aplicada ao pecador pode implicar diversas coisas. Com respeito a justificação Deus confere ao eleito a justiça legal merecida por Cristo em sua obra redentora. É claro que a Bíblia ensina que somos justificados pela fé, e não que nós somos regenerados pela fé. Mas não se pode confundir que tanto justificação como a regeneração são sinônimos de salvação.

    “Se uma pessoa deve primeiro ser regenerada a fim de compreender o Evangelho, como os calvinistas insistem, então qual é o poder do Evangelho?”

    O evangelho consiste em fornecer a OCASIÃO pela qual o Espírito Santo regenera o eleito. Só um ignorante com relação ao calvinismo não saberia disso. Ademais, qual o poder do evangelho se ele se torna dependente de ser crido pelo livre-arbítrio da pessoa? O evangelho só é poderoso quando a pessoa o aceita?

    “Entendemos que o pecador não-regenerado não pode obedecer a lei de Deus (Rm 8:7) e nem entender as coisas de Deus (1Co 2:10-14). Por isto a necessidade da graça ativa preveniente de Deus.”

    Aqui ele só afirmou que a graça preveniente arminiana é necessária. Ele não demonstrou nada, e isso fica assim durante todo o artigo. Ele não justifica suas pressuposições, e quando faz, ele erra gravemente.

    • 1 – Não, não há confusão. A regeneração é um dom concedido aos crentes, e não um dom concedido para que creiam. O que ele falou sobre a confusão não passou de blá-blá-blá.
      2 – Salvação não se refere a um status legal, como um juiz que ignora um crime. Mas principalmente a uma união entre o Deus Trino e o crente. Isto fica bem claro em Revelação 3:20 e um tanto de outros trechos. Again, é ambíguo dizer que a fé regenera. Deus regenera aquele que tem fé. OK?
      3 – Ele além de não explicar droga nenhuma com esse ocasionalismo de araque, arranca a frase de sua conexão. O texto bíblico não diz que o Evangelho traz a ocasião para que o Espírito regenere, mas sim que há poder no Evangelho. Além disso a Bíblia meio que vai contra o ocasionalismo e suporta bem melhor o concorrentismo (tomismo é o poder! Haha!).
      4 – O Evangellho é eficaz, mas de maneira EXtrínseca e não INtrínseca.
      Dando um exemplo humano: uma picareta é eficiente para quebrar uma pedra, MAS é necessário que você pegue a picareta e golpeie a pedra, pois a picareta não vai se mexer sozinha.
      Dando outro exemplo: água é útil para o crescimento de uma planta, mas a planta que não é regada não aproveita este benefício. A água continua ali, não ficou nem mais nem meenos poderosa só porque deixou de molhar a planta.
      A mesma coisa é o Evangelho da Graça: ele tem poder, mas aqueles que o rejeitam não aproveitam dele.

      Aliás, notou que esta é uma maneira meio pelagiana de defender a eficácia? O cara quer me dizer que o poder do Evangelho é dependente de a pessoa aceitá-lo? Eu pensei que o poder do Evangelho vinha de Deus…

      5 – Avisa seu colega que negar a graça de Deus é uma heresia bem antiga, de um tal monge bretão, que foi refutado por Agostinho, e que desde os sínodos de Cartago e Orange é anaatemizada pela Igreja, tanto a oriental quanto a ocidental.

      6 – Eu acho, assim, eu só acho, que o artigo dá justificativas boas o bastante. Se ele não crê, que se lhe apliquem as palavras de Jesus em Jo 12:40…

      • Anderson, eu ainda tenho dificuldade em debater com calvinistas, afinal não faz muito tempo (nem um mês) que eu comecei a se interessar verdadeiramente pelo o assunto. Portanto estou disposto a estudar (inclusive estudar os próprios autores calvinistas). O problema é que o seu blog possui muito conteúdo em muitos artigos e eu não tenho a menor ideia de por onde começar =P O que você me indicaria primeiramente pra eu entender com mais segurança os artigos mais aprofundados?

