Traduções Crédulas: Falácias da Apologética Calvinista I

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Olá pessoas! Vou postar uma série de traduções sobre… calvinismo e falácias!

Com o oferecimento de um de meus blogs prediletos, o Arminian Perspectives, uma série curta de 12 posts sobre algumas falácias bastante cometidas por apologetas calvinistas.
Vamos com nosso primeiro post, falando de: livre arbítrio!

As Falácias da Apologética Calvinista

Falácia I – “Se temos livre arbítrio libertário, o que nos faz escolher de um modo ou de outro?”

Por J.C. Thibodaux

Tradução: Crédulo from WordPress Blog

Falácia Relacionada: Petição de Princípio

Calvinistas muitas vezes colocam questões do gênero “se duas pessoas recebem a mesma graça. por que uma a recebe e a outra a rejeita?” Esta questão foi popularizada na Internet por John Hendryx do site monergism.com, o qual em uma versão desta falácia afirma: “Se a graça preveniente nos põe num estado neutro, então o que motiva uma pessoa a crer e a outra não? … Que princípio nela o fez escolher o que ela escolhera?” [A Prayer That a Synergist Won’t Pray (An Open Challenge to All Synergists), John Hendryx]

O Problema:

A exposição de palavras de Hendryx é bastante reveladora: ele pergunta ‘o que o fez escolher?’, quando a propriedade definidora de uma decisão libertária é que nada a causou ser de uma maneira ou outra exceto a própria vontade da pessoa. Enquanto o livre arbítrio é certamente sujeito a influências, se algum princípio externo coagiu, impeliu ou simplesmente causou uma decisão específica, então a escolha não mais pode ser chamada ‘libertariana’.

Destrinchando a questão de Hendryx:

O contexto (note o título do texto entre colchetes) é que Hendryx está fazendo uma pergunta aos sinesrgistas (pessoas como eu que acreditam que existem algumas escolhas não-necessárias), tentando mostrar o que ele percebe como um problema em nossas crenças. Sua colocação diante da pergunta “Que princípio nele o fez escolher?”, equivale a ele perguntar o que causa nossas decisões, desde que tudo o que faz alguém escolher de uma maneira específica constitui uma causa para aquela escolha.

Então, dado que

  • A questão é feita para alguém que crê em decisões libertárias;
  • A questão desafia a visão libertária perguntando o que causa as escolhas específicas das pessoas;

a questão de Hendryx se resume a “o que causa as escolhas não-causadas?”.

Esta linha de raciocínio não é apenas logicamente absurda, mas também requer que se assuma que todas as nossas decisões sejam causadas, quando é esta proposição que se pretende provar. Esta falácia é mais formalmente conhecida como “petição de princípio”, um tipo de raciocínio circular.

Apologistas calvinistas muitas vezes empregam tais falácias numa tentativa de demonstrar que o livre arbítrio libertário é sem sentido, mas olhando para Deus como um exemplo de como a vontade funciona, podemos ver que um ser com vontade livre pode fazer escolhas sem elas serem causadas por algo externo à sua própria vontade. Por exemplo, não há princípio em Deus que O impele a salvar alguém, mas Ele escolheu agir desta maneira mesmo assim. Se Deus é verdadeiramente livre, então é absurdo argumentar problemas conceituais na própria ideia de livre arbítrio, e portanto nenhuma lógica sustentável para argumentar que ele não pode existir em seres humanos.

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5 comentários sobre “Traduções Crédulas: Falácias da Apologética Calvinista I

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