  3. Primeiro: se tem dificuldade, afaste-se por um tempo de debates. Aliás, evite-os a todo custo. Eles são desgastantes, vá por mim…

    E sim, meu blog é grande e gordo, uns 250 e poucos posts. Ainda não é mais de oito mil, mas é uma referência interessante.

    Se estiver a fim de aprender um pouco para começar bem, te indico a Teologia Sistemática de Norman Geisler. Ela vai te dar uma boa base filosófica para encarar a parada.

    O meu blog tem mais por intenção ser um local de referência. Precisa de uma exegese de Romanos 9? Ou de Efésios 1? Quem sabe um verso ou teoria obscura? Nisto ele falha em ser um material de estudos. Isto de certo modo tem a ver com a forma que eu estudo: sigo um tanto de temas e vou traduzindo sobre os mesmos.

    De qualquer forma, eu vou postar algumas coisas mais direcionadas a uma apologia positiva do arminianismo por aqui. Eu já comecei com o artigo de Brian Abasciano sobre os FACTS do arminianismo, em breve vou ver algo neste sentido.

    Se estiver interessado, as séries do blog (veja ali nas categorias) são mais autocontidas, e podem ser um ótimo guia para assuntos gerais.

  4. Vamos la vi no artigo que fala isso->como os calvinista insistem , então o poder do evangelho ? resposta: o poder do evangelho é simplesmente pregar para saber quem são os eleitos, se nos não pregarmos como vms saber quem são os escolhidos ? os arminianos não podem falar a se já esta tudo determinado nem precisa pregar, sabe pq os arminianos não podem falar nada sobre isso ? pq isso serve para eles tbm , sim pq se Deus viu no futuro, no corredor quem iria cre e quem não ia, tbm já esta determinado o futuro, se uma pessoa no futuro segundo a visão arminiana disse não a Cristo isso não vai ser mudado na historia porque já foi determinado. Outra coisa no texto tbm disso isso ->O calvinista irá combater esta afirmação e dizer que ninguém pode sequer estar interessado nas coisas espirituais, sem que Deus primeiramente regenere seu espírito “morto”; pois, como pode o “morto” desejar vida? Pois bem, se morto significa cadáver neste sentido, eu poderia concordar com ele. Resposta: Quando falamos morto não estamos falando que significa cadaver e sim que estamos mortos espiritualmente para buscar as coisas de Deus, é por isso que acreditamos que Deus tem que regenerar primeiro. No texto tbm diz isso ->“Por definição, a graça pré-regeneradora é a obra do Espírito Santo que ‘abre o coração’ do não-regenerado (citando Atos 16:14) para a verdade do Evangelho e lhe habilita a responder positivamente em fé” É bom notar que habilitar (Jo 6:65) alguém a fazer algo não garante que esta pessoa vá realmente efetuá-lo. Uma pessoa pode ter-lhe dada a habilidade de fazer algo e mesmo assim não utilizá-la. Resposta: Ae em João 6:65 não fala nada que uma pessoa tem o poder de resistir a graça e sim o contrario, que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido. mesma coisa é em ->E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia.
    João 6:39-40 < Ae em João
    6:39-40 ta querendo dizer o que ? que todos os que Deus deu para o filho eles iram cre, eles quando ouvirem o evangelho iram disser sim e aceitar, pq Deus não quer que nenhum se perca, mesma coisa é em João 6:37 que diz: Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. < Ae ta dizendo a mesma coisa Se Deus deu ao filho, se uma pessoa ouve a palavra e foi um dos escolhidos ela ira aceitar a Cristo. No texto tbm diz isso: Picirilli acrescenta: “Enfatizar este ato é o movimento teológico, digamos assim, que torna possível aos arminianos ressaltar, em toda sua veracidade, que ‘em todo caso é Deus que toma a iniciativa na salvação e chama os homens para Si, e trabalha em seus corações pelo Seu Espírito… e ninguém pode ser salvo sem ser primeiro chamado por Deus’”[2]. < Nisso o calvinismo concorda, e exatamente isso Deus chama primeiro para depois uma ter fé e cre, a fé não pode vir antes do chamado de Cristo, não faz sentido. No texto tbm cita 2 Coríntios 6:1 ae vale ressaltar um ponto muito importante, vms ver primeiro o que a palavra nos diz: E nós, cooperando também com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão
    2 Coríntios 6:1 < Se a graça ea fé salvífica fosse dada a todos os homens todos iriam cre e ter fé, coisa que não vemos, se a graça salvífica fosse dada a todos os homens e alguns homens não aceitasse, essa graça seria em vão. No texto tbm cita Atos 14:17, vms ver o que a palavra diz: E contudo, não se deixou a si mesmo sem testemunho, beneficiando-vos lá do céu, dando-vos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria os vossos corações. < Ae que está, mesmo Deus ter escolhidos alguns e dado a graça para salvação a alguns, ele não odeia as pessoas por isso el da chuva, mantimentos etc, eu acredito que tem dois tipos de graça a graça comum que é essa que Deus da todos os homens, ea graça salvífica que é dada a os escolhidos. no texto tbm cita Mateus 13: 14,15 < mas temos que ver o contexto do texto, vms ver o que o texto diz antes do vers 14 e 15 , Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado;
    Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.
    Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem.
    Mateus 13:11-13 < É por isso que a profecia de Isaías se cumpre, as pessoas ouvem , mas não compreende.
    eles não compreende pq se fala por parábolas. No texto tbm diz isso: o calvinista é obrigado a reinterpretar Ef 2:8 como “Pela regeneração sois salvos mediante a fé”. Nós arminianos cremos que isto é levar o texto além dos limites da interpretação. < Resposta: De forma alguma somos obrigados a reinterpretar, vms ver o que a palavra diz: Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. “Isto” é pronome neutro. Se fosse referente à fé, diria “e esta não vem de vós, é dom de Deus”. Textualmente, o mais correto é que “isto” se refira à equação salvífica “graça + fé”, que não parte de homem algum, mas do próprio Deus.
    Veja o ponto e vírgula depois de “por meio da fé”. Resposta aos arminianos: O argumento é o seguinte: o pronome demonstrativo τουτο (“isto”) é do gênero neutro e portanto não pode referir-se a πιστεως (“fé”) que é do gênero feminino. E nisto eles estão cobertos de razão. Mas precisa ser dito, também, que “isto” não pode se referir tampouco à graça, pois χαριτι também é feminino. Até mesmo salvação não poderia ser a referência de “isto”, porque σωτηριας é igualmente feminino, além de que a forma aqui é verbal. Claramente, então, “isto” se refere à ideia ou ato da salvação como um todo, incluindo a fé, expressa na cláusula “pela graça sois salvos, mediante a fé”. Ou seja, embora o pronome não se refira diretamente a fé, a inclui com tudo o mais que é necessário para o “sois salvos”, que é um dom de Deus.
    Por isso a definição em Romanos 8:29-30: ali está retratado todo o processo de salvação em uma ordem lógica, onde “tudo vem de Deus”.

    Observe que o primeiro ato é “predestinar”, o segundo, “chamar”, o terceiro “justificar” (somente agora a fé, através do sacrifício vicário de Cristo), e, por último, a “glorificação”(30). Vê como é um processo ordenado? Somente ao final vem a “glorificação”. Finalmente, Romanos 9:11-23. “… não eram os gêmeos nascidos” … “nem tinham praticado o bem ou mal” (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama” (11). Viu só? Observe bem que não é por “obras”. Logo, a eleição prevalece “por aquele que chama”. Chamar, nesse contexto, é ter fé. Se a fé fosse dom do homem, a salvação seria por obras, “e a graça já não seria graça” (Romanos 11: 6).

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